Poesia eu sou Asim sim Serei
´´Com um currículo na mão
E o coração na outra
Eu esperava na fila
Calmamente arrancava alguns fios de cabelo
Tentando conter minha infelicidade feliz
De poder estar aqui.``
Teus atrevidos pensamentos
Olhar generoso que me invade
Mãos talentosas, corpos putos
Eu precisava despir a tua vaidade.
EU-JORGAL
Ó trovador que abre seu lábio antigo,
Diga a musa que ouve doce as cantigas de amigo:
Assim como tu sabes que mente para si,
És tola e eu tolo, mesmo sem a tua harpa,
Minha harpa é tua harpa, pois é para ti.
Chego até querer ir a tua corte com lira de maldizer,
Porem tua íris céu, cabelo ouro e branca rosada,
Expulsa de mim a sátira grosseira a cavalgada
Feito Segrel e seu cavalo perdido em toada .
Desde as melodias da antiguidade
Os trovadores sopravam realidades.
E tu dama a mim desfere lira de escarnio
Enquanto minha harpa compõe amor em grande ensaio.
Um dia da semana
Como sempre acontecia naquele dia da semana
Eu estava, largado e ansioso por aquele momento
Uma energia corria pela minha alma, quase desumana
Como um menino que sabia de algo, mas não tinha o conhecimento.
A visão da mulher que surgia no corredor estreito
Entre a sombra deixada na parede e a silhueta na escuridão
Invade meus sentimentos e o meu corpo no leito
Sem dizer uma palavra me afoga pelos lábios e silencia o coração.
Com a agilidade de uma artesã manipula sua mão macia
Pelo corpo semi rígido e vibrante que se entrega sem lutar
A mistura de atos, agilidade e graça, monta uma galeria
Que deixa o modelo inato, desesperado e pronto pra se entregar.
Tomado pela mais ágil amazonas, aceito o seu cavalgar
Me sinto como se corresse pelos campos de trigo dourados
Não consigo evitar e deixo a felicidade no rosto estampar
Enquanto o frenesi do seu quadril acaricia um corpo emoldurado
Entre o romantismo e a volúpia, aprece um ato invertido
E sou agora capturado pela fera endoidecida
Tomado agora pela visão da deusa entregue, me torno pervertido
Um, dois, três atos cheios de gritos e duas almas esvanecidas.
E mesmo assim encontram fôlego para uma despedida.
Me espere,
irei lhe encontrar em alguma realidade onde nós dois demos certo,
onde eu consegui te ter,
onde eu não sofri,
onde o amor não me matou.
Lua de sonhos
Quando você fala o tempo se cala;
Eu não sei senão amar até o fim.
Quero um carinho sem fim, que dure a vida inteira, que tenha o sabor do mais doce dos beijos.
A luz da lâmpada sombria, sobre o leito de flores, a lua por noite, entre as nuvens nós dormimos!
Manias de sonhador no mundo colorido, onde cada sentido é um ator.
Arde sem perceber que é fogo e também é ferida que dói e não se acha; É uma descontente busca na aventura da paz que desejo e quanto mais procuro, mais sofrimento de não achar tal...
Que importa? Se tu, lua desta noite,
Fosse já a lua dos meus sonhos!
Eu só queria a veracidade das palavras proferidas pela magia da sabedoria, que atenderia meu chamado e enterraria minha dor.
Em meio a personagens da vida me sucumbo a ser aquele que não exerce afeto, não por falta de tentar mas por falta de receber.
Aquele que almeja o melhor para os outros, é carinhosamente rejeitado por palavras proféticas ou mesmo amaldiçoadas.
A razão de ser o que esperam é clara, não seja mais do que eles merecem, pois na tua ausência não choram por ti, mas na tua queda fingem ao menos um choro esquecido em meias verdades, já esquecidas na memória ilusória da afeição.
Ilusão achar que estão aí, no choro mudo proferido por ti a mania de querer ser, já não é escutada por tuas entranhas
O resto de esperança que existe no teu coração vai sendo dissipado na ausência da palavra do teu irmão, estar só é uma reciprocidade entre coraçõesperdidos..
Aceitação da injustiça
Não, o mundo, ele não é justo, eu vejo assim,
É certo se afastar daqueles que amamos por causa dos outros?
Para mim, a resposta é não, mas para o mundo, é sim.
Como uma pessoa pequena que sou, aceito, sem queixa-me.
Não sou alguém que acredita em mudar o mundo, confesso,
Apenas aceito a realidade, não feliz mas aceito,
Sei que nada posso fazer, por menor que seja o problema,
Não, o mundo não é justo, ao menos para mim, é assim que vejo.
