Poesia de Luto
Tantas risadas, você me fez dar;
Tantas histórias, ouvi de você;
Tantas lembranças, você nos deixou;
Tantas, quantas.
Não faz sentido algum pedir para alguém triste não chorar.
O ar é para os pulmões.
O riso é para a alegria.
O alimento é para a fome.
E a lágrima é para o dia da aflição.
A LUTA
"Vá em paz, meu velho pai, que Deus lhe espera com a paciência que, os dias de calor, pouco lhe deram. O teu nome - forte, em todos ecos da pronuncia - agora é clamado pelos nossas bocas ressecadas. Os nossos dias prosseguirão nos leitos dos rios que fluem, e rolam frouxos, em cada crivo das tuas rugas. As nossa diária luta marcial já nos prepara aos lutos e relutâncias. Vá, meu pai, que o que é teu vai romper as gerações famigeradas. Nunca hei de me dar ao hiato, pois teu timbre treme todo meu corpo. Respeitável seja a tua ida - que, agora, vem para sempre."
Toda vez que alguém vai embora, alguém fica ferido.
Ferido por saber que a melodia por mais linda que foi tocada, agora só será entoada nas mais profundas memórias.
Memórias daqueles que esperam por um dia poder revelar em um paraíso incerto.
Eu não sei o que tem lá do outro lado e por que temos que ir embora, mas penso que é por algo bom e por motivos maiores aos quais temos aqui.
Porque lá é nosso final ou assim esperamos que seja.
Ao som daquele velho piano deixamos as lágrimas rolarem de dentro do peito, gota à gota rolam em nosso rosto esvaziando todo o sentimento dentro de nós.
As preces daquelas senhoras, pedindo para o senhor guardar essa alma e confortar os corações que aqui ficaram, vão sendo levadas com o vento frio de uma tarde dolorida.
Talvez pareça não ter sentido a hora de ir embora, mas o momento de partir chega para todos.
Por mais difícil que seja enfrentar a quebra de um coração de quem fica, isso é necessário na hora de ir embora.
Se existisse um telefone Celestial, não tenho duvidas que ele viveria ocupado! Afinal, todos sentimos saudade de alguém que já se foi .
#BateuSaudade #AmigosQueJáSeForam
Tência Medeiros.
Eu não compreendo as emoções, são complicadas, ferem tanto que é impossível explica-las, há neste momento tantas lagrimam tensas, que escorrem sem sessar, acredito que o céu hoje está em cinzas, por perder não apenas um amor quase inexplorado, mas um ser amado.
Estou enlouquecendo, está dor de perder, está rasgando a minha alma, dilacerando o meu coração, e na memoria há um imenso buraco negro, que leva tudo o que se passa de lembranças, meu corpo arrepiado e frio, treme suavemente, o ranger dos dentes é assustador “- Há como dói”.
Por mais que não demonstro as pessoas ha minha volta o que se passa ao meu interior, eu sinto, e peço desculpas por não ser tão forte o quanto pareço , e sinto que me aliviada ao mesmo tempo, porque é exatamente esses sentimentos que me fazem ser real, ser um ser humano melhor, ser dura como uma pedra em aparência e suave como uma rosa interiormente, que por qualquer descuido se despedaça.
Em meio a toda esta saudade, paro para pensar em você. No quanto te amava e o quanto me faz falta.
E nesta mistura de sentimentos me sinto culpado, e procuro culpados, algo que justifique tanta dor e sofrimento. Percebo que por mais que queira alguém ou algo para me agarrar, para justificar tudo isso simplesmente não há! A morte não é justificável, não é consolável. Nunca, nada, nem ninguém substituirá você.
Dos 16 aos 35 anos, a vida é uma festa ininterrupta. É a época em que buscamos experimentar tudo intensamente: desejamos conhecer todas as pessoas, vivenciar múltiplos amores, mergulhar em paixões avassaladoras, embarcar em aventuras sem fim, explorar o mundo em viagens memoráveis e descobrir quem somos de verdade. É uma fase de sangue nos olhos, risadas que ecoam eternamente, coragem ilimitada e uma energia vital que parece não ter limites.
No entanto, após os 35 anos, começamos a amadurecer de maneira profunda. A vida nos ensina a não dispersar energia em excesso e a valorizar cada momento com mais sabedoria. A convivência com a saudade se torna mais frequente, e entendemos o significado doloroso de perder alguém querido. O luto passa a fazer parte da nossa realidade, e mesmo vivendo momentos maravilhosos, somos confrontados com a fragilidade humana de maneira mais evidente. A vida se revela como um tecido fino e delicado, que a qualquer momento pode se rasgar, nos lembrando da impermanência de tudo.
Essa jornada nos transforma, nos molda em seres mais resilientes e compassivos. Apreciar cada fase da vida, desde a exuberância da juventude até a serenidade da maturidade, é um privilégio que nos ensina a valorizar cada experiência e cada pessoa que cruza nosso caminho.
