Poesia de Pureza
Brilho Próprio
Ela não precisa copiar
e nem fingir ser quem não é.
Ela tem seu brilho próprio,
que ilumina quem vier.
Ela é uma diva no dia a dia,
sua essência é harmonia,
sua exuberância é ser mulher.
Ela é uma espécie de encanto,
criação mágica que Deus criou.
Dona de um sorriso dócil,
expressão da beleza e do amor.
Ela é meiga, é cativante —
até triste, fica elegante —
ela é um ser encantador.
Ela é intensa, é verdadeira,
ela aproveita o momento dela.
Ela é como uma estrela,
que brilha sendo bela.
Ela mesma se conduz,
mas não dispensa outra luz
para brilhar junto com ela.
Teu corpo é um Oceano
Toquei a tua água sem saber que era minha.
Tua corrente me puxou —
e achei que era perigo.
Mas era abraço.
Eu achava que era um barco.
Mas era uma gota.
E sendo gota, descobri:
não precisava salvar ninguém.
Bastava dissolver.
Teu corpo era oceano,
e eu tentei controlar as ondas.
Mas agora…
deixo que as ondas me contem quem sou.
Se for tempestade,
danço molhada.
Se for calmaria,
respiro fundo.
Porque voltei a nadar.
Não como fuga.
Mas como retorno.
Tempo de enamoramento,
fase de sonho e paixão,
Onde os olhos brilham
o coração lateja emoção.
Cada olhar é uma flecha,
cada toque é um beijo,
O mundo parece perfeito,
cheio de amor e desejo.
Nessa fase mágica,
tudo é novo e excitante,
Cada momento é precioso,
cada instante é radiante.
O amor é uma chama
que queima forte e clara,
E o mundo gira em torno
dessa amorosa dança rara.
Tempo de enamoramento,
fase de doação e entrega,
Onde o amor é o centro,
a vida é uma grande festa.
Cada sorriso é um presente,
cada palavra é um carinho,
E o amor é a melodia
que toca no coração
que periga ficar doente
**********
editelima 60
Junho/225
Botas de chumbo , pesadas demais
prefiro ser refem
daquilo que me faz bem
Ser livre é uma escolha
que faço a cada dia
Muitas vezes a vida me obriga
Calço as botas de chumbo
mas não me rendo
pois sei que posso voar
mesmo com o peso da vida
Não apenas agindo por impulso
mas indo ao encontro daquilo que posso ter
Livro-me das amarras
que me impedem
ser o que desejo ser
********
editelima 60
Julho 2025
"A Certeza em Você"
Eu nunca fui bom com sentimentos,
sempre me perdi nas emoções caladas,
nunca soube lidar com esse tipo de coisa…
Mas com você…
com você tudo muda.
Quando você sorri,
parece que o mundo silencia,
os ruídos se calam,
e só o som do seu riso ecoa em mim.
Quando me chama de “idiota” —
ah, mal sabe o quanto isso me prende,
me dá vontade de te puxar pra mais perto,
e provar que eu sou o seu bobo,
mas também posso ser abrigo.
Eu sinto ciúmes…
sinto medo de te perder,
uma vontade absurda
de te proteger de tudo,
até de mim.
Você mexe comigo
de um jeito que ninguém nunca conseguiu,
como se tivesse encontrado
a parte que faltava em mim
e simplesmente… segurado firme.
E se eu tiver alguma chance,
mesmo que mínima,
de ser o cara que você merece…
então eu vou lutar por isso até o fim.
Porque eu também tô me apaixonando por você.
E isso…
isso é a única certeza que eu tenho agora.
E que sorte a minha,
que essa certeza tem o seu nome.
Demorei a entender, mas percebi que não é só o mal que passou a ser visto de forma genérica, nossa própria vida também se tornou assim.
Nos acostumamos com o extraordinário.
Algo novo nos encanta nas primeiras três vezes, e depois… vira ruído de fundo.
Nós mesmos apagamos o brilho das coisas.
Antes, ir ao mercado era quase um evento.
