Poesia eu sou Asim sim Serei
Não posso defender um regime [o cubano] sob o qual eu não gostaria de viver. Não posso admirar um país do qual eu não possa sair na hora que quiser. Não dá para defender um regime em que não se possa publicar um livro sem pedir permissão ao governo. Apesar disso, há uma porção de intelectuais brasileiros que defendem Cuba, mas, obviamente, não querem viver lá de jeito nenhum. É difícil para as pessoas reconhecer que estavam erradas, que passaram a vida toda pregando uma coisa que nunca deu certo.
Eu sei que já procurei pelo em ovo, já procurei chifre em cabeça de coelho, já vi coisa onde não tinha. Sei disso tudo. Já me meti em muita enrascada e fiz muita indiada nessa vida. Mas isso faz parte do processo de amadurecimento e do crescimento emocional. Porque é só levando na orelha que a gente aprende. Aliás, é só assim que eu aprendo, pois sempre escolhi os caminhos mais cheios de lama.
Eu não fico muito impressionado com argumentos teológicos, independentemente daquilo que eles estão sendo usado para apoiar. Esses argumentos frequentemente se revelaram insatisfatórios no passado.
Ainda tenho muito que aprender. De tudo que eu aprendi, nada se compara ao que falta aprender. Tenho um longo e inovador caminho a percorrer, e perder tempo é desperdiçar o que eu tenho de mais importante.
Quando eu escrevo, eu consigo ordenar tudo aquilo que eu penso. Agora, quando eu falo ou quando eu sou, simplesmente, não consigo ordenar nada. Eu sou da maneira mais caótica possível.
Durante muito tempo você foi a explicação para o que eu sentia. O que eu sinto agora já não tem explicação alguma.
Eu realmente não consigo idealizar alguém apaixonado por mim. Eu não consigo imaginar alguém pensando em mim antes de dormir, ou contando para os seus amigos sobre mim com um sorriso bobo. Eu não consigo imaginar ninguém nas nuvens porque eu disse um “oi” ou qualquer coisa assim. Não consigo imaginar alguém sorrindo para a tela do computador quando a gente está conversando. Sei lá, só não consigo.
Machismo é quando você, homem, ou mulher, me subestima e subjuga, feminismo é quando eu não aceito nem obedeço.
Eu não te culpo, meu bem, eu nunca te culpei. Você sabe que a culpa é algo que escorre da minha boca para a tua em sincronia, em sintonia, é via de mão dupla, eu sei também. E o erro que eu joguei nas tuas costas tem o traço do meu lápis, tem o som da minha voz, tem as minhas digitais. Mas, veja bem, era mais fácil assim, entende? Teu sorriso já é manchado de arrependimento e eu não quis sujar as minhas mãos.
(...) lá estava eu, discando aqueles números decorados tanto quanto meu nome, e torcendo pra ninguém atender, e eu poder dizer a mim mesma de que pelo menos eu havia tentado! Mas, pra minha coleção de situações patéticas, ele havia atendido o telefone com voz de sono, não disfarçando em nada o mau humor.
Enquanto eu não fizer um ninho pra mim morar, eu não vou me importar com mais nada. Pois, preciso de um canto pra ser feliz.
Quando me disseram que eu podia apagar tudo que eu tinha escrito, acho que pensei que eu podia fazer o mesmo com as coisas que eu tinha feito.
Hoje eu tô afim de voar também, bem alto. Então faz assim, entra e fica a vontade, mas deixa a porta aberta.
Todos os dias eu te escrevo, todos os dias eu tento te reconquistar, todos os dias tento fazer você mais uma vez por mim se apaixonar! Mas eu sou mesmo um tolo sonhador, porque isso jamais terei novamente, o seu amor já não é mais por mim, e você mesma já até deu um fim!
Por mais que eu tenha te perdido, eu ainda tenho esperança. Se um dia eu te conquistei, sei que posso fazer isso de novo.
Com dezesseis anos umas brincam com bonecas, que porém não são mais as Barbies que eu tinha. Agora tem as Bratz. Outras leem Winx. Outras já estão na América. Umas têm blogs louquíssimos na Internet, baixam files, têm iPod. Algumas matam os pais. E outras se apaixonam e justamente fazem amor.
Vezenquando eu baixo a guarda, fingindo que não queria viver sempre á sua disposição. Mas olha, vezenquando, eu acordo com vontade de ser sincera, outras vezes, acordo com vontade de ser forte. E aí, quando sou forte, não sou sua. Só sua sua nas noites de frio, quando ouço nossa música, quando vejo suas fotos. Nos dias restantes, não penso nem na possibilidade de pensar em você. Por todo o mal que me fez, por todo o mal que me faz, por todo o prejuízo, por cada uma dessas cicatrizes. Eu convivo com a tristeza de saber que embora o mais impossível, o mais improvável o mais sem sentindo amor, foi o maior amor que eu já senti nessa vida. E senti por você, só por você. Irônico, né ? Eu que vivo dando conselhos dizendo que devemos nos valorizar, vivo chorando baixinho, deixando escorregar uma lágrima aqui e outra ali, me olhando no espelho e tentando ver você. Eu fico repetindo até decorar ( como eu fiz com a tabuada ) que eu vezes você é igual á zero. Não tem como. A gente se divide ou se subtrai, a gente se trai em outras bocas, em outros corpos. A gente nunca é ” nós”. A gente é, não somos. Entende ? Eu queria que as coisas fossem diferentes, mas tem coisa que não é pra ser, então não é. Mas é, é uma pena, pena ter que partir, pena te ver indo embora e não poder dizer “até mais”. É adeus, aquele bem frio, aquele bem mal dado, igual bom dia em uma segunda-feira ás seis da manhã. Mas eu vou continuar igual boba escrevendo seu nome na última folha do caderno, com corações, e uma vontade imensa de te mandar todas as cartas que te escrevi. Mas só vou ficar na vontade, porque não pode amar quem não ama a gente, entendeu coração ?
Eu me repito porque não sei ser outra coisa, eu me desgasto porque só sei ser muito. Não sei diversificar e não sei falar de outra forma, só conheço meu próprio modo. E, se me perguntar, não, não estou insatisfeita.
Eu posso ficar chorando 1 mês inteiro! dia após dia, mas eu vou poder falar que eu tentei e fui até o final! E que foi por algo que realmente valeu a pena na minha vida . Independente da resposta .
