Poesia eu sou Asim sim Serei

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Feito folha e vento
Num intento de voar
No invento de ser céu.
Feito asa e tempo
No momento de alçar
Num alento, ser ao léu.
Feito fita ou pipa...
No experimento de planar
No advento... No ar, no vento...
É tempo de vôo.

Daqui dou o viver já por vivido.
Quero estar quieta, sozinha agora,
igual a uma cobra de cabeça chata,
ficar sentada sobre os meus joelhos
como alguém coagulado em outra margem.
Daqui dou o viver já por vivido.

Em nome da folha

Nenhuma folha vive sem raiz, quando ela se solta da árvore achando que vai ser livre, ela voa e a cada vôo apodrece ainda mais, seja livre, mas jamais esqueça de fincar raízes A'Kawaza

Capangueira... Capangueira...
Besta fera do Capão...
Capangueira... Capangueira...
Protegei meu coração.
Que o poder do teu veneno
Derrote o povo pequeno
Que me quer no seco chão.

Na Bahia, tudo termina e principia no mar.
E para lá projetarei meus passos derradeiros
(Como o fiz com os primeiros...)
Em verdade vos digo, o mar é o lar dos encantados!
Já dito... vou para onde correm os rios...
Eles não podem estar errados.

O poeta transita entre as palavras
Guiado pelos sentimentos
Que reflete a alma silenciosa
Que ressalta aos pensamentos
Que transborda em emoções
Não deixando vírgulas
Nem interrogações.

Fio da Navalha

Vivo no fio da navalha
Com medo do tempo
Com medo da morte
Com medo da sorte

Meus pensamentos me atrapalham
Meu riso e lagrimas são reais
Da tempestade vem a poesia
Viajo em espaços siderais

Sou cantador Dom Quixote
Canto samba, reggae e xote
Me escondo e desvio da morte
Pois na rua sou gado de corte

Cada dia vivido é uma bênção peculiar...
Quando pela manhã me levanto e vejo o sol brilhar me dá uma energia secular...
A memória se enérgica e a poesia saindo pela pena...
Só posso agradecer este bem maior ao REI dos Exércitos...!
A ELE faço as minhas preces e há RAINHA MÃE do CÉU!
VOS SAÚDO HOJE E SEMPRE...
AMÉM

Apatia, apatia

caminhando – não: parados
lado a lado e o ar – parado
encostados contra o muro
pelotão de fuzilados
no sol, na chuva
janeiro, dezembro
é quase, é sempre
é quase
nem bomba nem brigite
quem lê? nada é notícia
por que não? por que sim?
tudo vai, tudo vão
acabou o festival
acabou o festival
acabou o festival
acabou o festival

Titanic

não existe ponta de iceberg
sem iceberg

e no entanto
meu maior receio

é ser uma ponta de iceberg
sem iceberg

o que dói primeiro

todo urubu titia gritava
urubu urubu sua casa
tá pegando fogo

todo estrondo na rua
papai dizia eita porra
aposto qué bujão de gás

todo avião vovó acenava
é seu tio! desquentrou preronáutica
num tenho mais sossego

temi e ainda temo toda espécie
inflamável lamentei tanto urubu
desabrigado desejei o fim
da força aérea brasileira

só custei a entender mamãe
e o que queria dizer com seu irmão
não vem mais brincar com você
papai do céu levou.

jaz

teremos sempre
— de novo —
avós bisavós tios
mãe e pai
enquanto cultivarmos
nossos álbuns
de fotografias

Dói, a dor que corta a alma e invade o peito. A dor que contamina todo o meu ser.
Isso tudo me é doloroso. Queria gritar, mas esse pedido de socorro ecoa em mim mesma e ali adormece... Só queria chorar, o choro que há em mim corre por dentro como as águas correm no rio. Queria correr, mas não posso fugir de mim mesma.
Olho para as pessoas, suplicadamente, porém elas não conseguem ver ou fingem não ver, assim como eu também finjo estar bem, não estando.
A quem você está tentando enganar? Aos outros ou a si mesma? A quem você está tentando convencer? Pobre alma, porque ainda vive se for para sofrer tanto?
Pobre e doce alma...
Você sabe em seu interior que não quer e, tampouco deseja o mal a alguém, mas você se maltrata. E por mais que você tente ajudar, dar o melhor de si por quem ama, não há volta ou retorno algum. Onde estão todos a quem você ajudou? Onde estão? Quando você irá curar essa ferida? Quando você vai se tornar a mulher que tanto deseja ser?
São muitas perguntas com respostas óbvias e essas me afogam. Você é covarde! Muito covarde, porque fica a se esconder... Se liberta disso, pobre alma, e sai. Voe.
Por favor. Preciso novamente de você.

Era um viajante, até o momento em que encontrei abrigo em seus braços.

Acredite, foi difícil continuar peregrinar por outros caminhos quando o seu doce coração decidiu me abrigar por uma noite.

