Poesia do Preconceito Vinicius de Morais

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SILÊNCIO DO CERRADO

Difícil empalhar o silêncio do cerrado
Desafinado, singular num trans feitio
Ruidoso e calmo, tácito entrelaçado
Arranhando o árido com fino assobio
Chorando no torto galho ressequido
Da inação do sertão de hábito gentio

E nesta tão apatia, rebusna o perfume
No olhar: calado, rumoroso, cheiroso
Que no mormaço é em alto volume
Na imaginação um tempo moroso
No horizonte um suntuoso cerume
E na surpresa, mesclado e glorioso...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Dezembro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO DA PERDA

Nuca eu quisera desejado tal saber
Dizer com a dor um adeus querido
Erigindo com o dano choro balido
Fugindo com a harmonia do viver

Dó é arrancada do pesar instituído
Saudade deplorada de não mais ter
Que somente lembranças há de ver
E lágrimas no suspiro do vil contido

Some, e põe o amor tão triste... Ser
Sorriso suspenso, prazer em gemido
E a noite tão distante do amanhecer

Nunca ninguém pela perda ter podido
Dói tanto, tão dolorido, a permanecer
Que no sentido, o desalento é definido

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

CÉU DE BRASÍLIA

Rasgam-se as nuvens no céu do planalto
invadindo o azul anil do cerrado
E se mantém ao longe... num salto
ouvindo o som do horizonte encantado

Surge, tal algodão, no céu... a nevar
desenhando quimeras na esplanada
O sertão mantém-se calado a sonhar
na vastidão, aguardando a alvorada...

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2018
Brasília, DF

Inserida por LucianoSpagnol

ROTEIRO DO SILÊNCIO

Não há silêncio assaz
Para o meu sossego
O cerrado uiva ineficaz
Não há nenhum apego
No horizonte fulgaz
E tão pouco, aconchego
No canibalizar a paz...
Perdido os cães ganem
O sino da igreja tão capaz
Tange mais, que amém
E não é bastante voraz
Pros silêncios tais, porém,
Me leva a todo silêncio audaz
Qual a solidão devaneia também.
O meu silêncio é maior
Que toda solidão, vai além.

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2018, janeiro
Brasília, DF
Paráfrase Hilda Hilst

Inserida por LucianoSpagnol

Grito (do cerrado)

Corações cerrados
devaneados
no chão vivido
torto, ressequido
árido
e empoeirado.
Que crasta
arrasta
queima
sem dilema...
Pari alarido
sofrido
num socorro
caldorro
de miseração,
num grito a destruição...
Chora o cerrado
devastado.

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro, 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

UM DE JULHO (soneto)

Se sois, inverno, no cerrado se sente
De tempos frios com tal bravio vento
Que tomais a secura como elemento
E neste movimento, és inteiramente

Nuvioso,horas breves, chão sedento
Da mesma natureza, e tão diferente
Dias vão que passa no fugaz poente
Rubente o céu num encaixotamento

E desta vida em tudo ó mês valente
Sê da metade do ano, planejamento
Férias breves do docente e discente

Como do calendário és afolhamento
E teu entardecer não mais reluzente
Tudo em vós, julho, traz sentimento

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO NUMA SÓ DIREÇÃO

Tudo é ligeiro, fulgaz e pura ilusão
Do pó, e para o pó, somos nada
Mal desperta a quimera sonhada
Vem logo a sorte na contramão

O tempo nos engana, só fachada
Então, ter vaidade, é mundo vão
Primavera florada, inverno, verão
Outono de folhas ao vento levada

O que as mãos remam, passaram
A emoção faz do coração morada
Nesta trilha de dúvidas, vastidão

Porém, o amor, ah! Este é jangada
De velas içadas, numa só direção
Levando a alma, numa só toada

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SILÊNCIO EM SILÊNCIO

Do que valeu
a noite, se rasgando na madrugada
onde se perdeu
na fronte da poesia imaculada
ativando a quimera do cerrado
numa fronha pisoteada
de um leito calado
duelando num ritual sem cerimônia
do poetar e o fado cansado.
Se só restou apenas a insônia.

O vento mudo,
em troca, tagarelava
totalmente sem conteúdo
com o sono, e assim falava
de sonho sanhudo
fados inconfessos
silêncio em silêncio, rudo.
“Se somente sou quando em versos.”

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2018, 3’05”
Cerrado goiano
Paráfrase Thiago de Mello

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO DA PARTIDA

Ao despedir do cerrado, central sertão
na noite, eu deixarei a luz da lua acesa
a minha admiração posta, fica na mesa
e as lembranças largadas no árido chão

Os cuidados, ao pai, deixo minha certeza
que o bem é mais, mais que a ingratidão
que a vida com amor é repleta de razão
e que o sono só descansa com nobreza

Talvez sinta falta ou talvez só indagação
o que importa foi a história com clareza
e paz que carrego no adeus com emoção

E nesta canção de laço e fé no coração
a esperança na bagagem, única riqueza
se parto, também, fica a minha gratidão

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, maio
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO REFLEXIVO

Pare. Ouça o seu compasso
Seja você no seu único ser
Apressada é a vida no viver
Lentamente dê cada passo

Volte. Resgate cada perder
Fracione a soma em pedaço
Desate os nós, dê mais laço
Não te apavores num só ter

Espere. Descanse o cansaço
Escute. Pra que então correr?
Nesta vida só vale se for valer

Siga. Se breve, bom é sobreviver
Só quem se atreve ganha espaço
Pois, simetria abranda o sofrer...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

A HORA

Morrer, Senhor, de súbito, eu quero!
Morrer, como quem vai em sua glória
Despedir-se do mundo em ato mero
De repente! Na bagagem só memória

Morrer sem saber, estou sendo sincero
Rogo, por assim ser, a minha tal hora
Morrer simples, sem qualquer exagero
Onde o olhar de Deus a minha vitória

Morrer, sem precisar ser feito severo
Das estórias que fique boa história
Fulminando sem lágrimas e lero lero

Assim espero, digno desta rogatória
Morrer fruto do merecimento vero
De ser ligeiro, cerrando a trajetória

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
Paráfrase Augusto Frederico Schmidt

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO AO ACASO

Estou atrasado para nova direção
Dar ao destino uma nova fantasia
E ao espírito possa ter novo guia
Além dos afligir que fere o coração

Agora é tarde, entardeceu o dia
A alma está enrugada de emoção
Sonho entrajou-se de recordação
E o querer já não mais me alumia

Tenho ido empós do bom ideal
Nem sei qual será este tal final
Deste declínio que me barbaria

Afinal, pouca sorte foi meu ritual
Já o amor, o preservei bem jovial
Pra na lápide tê-lo como honraria...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

À ALMA DE MINHA MÃE

Partiu-se o cordão do amor absoluto
No meu desditoso fado então trincado
E as preces no rosário assim de luto
Rezam tristuras no chão do cerrado

Lacrimoso eu, debalde na dor soluto
Soluça a baixa deste relicário delicado
Minha mãe, tão jovem em seu atributo
Pôs suspiros no meu peito instigado

Tal um ramo que seca sem dar fruto
Em um outono tão frio e desfolhado
Assim, o meu afeto se faz convoluto

E na continha de saudade, ao lado
Das lembranças dum amor resoluto
À alma de minha mãe, louvor ofertado!

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

POEMA SEM NOME

Pra que colocar nome no poema
Destes sem sentimento, em vão
Que só maltratam o dito coração
De saudades e cheios de dilema

Poema com rima sem a emoção
Não precisa de nome nem tema
Apenas e só van palavra estrema
Sem gosto, gesto, e ou expressão

Sua métrica é sempre um problema
Versos livres e nenhuma conclusão
Vocábulo chulo no seu vil teorema

Então, por que nome nesta ilusão?
Poema bom, traz amor no fonema
E lhana paixão saída da inspiração...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

" A Copa não é da Dilma, nem do PT e sim do povo brasileiro."