Permita-se
*Ju Assunção*
Não consigo parar de pensar em você
Sei que seu coração está dilacerado
Só queria poder estar ao seu lado
E arrancar do seu peito essa dor que te faz sofrer
Por seu luto, você tem que passar
Não consigo mensurar
Essa dor que está a sangrar
Então, permita-se chorar.
Mesmo que seu coração queira parar,
Na sua memória, ele sempre estará
Dando-llhe forças para continuar
Um dia , vocês voltarão a se encontrar
Pode acreditar!
Meu Pai, Meu Rei
Meu pai era um homem simples, mas sua presença era marcante. Ele tinha o hábito de chamar os amigos de “Meu Rei”, e essa expressão carinhosa se espalhava por onde passava. Sua alegria era contagiante, e todos se sentiam bem ao seu lado.
No entanto, ele tinha um defeito: a bebida alcoólica. Essa luta constante era parte dele, mas não definia sua essência. Sua qualidade mais admirável era a honestidade. Ele nunca escondeu suas fraquezas, mas também nunca deixou de ser verdadeiro consigo mesmo e com os outros.
Sua fé em Nossa Senhora era comovente. Ele rezava com devoção, e sua crença era visível em cada gesto. Era lindo de se ver alguém tão sincero em sua espiritualidade.
Meu pai partiu, mas deixou um legado. Ele me ensinou a ser autêntico, a valorizar a honestidade e a ter fé, mesmo nos momentos difíceis. Hoje, sigo seus passos, lembrando-me sempre de ser quem sou, com todas as minhas imperfeições e virtudes.
E quando ele me chamava de “Lambuzinha”, eu não entendia, mas agora sei que era um carinho. Como o pássaro “lambuzo”, que voa livre e contente, assim era nosso amor, simples e envolvente.
Saudades tenho de suas gargalhadas, as mais engraçadas, suas piadas sem graça mas que nos animavam, seu jeito tão sem jeito, sua braveza, sua energia. Meu pai, você se foi, mas tudo isso está vivo em mim. Você se orgulhava em dizer “essa é minha filha mais velha”, e eu me orgulho em dizer “esse é o meu pai, meu melhor amigo, meu herói”. Te amarei eternamente. 🌟❤️
O Fantasma que me acompanha
Olho para todos os lados.
Ele pode estar em qualquer lugar.
Não importa em quantos pedaços
Minha alma esteja a se quebrar.
A se remendar.
Ela nunca irá mudar.
A alma não muda,
Ela evolui.
Aprende a lidar com o que passou,
A tirar proveito do passado,.
Aprende a se adaptar a ele.
Mas apesar de evoluir,
O passado não deixa de existir.
E ele volta.
Quando você menos esperar,
O fantasma irá voltar,
Com a pretensão de te atormentar…
Depende de você tornar-se resiliente,
Ou vítima.
A vítima sofre.
O resiliente sobrevive.
Com o fantasma aprende…
E com ele convive.
Vida e morte estão entrelaçadas em uma mesma sinfonia. Ambas são somente passagem e não estado definitivo. Quem se foi ainda está em algum lugar e em nossos corações.
Soraya Rodrigues de Aragão
sopro
Risos, sorrisos, risadas, gargalhadas,
O tempo passa e os momentos viram memórias, o que pode ser aproveitado hoje, amanhã fica para a história, o amor que podera ser dado, no fim das contas ficará guardado. As oportunidades que não foram aproveitadas não deveriam ser facilmente desperdiçadas.
E quando o café esfriar, o cigarro apagar e o tempo voar? Quantas risadas poderiam ser dadas, quantas oportunidades aproveitadas, aquele “te amo” que você não deu aquela pessoa que ama, o pedido de perdão que você não deu, o beijo na testa que você esqueceu! Aproveite a vida porque ela é um sopro, e tempo não volta atrás! Viva intensamente como nunca mais.
Pingado
A vida é uma gota
Ninguém sabe
quando a última vai rolar
Ah, se a gente soubesse
Daria tempo de abraçar
Quando se é criança
Não tem noção
que a vida é um instante
Quando se é adulto
Restam as fotos
espalhadas na estante
Mesmo adulto
ainda está aprendendo
Porque a vida
sempre tem um ensinamento
A vida é um sopro parceiro
Ninguém está preparado para ir
Ninguém está preparado para perder
Mas o sorriso de quem alegrou o outro
Fica, mesmo após ele partir
É mais uma estrela,
que vai bordar essa imensidão
Agora nos resta despedir.
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Homenagem #luto
Todos os direitos autorais reservados 05/11/2021 às 23:00 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
É tipo um vício que não tem mais cura
E agora de quem é a culpa?
A culpa é sua por ter esse sorriso
#mariliamendonça
#muitaluz #ilumine
Hoje, a gente olha pro céu e clama: “Pra que tanta pressa?”; e reclama, cambaleante, sem o chão de sua voz: Marília, por que tanta pressa? Por que tão rápido?
Você ainda tinha tanta história pra viver e ouvir e depois em versos nos contar, tanto canto a doar. Por que tão rápido, pra que a pressa?
Que versos você escreveria pra explicar isso? Como termina essa canção, interrompida pelo estrondo de silêncio? Que música é essa em descompasso e desafino, onde dó é só padecimento?
Como toda história, uma canção tem começo, meio e fim. E alguém já disse que toda canção começa buscando um meio de chegar ao fim. A canção de sua vida, parece, foi interrompida antes de encontrar o meio. É tão antinatural chegar ao fim sem nem acabar de começar. Arrancaram a flor, ficou seu sonoro perfume a consolar um jardim entristecido.
Pois, agora, você que falava das coisas fugidias da vida, essas coisas de amores e dores, encontros e adeuses, você que libertava as palavras, deixando que voassem passarinhas pra nos consolar e pra que a gente as acolhesse no ninho de nossas solidões; agora, Marília, seus versos se aquietaram, imóveis, como mão de mãe, suave, sobre cabeça de menino, pousados sobre nossa memória.
Hoje a gente lhe pergunta: “Nunca mais, Marília?”
E, com um sorriso mais manso do que triste, você nos responde que não, não é “nunca mais”. Dedilha o violão, compondo uma canção pros anjos, e diz: “É pra sempre.”
Tristeza
A dor é tanta que não sobrou espaço para mais nada, é só tristeza que tenho na alma e diante dos olhos nublados pelas lágrimas que não param de cair o deserto intransponível do luto.
Saudade em silêncio
Surge devagar, nas ruas e lugares
Momentos que nem posso contar
Tempo de entrega, devoção
Tempo de intensidade
Ventre, Coração
Não poderia durar
Anos, nossa paixão
Estranheza é não te ouvir mais falar
Um luto forçado
Igual o silêncio que insisti em quebrar
O tempo apaga a realidade
Não apaga o que insisto lembrar
No fundinho, ali naquele cantinho
Somos nós, no confessionário da vida
Conversando coisas que ninguém imaginaria
Juro que para ninguém vou contar
Nem deixei ainda de sentir
Ainda está longe de não te amar
Coisas que preciso não falar
Mas sigo, noutro lugar, outro alguém
O tempo passou, as intensidades também
Ficou somente o silêncio
O silêncio da saudade
"Desalento é fel. O gosto da morte é chorume. E ninguém jamais soube de alguém que tenha enchido colher com o petróleo do lixo e bebido, por gosto"
(trecho de "Parece Dezembro: romance inspirado nos versos de Chico Buarque")
Viagens, viagens e mais viagens... assim resume um pouco da história de dois colibris. Num encontro ao acaso, o destino bateu asas sem destino. Houve a partida, eu sei. Houve a chegada, bem sei. Eu destilava quando a brisa tocava o meu rosto. Eu bailava ao flutuar nas águas da cachoeira. Eu me sentia leve ao voar do seu lado. Eu, eu, eu... foi um eu em nós. Cada viagem era única. Cada viagem era vivida como nunca. Cada viagem eu voava sem medo. Cada viagem eu me entregava mais ainda para um voo livre. Cada viagem me fazia sentir o quão bom é viver um voo sem ter medo da queda. Cada viagem me presenteava com uma plumagem nova travestida de amor. Cada viagem eu renascia; ressurgia das cinzas como uma fênix: o pequeno e sonhador colibri. Certo tempo, o destino me fez uma surpresa, como ele sempre me fez. Minha fênix o qual eu perseguira insaciavelmente voou bem mais alto para bem longe. Eu não consegui avistá-la! Tentava com todas as minhas forças vê-la, mas já era impossível. Chorei. Ela se foi. Ela se foi e deixou a saudade como lembrança de um voo que me fez livre, mesmo estando com os pés presos às razões que me aprisiona. Ela me apresentou a liberdade ao voar, a sua vontade de viver sem medo.
Se um dia alguém te perguntar se você voou, se você amou; pequena colibri, não hesite em dizer com todas as suas forças: eu amei e fui amada!
Um dia a gente descobre que somos obrigados a viver sem as pessoas que fizeram parte atuante do cenário da nossa felicidade, dos momentos mais bonitos, das memórias mais queridas, das risadas mais sinceras.
Um dia a gente descobre que viver sem essas pessoas não é opção, é uma exigência da vida e que ela não é nem um pouco complacente conosco. Nesse dia, descobrimos também, que mais que viver sem elas, somos obrigados a ser felizes sem elas. E isso acontece não porque nos tornamos insensíveis ou porque somos especialistas na arte de lapidar egoísmo, muito pelo contrário, isso acontece porque descobrimos que o melhor lugar para guardar a memória dessas pessoas tão especiais é um coração feliz, com todas as janelas abertas para o infinito.
- Relacionados
- Mensagens de luto para amiga com palavras de conforto
- Frases de luto que expressam a dor da saudade e do adeus
- Saudades eternas de um amigo que morreu: mensagens sobre o luto
- 53 mensagens de luto pela avó que deixará saudades
- A dor de perder um filho: textos sobre luto
- Mensagens de saudade do irmão: palavras que confortam no luto
- Mensagem de Luto