Harmonia Inexplicável
Sinceramente, sua presença me traz paz e segurança,
E eu não sei explicar como.
Estar perto de você me faz sentir que consigo tudo.
Bem...
Eu não acho que isso seja normal, principalmente pela minha condição,
Mas quando você está perto, é como se nada disso existisse.
A sensação é inexplicável, talvez a explicação seja você,
Ou o seu jeito de ser... talvez seja por isso que me sinto tão seguro quando você está por perto.
Nas raras ocasiões em que nós nos abraçamos,
A paz é tão grande que é como se apenas eu e você existimos naquele ambiente.
Bem...
Eu não escrevo as melhores poesias, mas escrevo o que eu sinto, e é isso.
Por que sempre me falta algo?
Eu não sei quando começou
Só sei que o cansaço me achou
Eu não sei mais pra onde correr
Mas eu ainda tenho que me reerguer
Eu não quero que isso aconteça
Eu só quero que amanheça
Porque de noite sempre vem esses pensamentos
E eles são tão violentos
Eu tô cansada
Mas ainda tenho que fingir que eu sou blindada
Eu nunca me senti amada
Será que eu vim da forma errada?
Eles sempre dizem que somos iguais
Mas a única semelhança é que nos somos todos desiguais
Cadê a minha esperança?
Acho que ela acabou quando eu comecei a ter muita cobrança
Mas quem sou eu?
Só de pensar nisso, o meu estômago já doeu
Mas cadê esse seu Deus?
É por isso que as pessoas viram ateus?
Ele só ajuda quem tem dinheiro?
Porque eu vivo num chiqueiro
E apesar de tudo, eu ainda acredito nele.
Quando eu for embora,
Você vai sentir minha falta?
Será que vai olhar pra lua e se perguntar
por onde ando agora?
Vai desejar voltar no tempo,
pra poder olhar nos meus olhos uma última vez, e dizer que me ama
Ou que poderia ter feito mais.
Quando eu for embora,
Vai restar o silêncio,
Entrelaçado com memórias
De um amor que não coube no presente.
Vai lembrar que eu te ensinei a amar,
As palavras vão rimar com a saudade
E vão dançar no vazio que eu deixei
Quando eu for embora.
Eu vivo...
Das noites mal dormidas com cheiro de mofo,
Das xicaras de café na solidão,
Das musicas depressivas na escuridão,
Dos meus céus cinzentos clareados por luz elétrica,
Da minha vida caótica nesses dias modernos,
Eu vivo...
Da sua imagem translucida na minha vida,
De seu sorriso no esquecimento,
Das minhas cervejas vagabundas na solidão,
Das poesias escritas de montão,
Dos meus domingos fracassados,
Das humilhações diárias...
Eu vivo...
Da tapioca queimada na frigideira,
Das moedas escassas nos meus bolsos,
Da falta de grana e da falta de um amor,
Da falta de maturidade,
Do excesso de bondade,
Da morte que é uma vontade...
Da minha literatura que é uma vantagem,
Do meu mundo que é uma viagem,
Dos meus amigos que são minha bagagem,
Das minhas filhas que são minha linhagem...
Eu vivo...
Do fracasso que é meu vicio,
Do amor falido que é meu combustível,
Das rejeições que são infalíveis,
Do não que tenho nos dias vividos,
Das garotas que passam direto,
Das oportunidades perdidas...
Da garota que perdi de bobeira...
Da minha vida que é uma asneira,
Do amor que é um eterno sem rumo correr...
Vivo para um dia sozinho morrer!
Cris Silva
Amor, te quero tanto que não sei descrever,
A minha vida, eu sei, já é você.
Mas eu não posso mais te esquecer,
Fomos feitos um para o outro, é o que eu quero crer.
Penso tanto em você, não consigo desapegar,
Te quero só para mim, mas não posso te segurar.
Sou trocável, reciclável na sua mente,
Meu coração palpitando, amor ardente.
Você era a pessoa dos meus sonhos,
Mas você partiu, fechou a porta, me deixou sozinho.
Fiz de tudo por você, desfiz de todos os embaraços,
Mas no final, essa vida má não teve um bom abraço.
Agora, aqui estou, com versos e saudade,
Escrevendo sobre o amor que foi embora, sem piedade.
A música da vida segue, mesmo com dor,
E eu, com minhas palavras, tento expressar o que restou.
Te quero bem, mesmo que o fim não tenha sido doce,
Ainda guardo as lembranças, o que sobrou da nossa prece.
E assim, nas entrelinhas, escrevo o que sinto,
Neste poema, onde o amor e a saudade se entrelaçam no infinito.
