Poesia do Carlos Drumond - Queijo com Goiabada
MULHER
Ser sublime criado por Deus, criatura meiga
e sedutora que faz da vida um ideal.
Mulher criança, que na inocência cria um mundo de fantasias.
Mulher jovem, que na ingenuidade busca o amor e encontra sofrimento.
Mulher mãe, que se doa totalmente
para trazer ao mundo uma nova vida.
Mulher idosa, que no passado esteve forte para consolidar seus objetivos
e no presente preserva esses momentos nas mais puras lembranças.
Mulher sofrida, que na ansiedade tem a esperança de encontrar a paz.
Mulher negra, que suporta todo o preconceito sem perder a coragem nos
momentos de angústia.
Mulher sim, é aquela que cheia de virtudes ultrapassa os obstáculos e
alcança um lugar na sociedade.
Nesse 2 de novembro.
A saudade aumenta
A memória aflora
A tristeza não aguenta
Pelo Pai que já partiu
A saudade vai a mil
No coração que já sentiu;
A perda varonil
A certeza que me anima
É o reencontro no céu
Onde Jesus está acima
Com o arcanjo Miguel
Terminando a poesia
Confesso ser a melancolia,
A culpada de tal ato constrangedor
Querendo rimar sentindo dor.
"Que a bondade e compaixão esteja
presente em todos os momentos
de nossas vidas, e que possamos
aceitar nossas diferenças
independente de qualquer crença."
Perdão por ter sido uma pessoa pela metade em vários momentos
Perdão por me esconder
Minhas risadas sempre foram espontâneas
Mais a minha dor nunca foi momentânea
Retardar a minha morte não é viver
Eu tenho 5anos que sou assim que e eu fiz o que tive que fazer ser forte e fingir que está TD bem, não foi e nunca foi viver
E não vai ser agr que vai ser , eu não estou tirando a minha vida , eu não estou dizendo não a minha vida , eu não sou egoísta sei que tem pessoas que lutam por ela TD dia , e foi o que fiz tentar sobreviver uma guerra nos últimos 5 anos cada dia após dia
Se quando eu não fiz por mim ?
Eu fiz por eles , eu fiz por cada um deles
Acho que tenho um propósito maior
Se eu tiver que ir que seja uma lição
Se eu tiver que ir pra que 10 se salvem de depressão
Não julgue vc não pode sentir q dor de ningume
Apenas saiba que isso não acaba aqui ainda nos veremos
E saiba que eu me importei com cada um de vcs
Não suporto, não aguento mais...
Visíveis monstros traiçoeiros,
Lobos em pele de cordeiros.
Astros da mediocridade ligeira, vorazes.
Olhos famintos, mãos geladas, mortas, desfalecidas,
Vidas envolvidas na glória do medo, do “eu” poder fantasioso.
Queixas sem doenças, malefícios encarnados na alma, no coração, nas feridas,
Não aguento mais... Apenas ver, se como tal mortal não posso ser,
Pai, quem sou? Por que sou?! Pois nada quis viver!
Um bicho do mato, perdido na trilha, secando feito folhas no cerrado
Cigarra velha num último cantar, medos insanos!
Rostos mascarados, peles cheirosas, roupas limpas, o mundo não para.
De dentro das veias escorrem cera, a cola da maldade, a febre do ódio, o encalço do mal.
Deveras a vida foste dada para ser vivida?! Tal qual uma criança que não sabe ler!
Meus braços já não podem levantar, não quero mais chorar, não aguento mais o ver!
Os olhares estão por toda a parte, as vozes soam feito gralhas no alto da montanha,
A surdez não me é suficiente, preciso também fechar os olhos, pois, não aguento mais...
Mais uma vida saturada pela fadiga da desigualdade psicológica, a moral é imoral,
A faca está cega, Pai! Quem há de ouvir os gritos do norte?!
Ouça! São os gritos da morte! Desta vez, ninguém teve sorte!
De sorte que não existe jogo da vida, ou se tem ou não se pode comer!
A vida é incapaz de viver?! Não! Já não aguento mais...
Até onde seguirei com meus farrapos sendo arrastados pelo altruísmo dedicado à miséria geral?
Pensamentos nefastos enraízam-se dentro do meu ser, o sono vem, cerram-se os olhos,
O dia chegou!
Todos estão deslumbrantemente impecáveis!
Quem sou eu?
Quem sou eu?
Um paradoxo sem solução
Uma dúvida sem razão
Uma resposta sem questão
Quem sou eu?
Um fragmento do infinito
Uma partícula do absoluto
Uma expressão do indizível
Quem sou eu?
Um desafio à lógica
Uma surpresa à ética
Uma provocação à estética.
