Poesia do Carlos Drumond - Queijo com Goiabada

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⁠Todos nós somos suscetíveis a radicalização e para evitar este tipo de conduta é preciso silenciar a mente e distrair-se com assuntos diferentes e que dão prazer.

A paz é responsabilidade individual e coletiva.

A poesia pode ajudar a exorcizar fantasmas e trazer satisfação num mundo que oferece muitas coisas e ao mesmo tempo nos oferece quase nada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A guerra começa pelas palavras.

A guerra pode ser evitada pelas palavras.

A guerra pode ser terminada pelas palavras.

A palavra pede retidão tal como a poesia nos pede coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nas minhas mãos e pés
estão as estrelas-do-mar
que guiam na escuridão
na tua busca mesmo sem
saber qual é o seu nome
e quem você é na realidade.

Do esplendor magnífico
do Acropora subglabra,
O meu coração dispara
porque na vida só fica
tudo o quê dinamiza.

Declaro que o meu doido
amor que não é suficiente,
é Lua Crescente em busca
de tentar encontrar todos
os caminhos que reúnam
os meus caminhos com os seus.

Porque te amo sem saber
quem você e sem saber a hora
do amor que chegou entre nós .

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nada pode morrer
em mim porque tudo
em mim é amazônico:
o meu país, a fé e o rio.

Fui buscar Jarina
para fazer colar,
pulseira, brinco
e anel para me enfeitar.

Agora, tudo é mais vivo
do que nunca porque
o amor e a poesia não
conhecem mais separação.

Tudo irá melhorar,
vamos nos encontrar
e que por mim você
a vida toda irá se encantar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Os brincos de prata pura
parecem que até que foram
feitos de pedaços da Lua,
Balançam os seus pingentes
de Inajá que roçam na pele,
Tenho na fórmula dos grandes
poetas o porquê você se derrete,
Você tem sonhado todas
as noites comigo pele com pele.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para fugir deste mundo
louco que fez o meu
rio secar busco me distrair
na vida um pouco
para a tristeza não dominar.

Tudo o quê vem acontecendo
mudou até cor do meu
boto que antes era rosa
e acabou ficando roxo
por não ter mais água para nadar,
resolvi escrever porque
não me permito me afogar.

Fazendo penquinhas de Inajá,
cortando discos de Côco
fatiando Jarina e bordando
com canutilhos de açaí
porque na vida tenho que acreditar.

Com o meu Artesanato Brasileiro
tenho muito o quê mostrar,
porque em mim vive um país inteiro
e da minha Terra nesta vida
ninguém vai conseguir me desgostar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Coloquei o meu colar
com flores de Inajá
para estar pronta
caso venha passar,
E leve uma lembrança
que comigo faça
o seu coração cantar,
porque todo o dia
procuro o caminho
que te leve a se encantar
e o seu amor me entregar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Observei que a Mangabeira
está mais linda do que nunca,
Fui colher mangabas doces
para te fazer uma surpresa,
Pode ter certeza que é amor
e paixão além deste poema,
Você vai me dar o seu coração
e vou amar ser sua com grandeza.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O tempo está mudando,
balança o Taquaruçu
e vou me distrair com
umas contas de Morototó,
Quem cultiva o mundo
interior nunca está só.

Cada conta vou enfiando
para montar um colar
quando pronto ele ficar
farei brincos e pulseiras,
Quero viver como quem
na vida escreve poemas.

Mantenho a espirituosidade
e a alma romântica vivas,
porque tenho profundo apego
as minhas heranças nativas,
Nada me distrai da Pátria
de todas os meus poéticos dias.

(Não me esqueço jamais
daquilo que me faz brasileira).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Celebro a Taquara
de pé que o vento toca,
os poemas que nela
a Lua ainda cultiva
e quero ver espalhados
por muitos lugares,
enquanto houver uma
Taquara a balançar
sombra e água nunca
haverão de faltar,
Para quem na vida sabe
observar nunca como
antes fez tanto sentido .

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A falta da Taquara
heroína que alimenta
a gente e os pássaros
tem feito rastros,
As peles e os cabelos
nunca mais na vida
foram os mesmos,
Tenho medo do dia
que a Taquara acabar,
será o sinal que a vida
nunca mais vai voltar
para o seu devido lugar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Vejo poética existência,
beleza e vida plena
na gigantesca Gameleira
e na ventania soprando
as gamelas maduras
para alimentar o cardume,
Sob a proteção de muitas
luas e mística alquimia
quando você abrir os olhos
você estará na minha e eu na tua.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Olho para o Cipó Mucunã,
volto a mexer no balaio,
me encanto com o barulho
do Coco, do Babaçu
e da Taboca separadinhos
tocando uns nos outros,
Tenho muito o quê fazer,
porque tenho que me enfeitar
para ser uma bonita festa
para nós dois e o amor não se perder.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando o Sol
raiar vou até o Murici
frutos colher,
As sementes vou
guardar e preparar
porque quero um
colar de muitas voltas
para me presentear.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tenho colocado no dossel
etéreo o tempo todo
a crueldade e a bondade,
Danço no Céu e no Inferno
com toda a intimidade,
A minha pluma de poeta
na verdade é corta sabre.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O cataclisma e a harmonia
ondulam com os seus véus,
Os punhais de salamandras
nas mãos fazem acrobacias,
O domínio que tenho sobre
você é algo que nem mesmo
o destino tem o controle,
O kajal está intocável no olhar,
no ritmo do oceano a embalar
e as estrelas estão a acompanhar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠Nos sacolejantes quadris
dos calendários e das horas
do Oriente e do Ocidente,
Mantenho a inspiração de pé
para impressionar porque
voz sei que nunca irão me dar,
O pouco que tenho querem
me furtar e até a poesia colonizar,
O braço a torcer nunca darei
e a resistência nunca trairei,
A autossuficiência escreve a lei.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Se te quero ou não,
você não encontrará
a devida direção,
A Rosa dos Ventos
está na minha mão,
Tomei controle dos teus
pontos mais cardeais.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Dos mais de cem mares
sou a absoluta filha,
De todos os altares
eis-me a prece erguida,
Das letras místicas
do tempo a poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tudo de mim passa
por seis continentes,
E em ti estabelece
um território soberano,
Deste peito para o seu
a devoção cresce,
O tempo e a glória
nos pertencem.

Inserida por anna_flavia_schmitt