Poesia eu sou Asim sim Serei
Na noite fria me peguei procurando respostas pra perguntas que eu nem sei quem as fez, percebi que estar sozinho e se sentir só são coisas diferentes, no meu vazio busquei coisas que pudessem me preencher, percebi que estava quebrado e que os pedaços já não estavam mais ali, fiquei em silêncio sofrendo calado, e no silêncio da solidão me senti insuficiente, sem propósito e sem rumo, lá estava eu, como uma bússola quebrada eu não tinha mais valor, pouco a pouco o meu sorriso se desfez e minha alma ficou escura, não entendi o porquê, de repente a vida já era cinza e sem graça, os dias iam passando as horas se estendendo e a vida me deixando, me pergunto quando me tornei tão vazio e frio por dentro, me olho no espelho e não me reconheço, quando me tornei tão descrente de que um dia vai ser diferente.
Não posso afirmar nada sobre mim que seja autenticamente eu-mesmo, nada que seja permanente, nada que esteja fora da crítica e da duração.
Dizem por aí que "Eu te amo" não significa nada, mas acontece que esse mesmo "Eu te amo" vindo da pessoa certa significa o universo inteiro.
Não sei se fiz algo de errado, mas acho que naquele dia nem eu e nem você entendeu oque aconteceu...(S)
"A identidade do 'eu' é a própria unidade do real que se manifesta na existência de uma substância em particular que sou eu. Nenhuma explicação causal tem o poder de reduzi-la a qualquer fator, pois é ela que unifica todos os fatores. A existência do 'eu' é o inexplicável por trás de tudo o que é explicável."
Há algo teatral em todos os nossos abraços, eu acho, enquanto pesamos nossas respostas contra aquelas que percebemos ou projetamos; sempre desejamos demais ou não o suficiente...
O ponto principal da literatura, eu acho, é que é a melhor tecnologia que temos para comunicar como é a vida de outra pessoa, a partir do seu interior.
O único tiroteio que você vai ver é com pistola de cola quente – a única arminha que eu sei manusear – e minha maior aventura é conseguir quitar os boletos com o meu salário. Aliás, ganho tão pouco que, em vez de chamar de salário, deveria chamar de troco.
Eu te amo às dez da manhã, às onze e ao meio-dia. Eu te amo com toda a minha alma e com todo o meu corpo, às vezes nas tardes chuvosas.
Admiro quem consegue arrumar tempo pra sofrer por amor... Porque eu tô sempre ocupado trabalhando pra pagar boleto!
"O 'eu' é aquele que responde por aquilo que sabe, e, mais ainda, por aquilo que ele sabe que sabe. O mais elevado autoconhecimento não consiste senão na admissão de um saber prévio assumido responsavelmente."
O eu que responde – o eu responsável – é a realidade humana mais direta, universal e permanente. Mesmo culturas que não chegaram a ter uma noção clara da individualidade psíquica já sabiam disso, como o prova o fato de que em todas elas quem é chamado a responder por seus atos é o autor deles, não um terceiro. Não há sociedade, por mais primitiva, onde as noções de autoria, culpa e mérito não estejam perfeitamente identificadas entre si.
"O eu não poderia ser criado por incorporação de papéis sociais se já não estivesse prefigurado, por um lado, na individualidade física e, por outro, na memória da memória – a recordação de estados interiores revividos na pura intimidade do indivíduo consigo mesmo."
O eu responsável – a consciência da consciência – não existe como coisa nem como estado: existe apenas como tensão permanente em direção a mais consciência, mais responsabilidade, mais abrangência e maior integração.
O eu responsável é um dos fundamentos primários da sociedade humana. Ele é a origem de todas as idéias, criações, instituições, leis, hábitos, estruturas. Tudo o que, na sociedade, não possa ser rastreado até sua origem no eu consciente assume a aparência de coisa externa vinda ao mundo por pura magia espontânea. É o coeficiente de fantasmagoria que resta em toda sociedade por efeito da alienação e da perda de memória.
Eu vivia a procurar meu eu até descobri que ele sempre esteve aqui. Só estava olhando nos lugares errados!
Ta procurando motivação? Vá atrás do EU QUERO, vire a esquina de EU POSSO que voçê chegará em EU CONSIGO.
Não consigo dormir direito à noite, não sinto fome, não sinto vontade de nada, na verdade. E eu só queria conseguir sentir alguma coisa no meu coração, queria sentir que tenho um e que ainda bate aqui dentro. Mas os cacos se resumiram a pó e por serem pó é difícil juntar tudo novamente sem faltar uma parte. Porra, eu só queria sentir alguma coisa, eu só queria me sentir importante e amada; eu só queria que as mágoas sumissem, que as lembranças se esvaíssem ou fossem apagadas, porque por mais boas que sejam, só estão causando o mal. Eu só queria que isso tudo passasse, que as coisas melhorassem, que as pessoas se importassem de verdade, que os dias não fossem tão longos e sombrios assim. Estou no meu limite, estou exausta, estou sem animo, sem vontade, sem rumo, sem sentido, sem esperança, sem fé, sem amor e sem abrigo. Minha alma definhou, minha felicidade desapareceu, meu peito apertou, minha garganta sufocou e eu morri por dentro. Eu era tão cheia de coisas boas, tão cheia de amor e agora me tornei oca, vazia, sem sentimentos e ainda mais fria. Fecharam as janelas da minha alma e a escuridão tomou conta do meu ser, não existe mais aquela luzinha lá no fundo; não existe mais aquela voz sussurrando baixinho que tudo vai ficar bem; não existe mais aquele fiozinho de esperança que costumamos nos agarrar quando tudo está difícil. Não existe mais nada além de vazio. Minha alma morreu e eu também morri por dentro.
Hoje eu estava mexendo nos meus rascunhos, nas notas do celular e achei o texto do pedido de namoro que te fiz, junto com a foto do meu cachorro com a plaquinha, que por sinal, não durou dez segundos. É, exatamente um daqueles tantos pedidos que você não aceitou. Eu o li várias e várias vezes e enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto, acabei lembrando do que “não” vivemos e por mais que eu diga e finja que está tudo bem e que eu estou seguindo em frente, aquilo me doeu muito. E fez desmoronar toda a barreira que eu construí em volta do meu coração e eu percebi que o que eu construí, na verdade, foi apenas uma máscara pra ninguém notar o quanto meu coração ainda está ferido e chorando por você. A falta que você me faz é gigantesca e mesmo sabendo que você não sente nada por mim, continuo sentindo tudo por você, involuntariamente. Parece piada, mas eu continuo esperando você voltar, mesmo sabendo que tem 100% de chances disso não acontecer nunca. E eu te espero porque eu me sinto sua casa, eu vivia sozinha e de repente você chegou, conquistou um espaço no meu coração, reformou as paredes, o teto, o chão, mudou os móveis, ficou por um tempo e depois foi embora largando tudo, mesmo eu te pedindo pra ficar. Sua presença não existe mais, mas a mobília e o amor continuam aqui, largados as traças, meio empoeirados e precisando de reforma. Mas ainda assim, resistindo ao tempo e a falta de cuidados.
