Poesia Ei de te Amar Vinicios de Morais

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DOCE

.......Guardei-te, encontrei-te
Meu querido amor
........No meu silêncio
Sem palavras
......Perdi-me sem saber
E sem saber perdi-te
.......Quando julguei ter-me perdido
Encontrei-me em ti
........Reconheço-te, conheço-te
Ao adormecer as lágrimas
.........Que denunciam o meu amor.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

FOSTE

Foste um sonho
..... Que passou
Uma lágrima
...... Que deixei cair
Numa tarde quente
......Foste uma utopia
Foste um segredo
..... E uma verdade
Nas palavras
.....Nos silêncios
Que calaram-se
.........Foste tudo
Foste nada
.....De
Uma morte anunciada

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

LIMOS DO SILÊNCIO

O silêncio sufoca-me
E amordaça-me calada
No espelho das palavras
Acumulam os sonhos

Vazias de si próprio
Na lama de águas mortas
Mágoas transformadas
Em limos desfeitos de medos

Silêncio refeito no espelho
Sonhos reféns das palavras
Mordaça fingida nas águas
Sentidas na morte da mágoa

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"SOLETRA-ME"

Soletra o meu nome
Entre o colar das nossas bocas
Entre os gemidos dos nossos beijos
Procuro a força das palavras
E o carinho nos teus braços
Bebe-me e apressadamente
E colhe o néctar do meu corpo
Entre as rosas que me ferem
O coração, a alma de alegria
Rasga-me como se de amor
De paixão se tratasse, meu querido.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

FILHOS

Os meus queridos filhos
São e serão sempre "os meus filhos"
Sangue do meu sangue, carne da minha carne
Enquanto eu viver, enquanto viverem, eu serei a sua mãe
Os filhos são um fragmento de nós
E não um prolongamento dos nossos sonhos
Temos o dever, obrigação de os ensinar a caminhar no mundo
Amando-os sempre, por muito diferentes que sejam de nós.
Eles são livres para sonhar e desejar um futuro à sua maneira
Não à nossa, temos de respeitar os seus sonhos
Os meus filhos são e serão sempre meus filhos
Do amor, da razão da minha vida, pedaços do meu coração.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

CAMINHO

O caminho é e será sempre Deus
Não carregue as mágoas no seu coração
Pois ele foi feito para amar
Não prenda a sua alma as correntes das tentações
O seu corpo foi feito para fazer o bem
Deixe as preocupações de lado e seja feliz

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"QUANTO TEMPO"

Há quanto tempo meu amor
Há quanto tempo que não me ouves
Há quanto tempo não me olhas nos olhos
Há quanto tempo não sentes a minha alma
Há quanto tempo que não me dás um abraço
Há quanto tempo não me dizes, gosto de ti
Há quanto tempo não sentes o meu abraço
Há quanto tempo não mostras que gostas de mim
Há quanto tempo não provas a minha boca
Há quanto tempo que não me prendes com as tuas mãos
Há quanto tempo não tenho o sabor dos teus lábios
Há quanto tempo não dizes que me amas
Há quanto tempo não ouves o bater do meu coração
Há quanto tempo somos dois, num só corpo, numa só alma.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

SENHOR

Senhor, tu sabes que sou frágil.
Tão frágil, ao ponto de partir-me
Como uma simples porcelana
Quero curvar-me diante de ti com humildade.
Tu sabes que tudo em mim
São como os dias de tempestades
Guia os meus passos, pois os meus
Levam-me para as águas intermináveis dos mares
Orienta as minhas noites que são revoltas e tristes.
Sopra nos meus ouvidos uma prece
Refresca a minha pobre alma
Tu sabes que sou imperfeita e por vezes desatenta.
Humildemente agradeço-te e ajoelho-me
Bendito seja o teu amor por mim
Amém

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

"HÁ UM CORAÇÃO"

Há um lugar em mim
De onde mais ninguém tem acesso
Há um sitio, onde não me ausento
Há um cantinho, que eu não saio
Há um sitio, que é intocável
Há um coração, onde eu não quero sair
Onde é tudo intocável
De onde mais ninguém tem acesso
Que não me ausento, de onde permaneço
Esse lugar és tu, meu amor
Há um lugar no teu sossego
Do nosso desassossego
Que nos teus braços, nos teus beijos
Que me transportam para longe
Para as tuas mãos perdidas em mim.
Num afago lento, numa paixão declarada
A minha pele é tua, a tua é minha.