Insisti em seguir o próximo destino, mesmo não sendo a minha vontade.

Presumi que meus sentimentos seriam temporários, que tudo mudaria depois de semanas e meses.

Sinceramente, estava receoso quando te encontrei, pensava em como era possível alguém mexer com minha mente em questão de minuto, como poderia conhecer tanto uma pessoa que tinha acabado de encontrar.

Mas nada mudou, minha mente insistiu em vagar na lembrança dos momentos únicos que tive você.

É como se ouvisse ao anoitecer sua voz sussurrando em meus ouvidos.

O conselho que constantemente recebo é “deixe o passado para trás”, mas como? Logo agora,em que seria capaz de dar tudo para que a linha do tempo retrocedesse, e parar no exato momento em que te conheci.

Nesse instante, estou do outro lado do mundo onde a distância entre nós incalculável, e o sol é a única coisa que mantém minha mente ligada a você, sei que em algum lugar a luz brilha em sua pele.

Não aguento mais essa saudade, decidi regressar para o lugar de onde nunca deveria ter saído.

Estou a caminho de casa, em direção aos seus braços... Abro mão da minha vida forasteira, para habitar no coração do qual jamais deveria ter saído, estou voltando.... para você.

instagram: @marcosspoeta

Há mentiras em muitos sorrisos,
Há verdades em muitos semblantes fechados,
Há mentiras em beijos,
Há verdades em lábios rechaçados.

O Cordel da Amizade

Como duas mãos se tocam
No encaixe do momento
Chega a parecer destino
Um tamanho sentimento
De uma pessoa aqui
Que encontra outra ali
Sentindo pertencimento.

Os olhos da amizade
Descortinam muito além
Que só na sinceridade
Sabe lhe enxergar também
O amigo que te ama
Nunca que ele te engana
Nem te entrega pra ninguém.

Não se faz de esquecida
A memória da amizade
Sobre as linhas tracejadas
Que separam as cidades
Seja numa tela escrita
Ou na lágrima escorrida
Inda vive uma saudade.

Se o céu cair inteiro
Tudo sendo escuridão
E o joelho fraquejar
Temeroso do trovão
Eu te digo o que persiste
E em encorajar insiste:
O amigo em prontidão.

Amizade é coisa linda
Pode vir de toda forma
Não conhece preconceito
Ao chamado não demora
Não se cala na defesa
Mesmo que não saia ilesa
Regenera, se transforma.

É feroz, é bem mansinha
Maternal e protetora
Chama pra beber cerveja
Colorida e instrutora
A beleza da amizade
Está na diversidade
Disso é uma escritora

No entanto, escute bem
O que mais é relevante
Que você jamais esqueça
De quem é mais importante
O maior, melhor amigo
É o que já está contigo:
Do teu peito é habitante.

duas cadeiras

conte para mim
sobre como tudo anda difícil
e nem a cerveja se paga
e nem a escrita se cria
me conte

sobre os imprevistos
e as curvas fechadas
sobre os livros
abandonados
as exposições vazias
de significado

me fale sobre a rotina
que esmaga
com as palavras que
sempre as mesmas
se usa

e sobre a cidade cinza
os rios espumantes
o quilo de sal
caro
que se come
me conte

sobre as temperaturas
altas e os corações
apáticos
sobre as relações
de supermercado
os produtos
políticos

eu quero ouvir
sobre as pequenas vidas
os pequenos instantes
de vida
que ainda resistem

O azul repousa sob o rosa e na fuga
dos dias os surdos emitem sinais aos cegos
que ruborizam sem sombra
de dúvida: “Amor, o mundo
De repente, muda de cor”

Me reconheci
Não sei se me conhecia tanto sem mesmo te conhecer, mostrasse ao meu mundo o que és capaz de prevalecer.
Me reconheci ao te ver.
em seus olhos trouxeste a magia de seus mundos, em suas mãos trouxeste o amor que havia, com toda força, os lábios vermelhos o derrubarava.
Com a sua calma imensa perdoava, mas não era simples conquistar esse coração jovem de ser, eu parecia ate dona.
o mais mágico disso é a estrada que eu tô ser a mesma em que nos se conhecemos, onde agarraste minhas mãos e prometesse me amar, fugi,era poesia pura.
mal sabia que as minhas palavras eram mágicas, como vosso reino diria, és mágica,
és poeta,
és incrível.
Quando te reconheci percebi o que era,uma menina mulher apaixonada, uma garota apaixonada, mais que isto o teu amor de outras vidas.
quando me perdi nas palavras soubeste me entender sem mesmo saber, do começo ao fim entendesse o velho e nobre significado da louca eu.

Uma vírgula
Ponto
Um ponto e vírgula
Pronto
A vida toma acento
Entre símbolos ( ... )
Entre amores. Ponto?
Uma vírgula! Segue...
Entre reticentes reticências...
Até a morte...
O ponto final.