Poesia eu sou Asim sim Serei
Eu só não entendo por que as pessoas mentem para você quando é tão óbvio que eles não estão dizendo a verdade.
Eu nunca quis agradar às multidões: pois aquilo que eu sei, elas não aprovam; e aquilo que elas aprovam, eu não sei.
Pra se falar de amor é indispensável que eu tenha vivido tudo que ele pode provocar. Do frio na barriga aos olhares perdidos nas nuvens, no ar. Ter lembranças das reações à tímida troca de olhares e aos primeiros sorrisos da paquera. Sem deixar de lado o arrepio na espinha do primeiro beijo seguido do olhar feliz, porém envergonhado. Mas não posso negar que há dores em amar. Há a desilusão que todo mundo conhece e a tristeza por não ser agrado aos olhos de quem tanto se quer bem. A aflição maior se dá quando sequer conseguimos dizer o quanto é puro o amor que temos, mesmo que ele só cause dor. Provamos o gosto ruim das lágrimas pesadas, choro aos soluços, que arrancaram dos olhos a beleza sorridente e mascararam os olhares com um pesar descontente. E a mágoa de ter sido deixado pra trás, então. Sonhos deixados de lado, resumidos à frustração. Mas há que se acreditar, que o que há de pesado, pode também ser suave e puro. Há amor que pode ser leve, delicado e gentil. Que sabe ser intenso e febril e pode ser a coisa mais singela que já se viu. Não que ele prefira ser dicotômico. Não creio que seja assim, tão radical. Do tipo escolhe entre fazer bem ou fazer mal. Acontece que, quando comparamos, amarramos os extremos para sentir quão diferentes são. E quando o amor é agradável, colorido e leve que basta um sopro pra formar bolhas de sabão só pra representar o que ele causa, sinto que amando é possível levitar. Assim, o que doeu fica tão pequeno e insignificante que daqui do alto ninguém consegue lembrar.
E eu estou de pé. Depois de uma virada em minha vida quem sabe, depois de uma chuva forte que caiu durante uns dois ou três anos. Aprendizados que agora caem em minhas mãos, como se fossem os pingos que ficaram no telhado, arrependimentos que batem em minha porta pedindo pra que eu os enxugue, vozes que me dizem uma mesma coisa o tempo todo como uma goteira caindo e fazendo o mesmo som. Coisas momentâneas. Coisas que vão passar quando eu ver o sol nascer amanhã. Minha previsão do tempo particular me diz que ainda vão vir algumas chuvas de verão, daquelas que logo passam... Mas nada que possa derrubar o abrigo que eu fiz essa noite. Um abrigo com o telhado e as portas de amor próprio, com janelas que são à prova de barulhos que possam me fazer querer sair lá fora, e com paredes que não deixam se quer o cheiro da chuva entrar. Mas sempre existe aquela frestinha como dizem, e se algum vestígio dessa chuva entrar... E não conseguir me conter com a vontade de sair lá fora, peço que me segurem. Não quero me molhar, eu sei que não vale a pena, não por essa chuva!
É engraçado, eu me apego tanto às pessoas e me sinto tão importante para elas, mas no final eu sempre descubro que eu nem era tão importante assim.
Eu quero um colo, um berço, um braço quente, um calor no inverno, um sonho calmo, um espaço enorme, como a lua rodando entre as estrelas…
É, eu sinto sua falta muitas vezes. Mas por orgulho não vou atrás. Ainda me dói te ver largando a mesma ladainha pra cima de outras, mesmo sabendo que é uma coisa sem valor, que certamente são palavras ditas com muita falta de sinceridade. Mas me dói. Te ver me desperta a vonta do teu abraço, de ouvir tua voz. De delirar com seu sorriso e rir das suas brincadeiras maliciosas. Eu sei que talvez tudo tenha tenha mudado. O que há dentro de mim não é mais tão forte, e eu ando comemorando com isso. Talvez eu nem goste mais tanto de você, porém eu não sei viver na dúvida. Sei que sinto falta do seu cheiro, quero tanto seu abraço, meus olhos pedem seu sorriso e eu luto contra isso. E vou continuar lutando, desejando que cada um siga sua vida e que seja assim: natural. Mas só para deixar claro e ser bem sincera, às vezes o seu jeito, essa mania de achar que os outros não tem sentimentos me magoa. E eu sei que para você não é grande coisa, mas chego a pensar que não sei mesmo se algum dia você vai se cansar dessa vidinha em que o mais rápido, mais ágil, que age pela razão, o mais esperto é o que se da bem. Que iludindo alguém as coisas irão dar certo no fim. Definitivamente acho que numa dessas você vai virar para mim e dizer: “E aí, já posso levar o Oscar?” – e eu, novamente, vou sair da história como a “coitada que foi enganada”.
Eu admiro tanto isso, você sempre tão focado nas suas prioridades, tão determinado. E eu aqui, tão focada em você. Prioridade nem sempre a gente escolhe, né ?
Eu poderia perder o meu ministério amanhã e eu nem sei o quanto de lágrimas que derramaria, mas se eu perder a minha mulher, a minha vida estará terminada.
Chega de promessas não cumpridas, de palavras vazias, de juras falsas. Eu quero verdades, sinceridades, honestidade e transparência. Quero realidade, franqueza, quero ter mais certeza. Ando precisando de apegos, apreços, carinho, atenção, de dedicação, de consideração, de gratidão. Quero intenções, atitudes. Bons ventos e pensamentos. Mais gentileza, mais cavalheirismo, mais suavidade. Chega de palavras que machucam, de atitudes que ferem, de olhares que angustiam. O mundo precisa de mais afeto, demais respeito, de mais educação, de mais consideração.
Tenho acompanhado certas mudanças, e por um momento, não me reconheci. Aí eu lembrei que o ser humano é bizarro mesmo, e que na vida passa por suas milhares de fases.
"Eu prefiro ter a beijado uma vez, ter a abraçado uma vez, ter a tocado uma vez do que passar a eternidade sem isso."
Eu não posso prometer consertar todos os seus problemas mas eu posso prometer que você não terá que encará-los sozinho.
Quis me perder, quis ser outra, que não eu mesma, mas esbarrei em mim por todas as saídas de emergência.
Algumas pessoas gostam de ver o lado bom das outras. Eu gosto de ver o lado verdadeiro, quando as mascaras caem e a verdade aparece.
Eu vou cuidar de você. Eu vou te dar conselhos tolos que você nunca vai usar, pois, por mais que você não ligue, eu ligo... Eu me importo e me preocupo com você. Eu vou cuidar de você... Vou te ligar só pra perguntar se você tá bem, e pra ouvir a sua voz. Pois às vezes sou idiota, não tenho nada pra falar, só quero te olhar. Eu vou cuidar de você... Porque te amo, e quem ama, meu bem, não desiste assim tão rápido, tão fácil. Eu vou cuidar de você, porque quero você aqui, quero você bem e quero você comigo. Mas, meu bem, por mais que eu chore incansavelmente porque todas as minhas palavras foram gastadas à toa, espero que um dia você saiba o que está fazendo.
E nessa angústia eu continuo. Mesmo sem precisar. Ela é a certeza de que algo está acontecendo. De que eu tenho com o que me preocupar. De que você ainda está por perto. De que eu ainda posso te alcançar.
Eu quero usar um pouco do seu vazio pra eu me fazer inteira. Eu quero o som do seu oco pra fazer música até amanhecer.
Na verdade, eu só queria matar uma parte de mim: a parte que queria se matar, que me arrastava para o dilema do suicídio e transformava cada janela, cada utensílio de cozinha e cada estação de metrô no ensaio de uma tragédia.
Os únicos princípios que eu aceito, ou necessito, na Física são os da Geometria e da Matemática pura; estes princípios explicam todos os fenômenos naturais, e nos permitirem fazer demonstrações bastante acertadas a respeito deles.
