Poesia do Preconceito Vinicius de Morais

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⁠Nasce o dia na janela
Bela luz que resplandece
Cresce o canto de pássaros lá fora
Poesia infinita pra olhares falantes
Olha o ar com olhar de ouvinte
Um certo manto vem cobrir-me a alma
O momento, o instante, o segundo seguinte
Um mágico nascer de dia
A magia sobrepõe-se à lógica
Transcende ao frio caminhar das horas
Põe as coisas onde estão
Aquece o caminho
Navega o mar sem pressa
Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia
Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece
Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira
Tem que ver como é bonito
Quando o espírito da gente
Volta lá na primeira manhã
Relembra o quente que era
Cada sol que alvorecia e mostrava
Toda gota brilhante
Cada instante percorria a nova primavera
Vivida ou vindoura
Cada lágrima chorada
Pois a vida é nada, se a gente não chora também
Se são elas que douram as lembranças
De todas as dores e alegrias
Noites bem ou maldormidas
Manhãs orvalhadas
São as horas da vida e há de sempre faltar
Vamos sempre carecer daquele mero instante
Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros
Corre o tempo, passa tudo
O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão
Nasce o dia na janela, é preciso viver
E se a vida é bela ainda
Cada um de nós precisa ouvir
A voz que tem o coração
Só ela pode dizer.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Um Texto sobre a Poesia da Relatividade.

Enxergamos despedidas
Tempo e lugares distantes
Borboletas antigas
Buscando uma pétala vaga
Pra descansar as velhas asas
Vagando sobre flores desbotadas
Que recobrem um resto de alegria
Que flutua na memória
Uma pintura
Uma palavra do Mestre
Arte rupestre do acender das luzes
Traz de volta à vida outras luas passadas
A felicidade primordial, rudimentar
A única que foi real
Vem romper com a ruptura
Em formato de palavra dura
E mostra uma flor que não víamos naqueles dias
Provando que o tempo não retrocede
Senão como saudade
Que nem mesmo a sede, uma vez saciada
Há de voltar às nossas vidas
Se despede, se despe de nós
Vai zunir nas asas de uma velha abelha
Fazer morada nas telhas
De uma casa há muito demolida
Tudo está pra sempre lá
Porém velho, desbotado e sem vida
Talvez seja essa a relatividade do tempo
A velha roseira ao meu lado
Sempre trará flores novas
A roseira nova do passado
Não há provas que tenha existido.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

“ Rio que flui,
feito música, rima e poesia.
É amor e força matriz,
Nau no porto e ventania.”

Inserida por CarmenEugenio

⁠Uma poesia tardia: peRdA
A dor se aprofunda em nosso ser e confunde a nossa existência. Ela se alimenta de nossa perda inestimável e fere, sem cessar, a nossa alma. Não há palavra que traga consolo. Só te peço: deixe-me sofrer em paz.

Fazes-me bailar

na noite de cristal,

Sou o teu beijo imortal,

a tua poesia,

Talvez a mais fatal:

a tua profecia.

Harpa celestial

afinada na tua mão,

A mulher nascida

para viver de paixão.



Uma crônica, um verso,

um soneto total,

Nascidos em uma noite

de cristal,

Escritos nos passos

da cortesã,

Típicos do baixo

meretrício,

Ufano-me disto

e daquilo sensual...



Oculta, louca e

indescritível fantasia

Que galopa

cuidadosamente...,

Toco sem perdão,

em carinhos

- repletos e libertos

Além de morar no coração,

Ocupei toda a tua mente,

inteiramente.



Doçura, leveza

e espiritual alegria

Que canta

simplesmente...,

A canção que sai

da mente

Para os lábios

docemente,

E que encanta

o meu coração

Pela sinceridade

evidente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Você que saiu em busca da poesia,

Ela surpreendeu te dando uma

rasteira,

E agora? Como encontrá-la?

