Poesia de Medo
Sinto medo desde que era criança! Piorou quando descobi que medos fazem parte de nossas lembranças, logo me lembro de sentir, não é apenas instinto. Agora, vejo herói, todos os que nem conhecem o medo.
quero lançar letras novas, mas tenho medo de não te ver desgrudar, quer dizer, te ver é bom, mas não sei, acho que o sabor ficaria melhor, assim.
Prendo meus pensamentos numa anilha de ferro, fecho a braguilha da alma por medo do julgamento, e ainda assim, sou o suspeito de costume, por amar de mais o meu eu.
Amar, portanto, é seguir o exemplo d’Ele: não ter medo de se humilhar por amor, não ter receio de sofrer por quem se ama, e principalmente viver com a consciência de que não há mais condenação (Rm 8:1).
Quem controla pelo medo, pela vergonha ou pelo culto da aparência, não serve a Cristo, serve a si mesmo.
O Reino de Deus não cresce pelo medo, mas pelo amor. Não se estabelece pela manipulação, mas pela verdade. Não produz escravos da culpa, mas filhos livres pela graça. miriamleal
O medo é o primeiro passo para a liberdade, parece inverso, eu sei, mas acredite, é o portal escuro que, ao ser atravessado, abre o horizonte do impossível.
O medo ronda, mas não governa, é sombra frágil diante do peito em chamas, um invasor que nunca tomará morada.
A coragem brota no território do medo, um jardim feroz que floresce na sombra, vida que desafia as trevas.
Tranquei o medo no compartimento da experiência, esgotei sua força com atitude, agora ele só guarda memória.
Já vivi o fim tantas vezes que aprendi a recomeçar sem medo, a transformar minhas quedas em lições, minhas cicatrizes em histórias, e cada despedida em impulso para seguir. Hoje, sei que todo fim carrega em si a semente de um novo começo e meu coração, embora marcado, continua a se lançar na vida com coragem.
Já abracei o medo e chamei de aprendizado. Abraçar o medo é transformá-lo em professor, com ele aprendemos onde pisar com cuidado.
Chorei com medo, mas segui com coragem, as lágrimas não me pararam, me moveram, medo sentido, coragem atuante, caminho real, segui e tornei o medo em impulso.
Quando o medo e o desespero batem à porta, a alma revela seus alicerces e a fragilidade de suas construções, e é nesse momento de vulnerabilidade que a fidelidade aos princípios é posta à prova. A capacidade de suplicar pela vida alheia, ignorando o próprio sofrimento e o risco de derrota, é o testemunho silencioso de que há algo de indestrutível e puro em nossa essência, um reflexo da Divindade que nos ensina que a doação é o único caminho para a plenitude. Nunca subestime o poder de uma lágrima sincera e de um coração desarmado.
Ele é o abraço acolhedor que desarma o pânico, transformando o medo em um silêncio profundo e sereno.
O medo é real e vem, mas a segurança é maior: a mão protetora d’Aquele que cuida aperta mais forte e me puxa para a luz.
Eu te comparo ao lírio que nasce entre os espinhos do meu medo, a beleza mais pura só floresce onde o perigo tenta impedir o toque.
O homem que se isola por medo do erro renuncia à sua natureza e torna-se um eco em seu próprio deserto.
O medo é o custo da negligência da alma, o sintoma visível da oração que foi insistentemente adiada.
