Poesia de Medo

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Tenho medo do que nunca vi
Do que nuca senti
Medo de chorar, de rir.
De ver, de ser, de querer ser.
Perco-me no nada, e insisto em
procurar.
O que nunca vi, nem senti.
Procuro o que nunca chora, nem rí.
O que nunca foi visto, nunca foi,
nunca quis ser.
O medo é meu pior inimigo?
Ou meu melhor amigo?
Às vezes tenho medo de tentar
E não conseguir.
Às vezes tenho medo de perder o que
me faz sorrir.
Sim, no fim, é a isso que tudo se
resume.
O medo é inicio, meio e fim.
É o que nos cega, o que nos da à
visão.
É o que nos faz ver onde não há
O que nos faz ver além do que há.

TENHO MEDO...
Medo de não ser correspondido.
Medo de não dar certo.
Medo de não conseguir.
Medo de chorar.
Medo de sorrir.
Medo da infelicidade.
Medo da saudade.
Medo de errar.
Medo de falhar.
Medo da solidão
Medo da paixão.
Medo do amor.
Medo da ilusão.

Tenho medo do medo!

A melhor fase da vida é a infância.

Você não enxerga maldade, seus amigos são amigos, sua única obrigação é fazer tarefa e seu único medo é do bicho papão!

O medo é um flagelo do sangue
Pérfido e insano

Desengana em desencanto
Faz alguém se perder
Em um oceano de desenganos.

O medo olvida a coragem
Na aquiescência de sobreviver

Espia a nova paisagem
Quando decidimos viver.

Eu dei o meu máximo e ninguém viu. Eu estava no meu limite e ninguém me ajudou. Eu usei todos os meus recursos, toda força que tinha, todo pingo de dignidade, e ninguém ficou do meu lado.
Eu quis desistir, e ninguém me impediu. Eu tive medo, e ninguém me acalmou. Eu aprendi mais uma vez que só tenho a mim.

Dessa vida, já tive tudo. Quase tudo.
Desde aquela alegria contagiante que acordava comigo todas as manhãs.
Até aquela tristeza de não querer mais abrir meus olhos.
Já estive tão farto quanto já estive tão faminto.
Já senti que iria derreter. Já senti que iria congelar.
Já amei. Já odiei. Já tive raiva. Já acalmei.
Dessa vida, já tive tudo. Quase tudo.
Só não tive medo dela.

Quando não entendes é melhor perguntar
A não ser que não queira saber
Quem tem medo da pergunta talvez tenha medo do não saber
E quem tem medo do saber? O que faz este temer?

Aah, o ódio

Falar de amor é fácil
Quero ver falar de ódio
Pois o ódio vem geralmente depois do amor
Ou o amor depois do ódio
E todos tem medo de confessar
Eles são conectados
Já que "Os opostos se atraem";
No amor também tem ódio
E no ódio tem amor
Talvez o ódio queira apenas ser amado
Por isso ele é assim.

Quando feliz, que o vento te traga
Quando triste, que o vento me leve
Quando em bando, que nunca me esqueça
Quando só, que eu sempre apareça
Quando te acharem, que não se desencontre
Quando perdida, que eu sempre te encontre
Quando desejar, que seja mais cedo
Quando renunciar, que seja ao seu medo

Que o medo de ser Feliz não arranque de mim o prazer de viver .
Que a ansiedade pelo amanhã não me furte a alegria do hoje !

⁠Menina bonita, confusa, não sabe o que quer.... Tenho medo de amar...
O amor é uma assombração, medo de se perder... que vontade de correr....
Me dá, me entregar? Porquê? Para quem?
Isso me assusta e me dá insegurança, medo...
Não vou me entregar, me dar...
Vou lutar contra mim mesmo, porque não aprendi amar....

Não se trata de "esconder" e sim, desse medo insistente. Talvez não se trate de "medo insistente" e sim, de uma intenção latente!

Flávia Abib

Têm pessoas que pelo medo da perda do "outro", se isolam, não se permitem à nada, mergulham num comportamento estático, melancólico, por não saberem que o "outro" pode ter nas mãos a capacidade de sustentar, na alma a leveza de libertar, e no coração o amor que regenera... a vida!

Flávia Abib

Precisamos voltar para casa,
aonde a chuva não tem medo de cair
e as pessoas não tem medo de sorrir.
Precisamos voltar para casa,
no lugar em que o preto
não tinha medo da dor,
apenas por ser a ausência de cor,
mesmo em uma caixa cheia de tons
que possuem os mesmos dons
de traçarem o caminho de um papel.
Precisamos voltar para casa,
para o lugar em que a Alice
acreditavaque o mundo é uma Maravilha,
hoje ela sabe que é burrice.
Precisamos voltar para casa,
aonde eu não tenho medo da minha casa.

Na triste alusão feita
sobre ti, o logro lhe trouxe a contenda e assim, vislumbrou-se de nova ótica!

⁠Atraído pela clareza do teu olhar,
seguirei na tua direção
sem medo de me arriscar,
pode até ser uma ilusão,
mas preciso tentar
e seguir a minha intuição,
não tenho tempo pra desperdiçar,
e não quero viver em vão.

Troque seu medo pelo meu respeito;
Troque sua insegurança pela minha confiança;
Troque seu pavor pelo meu amor;
Troque seu trauma pela minha alma apaixonada;
Troque seu receio pelo meu desejo;
Troque sua aflição pela minha paixão;
Troque sua escória pela nossa história!

⁠Assim como a água perfura a rocha, tu me minaste. Pouco a pouco minhas barreiras foram abaixadas e eu fui desarmado... O medo do qual eu sentia permaneceu comigo, mas fui preenchido pela coragem de enfrentá-lo...
Meu mundo dantes acinzentado tornou-se um pouco mais azul...

⁠Ah, profundo poço de puro egoísmo. Que dizes: é por você e não por mim.
Máscara que blinda suas intenções e a bondade falsa de interesses pessoais. Fere com medo de ser ferido, mesmo sem correr tal risco.
Esmagalha ingênuos e sinceros corações, enquanto mente em favor próprio. Encontra desculpas para justificar seus atos e se convence delas.
Mas a inocência já se foi e a percepção da verdade se reergue mais uma vez. Outrora cria cegamente, mas hoje desconfia até de si mesmo.

⁠Com coração cheio de anseio, mas temeroso, continuei a jornada. Viajando pelo espaço solitário, já me encontrava perdido de meu objetivo.
Sem nem ao menos notar fui puxado vagarosamente para um lugar que me cativava com suas belas paisagens e me deixava maravilhado com tão belas canções. Aquele universo fazia acreditar que ali era meu descanso...
Ouvia histórias e promessas sem fim, que sedavam meus sentidos, como morfina em minhas veias... Em tão pouco tempo deixei todo medo de lado e a dor já não me reprimia.
Fiz ali morada, como quem é convidado a entrar e descansar, fechei meus olhos e adormeci...