Poesia Ei de te Amar Vinicios de Morais

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PÁSSAROS

Já falam de mim
Talvez os pássaros
Do desalinhado amor
Ou infiel noite escura
Nas contas desafinadas
Do meu velho terço
Como algodão doce
Que jorra de mim
Vómitos de vinho
Do porto ou não
Sonhos lapidados
De ardósia negra
Vitrais no assombro
De espinhos silenciosos
Ao vento no tempo
Pássaros que tecem
Que teciam a minha alma
Pensamento frio na pele
Que aperta num corpo frio
O meu sem dúvida.
✿╯¸.•¨.¸.•*¨*.•*¨. ¸.•*¨* (¸.•¨*

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Senhora
Nas tuas mãos
Eu me entrego
Molda-me
Mil vezes
Purifica-me
No fogo
Do teu amor
Faz de mim um vaso
Cheio do teu perfume
De amor, de paz
De perdão, de justiça
De ternura, de bondade
Tu sabes que sou de barro.
╭✿

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

PROSAS E VERSOS

Eu não estou feliz com isso, não.
Os meus versos estão a morrer
Nada resta....
Entre os feitiços que permitem
Que um sopro, de vento os derrubem.
Atrás de mim, é só o silêncio.
É como eu me sinto ... eu nem sinto.
Eu não, perdi a minha mente, não.
O beijo é um efeito de compaixão desnecessária
Chora sem necessidade de um abrigo adequado
Os meus versos estão a morrer
Nada resta., eu não sinto
Talvez sejam as chaves para um mundo
Onde abrem as portas secretas.
Como a dignidade, a honra, a força.
Caminhos de batalhas vencidas.
Onde quer que vá
Os versos permanecem como cicatrizes profundas.
Ouvem-se os sinos anunciando
Que dignificar a sua essência é poder.
✿╯¸.•¨.¸.•*¨*.•*¨. ¸.•*¨* (¸.•¨

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

MULHER

Eu...
Sou da terra
Sou do fogo
Sou da água
Sou do ar
Sou de antes
Sou de agora
Sou flor
Sou espinho
Sou a água
Sou o vinho
Sou uma simples mulher.
❤*•.¸.•* ╭✿ *•.¸.•*❤

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

HOJE E SEMPRE
╭✿
Hoje passei batom
Calcei uns sapatos novos
Tomei uma taça de vinho
Comi chocolate preto
Sorri muitas vezes
Cantei uma música
Dancei de felicidade
Mas nada passou tão doce
Pela minha boca como os teus lábios
Como não dizer o teu doce nome... *•.¸.•*❤

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

★•♪ •♪★★•♪♪ ★•♪ •
AMOR TU

Meu lobo devora-me
Se eu te implorar não pares
Quero sentir a minha fome
Nas tuas veias enquanto me degustas
Sussurra no meu ouvido
Uivo de palavras doces
Enquanto os meus olhos se fecham
Com a tua língua a percorrer-me a espinha
Já faminta com os meus delírios
Que se confundam com os teus
Acalma o teu corpo no meu
Desta fome sentida pelos dois.
★•♪ •♪★★•♪♪ ★•♪ •

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Senhor aceito tudo
Tu guias os meus passos
Iluminas o meu caminho
E proteges a minha vida
Que a nossa noite termine repleta de bênçãos.

______✿/)_✿_____✿./¯"""/') ✿ღ✿ღ
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Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"CASA DAS PALAVRAS"

Contigo os meus olhos não te largam
Não te deixam, viajar para longe de mim
As minhas lágrimas, precipitam-se abruptamente
Dou-te um tempo, para reencontrar-te
Dou-te um beijo, um abraço na alma
Noite eterna que esqueceu-se de esperar
Como se não fosse fácil acreditar
Tal como o amor, o tempo
Pode não ser mais que um mercador de palavras.
Nada sente na sua loucura estilhaçada.
Nem as pedras dos distraídos
Onde alcançarão os vidros partidos das janelas
Sem vidros, sem portadas
Numa casa abandonada por todas as palavras
A minha mão cravou na tua, porque não quer que tu vás.
Tocou na tua alma
Onde perco-te nessa imensidão de felicidade.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"DESÇO NA ESPERANÇA"

Desço, a rua escura
Mal iluminada, empedrada
Desço-a ao sabor
Do vento de pés descalços
Lentamente
As noites douradas descem as serras
O rio passa pelas árvores
Olmos que balançam
Brincam com as folhas caídas, coloridas no outono
Alma incompreendida envolta numa esfera de sonhos
Chega à vila envolta de solidão
Na alta madrugada
Inegável capacidade
De sempre em permanecer sozinha
Compreensão incompreendida
Que procura por um navio
Que traga um tesouro
E que juntos naveguem por mares
Onde a noite na serra, seja iluminada
Com o brilho das estrelas.
Alegre como as águas do rio
Perfumada como as flores do campo.
Desço a rua escura, empedrada
Mal iluminada, ao sabor do vento
Entre as águas do rio de pés descalços
Desço na corrente da esperança.

02-01-2015

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"ESPELHO ENCANTADO"

Deste lado do espelho
Apenas eco de palavras.
Entre o silêncio que chama
Das minhas, das tuas incertezas
Assisto ao bailado dos dias que não entendo
Bebo este vinho entardecido numa garrafa
Que como eu não respirou.
Fogo em que me queimo, no silêncio espero
Vem-me à memória os dias em que o céu rasgou-se
Para trazer-me a embriaguez das palavras.
É como beber a incerteza
E decantá-la no odor das palavras
Capto-lhes o sabor, bebo-as de esperança
Engano-me, como me engano aqui deste lado do espelho
O perfume do teu olhar, do teu corpo oferecido
Feito de lenha, para arder, queimar.
Soam as badaladas de um relógio maluco
Que resolveu cantar as avé-marias ao meu ouvido.
Olhar suspenso de lágrimas cansadas
De um espelho numa casa vazia, abandonada
Por alguém que vos olha do outro lado do tempo sem sorrir!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"MALDADE"

Esta sede de escrever
Que cresce dentro de mim.
Mais uma folha escrita, gravada no meu ser
Para quem a quiser ler
Não fica para os mortos, nem para os vivos
São muitas noites, muitos dias
Muitas mágoas, muitas alegrias
Os homens são como, os lobos famintos
Que descem à aldeia, onde espreitam
Um descuido só para atacar
O homem abre as portas à dor
A miséria a toda hora, o nosso mundo
Está sem trilho, sem tempo
Com medo de acender, de ter a luz acesa
Para que não fique esquecido
Fica escrito, gravado para todo o sempre
Para que no futuro possam ler, ouvir
Mesmo que o queiram destruir
Os homens são piores que os lobos famintos
Que espreitam, um só descuido para atacar
Abrem as portas a tudo que os fazem sofrer
A maldade, a luxúria, a avareza, ao materialismo puro.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"BEIJO"

O nosso beijo perdeu o sabor.
O nosso corpo perdeu a cor
Os olhos choram de um abraço
O mundo esta vazio sem ti

Quero-te de volta a minha vida
Para me ensinares a amar outra vez
O corpo morre no meio da noite
Para que nasça a alma no amor


O nosso beijo ganhou a cor
O nosso corpo ganhou o sabor
O nossa alma renasce no amor
O nossos olhos ardem de paixão

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"CARRIL DE EMOÇÕES"

Escrevo as palavras que atravessam a alma
Como um carril de emoções nos atalhos da vida
As letras viajam na escuridão dos túneis
Onde resvalam nos pedragulhos dos carris
Das vertigens do nosso silêncio.
As sílabas escoam os gritos descarrilhados
O poema nasce da dor do poeta que morre de amor
Ventre sofrido ao parir as letras
De um amado sentido poema
Palavras escritas na alma num carril enferrujado
Sem gestos nas mãos evasivas de um doce silêncio
Estação velha sem viajantes
Onde as palavras tem um travo amargo
O vinho em cima da mesinha de cabeceira esta azedo
As salivas fogem do poeta no bolso das calças
Historia inventada de palavras
Nos carris numa passagem de nível
Ferindo os pensamentos de gestos estranhos
Desperdiçando as palavras escritas numa folha em branco
Na memória de um poema nos tuneis
Dos atalhos da vida sem tortura.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"AMO-TE"

Amo-te, porque eu sei
Sinto-o meu amor no meu peito
Como o vento que bate na minha face
Como a chuva que cai pelos meus cabelos
Como o sol que ilumina o meu rosto
Como um dia que nasce de novo
Como a noite traz a lua ou a escuridão
Como as estrelas brilham no céu
Eu sei porque eu amo-te simplesmente
Dos meus, dos teus olhos que falam
Dos meus, dos teus lábios que beijam
Dos nossos abraços que o coração sente
Dos gestos sentidos, das frias tardes de inverno
Das quentes manhãs do verão
Das frescas noites de Primavera.
Amo-te, porque eu sei, sinto-o no meu peito.
AME E SEJA FELIZ

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Todas as noites
Abro a porta a minha alma com o fogo
Deixo que no silêncio da noite
O meu corpo seja um regaço de pétalas
Que o meu olhar entre nos livros da minha solidão.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

SUSPIRO

Com a luz dos teus olhos
Sobre o brilho das estrelas
A praia é iluminada
Sente-se os reflexos da lua sobre o mar
Dançamos a música do mar, sobre as suas ondas
Passeamos com as nossas mãos entrelaçadas
Sentimos as nossas almas ligadas
Viajamos entre os nossos sonhos
Entre os nossos desejos
Suspiramos e beijamo-nos
Nas asas dos ventos, onde nós, nos amamos loucamente
Onde a nossa boca queima os nossos anseios !!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"ESPINHO"

Nunca imaginei que um dia
Me encontraria tão vazia
....................
Tão triste
Como me encontro hoje.
...............
A solidão isola-me
Como as ondas do mar.
...............
Na cama onde me deitava
Havia rosas perfumadas
................
Agora só há espinhos
Que me cortam a alma.
................
Sufoca-me a emoção
A saudade, da minha solidão.!

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Gosto dos dias chuvosos
Da sua simplicidade, do café, chá quente
A chuva é uma melodia agridoce, uma sinfonia
Tocada pela melhor orquestra do nosso mundo
São momentos melancólicos de palavras doces
Que a chuva que cai destes dias ou noites
Inundem os nossos corações de fé, de amor
E transbordem de felicidade e alegria

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"ENQUANTO"

Enquanto lês, escrevo em silêncio
Enquanto fomos um do outro
Enquanto o terço for meu no teu
Enquanto o beijo tenha o gosto meu
Enquanto fizeres o meu abraço teu
Enquanto fores um berço meu
Enquanto eu for um sorriso teu
Enquanto fores um caminho meu
Enquanto eu for um abrigo teu
Serás amor e vida, bem vindo em mim

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"SÍLABAS"

Espelho meu
Este espelho que é a nossa alma.
Que tantas vezes nos fascina.
Somos como peças perdidas.
Vendavais; tempestades...
Somos o que deixamos de ser.
O nosso próprio reflexo.
Árvore esquecida, sofrida.
Na sofreguidão do ter.
Esquecemos, não amamos.
Sonhamos sem viver.
Vivemos sem nunca sonharmos!
Por mais que tentem...
Nunca acabarão com o amor e o ódio.
Nem todos os cremes do mundo acabarão
Com as rugas do nosso rosto.
Nem com a dor da distância
Nem com a saudade em cada sílaba que escrevo.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro