Poesia do Nordeste
No dia do nordestino refleti sobre o destino que aqui me fez nascer. Pisando em terra rachada, pela seca castigada, assim foi o meu crescer. Em ano de inverno bom, saímos da cor marrom, para o lindo enverdecer. Da asa branca o retorno, bem-te-vi no seu entorno, alegrando o alvorecer. Do bravo povo altaneiro do nordeste brasileiro muito tive que aprender. Vi o Brasil de sul a norte, percebi o quanto é forte minha gente Nordestina. Fidelidade canina, fé romeira, peregrina, em busca do bem maior. Que é a proteção Divina na oração que ilumina para um caminho melhor. Lágrimas, gotas de suor numa luta de dar dó, assim vimos nossos pais. Por isso amo esse povo se acaso nascer de novo, no nordeste estou em paz.
O amor é o sertão com terras férteis, com presença dum aguaceiro refrescante que vitaliza… O cheiro duma floresta de pinheiros; o aroma do azeite de oliva, a farinha com café que comporta o atarantado.
Olhando para os corações desertos de lágrimas, vi cactos sobre o chão rachado, matando a sede dos homens.
Cada grupo indígena brasileiro, tem mesmo que remanescente sua própria região, agricultura, alimentação, cultura, linguagem, mitologia e espiritualidade. Contudo todo o processo civilizatório até hoje ora governo e religioso, destruiu as suas verdadeiras identidades. Sendo assim, hoje cabe ao governo federal resgatar antigas praticas ancestrais, profissionalizar os mais novos cidadãos indígenas para que o jovens possam retornar aos seus locais de origens, mais preparados e resgatando suas verdadeiras e originais identidades.