Vejo montanhas
Sim, eu vejo montanhas
As nuvens são belas demais
Tão jovem, tão pura, tão gentil, tão doce, tão plena, tão cedo
Agora tudo é começo
Mas você quem diz se é infinito
A vida vai e vem
Você vem e vai
Agora já é outro dia
Já é mais uma lua
E o mar não está calmo
Mas você precisa estar
Seja luz, seja amor, sempre que for e para onde for.
Chove.
Você promete não soltar a minha mão?
Quero caminhar de mãos dadas com você pelo resto das nossas vidas.
Quero adormecer e acordar ao seu lado, dividir com você as alegrias e as dores, contar todos os meus sonhos e segredos, e conhecer os seus.
E quando estivermos velhinhos, olharmos um nos olhos do outro, e ver ali nossa juventude refletida, e sentir nosso amor mais forte que a morte. E quando chegar a nossa hora de partir, iremos leves e realizados, com aquela sensação gostosa de dever cumprido e de amor vivido.
Vem comigo, me dê sua mão, prometo não soltá-la, segura firme a minha mão.
Você promete não soltar a minha mão?
Sua tela
Faz - me sua tela
E com pincel fino
Desenhe-me nela
Pincele as curvas
Os montes e as cavidades
Percorra o caminho sem volta
Que humidece escorre
Uma tela que emite sons
Que vibra e pulsa
Meu artista
Meu mago
Com pincel mágico
Faz brotar sentimentos
E libera a tinta de amor.
Tem dias que eu penso
Que eu queria morar aí
Bem aí nesse cantinho,
Já basta pra mim.
No cantinho da sua boca
Nesse, de onde nasce teus sorrisos.
É onde minha boca
Quer se encontrar com a sua.
Ao fim de uma tarde chuvosa
De um silencioso amanhecer.
No cantinho da sua boca
É onde eu quero morar.
Gostar de alguem
Incondicionamente.
É o melhor perigo
Que você precisar correr
Pelo menos uma vez na vida.
Você vale
Vale muito a pena…
Seja para trocar um olhar
Seja pra trocar sorrisos
Pra ter com quem contar
Seja até para viver um romance
Que dure a vida inteira,
Mas você vale,
Vale muito a pena…
Garoando
As vezes é garoa, as vezes são chuviscos. Vezes são chuvas torrenciais. E elas te transbordam. Dentro de você, atualmente é como clima de inverno. Daqui a cinco minutos pode chover, ou pode fazer muito sol. Mas ainda assim, segues em frente, com a gentileza amostra, e com o amor palpável em tua voz. Não se perca do teu estado de calma, mulher. Logo o inverno passa, e tuas flores da primavera nascem outra vez.
Fora sempre um exagero.
Não bastava ser uma frase de amor.
Você foi a vida inteira.
Não bastava ser dia nublado.
Tinha de ser chuva de dormir.
Não bastava distancia.
Você morava em mim.
Sempre soube,
Que você fora sempre um exagero.
Abra janelas da alma
deixa o sol entrar,
deixa que vem
a brisa do mar.
Deixa nascer
você vai florescer,
é ainda mais fácil
quando permite acontecer.
Era um casal,
no fim de um espetáculo
dançando uma música qualquer
que só tocava na cabeça dela,
no meio da multidão
que caminhava em direção
para casa, e não em um
novembro qualquer.
Todos olhavam
ninguém entendia
o que estava acontecendo
mas era diferente,
bonito de presenciar eu diria.
Mergulhar em si mesmo
antes de qualquer outro oceano.
E assim conhecer nossas marés,
todas as correntezas,
desde as mais caóticas
até as mais pacíficas.
Mergulhar em si mesmo
antes de qualquer outro oceano.
Admiro a criatura mulher, daquela que que possui e usa a sensualidade inconscientemente, e daquela que tem a plena ciência de toda sua sensualidade. Aquela que tira fotos no espelho só para namorar sua própria existência.
Digo que a mulher
é a pura licença
poética da vida.
Vezes subjetiva
vezes não.
Mas sempre poesia,
e o mundo,
só mais um leitor.
Existência
O paradoxo da vida
Emergiu a minha existência
Puro antítese da sorte
Um misto de lucidez e demência
Parar, pensar e agir sensitivamente...suave
Como os flocos da neve
Que flutuam pelo ar,
E repousam mansamente na relva
Que solitária está.
Eis que na minha existência
Houvera de cingir- te a tua
Resplandente como sol
Oculta como a lua
Lua, oh lua !
Guarda-te todos os seus mistérios.
Pedir-te-ei a tua alma
O teu coração!
E adentrarei na tua mente.
Aí; Todos os seus segredos
Serão desvendados.
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