Ela entrou e passou pelos teus poros,

Sobrevoando as

(dunas),

E agora, está escondida atrás dos cactus,

E bem agasalhada no ninho das

(corujas).



Você que não sabia nada sobre poesia,

Ela descoberta por meus pequenos versos,

Te seduziu com todas as plumas...,

Com o voo

(silencioso),

Macio e

(carinhoso),

A poesia entrou e passou,

Deixando a saudade inteira em você.



Sendo notada ou não,

Voa poesia voa,

Escreve até sobre a garoa,

Mas voa porque a vida é boa,

Não desista de mim não,

Não saia desse meu coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Quem te disse?

Fotografia é poesia,

Se ela não sabe,

A pessoa desconhece,

Ou mentiu vergonhosamente...

A fotografia registra,

Inclusive, até a mente;

eterniza aquilo que se sente.

É a arte de trazer tudo

Num clique o segundo, e o mundo,

Doce, triste e profundo.

Falando sempre silenciosamente,

Sobre o espaço e a vida,

Em todas as gotas,

No desabrochar de cada tulipa,

- ao Sol

Como um brinde em celebração

- sempre -

à verdade!





Porque a fotografia

é a arte franca;

A fotografia

é a arte

que nunca engana.

Que te disse que poesia

não é fotografia?

Mentiu deslavadamente...





A poesia é a fotografia de tudo,

- ela registra além do que você pode ver

É a arte que mais sabe envolver,

Transparente, assimétrica e melodiosa,

Falando abertamente ao teu coração,

Segurando na tua mão,

Olhando nos teus olhos,

Regando os teus sonhos,

Preparando o jardim da tua emoção,

- em devoção ao luar dos amantes

Dos bons gostos e das doçuras plenas,

- fragrâncias eternas -

Plenas, marcantes e serenas;

Assim a poesia mexe com o mundo,

- ninguém duvida

Misturada com a fotografia,

Combina bem a franqueza de viver a vida.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Longe de mim,

Proclamar-me poeta,

Eu não sei rimar,

Não sei o que é poesia,

- e muito menos diferenciar

A poesia de um poema,

Não sei se uma é melhor

Do que a outra,

É verdade! Eu sou doida!





Eu sou muito doida!

Porque quando escrevo

Faço uma confusão danada,

- e quase sempre -

Não sei quando uso a rima,

E a hora de fazer métrica;

Escrevo como uma fugitiva

Em nome da estética

E da razão que surge do nada,

Fugindo com a poesia nas costas.





Escrevo de forma bem atirada,

Do jeito que o Diabo gosta,

E deixa Deus bem corado...,

Estes versos sem propósito,

Seguindo pela rua desvairados,

Beijando doidamente,

Todas as bocas e aos bocados,

Eu realmente não sei escrever,

Longe de mim deixar-vos enganados...

Inserida por anna_flavia_schmitt

O barco no exato lugar

Desse jeito a navegar,

Tudo é poesia,

- Até o teu olhar

Assim é o amor:

um suave navegar.



Com encaixar,

Balançar,

E embalar;

Assim é o amor

A nos encantar...



Aqui em Balneário

Guarda algo secreto,

Doçura, poesia,

Generosidade,

A História de um amor,

O nosso particular universo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não vai passar,

É poesia,

É doçura,

Não vai passar,

Porque é para sempre.



Há um céu eternamente,

É esperança,

Faz noite e dia,

Faz sol e chuva,

Que se renovam,

Porque é para sempre.



Não vai passar,

É verdade,

É esperança,

Porque é eternidade.



Há uma renovação,

É sede de viver,

É vontade de ter,

Não vai passar,

Porque é insistente,

Eu quero você hoje e sempre.

Inserida por anna_flavia_schmitt

No mangue também existe poesia,

Ele é como um anjo que vive,

- entre o céu e a terra

Ele entre o rio e o mar,

Conhece o ritmo das águas,

Ele sabe como se comportar

Como anfitrião da vida...,



No movimentar das águas doces,

E no bailar das águas salgadas,

O mangue sempre sabe esperar...





Talvez seja porque não é notado,

Ou porque vive despercebido,

Ele é abrigo, viveiro e ninho.





O mangue como grande anfitrião,

Só a existência dele é uma lição:

de paciência,

resiliência

e fonte de sabedoria

- Ele surpreende porque é veia;

Existe nele um sangue invisível,

O mangue é um lugar incrível!

Respeite o mangue como intangível,

Ele é a cintura da terra que liga,

O rio com todo o oceano, ele é pura lida!

Inserida por anna_flavia_schmitt

Como Ave gentil,

Pousou a poesia,

Como gaivota,

À beira mar,

A contemplar,

E escutar,

O que o coração

Tem para falar.





Como Ave gentil,

Assim sou eu

No embalar,

Sempre a te esperar,

E cantarolar

Como as ondas do mar,

Cumprimentando sempre

O azul infinitamente anil.





Como ave gentil

A te espreitar,

Estou aqui,

Te buscando,

Devotadamente,

Sob a luz das estrelas,

Com uma saudade imensa,

Da tua paixão intensa...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não consigo

ser diferente...,

A poesia que enxerga

em mim,

É mais tua

do que minha,

Essa poesia mora

mais em ti

Do que mora em mim;

Não consigo

ser diferente...,

Escrevo para causar

contentamento,

Escrever para mim

é como um rubi,

Escrevo com o que há

de mais vermelho,

- em mim -

Escrevo para mexer

com o sentimento.





Nunca duvide

do que a minha poesia

é capaz,

Quando menos imaginas,

tu irás atrás,

Do Bem que só

ela te faz;

Tu bem sabes do

que ela é capaz,

Além de ser canto, ela é

o teu colo de paz.





Não consigo

ser diferente...,

Sou o verso presente

nos teus lábios,

A doçura caída do céu

em teus átrios,

Para mudar o teu presente

– um presente,

Nunca estou ausente,

és ciente,

Porque eu

sou diferente;

Não consigo

ser diferente...,

Cheguei para mudar

os teus dias,

Para trazer sorrisos

e mil alegrias,

E fazê-lo feliz

e cheio de valentia,

Guardando cada escrito

meu como magia,

Para sempre se orgulhando

que eu existo: sou poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Um poeta morre e nasce,

Sempre que escreve poesia,

E vai seguindo o curso da maré,

Ele reinventa,e sempre ressurge;

O poeta quando menos se espera,

- ele ressuscita

O poeta é feito de sangue, pó e ouro.





Um poeta se mata e ressuscita,

Sempre que declama poesia,

E vai seguindo o curso do rio,

Ele inventa, e surpreende;

O poeta não espera nada de ninguém,

- ele é eterno

O poeta é feito de amor, ódio e mistério.





Vocês não fazem a mínima ideia

do que é feito um poeta,

E muito menos como na vida

um poeta surge;

Portanto, desejo que todos vocês

vão para o Inferno!

Inserida por anna_flavia_schmitt

Vai a excelsa presença,

Perfumando uma rosa,

Roseando em prosa,

Versando Magna poesia,

Seguindo pela senda,

Cheia de Celi nostalgia,

Terminei de ler:

Amenidades Poéticas

- livro de Magna Celi.



Como quem sorri,

Poesia que se sente,

Respira, tateia e se veste;

Poesia que se importa,

Mesmo sem ter hora,

Para abrir a porta da mente.



Palavra que não desmente,

Letras em contas, que bordadas

Perfumam, trovam e provocam;

Amenidade poética, chave–mestra,

Ela vai ao ponto que te interessa:

Flor e pé de laranjeira, pé na Terra.



