Poesia do Preconceito Vinicius de Morais
A poesia carrega meu coração com sua sensibilidade harmoniosa. Ela carrega o amor, a sabedoria, a gentileza e a empatia. Meu coração é carregado por vários sentimentos construtivos e evolutivos, o sabor da alegria e o sabor da poesia. É uma experiência mágica que me enche de esperança e alegria.
Hoje nascemos para crescer e nos transformamos em poesia. O amor que sentimos por ela é mais profundo que aquilo que existe dentro do nosso corpo. A nossa poesia é a maior nota musical que Jesus Cristo nos deu. Ela é composta de muito carinho, respeito, sensibilidade, autonomia e cumplicidade. Hoje, ela está lá, nos trazendo esperança e nos mostrando que o amor é a força que nos move.
Eu acredito no amor como uma poesia paradoxa descrevendo o alvor, na mesma proporção de causa felicita ele contraditoriamente é avassalador.
Eu acredito no amor como uma manhã de brisa que beija meu rosto suave e uma tarde instável de calor, se ele não existe por quê tanto temor?
Eu acredito no amor sem sentir nenhum rancor, apenas o desejo imensurável de sentir frio e calor, desejo e dor, por onde será que anda você meu temido e aguardado amor?
Neste dia de luz e alegria, uma homenagem com amor e poesia, A mãe que nos guia, com doçura e valentia, És a estrela que brilha, nossa eterna melodia.
No teu colo, encontramos abrigo, Nas tuas palavras, sabedoria e abrigo, Mãe, és o sol que aquece nosso abrigo, Com ternura e força, enfrentas cada perigo.
Teu amor é um laço que nunca se desfaz, És a razão de nosso sorriso e paz, Mãe, és a flor que desabrocha na primavera, Feliz Dia das Mães
Em versos esculpidos com cinzel de ironia,
Machado de Assis, teu estilo guia minha poesia.
O palco político, um teatro de sombras e luz,
Onde a verdade se encontra nos bastidores, longe do refletor azul.
Transformação industrial, o gigante acordado,
No rosto do progresso, o passado desfigurado.
O rodar das engrenagens, o tempo acelera,
E a face da humanidade, em aço e vapor, se esmera.
Progresso! Oh, grito ecoado em cada esquina,
Mas que no ritmo frenético, a alma sublima.
O homem, preso à roda da inovação, se perde,
No olho do furacão, a humanidade se esconde.
A falta de planejamento, a desordem em marcha,
Na construção do futuro, o alicerce desmoroncha.
E o que resta são ruínas de sonhos, na poeira do tempo,
O preço da pressa, o lamento do esquecimento.
Guerras! Oh, a derradeira dança do destino,
Onde o homem, em seu orgulho, se torna assassino.
Na sombra do progresso, a chama da discórdia arde,
E no palco da existência, a tragédia se faz carne.
Assim, entre a política, a transformação e a guerra,
A humanidade caminha, na corda bamba da terra.
Buscando no progresso, a esperança de um novo dia,
No poema da vida, somos versos de ironia.
Façamos da mágoa consolo,
Façamos da dor poesia,
Sejamos na noite um farol,
Sejamos no dia um belo dia.
Que a vida
seja leve
como a poesia.
E siga
o exemplo do rio,
que – despretensioso –,
desliza ao encontro da foz.
A poesia da Eternidade precisa invadir sua alma; penetrar a sua história e mudar toda a expectativa em sobrenatural.
Onde está a poesia?
Eu a encontro
Na luz de um novo dia,
No cantar de um passarinho,
Na pétala de uma flor.
Na solidão
De uma casa vazia,
No mar... Na areia fria,
Num simples gesto de amor!...
( Maria do Socorro Domingos)
um sopro de imortalidade
a função da poesia é:
descomplicar o complicado
explicar o inexplicável,
retratar o irretratável
revelar belezas invisíveis
abrir portas sobre as rochas
dar visão aos cegos incuráveis
conceder raciocínio ao instinto
e sorrir dos amores inrisíveis
entre tantas façanhas nada críveis
deslindar o segredo do universo
desta forma, aquele que primeiro
encontrou uma caneta resolveu
todo o enigma com um verso
"faça se a luz", em seguida tudo
veio às claras e homem se igualou
a Deus.
Minha poesia
Minha poesia não é de fado
nem de medo, nem de tédio
minha poesia não é de hoje
aos que dela se alimenta
não trás culpa nem remédio
Minha poesia é riso ao que chora
minha poesia nunca foi despedida
minha poesia, inoportunamente fica
quando lhe pedem pra ir embora.
Minha poesia não é de angústia
nem de saudade dolorida
minha poesia vislumbrar o futuro
se agarra ao presente e dele suga vida.
Como Neruda
Quisera eu fazer poesia como Neruda
no entanto, que bandeira ei de erguer
com a minha poesia ativista?
Nas Américas de hoje não há mais luta
nem disputa, nem suor nem sangue
nem cicuta. Sobretudo na América
onde vivo, se respira um ar putrefato
de hipocrisia ideológica, a América Latina de hoje é uma latrina de corrupção fisiológica.
Então farei poesia de protesto
contra a falta de honra dos poetas
dos homens públicos e privados
este é o meu último desejo
Numa manhã fria de maio,
em casa do poeta Evan do Carmo,
nasceu a poesia.
Nasceu à revelia
do poeta e da musa
Ruiva de cor e de olhos negros
deram-lhe o nome de felicidade
contudo, poderia se chamar
Giovanna ou Beatriz
Nasceu com enfado
nasceu com preguiça,
mas nasceu sorrindo
não como outrora
a Ninfa nasceu feliz,
não nasceu chorando
como a poesia de Hamlet,
E por que isto se deu?
É que a loucura humana
em celebre audiência
encontrara-se à noite com a lucidez
firmaram um acordo solene
e tiveram como prova a consciência
doravante viria ao mundo
apenas filhos saudáveis
pois o mundo se rendera tardiamente
à carência da cultura e à indigência.
O canto da ironia
Onde irei encontrar razão ou motivo,
paixão ou dor para fazer poesia?
Não há mais holocausto nem apartheid...
O romantismo perdeu a sua essência
o amor das mulheres não tem preço
e nas crianças nasce morta a inocência.
Nem a guerra se faz mais por causa justa,
as nações se uniram pela paz
não há grito de socorro nas prisões
inocentes somos todos, isto é verás.
Onde irei em busca de acalanto
se meu canto heroico emudeceu
não há luta nos mares nem fronteiras
a poesia da vida esmoreceu.
Se a minha poesia fosse simbolista,
faria versos abstratos com substrato
de cimento e de concreto...
Nestes versos cantaria a canção da despedida,
chegaria enfim o cansaço dos cafés,
das livrarias, das pessoas
das relações mornas, das amizades frias...
Mas na poesia que faço
não há concreto nem cimento,
é tudo sentimento, confissão e fuga. ...
“A poesia será sempre o teu abrigo
Uma casa segura, um conforto
Preenchendo a tua vida vã, vazia
Na agonia velada do teu rosto.”
―Evan Do Carmo
No que tange à poesia
apenas dois poemas
me fizeram chorar.
O primeiro foi,
"Morri pela Beleza"
de Emily Dickson.
O segundo foi
"Faço poesia como quem morre"
de Manuel Bandeira.
Portanto, senhor poeta,
se nunca chegou ao pranto,
lendo ou escrevendo um poema
repense a sua idéia abstrata
do que costuma apregoar
como poesia.
Já escrevi vários poemas
aos prantos, mas estes só eu os reconheço,
ou aquela que é minha
eterna musa. Iranete Do Carmo
Minha poesia (uma epígrafe)
Faço uma poesia incomum
para alguns poetas contemporâneos
Emil de Castro, sobre o Cadafalso
disse que há momentos lapidares
também tradução perfeita do poeta,
que está madura a minha poesia
todavia, segundo ele, ela, a poesia
não deve ser apenas conceitual.
Me acredito mais pensador que poeta lírico
meu mundo não é empírico
me expresso, sobretudo de dentro para fora
não preciso olhar a natureza para escrever
sou esta mesma natureza, a humana
cheia de contradições e abismos.
Para quem escrevo? Para que tem ouvidos
para algo novo, não faço cócegas nos ouvidos
nem tampouco quero amenizar o que há de caos
e de subterrâneo na alma humana.
Sou o que sou e não há razão premeditada
no que faço da minha agonia existencial
meu minuto de lucidez, entrego todo ao criar
ao fazer, se por ventura distraio alguém, muito bem
mas não tenho esta intenção propriamente dita...
Saudade
há um abismo
insondável
onde buscamos
a poesia...
para alguns
poetas ele tem nome
simples, como morte
desespero, angustia
e solidão...
mas para mim
ele sempre se revela
em hora improvável
seu nome é sempre
único, inconstante
invariável...
saudade...
do que não tive
do que não fiz,
do que não fui
não de amores
não de desejos
insaciáveis
não de corpos
não de bocas
nem de beijos...
apenas saudade
inconstante
invariável..
... o que é saudade?
saudade em mim é poesia
é dor que não varia
nem se explica
nem se acalma
é luz é treva
é minha própria alma
em desespero
em transe metafísico.
- Relacionados
- Poesia de amigas para sempre
- Poesias de Amor de Vinícius de Moraes
- Poesia Felicidade de Fernando Pessoa
- Poemas de amizade verdadeira que falam dessa união de almas
- Frases de Raul Seixas para quem ama rock e poesia
- Poemas de Amizade de Vinícius de Moraes
- Poesias para o Dia dos Pais repletas de amor e carinho