Inserida por IsabelMoraisRibeiro

Bendita a mão de quem cuida
Que seja sempre abençoado nas suas
Imperfeições admiram aquilo que é perfeito.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

AMO LER-TE

Quero ler-te como tu me lês
Nestas páginas que escrevo

Deleita-me no teu belo corpo
Leio-te nos sonhos que tens

Leio-te no caminho que faço em ti
Leio-te nos teus vazios segredos

Leio-te nas tuas profundas dores
Leio-te nas tuas lágrimas contidas

Leio-te na desilusão do teu coração
Leio-te nas asas do meu corpo em ti

Leio-te sedento de paixão por mim
Como gosto de ler-te, como tu me lês

Ler-te é amar-te mais, mais sem fim.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

POR MIL

O céu deve saber
Eu acho que sabe
Sabe que eu te amo
Por mil, mil noites
De tanto tremor
De morrer entre a lua
Tenho-te meu amor
És todo meu eu sei
É por tua causa que
Os anjos me cantam
O teu doce suspiro
Eu morro de doçura
No teu forte abraço
Como eu te amo
Na absoluta serenidade
No céu dourado
Os anjos em segredo
Dançam sobre
Os nossos corpos
De tão glorioso amor
Por mil meu amor.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

ANJO

Onde estás tu, meu anjo?
Procuro-te sem cessar
A minha alma angustiada só pensa em ti
O meu pensamento circula de dor
Sei que Deus te levou, mas porquê?
É só silêncio meu anjo, meu filho. ❤

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

O SABOR DA VIDA

O sabor da sua dor nega-lhe o sabor do seu sangue
Mágoa das suas lágrimas, do seu sentido suspirar
A morte chamou no encontro com o céu e o inferno
No despertar de um sonho infernal incapaz de sentir
A dor que o atormenta pobre infeliz ou não, quem sabe
O que o espera, no dia que se encontrar com a morte
Tenta levantar-se com a dor que sente, a sua boca está
Seca como o pó do deserto, em poucos minutos sente
O peito a dilacerar jorrando sangue de todos os pecados
Cometidos mal se põe de pé, não sabe onde está ou onde
Se encontra perdeu o norte, o rumo sente calor é incapaz
De superar a dor, sentida na sua alma, alma que há muito
Tempo alguém a cobiça, quer falar mas não consegue
A garganta está seca, sabe a fel, tenta gritar, gritar mas
Não consegue sente agonia, dor na sua débil mente
Recorda com muita saudade todos os momentos vividos
Lembranças boas e más de tantas pessoas que passaram na
Sua longa vida, pessoas que lhe deixaram alguma saudade
As outras ele amou não como gostaria de ter amado pensa
Ele se fosse hoje seria diferente, pensa com a sua débil mente
Os beijos que ficaram por dar a quem ele tanto amou e ama
Os abraços que ficaram perdidos e tantas vezes esquecidos
Grita por dentro de amor com a vontade de amar, amar
De voltar a sarar as feridas no corpo mas sente que a morte
Não o quer deixar voltar à vida, pede perdão pelos suas falhas
Que são muitas ele sabe tem consciência disso, ele sabe que a
Morte está presente, que lhe nega o sabor do sangue e da vida.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

JÁ MEU

Esqueci-me de respirar
Nas setas, nos espinhos

Dardo sangrento de morte
Assassino da minha alma

Dos meus pensamentos
Feridas que eu não nego

Das nossas conversas sutis
Vejo a carne morta da vida

Como ignorar a dor que sinto
Quando só os meus braços

Te pedem amor, carinho

Cego véu que rasga de preto
Os fios de sedas entrelaçados

Come os meus delírios
Como saborosas carícias

No meu corpo, cantam as almas
Para conquistar, apaixonar-me

Tornar a vida num doce passeio
Doce inocente homem que já é meu.

Só meu...Já meu.
❤ (▾◡▾)

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Os fios
Das sedas entrelaçadas
Comem os meus delírios
Como saborosas carícias
Do teu corpo no meu corpo.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

Somos e seremos sempre cúmplices
Na vida e no amor
Agarrados e inebriados sentimos
A sede do amor em forma de poesia.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

HÁ VENENO - I

Os meus silêncios
Eles olham para mim
Das janelas do quarto
Vejo refletido a dor
Da angústia sentida
Bebo do copo a água
Envenenada de amor
Lá fora a erva cresce
Lentamente na terra
Amarga chora na folha
Das árvores do vento
Imploram misericórdia
Enquanto as paisagens
Serenas da espinhosa
Morte ficam à espreita
Do sol, da lua, da vida

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

INVERNO MEU

O sol de inverno
Num salto infinito
Sobre a dorsal dor
Mistério que sopra
Para o desconhecido
Com sede de amar
Chove-me na alma
Talha-me o orgulho
Rendo-me à tristeza
Navego com o vento
Neste meu sol de inverno.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca

MISCELÂNEA

No meu próprio delírio
Labirinto da minha mente
Numa miscelânea perfeita
Desfruto de tudo que vejo

Mas a agonia que a habita
Neste coração em desalento
Sem rumo afasto-me da vida
É um remoinho em silêncio

Extermina engole o meu sol
Pedra fria num grito silencioso
Ausência sem presença, saída
Calo-me no silêncio que só meu

Longo inverno desencantado
De amarga chuva de sentidos
Uma lágrima persiste na face
Fixo-me numa oração e rezo.

Inserida por IsabelRibeiroFonseca