Poesia do Carlos Drumond - Queijo com Goiabada

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Alguns amores são maldições disfarçadas de bênçãos... tão intensos que machucam, mas tão belos que valem cada dor. É sobre o desejo de compreender o passado, mesmo sabendo que isso pode reabrir feridas; sobre a covardia e a coragem de amar, sobre o trágico e o poético de sentir demais.

O racismo no Brasil se caracteriza pela covardia. Ele não se assume e, por isso, não tem culpa nem autocrítica. Costumam descrevê-lo como sutil, mas isto é um equívoco. Ele não é nada sutil, pelo contrário, para quem não quer se iludir ele fica escancarado ao olhar mais casual e superficial.

Abdias do Nascimento

Nota: Trecho de entrevista dada em 2010.

⁠Um rato é um animal que quando aparece causa pânico, asco. Não trás nenhum benefício ao lar onde frequenta. Pelo contrário rouba seu alimento agindo na surdina, no apagar das luzes. Sem falar que pode transmitir doenças e por fim causar sua morte. Não é como um cachorro ou um gato que atraí a simpatia dos moradores e o desejo de cuidar e de se ter por perto. Não encontramos no petshop itens especializados para criação de rato. É uma coisa natural, o rato aparece e você o mata e junto com ele se vão todos os problemas. Quer resolver a situação com um rato? Não deixe um rato viver em sua casa. Não se constrói uma cela para o rato viver esperando que um dia ele tenha um bom comportamento. No dia que ele sair ou fugir vai fazer o que mais gosta. Será um rato.

Já realizou seus sonhos? ⁠Nossas vidas são feitas de sonhos e como não paramos de sonhar então sempre temos algo a buscar e conquistar. Mas, que conquistas são essas? Os bens são conquistas materiais menos importantes que as conquistas espirituais. Logo esta é referente ao que você leva enquanto aquela é sobre o que você deixa. Aquilo que fazemos de bom nos volta. Aos relacionamentos não me dou o direito de exigir que aconteçam como eu quero. Ninguém vai ficar se não o quiser. Mas se eu escolher ficar é porque valeu a pena deixar o primeiro dia acontecer.

“A única lei que conheço e respeito é a lei simples da natureza. Se colhe apenas o que se planta, todavia se formos considerar a lei humana da retórica, alguns plantam outros colhem na seara alheia.”

O que é um "ideal moderno? Na cultura brasileira, temos necessidade urgente de nos reinventar, precisamos de uma "Semana de Arte", com mais disposição para o novo, um evento que supere o de 1922, resta nos perguntar? Temos, por ventura, um Manoel Bandeira, ou um Osvaldo de Andrade, Mário de Andrade, um Villa-Lobos, e outros tantos que se aventuraram contra o velho parnasiano?

"Pessoas comuns se casam e envelhecem juntas, não raro se tornam inimigas. Pessoas especiais e evoluídas emocionalmente se tornam irmãos. Contudo, as pessoas inteligentes se separam antes que aconteçam as duas coisas."

"Sou cético com relação a muitas coisas, este ceticismo me ajuda a ter clareza quanto ao que de fato acredito..."

"O Poeta é um fingidor", Fernando Pessoa sabia bem o que quer dizer isso, pois levou a vida a inventar outras mil pessoas, com o fim de esconder quem de fato era: Um gênio incompreendido, um débil fingidor da sua real essência mortal e decadente... é dessa matéria que se forjam os poetas geniais.

O que não é nosso: O vento tráz, deixa e depois leva.
O que é nosso: agente espera, Deus nos dar e ninguém tira.

Senhor, faz com que eu conheça meus limites e respeite o meu semelhante.
que eu não seja um cordeiro diante dos fortes, nem um leão diante dos fracos.

Inserida por JosuelGomes

As coisas acontecem porque tem que acontecer!
se foram boas ou péssimas, constrangedoras ou inesquecíveis
não importa, elas precisavam acontecer.

Inserida por JosuelGomes

É mais fácil fazer dar certo com o amor escolhido do que viver escolhendo amores pra saber qual dá certo

Inserida por casalnota10

⁠tua luz seduz...
Tua alma reluz ...
deixa florescer
deixa fluir
o que há de bom
dentro de ti.

⁠simplesmente...
quero flores, vinhos e chocolates
entre versos e poesias
quero descrever em diversas
linhas...
minhas alegrias!
meu amor eternizado
sentimento enraizado...

Inserida por carolina_goes

A poesia desperta a sensibilidade para as pessoasno mundo, nas artes, nas palavras, na vida.Opoetaé necessário para que possamos atingir os nossos conhecimentos em nossa plenitude...
A vida é feita, de partes, metades, histórias,
detalhes inimagináveis, diz a letra de uma música.
A vida é segredo desde o seu início até o seu fim.
E a certeza... Só teremos quando a verdade se traduzir em amor.

Poesia oposta

Nos encontramos em um caso do acaso,
no inesperado do esperado,
unidos por uma por uma semelhança distinta.
Mas na espera da pressa o romance passou depressa,
e o amor maior se fez menor, transformando o plural em singular.
A antiga verdade, que agora é a nova ilusão,
fez acabar com a calma da alma,
que tornou-se companheira da solidão.
Mas no final, o sol renasce da escuridão,
iluminando a descrição de uma nova história,
transcrevendo as alegrias do presente
sobre as tristezas da memória.

⁠SE

Se todos gostassem da minha poesia,
Jamais haveria
Paz no mundo.

O mar e as fontes secariam,
Os rios ao contrário correriam,
O ovo não teria gema
Nem o ovário
Seria berçário
De hormonas,
Neste meu mundo de sintomas
Da falta de teorema.

Seria o caos completo,
Tudo morreria
O absoluto e o obsoleto.

Por favor:
Para que haja paz no mundo,
Nunca leiam a minha poesia;
Podem até falecer de ironia,
Ou então ficar moribundo.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 12-11-2023)

POESIA EM MEMÓRIA ÚLTIMA
(para ti, Avelino Fernando do Couto Ribeiro)
Rezaram-te a missa,
O solista cantou,
O órgão tocou,
Em premissa.
Eu assisti e rezei
Diferente, por razão
De fé ao Corpo
Do Homem morto
E Crucificado que eu sei.
Tanta gente caminhando
Em passo quase de tropa
Rumo ao campo sagrado
E eu atrás de todos pensando
Se a morte é vida ou pecado
Por ter a coragem de morrer
Antes do prazo aprazado.
Deus - que fria é a morte
Criada de nascente
A poente,
Sem norte.
Dois barrotes de madeira
Duas cordas na horizontal,
Uma cova funda na vertical,
Um caixão que desce anormal
De cabeça para baixo,
Abismal,
Um corpo quase vivo
Afinal,
Que se não fosse a terra
Que mais aterra e pesa
Na sua função de singeleza
Entre a definição da morte,
Quiçá, quando for da nossa sorte
Entremos de pés ao baixo
E de cabeça ao alto,
Sem sobressalto,
Ou suspiros,
Não vá, mesmo lá dentro
Do ataúde fatal,
Vomitarmos os diospiros
Ingeridos há tempo que tal.


(Carlos De Castro in Há Um Livro Muito Triste Por Escrever, em 06-04-2026)

Não deve ser por outra razão, senão a da nobreza imorredoura da poesia, que Byron e tantos outros, revelaram em seus muros que “aqui não se morre, passa-se vivo para o outro lado”, condição inequívoca, como nos brindou Saraiva, reiterando que “qualquer que seja o futuro, continuará a haver noites de luar, Sintra e o Tejo a correr para o mar”


In Carta a Laura Saramago