As prateleiras cheias, os rótulos coloridos, o frio da geladeira nos dedos, o som dos carrinhos deslizando; tudo era diferente, quase mágico.
Até mesmo a fila era motivo de conversa e expectativa.
Hoje, mal reparamos.
Não se trata do mercado, é claro.
O ponto é que o que é raro nos encanta, mas o que se repete demais, a gente aprende a ignorar.
E à medida que tudo fica mais acessível, mais automatizado, mais rápido… mais indiferentes nos tornamos.
Vivemos correndo.
Sem tempo para ver o pôr do sol, para rir até tarde, para ouvir com calma quem amamos.
A vida virou repetição.
Virou genérica.
E a culpa?
Não é da tecnologia, nem do progresso.
A culpa é nossa, por vermos tudo à nossa volta evoluir, enquanto deixamos nossa alma estacionada.
Esquecemos de valorizar.
De agradecer.
De viver o hoje como se fosse o único.
O tempo é eterno, mas não para nós.
Não para esses corpos frágeis e passageiros.
A vida não é uma fita que se pode pausar, rebobinar ou regravar.
Ela é agora.
E o agora não é o passado.
O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.
Com a voz embargada,
ouço o meu silencio interno.
Um sussurro dentro de mim quer dizer algo,em volta nada definido.
Quando sombras me cercam e
tudo fica cinza
eu choro e passa.
Não olho o caminho que percorri,
assim faço com minhas angústias e tristezas,
é comum este estado
e normal este momento,
mas existe uma força que luta
e abre meus horizontes,
percebo que dai sai meu novo amanhecer
cheio de luz e de vontades,
e sorrio, sorrio muito.
Os olhos que me vêem
as sensações que traz
os ventos do meu bem
mas bem já não me faz.
Os olhos de fora me vêem
na maçaneta da porta
no feixe da cortina torta
tudo que chega, vai embora.
Os olhos não me incomodam
eles se acomodam em mim
gritam alto e em bom som
"não ame — se amar é assim"
Os olhos de fora são os meus
passado, presente e futuro
Pra não me ferir: uso escudo..
Pra não temer: Evito o escuro.
Sou o fato cuspido,
Sou o laço refeito,
Sou o aço do grifo,
sou o maço de — nico..
tina vicia mais que café
No final eu chego a pé,
E me pergunta se der..
aonde você se perdeu?
Espelho espelho meu..
Quem me perdoa se não eu?
No começo, não era nada — eu acho.
Só empatia.
Era ela, coitada, tão quieta na tristeza...
Que mundo injusto, que ironia.
Tão meiga, tão viva, agora em silêncio,
Olhos de mel cobertos de sombra.
Quem teve a crueldade de apagar sua luz?
De roubar o sol de quem transborda?
E então me atingiu — direto, sem aviso.
Como pode ela estar assim, partida
Seus olhos se repousam sobre mim
Como uma borboleta a chegar em seu jardim
Uma salada de sentimentos toma conta do meu corpo
Da ponta do meu pé, até o meu rosto
Que corado fica ao sentir o encontro
Dessas duas almas apaixonadas
Naquele instante
O universo parecia ter nos agraciado
Com um momento de desbloqueio
De um amor de vidas passadas
Uma paixão eterna
Eterna como a esperança do sol
De que um dia a lua lhe responda "Sim!"
Para todo o seu amor.
Nos olhos dela, só havia o brilho da infância.
Ainda não conhecia o peso do mundo e seus sussurros.
E os desejos fáceis começaram a roubar seu brilho.
Como pode a beleza se curvar a prazeres tão vãos,
quando sua luz teria sido mais pura, se mantida intacta?
O que poderia ter sido um jardim de alegrias verdadeiras
se perdeu em sombras que o mundo sussurrou com falsos encantos.
*“O Lugar Onde o Amor se fez Mar”*
Eu andava pelas ruas da ausência —
um deserto de silêncio e de promessas,
onde o tempo escorria em pó e vento,
mas ouvia, no fundo, aquela canção:
o canto leve do rio, o sussurro da areia,
o abraço antigo da terra e do céu.