Pensamentos
Autor: Welington
Eu não sei o que as sombras querem de mim,
Toda vez que olho pro escuro, ele se torna mais atraente,
Parece ser um caminho solitário, uma estrada para o fim,
Um reflexo no espelho, não sei quem está a minha frente,
Será só meu ego? Ou é somente o que restou aqui?
Um mundinho destruído,
Gritando para todo o universo que não passava de um mito,
Uma história que nem existe mais,
Descarregando palavras antes de ser um delito.
Longe de todos, mas ao mesmo tempo perto,
O calor corporal some, o sono aumenta,
A vontade de sumir parece sempre o caminho certo,
Tentador ao mesmo tempo que sustenta.
Todos os maus sentimentos e emoções,
Sendo ruim aos olhos de todos, eles até se ausentam,
O caos aqui dentro não é sério, mas machuca,
Meus problemas são nada, mas me destroem,
A vontade é pouca, mas ajuda,
O fim de tudo talvez faça com que eles melhorem.
Vozes e vozes, sempre o mesmo enredo,
Desespero, mágoas, medo,
Saudades, decepções e mudanças,
Passado sempre apontando o dedo,
Mostrando situações que fizeram perder a esperança.
Mesmo tão novo, mesmo criança,
Tentando aparecer pro mundo, mas só sendo chamado de feio.
Minha mente até se sente mais calma agora,
Parece que dizer tudo que tem me incomodado ameniza a dor,
Eu tenho algo a dizer, mas ainda não é a hora,
Talvez eu seja apenas uma flor que não desabrochou.
"Pai,
Eu não quero a força da terra, eu quero a força do céu.
Não quero as vontades do corpo, quero a do Espírito Santo.
Não quero os desejos da carne, quero os milagres do alto.
Não quero os medos terrenos, quero a coragem divina.
não quero a fraqueza do homem, quero que o Seu Espírito tome conta de mim."
A inspiração para meus dias, é só mais um dia, poder viver, cantar, querer, desejar e amar.
Eu escrevo poesias no pensar, amo o mundo, amo o véu, o céu e o mar.
E no pensar, eu não consigo imaginar mais um dia sem adivinhar, sem deixar.
Mais logo penso que, com o passar do tempo, poesias novas irão se formar, e com as próprias, novas pessoas irão cantar.
Não me chame mais, te amar demais tira minha paz, essa é a vida que eu sempre quis.
Tá me deixando pra trás, num sentimento amargo.
Não só o amor, mas a vida em declínio,
Nesse mundo de dor, que perdeu o raciocínio, de um modo rápido, na verdade ilusório, parece feitiçaria,
Some no ar, como truque de magia.
E quando retorna, já não é mais,
O amor que se foi, se perdeu nos ares.
Então ver se me ouve, as dores, não vou repetir, jamais.
Ideias não surgem e eu fico a deriva com uma falsa esperança de voltar para os velhos tempos onde eu apenas chorava e sequer tinha uma consciência, para os tempos vindouros que virão em prol do prazer humano e da juventude, que uma vez foi perdida com o tesouro do grande profeta. Rogo por dias melhores, por uma nostalgia que não posso ter no momento, vivo em uma ambiguidade da minha própria existência caótica em um mundo que não me pertence, vozes ecoam da essência do vazio e da loucura humana desenfreada. Luto com demônios dia pós dia e eles querem minha carne, meu ser e minha mente, seria isso um pedido de ajuda? Ou apenas uma citação de uma alma fragilizada com tanto? Apenas sei que por mais que nós tentássemos iriamos ruir em meio ao frenesi da carne e do espírito.
Decorei a mais profunda dor do meu ser e convivo com a incerteza do amanhã e a certeza da noite fria. Meu coração clama por sua atenção e carinho entretanto não posso ter minha dose de felicidade momentânea tão cedo, o sol já se pôs e eu sequer pude ler seus juramentos naquela folha.
No vazio do peito eu fico a caminhar, na estrada da vida com um sorriso a encantar
Sorriso tal não é verdadeiro, mas também sou eu por inteiro. Tenho minhas paradas de solidão, momento então sem compaixão, mas depois de um tempo venho a refletir, que eu se eu paralisar posso vir a regredir. Momentos de clareza me fazem enxergar a vontade de andar e de continuar. Este ciclo anual vem constantemente e eu não sei como parar psicologicamente.
Tu foste aí e eu fiquei aqui
Num monte extremo de vivencias e desistências, a pertinência pertencia a tu, na saudade do que não se renasce, minha consciência se comoveu a tua existência.