Psicólogo e Escritor Alexandre Bez

Inserida por EscritorAlexandreBez

Quem sabe alguém mude.
Entre mim ou você.

Quem sabe eu perceba.
Que sem você não sei viver.

Quem sabe a chuva caia.
Entre os seus e os beijos meus.

Quem sabe as coisas melhorem.
E eu volte a ver o lindo sorriso teu.

Quem sabe essa poesia termine agora.
Ou tenha tempo para chegar no seu coração.

Quem sabe poesias estejam fora de moda.
E eu tenha de escrever uma canção.

Quem sabe se a canção sair muito melosa.
E eu tenha que dar o seu nome a uma estrela.

Quem sabe se eu te der a lua.
E a lua seja grande demais e eu não tenha ideia do que aconteça.

Quem sabe'...

Quem sabe'...

Inserida por SAYKOBHOS

Maturidade é irônia perto das palavras e das mentiras'...
Aquelas mentiras antigas,cuja a pura verdade me irrita.

Mais vou descobrindo os mistérios e fazendo as perguntas certas.
Quem me deras descobrir só a verdade e saber das respostas corretas.

Mas nosso mundo é feito de perguntas,então venho e te faço uma proposta.
Viva uma aventura comigo e descubra o amor de verdade.Ou encare o destino de olhos fechados com uma faca cravada nas costas.

Não vou te revelar meus segredos e nem as verdades dos mistérios de tudo.
mais vou te dar uma escolha pra revirar o universo do mundo.
No fundo dos baús e nas palavras dos diários,vamos saber dos mistérios.
E do destino dos odiados.
Os perversos serão os primeiros a terem os segredos revelados'...

Inserida por SAYKOBHOS

TEXTO::
Cuida de mim.
Dos meus olhos vermelhos
Da minha pele branca
Dos meus castelos decaídos.

Cuida de mim
Da minha paz bagunçada
das minhas letras tortas
dos meus porquês sem sentidos

Cuida de mim
da minha alma que chora
do meu corpo que dói
da minha fala que cala
do meu amor que desfalece

Cuida de mim
do que restou de mim
do que restou de nós

Inserida por carlinharios

Ainda permaneço amor. Você que se perdeu. Eu enfim, me encontrei.

Eu odeio a parte em que temos que partir sem saber se algum dia alguém vai sentir nossa falta e nos procurar.

Deixa a gente pensar que o amor é pra todos. Deixa eu pensar que um dia você vai voltar. Que seremos outra vez a gente. Deixa eu te sonhar como louco perdido no mundo. Com um amor que se não alimenta nos mata e eu ainda agradeço.

Inserida por carlinharios

Pra esse dia acabar bem vou me embriagar com suas lembranças sem culpas.

Ele diz que eu tenho o coração dele, mas seu amor é o bandido da história. Esse está perdido.

Me desculpe se não fui e não sou tua é que o acaso nos traiu.

Me pega no colo. Me dê as rosas e teu sorriso. Me protege num abraço. Me ama devagarinho. Me faça tão sua como jamais fui de um outro alguém.

Eu queria me deitar. Mas queria um pouco mais. Queria teu corpo pra me cobrir. Tua boca pra me beijar. E teu amor pra me visitar e e me tomar inteira, inteira como sempre fui. Com você.

Tínhamos sonhos feito de chocolate. Saboreavamos só de vez enquando com medo da opinião alheia. Chocolate bom derretia e jogávamos fora. E quando sentíamos vontades dos sonhos, tomávamos chá pra esquecer o que realmente queríamos para nos completar. Chocolate!

Me sinto liberta, mas dói. Tu não faz parte da minha liberdade e sim da parte em mim que inflama e não cura mais.

Teus olhos nos meus e mil poesias pra te descrever e mais mil sonhos pra te sonhar e um tantao de amor pra te amar pra sempre.

Quando o homem realmente tem uma mulher. Esse ter de verdade mesmo. Ele passa a temer o tempo. E tem muito medo até da morte. Prefere se sentir vivo todos os dias nos braços dessa preciosidade.

Inserida por carlinharios