Poesia Ei de te Amar Vinicios de Morais

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MOLDURA

Moldura da manhã
Fria como o gelo
Imerso em mim mesma
Cravo a dor de um amor perdido
Estrada infinita
Cheia de noite sem luz
Remoendo os pensamentos mais cruéis
Inverno sem cor louco de amor
Simplesmente branco como a neve
Ilusões passageiras do abismo da poesia
Sorte delirante de um poeta
Perdido com um grão de areia
Decadência em cada verso escrito
Sonhos que morrem nos becos das esquinas
Nas sarjetas imundas, abandonado à sua pouca sorte.!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"PEDAÇOS DE MIM"

Pedaços de mim, pedaços da vida
Caídos no mais profundo de mim
Enluto-me de preto aveludado
Num tributo à lua visto-me de noite
Como a lua, tem fases, oculto a minha dor
Sob a cicatriz repousa em silêncio a ferida
Vestida de vermelho porque me deleito
Com o teu olhar inibido, os teus olhos me despem.
Rabiscos como repousa a dor da árvore cortada.
Traços vincados diante do espelho
O olhar dela sempre se desviava para as rugas
Nunca olhava nos seus olhos tinha medo
De ver a sua pobre alma enrugada
Um dia a sua alma teria menos rugas que seu rosto.
E as rugas do rosto teriam menos importância
Pedaços da vida caídos no mais profundo de mim
Poço de dor, de memórias, lembranças delicadas
De uma vida repleta de felicidade feita de pedaços
Da vida e talvez pedaços de mim.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Vomito palavras ardentes na alma
Que me queima o sangue do corpo
Letras tuas que saem da minha boca

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

LOUVADO NÓ

Louvado seja o meu tormento
Ao remo livre atado onde ardia
Deste meu cansado sofrimento
Que se instala na parede já seca

Do coração sem brigo, sem fluxo
Inverno deixado no tempo manso
De um ser vivo em triste espanto
Procissão de uma qualquer solidão

Paciência, sentimento de mal-estar
Na incerteza, do viver das esperas
O calendário na esperada primavera
Chuva onde húmida cai em cada dia

E chega, a tua voz parte o silêncio
Chove amor nos meus pensamentos
Neblina perturbada da tua ausência
Pobre asseio de uma alma abandonada

Desata o nó da voz muda, marcada
Gotas, choro das pálpebras fechadas
Louvado seja este doloroso tormento
Deste meu cansado triste sofrimento.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

SONHO MAL LIDO

Apenas um sonho voa mais alto
Numa viagem talvez inesquecível
Que sempre desfruta o sentimento
Talvez no suave sussurro da alma

Gostaria de ser um bom poeta, mas
Não tenho argumentos para a escrita
Muito menos o sabor ou a sabedoria
A vida é uma maré de pontos, vírgulas

Letras minúsculas, maiúsculas de dor
Sei que a vida é bela, é repleta de voos
Mas a palavra morre na amarga solidão
Entre a degustação da ruína em decepção

A escrita reaparece invisível sobre a folha
De uma história mal amada, mal contada
Mal lida, mal escrita sem alma, sem corpo
Um presente na ausência de um belo sonho.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

PERDA

- A solidão quanto é...
Sofrida, vivida, sentida
Por nós próprios permite
Que toda a roupa que seja
- Engomada por nós esteja
Vazia do nada ela apodera-se
- Do coração da nossa alma
A solidão acompanha-nos
- Na vida ela é muda, surda, cega
Em forma de roupa suja de cor
- Mas trás um vestido negro de cetim.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

As flores dizem amor com o seu perfume
(---) Sejamos como as flores
Carreguemos o amor nos nossos olhos.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Eterna noite nos teus quentes braços
Entre todas as carícias de beijos sem parar

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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Que minha coragem vença o meu medo
Que o meu corpo não se quebre de pranto

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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Sente um beijo suave sobre o coração
Eterna noite nos teus quentes braços

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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

A solidão acompanha-nos
- Na vida ela é muda, surda, cega
Em forma de roupa suja de cor
- Mas trás um vestido negro de cetim.