Com rimas de anjos,

E métrica dos arcanos,

- e toda a sabedoria da Paraíba

Contou em cada verso a sua vida,

Revelando um perfume agreste,

Àquele aroma que se tira das estrelas,

E que sensibiliza o humano e o celeste,

Inundando os mundos com todas as belezas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não se castra a poesia de [ninguém,

Quem castra - age como quem rouba a fé,

Uma poesia castrada,

- é como o brilho dos olhos roubados de

[alguém

Não se castra a poesia de [ninguém.



Das vezes que eu tentei te procurar,

Você não quis deixar,

O meu amor te amar,

E no teu coração eu penetrar.



Não se abafa o canto de [ninguém,

Quem abafa - age como quem acaba com o oxigênio,

Um canto abafado

- é como um país que virou terra de

[ninguém

Não se abafa o canto de [ninguém.



Do meu escrever sobre o amor,

E sobre o teu sentir,

Eu quis falar,

E você não quis me ouvir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A tarde chega lentamente,

Exorcizo os fantasmas,

Desocupo a mente,

Dou abertura à poesia,

Ela que me acompanha

Sempre carinhosamente.



O mar alisa a costa,

Sei o que você gosta,

Faço perder a hora,

Rasgo todas as normas,

E você nem se importa,

Assim sou a tua aurora...



Sempre hei de ser tua,

Subversiva e rebelada,

Assim existo para você,

Eu sou a tua amada,

Em versos flamejantes,

Sou o mais lindo dos brilhantes.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A minha poesia é assim:

ela nunca vai atrás.

É você que sente quanta

a falta que só ela faz.



É grande a nossa alegria,

- doce e particular

Nela não cabe nostalgia,

É lira de amor a tocar...



Eu não preciso sair por

aí para te procurar;

- o teu amor sempre te traz.

Fonte que não seca jamais.



Porque tudo em nós é

escrito à quatro mãos,

Nossos suspiros vertidos

do nosso céu são bênçãos...

Inserida por anna_flavia_schmitt

A poesia não se entrega assim,

Traze para mim o teu coração,

Entrega-o todo para mim,

Sem cerimônia, e com emoção;

Não desistirei da nossa paixão,

Entregue-se todo e sem fim.



O amor plantado em versos,

Às vezes comete excessos,

Estou uma lira doce enfim,

Pronta para ser bem tocada;

Especialmente para ser amada,

Coisa de alma apaixonada.



A minha veia poética forte,

Não precisa levar versos,

Eles são incensos frescos,

Que seguem em nuances

E atingem a doces toques;

A poesia consegue criar raízes.



A procura pelo amor às vezes

deixa marcas (cicatrizes),

Mas sempre há uma coragem

que faz com que não (desistas);

A poesia que tem os seus apelos

e amorosamente dá (pistas).

Inserida por anna_flavia_schmitt

Você não entendeu que sou poetisa,

- e vais me condenando por eu

Escrever poesia

Como presa algemada caminhando

Rumo ao Fortim de Atalaia,

- escrevo versos perfumados

Por cevada

Agora estou em Guarapuava,

- apreciando as araucárias

Esperando que você volte atrás,

E juntos nos envolvamos

Novamente como uma primavera

Em plena florada...



Desconfio que você,

Assim como eu que não

Está entendendo nada,

Estou diante do Rio Jordão

Espalhando versos e perfumes

Para chamar a tua atenção:

- quero de volta a tua mão.

Nunca se esqueça que o amor é uma

Primavera que não passa;

Quando olhares para a noite enluarada,

Lembrarás de cada verso que a nossa

História se fez inspirada.



Sob as bençãos de São Francisco e São João,

A Lagoa das Lágrimas refletirá

O nosso amor que permanece no coração.

O teu coração se voltará para a tua poetisa

E baita mulher, que você finge em não querer.

Que o teu coração persiste em renegar,

E que no fundo te falta a coragem

Para lutar - e se entregar.

Da tua mente não irei me apagar,

Porque a minha poesia mora nos

Teus poros e o teu corpo não se

Esquece de quanto é bom me amar...

Inserida por anna_flavia_schmitt