Poesia do Carlos Drumond - Queijo com Goiabada
Muitos com a sua enclausurante ilusão-prisão e alguns, pouquissimos e felizes, sem nenhuma e livres.
Enxergar realmente o outro é avançar sob a veste e a carne e encontrar a alma nua e crua, sem maquiagem.
Viver é uma dança, mesmo com um dos pés cortado, é sorrir, mesmo que falte um dente, é encontrar todo dia uma coisa bonita no meio da lama, no meio do caos...
Nosso silêncio interno não pode se corromper ao ruído externo que insiste em nos invadir, sequestrar.
Pelo lixo que uma pessoa gera a conheço um pouco. Se o separa, principalmente onde o joga e de que forma, além de ver nele como se alimenta, ou seja, se respeita-se.
Antes de fazerem alguém aceitar o inaceitável o conduzem ao medo, ao terror, depois ele mesmo irá pedir, suplicar.
Uns preferem alguns anos na cidade agitada, outros, toda uma vida no campo. Para cada existência um ritmo a espera...
Vivemos ainda na infância emocional, navegando num mar de certezas inexistentes e dúvidas ignoradas, entre vãos e chão firme, oscilando.
A maioria dos que se dizem cristãos, afirmando ter fé, reclama do Criador quando não lhes atende ou algo acontece e com isso demonstra NÃO acreditar Nele e ter fé da boca para fora.
Desistimos de continuar caminhando porque começamos a jornada pelos motivos errados, os externos, os superficiais e imediatistas.
Quantas pessoas, no alto da velhice, corroídas pelas consequências das próprias opções e escolhas erradas, olham para o céu e praguejam, se vitimizam?
Avançam covardemente, passo a passo sobre nós, a cada permissão que damos sobre nossas vidas, por omissão e medo.
Seus persistentes maus hábitos, adquiridos ou não no passado, irão deformar seu presente que é a base de tudo e sabotarão o seu futuro.
Num desastre, uma crua e nítida divisão humana se apresenta entre os maus-caracteres, que se aproveitam dessa situação, e os bons, que o amenizam agindo.
Minha humanidade estará preservada enquanto eu desejar apenas a prisão dos maiores inimigos do povo e não vê-los nela sem alimento, mal tratados e sob tortura diária.
Uma guerra eviscera o pior dos dois lados, os desnuda, até mesmo dos que a comentam, na ilusão e pretensão de conhecer todos os detalhes e reais motivos sórdidos.
De escombros emocionais, da velha e terrivel máquina de moer gente (pais e mães descompensados), emerge o soldado frio e calculista e também os ditadores implacáveis, quando sobrevivem. Raramente seres em equilíbrio...
Talvez a maior inquietude e angústia da humanidade não seja propriamente a morte, mas a FORMA como ela se apresentará, sendo rápida ou lenta, branda ou feroz.
Aquele que não vê em si um "faminto aprendiz de feiticeiro" certamente acredita ser aquilo que não é e um dia cairá no fundo do que chama de poço, onde nem água tem e é outra de suas ilusões.
A mulher da minha vida está dentro de mim, o lugar dos meus sonhos está onde eu estiver, a minha paz reside na forma como NÃO reajo as situações e pessoas, mas ajo.
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