Sentei-me na margem do instante,
onde a água se dobra em espelhos de calma,
e o cansaço, esse velho amigo,
desfez-se como fumaça de cigarro na madrugada.
Ali, o mundo era só um gesto simples —
um abraço que não pede nada,
um silêncio que fala de eternidade.
Os anos, esses ladrões de lembranças,
tentaram apagar o mapa do nosso refúgio,
mas o lugar ficou — intacto, suave,
como um verso guardado na pele.
Não é só um ponto no espaço,
é o começo e o fim do nosso tempo,
o jardim secreto onde o amor germina
mesmo quando a gente esquece de regar.
Hoje procuro com os pés cansados,
mas sobretudo com o coração que sabe —
a dor que é saudade é também promessa.
Será que existe um retorno?
Um caminho feito de memórias e luz,
onde possamos reviver a primeira vez,
onde o amor não morre, só se reinventa?
Vamos, então, deixar o tempo de lado,
e abrir a porta daquela casa antiga,
onde o amor se fez mar e a vida, poema.
Porque o amor que nasce assim, tão simples,
não se perde — só se transforma,
e será sempre o nosso lar,
o lugar onde o amor se fez mar.
HERESIA
Te engulo como quem já morreu de fome. Com os olhos cerrados na vertigem do teu cheiro. Te tomo como anjo que escolhe cair não por pecado, mas por desejo de habitar tua alma, como quem entra sem pedir licença, nu de si mesmo.
Sou ausência que arde sob tua pele. Memória do toque mesmo sem o toque. O silêncio entre nós virou idioma. E tua respiração, confissão.
Cometemos a heresia da carne como quem reza com o corpo. Sem culpa. Sem o peso dos que condenam.
Te envolvo sendo, às vezes febre, às vezes brisa. Num abraço onde o mundo silencia e só resta esse instante: nós. Em transe. Em verdade. Em tudo que não nos cabe.
Se há uma força nisso, é aquela que dilacera e acalma. Que fere com ternura. Que transforma a heresia do desejo carnal em uma forma de permanecer, mesmo quando os corpos se afastam.
Augusto Silva
Falar de amor
É tão lindo como
uma flor!
Falar de amor
É Falar de você
Desse sentimento
tão belo,tão puro, e tão verdadeiro!
Um sentimento que preenche
e alegra o meu coração,
Falar de amor!
É Falar de nossas vidas,
juntos para sempre!
Eu soube que era amor quando senti que não precisava de ti, mas ainda assim te escolhia
não por ausência, mas por presença,
não por carência, mas por essência.
Você é meu presente raro,
Tesouro doce e valioso,
Um diamante lapidado,
Brilhante, puro e precioso.
Deus, em sua infinita bondade,
Me deu você com tanto amor,
E desde então, a felicidade
Floresce em mim com seu calor.
Imenso céu azul
E essas nuvens que vagueiam pelo céu a esconder o imenso e azul véu.
Olho e vejo formas.
Às vezes formas disformes que nada formam ao meu olhar.
Um amontoado a mudar de forma e posição...
Sigo entre esses sentimentos diversos.
Queria colocá-los em versos.
Mas eles vão mudando... se transformando... outras cores tomando.
Nunca chego a um porto.
Não jogo âncora ao mar.
Estou eternamente a navegar.
Ondulante respiração.
Acelerado o bater do coração.
Ondas a me jogar... daqui pra lá... de lá pra cá.
Alternância entre o alto e o baixo.
Alternância entre a paz e o desespero.
Quero um lugar de calma pra minh’alma repousar...
Do lado de lá do mar?
Em outra geografia?
Na poesia?
Não vejo o frio como ausência de calor.
Na forma mais poética de enxergar o mundo,
é o jeito do inverno falar sobre o amor:
aqueçamos nossos corpos no abraço.
Vem, deita, se aconchega.
Fica mais um pouco.
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