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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Cobrindo todo o teu corpo frio, no meu
Flores da minha agonia, do meu desejo
Outono, primavera, verão, inverno em ti.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

✿•*•*✿ LOVE

A minha dor é infinita
Quando me recordo de ti
Sinto ainda com muita saudade
O sabor dos teus lábios
Ao encontro dos meus
Da forma como as ondas do mar
Rompem com força a tua pálida nudez.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Atrás da porta pode estar o amor
Mas se nunca a abrir nunca poderá ver a alegria
Do seu coração - "Atreva-se"

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

✿•*•*✿
A solidão quanto é...
Sofrida, vivida, sentida
Por nós próprios permite
Que toda a roupa que seja Engomada por nós esteja
Vazia do nada ela apodera-se Do coração da nossa alma.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

SENHOR

Dá-me a serenidade das águas dos rios
Dá-me a força das fragas das serras
Dá-me a doçura das flores do campo
Perdoa-me se fracassar, se tiver medo
Que eu possa sempre voltar a recomeçar.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Há um momento tão nosso
Que o melhor apetite que temos
É a fome que nós sentimos.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

CORPO DE UM POEMA

Sente o gosto, o aroma da canela
É como percorrer um poema
Onde cada sílaba, é uma sílaba
No aroma de alecrim quando te toco
Quero-te no gosto da lavanda
E mordo-te como uma manga suculenta
Desejando-te, amando o teu poema
Quando me prendes a ti em desejos
Sente o gosto perfumado dos oregãos
São como as palavras que abrem amor
É como percorrer um lindo poema
O teu corpo, percorrendo o meu com as tuas mãos
Elas são as carícias que crescem no sabor
Quando tocam o meu rosto de romãs vermelhas
Preenchem o teu corpo, que pulsa em mim
Sente o aroma da fruta fresca do pomar
São os versos feitos que tocam a nossa carne
Envolve-me e toca-me nos meus seios
São como se tratasse de figos suculentos maduros
Que amam e ganham vida na alma, no corpo
A tua boca sabe a morangos com chocolate
De beijos suculentos de mim em ti, para ti
Sente o perfume do açafrão das índias
É como escrever todas as palavras de amor
Sente o meu corpo à procura do teu
Arranca do meu corpo, todo o meu desejo
Que sente na água de coco fresca
Para que sintas que o meu poema é teu
Sentes amor como te percorro o corpo num poema.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

TRANSPARENTE

Andamos talvez a morder as palavras
No dia a dia, desfeito tédio das noites
Em tempestades particulares já nossas
Grito nos escombros em verdes sulcos

Ramos inclinados escondidos esticados
De joelhos sozinha, parece já assustador
Banho solitário no toque suave do vento
A harmonia dorme o pensamento abatido

Deleito-me nas palavras, escritas na pele
Procurando um abrigo para a minha solidão
Desnudo-me no meu intenso sentimento
Zelando o mar repleto de muitas emoções

De um ser que vive na felicidade do amor
Andamos a morder as palavras no dia a dia
Sentimento tão transparente aos teus olhos
Tu consegues desnudar-me o corpo, a alma.╰☆╮

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

FRÁGIL CORPO

Apesar da nossa morte em ruínas
No peito acabou a ilusão na exaltação
Onde o meu frágil corpo ficou vazio
Preciso voltar escrever um poema
Antes que a noite escura chegue
E me faça um relatório de todas
As recordações que guardo na mente
Antes que o sono da morte cale para
Sempre a minha boca e meu meigo olhar
Preciso escrever o poema da minha vida
Antes que seja tarde e que a escuridão chegue
E que a morte venha e o meu corpo fique frio.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca