Poesia Ei de te Amar Vinicios de Morais

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Não confunda...
A minha inocência como ignorância
O meu silêncio como fraqueza
A minha calma como resignação.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Não é preciso bater para ferir.
- A palavra dói.
- O silêncio dói.
- O desprezo dói.
- A indiferença dói.

Faz bem amar alguém na vida.
- Ame.
- Com esperança.
- Com gestos sinceros,
Desprovidos de qualquer resquício de medo.
Ame.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

À vida é uma prisão perpétua
A mente é uma prisão sem grades
O corpo é uma prisão da alma
Nós somos a prisão de nós próprios
- Mas -
Só o pensamento voa livre
- Livremente " Com o amor"

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Inserida por IsabelMoraisRibeiro

FADOS E BECOS

O corpo adivinha as sensações já vividas
Experimenta as dores profundas e velozes
A carne tem um fraco pelas orgias da noite
Sou levada pela saudade cravada em mim

Sente-se dor nos ossos, tudo que não vivi
Vislumbrei-me em fado nos becos noturnos
De tramas, de mentiras, de olhares já tóxicos
Lua de desejos sob a penumbras madrugadas

Saudade da solidão, noturnas noites diluídas
Gelo esgotado nas gandaias dos sonhadores
Raiadas nos olhos, sono pelo avesso espelho
Luzes frias, som em fúria, de um sino tocado.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

É A SOLIDÃO


A solidão é ouvir o ranger dos dentes
No próprio sangue entre a carne crua
É ouvir o som quente a correr nas veias

A solidão é sentir o vento no rosto
O seu perfume no ar acariciar a pele
Como se o ópio penetra-se no corpo

A solidão é sentir a carne já devoluta
Num deserto sem pudor, rasgar a pele
Sem, sem nome, sem carne, sem sangue

É a solidão que toma emprestado o corpo.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Que eu envelheça feliz
E quando na minha pele
Surgirem as rugas, os vincos
Que o meu coração não fique
Amargo, indiferente
A um simples gesto de ternura.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Meu Deus
Cuida do meu coração
Ele não entende as mágoas
Que a vida me tem dado e me dá
Acalma a minha alma inquieta
E não me deixes parar de caminhar.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Bendito o ventre de uma mãe
Bendita a vida, bendito o amor
Benditos todos os anjos do céu. ღڪےღڰ

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

HÁ DIAS

Há dias......há dias....
Que tudo parece impossível
Indefinido, longínquo
- E no fundo triste
A única salvação possível
- É sempre a mesma
Rasgar um belo sorriso
- Qualquer um
Deixar que ele nos leve
- Para o dia de amanhã
Que será certamente
- Muito melhor
Porque nós sabemos que há momentos
Na nossa vida que trocaríamos
Todas as palavras do mundo
- Por apenas
Um único abraço silencioso
" O vosso certamente "

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Cada lágrima perdida no chão
- é uma nova esperança.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Enquanto dormes, o meu coração voa ao teu redor.

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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Talvez tu nunca saibas
Que de noite as minhas asas te cobrem do frio.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Talvez tu saibas amor
Que os meus pensamentos são dias perfumados
☆*゚ ☆*゚ ☆˜”°•☆ ☆˜”°☆

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Bendito aquele que cuida
Pois jamais sentirá o peso da culpa.
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Inserida por IsabelRibeiroFonseca

LOUCAMENTE

Fora de mim num
- Desassossego permanente


Desassossego em desapego
- Total desalinho


O meu corpo manifesta-se
- De variadas formas


Em sombras permanentes
- Talvez entenebrecido


Tolda as minhas loucuras
- Há muito dementes.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

SOBREVIVER

Nas paredes de pedra calcária da entrada
Esvoaçamos já pelas escadas de fragas
Acorrentamos os nossos nomes na hera
Inventamos traços onde nós nos amamos

Concordamos nas palavras como se fossem
De um último adeus, de um último comboio
Que partiu para longe sem, sem ti, sem mim
Janela de casa que dava para o florido jardim

Sente-se o cheiro de alcatrão numa velha canção
Ignoramos as sombras fingindo as mentiras soltas
Como uma voz que sussurra na secreta passagem
Olhar das minhas pálpebras num belo vestido roxo

Sobrevivemos a tudo a todos com coragem infinita.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

LUZ DO SOL

Como na manhã que brilha a luz solar
Ao amanhecer eu te darei a minha vida
Onde de luto esta o meu pobre coração
Deixei as minhas flores num túmulo roxo

De olhos abertos, no limiar do teu desejo
Eu sou a escrava, dos meus sofrimentos
De lágrimas nos olhos do esquecimento
Na sepultura do desejo, rasgo a mortalha

Como uma lâmpada acesa de óleo reflexos
Brasas de raízes, oliveira de madeira verde
De pérolas, do mar de uma viagem longa
Luz sol quente de ti, de mim, a cada manha.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

TERRA QUENTE FRIA

Estas fragas da serra que eu tanto amo
Estas estevas que me aquecem o peito
Este ar que os meus pulmões respiram
Esta terra que vive agarrada a minha pele

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

ARDÓSIA DE FISGAS

A ardósia é cega de palavras
No crepúsculo dos teus sonhos
Despida de letras em corpo nu
Comi, bebi, do teu belo corpo

Amei, desejei também ser amada
Na entrega de quem já me amou
Que conseguiu ler as minha páginas
Do que sou, cheia de sentimentos

Com a humildade de todo o meu ser
É não querer, viver só, por viver
Numa necessidade louca de amar
Fisgas de tantos loucos momentos.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

O VENTO

É só o vento que me traz todos
Vestígios que me lembram de ti
O mar fala no horizonte já vago
O nevoeiro tece nuvens macias

Os suspiros de cores de aromas
Relata o inverno a tentar despertar
Não chove lá fora, chove dentro
Do peito profundo talvez molhado

De tantas memórias tuas já perdidas
Esquecidas de mim num sopro gelado
Para salvar a minha alma em ruínas
Afastei-me de todos os nossos silêncios.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca