Poesia de Desejo
O meu coração romântico
com raízes bem fincadas
na Mata de Terra Firme,
Desejo perpétuo e sublime
envolvido pelo capuz ebúrneo
íntimo que guarda secreto
o sonho de ver de perto
o seu semblante decidido.
Encanto perene e mútuo
de entrega o tempo atravessa,
Castanheira-do-pará em flor
confiante do seu amor celebra
por antecipação a entrega
que haverá de acontecer:
nas tuas mãos pacientes
sem nada deixar arrefecer.
Nem brasa e nem fumaça,
em nós há um fogo que
queima, arde e não se apaga,
Há em nós permissão ampla,
fina, incontida e deliberada,
É questão de tempo aberto
para a rota encaminhada
para encontrar a Via Láctea.
Com a sutileza da caraúna
tocando o sereno riacho,
assim te percebo ao meu redor
e desejo para nós o melhor.
Teu ser, embora bem talhado,
promete ser como lingote
que se renderá ao meu calor.
É claro que não negarei amor.
Com as minhas carícias
prometo lapidar tudo o que
desejas me entregar altivo,
porque assim haverá de ser:
estamos nos seduzindo.
Tudo dá voltas ao mundo
e em Santa Catarina
encontra a convergência.
Tudo dá voltas ao mundo
e em Santa Catarina
encontra a convergência.
Como aves migratórias
que cruzam hemisférios,
trazem no peito a sutil essência
e no coração guardam o ninho:
discernimos nosso destino.
Fique.
Quando a rendição chegar sem resistência,
e o desejo se curvar com fina ardência
à minha vontade cheia de malemolência,
a entrega plena te tomar por inteiro,
a liberação através do controle firme,
afastando o ruído do mundo e as influências
que ainda tentam distrair e levarem ao limite.
Fique.
Se for para florescer em tremores,
quando o minuano soprar forte,
roçar, balançar e amainar
tão fundo como catuaba-branca
na profunda e verdejante Mata Atlântica.
Fique.
Se for para fazer história na existência
e plenamente amorosa na memória,
quando sentir o frenesi lento,
autêntico, possante e devorador,
e teu corpo aprender leal que
não haverá regresso com todo amor.
Fique.
Com quem comanda num toque
os teus pontos sensíveis de prazer,
e as rotas com magnitude não permita
nem por um minuto nos esquecer,
e seja o motivo do sorriso espontâneo
sem a necessidade de explicações render.
Fique.
Quando teus lábios, meus íntimos
se abrirem para fundir o ouro
da nossa polaridade com aromas,
perfumes e sabores compartilhados,
e o verdadeiro prêmio for a liberdade
que só existe na rendição total
ao que sabe tomar o que é na totalidade
com exclusividade — meu e seu.
Fique.
Porque onde eu lidero, tu floresces.
Onde eu tomo, tu te entregas.
E nessa dança ancestral, sem jogos,
nos permitir o pulo do gato e o tesouro
ganharmos muito mais do que o dobro —
eu na minha glória, tu no teu êxtase,
a realidade acordada de viver o nosso sonho.
Pressa de te pertencer
assumo que tenho,
Ao ponto de vir sussurrando
o melhor desejo
de fazer o tempo parar
aqui em Rodeio.
Para onde me levar
as estrelas certamente
na sua companhia contar,
e com gestos confessar.
Quando o dia chegar
a existência da pressa
não vou nem mais lembrar,
e você também não;
O mundo será obrigado a parar,
e um nos braços do outro
irá docemente sossegar e morar.
Não te quero como dependente,
desejo-te como território livre,
tão livre que escolha ficar ou ir,
e que só possa morar o amor
até quando pensar em desistir.
Tal qual as petúnias-nativas
nas encostas serranas do sul a escalar,
e pelos campos de planalto
a me espalhar, pouco a pouco,
em ti tenho feito o meu lugar.
O solstício de inverno dança
hoje sobre o Hemisfério Celestial Sul,
Rendo-te a sagração inaugural,
por perceber a aproximação primal,
é inexplicável sentir pairar o inevitável.
Imparável diariamente tem sido
ler os olhos e os detalhes bonitos,
em todos tenho-me reconhecido,
e em vez de sentir inquietação:
sinto tudo muito mais tranquilo.
Fazendo da palavra a joalheria,
não busco o atalho do desejo;
E sim, insisto ser todo o universo
para recebê-lo potente e íntegro.
Não nos temos no momento,
mas me vejo sendo o teu riso,
o seu lidar com todas as artes
com domínio e pedestrianismo.
Enquanto não me tens mesmo,
sou a maior fonte de endorfina,
Tornei-me a sua grã liberação
com toda a calmante poesia.
Como afelandra em flor e raízes
imortais na amada Mata Atlântica,
não sou apenas enfeite ou pista,
assumo que sou a protagonista.
Porque descobri ser a alma da tua,
e a recíproca tem sido verdadeira;
Habitamos a transcendescência
com apego e sem interferência.
Ver sob o Sol
um desejo profundo:
fome de futuro.
...
Abrir a fechadura
do coração:
somente ternura...
Pulsar binário coberto,
o desejo mais secreto,
que seja entre nós recíproco
no giro veloz do Universo.
(Amar é o destino certo.)
Longe do alcance,
absoluto no coração,
Indomável desejo
de fogo e rendição,
És a melhor pretensão,
de viajar na sedução.
Doce existência
e possante ritmo
que brincam comigo,
acendendo o desejo
como acendem
as luzes de uma cidade inteira
diante da vista romântica
de numa lagoa serena.
DESEJO
Quando nos entregamos,
o tempo parece parar.
O mundo fica em silêncio
Meu corpo eu quero te dar.
Fico preso aos seus olhos,
ao seu jeito, à sua presença,
com uma vontade imensa de te beijar
e de sentir você cada vez mais perto.
Você acende em mim
uma chama difícil de explicar.
Desejo e carinho constante amor da minha vida me deixe pra sempre te amar.
É uma vontade enorme
de construir algo verdadeiro ao seu lado.
E quanto mais os dias passam,
mais certeza eu tenho
de que é você quem eu quero.
Você é uma rosa rara,
uma pérola preciosa,
um daqueles encontros que a vida
não deveria permitir que se perdessem.
Meu bem, eu quero você na minha vida.
Não por um momento.
Não por uma fase.
Quero para sempre.
Você é meu único amor. ❤️
Eu te amo.
Não duvide do que sinto.
E, por favor, não deixe morrer
esse sentimento puro que existe entre nós.
Porque quando duas pessoas
se escolhem de verdade,
o amor deixa de ser apenas desejo
e passa a ser vontade de permanecer.
Poema: de Ricardo Fhayom
Para o único Amor ❤️
da minha vida,
Marli Barcela
10/09/2026
Quando você sair
em busca do amor,
desejo que ele
permita ser
encontrado,
e quando ele
te encontrar
que você
se permita
da mesma forma,
porque quando
um for encontrar
o outro não se sabe
exatamente a data,
e muito menos a hora.
Vamos repensar?
Albert Camus:
“O absurdo é a confrontação entre o desejo humano de encontrar sentido e o silêncio irracional do mundo.”
Carlos Eduardo Balcarse:
“O maior absurdo da existência humana não é o mundo não entregar todas as respostas; é o homem passar uma vida inteira fazendo perguntas erradas. Busca sentido em conquistas, status e aplausos, mas raramente olha para dentro de si. O ser humano tenta conquistar o universo antes de aprender a habitar a própria consciência.”
Vejo o dinheiro como uma consequência, e não como um desejo em si.
Prefiro trabalhar no que eu realmente desejo, no que escolho, no que me faz bem, independentemente de ser considerado "impossível" ou não, e ter o dinheiro como uma consequência disso, do que simplesmente desejar o dinheiro e, como resultado, enfrentar o estresse, o desânimo e o desgaste de trabalhar em algo que não me satisfaz.
Para mim, o verdadeiro valor está em fazer o que amo, e o dinheiro surge como uma consequência natural desse processo. Trabalhar apenas pelo dinheiro pode levar a uma vida de frustração e exaustão, enquanto buscar o que realmente traz satisfação gera um bem-estar contínuo.
Não reprima o desejo de fazer ou viver aquilo que, no fundo, você sente vontade, seja algo considerado bom ou ruim. Esses desejos não surgem por acaso, eles fazem parte de você, das suas necessidades, da sua essência.
Ignorar ou tentar controlar essas vontades não faz com que desapareçam; ao contrário, elas continuam presentes, voltando de diferentes formas, às vezes mais intensas. É importante atender a essas vontades porque somente quando você as vive elas são realmente resolvidas. Ignorá-las não elimina nada, apenas cria um acúmulo de insatisfação, de frustração, que com o tempo se transforma em arrependimento.
E o arrependimento se torna muito difícil de suportar quando a vida se aproxima do fim e você percebe quantas oportunidades deixou passar, quantas experiências deixou de viver, apenas por medo, dúvidas ou por tentar agradar os outros. Os desejos são sinais claros do que você precisa ou quer viver, parte do seu aprendizado e do seu crescimento pessoal. Viver o que sentimos vontade nos permite, no futuro, olhar para trás com tranquilidade, sem se arrepender de não ter tentado.
Portanto, não se prive de viver o que existe dentro de você. Permita-se experimentar, sentir, errar, aprender e crescer. É melhor enfrentar as consequências de seguir suas vontades do que conviver com o arrependimento de nunca ter tentado. Cada desejo atendido é um passo para ter uma vida com experiências que você realmente viveu e sentiu.
Não transformar aquilo que eu desejo que seja verdade em aquilo que afirmo saber.
Eu posso acreditar em Deus e dizer:
“Eu creio na vida eterna, mas não consigo demonstrar empiricamente como ela funciona.”
Também posso dizer:
“Tenho dúvidas sobre a existência da consciência depois da morte, mas continuo acreditando em Deus.”
E posso ainda dizer:
“Não sei.”
Soneto – Desejo e Falta
No vazio ardente que a alma habita,
O querer surge em sombra e solidão;
Na ausência se revela a direção,
E a esperança à dor nunca se limita.
.
Cada falta é semente que palpita,
Força oculta que move o coração;
O desejo é chama e renovação,
Que em silêncio todo o ser agita.
.
Não busque plenitude onde não há,
Pois a carência é ponte e inspiração;
Do vazio nasce coragem de lutar.
.
Aceite a falta, permita-se sonhar,
E verá que a ausência é própria lição,
Que nos faz crescer e aprender a amar.
Desejo-lhe que hoje seja um daqueles dias em que você se apaixone pela vida e celebre por estar vivo.
Que coisas muito boas lhe aconteçam e, quando acontecerem, não duvide de que você as merece.
Desejo que a filha da empregada doméstica possa frequentar a universidade ao lado do filho da patroa e ter as mesmas oportunidades que os qualificados.
É uma questão de oportunidade!
Rendição
No fogo brando em que o desejo arde,
A carne cede ao toque que a consume.
Desfaz-se o orgulho em ondas de perfume,
E a resistência curva-se, já tarde.
Não há cinismo ou força que resguarde
O peito aflito em febre que transume;
Entrega-se a alma ao vício do costume,
Num doce adeus à mente que era coarde.
O corpo dita a lei que nos governa,
Na noite escura, o beijo que devora
Apaga o medo e a culpa que se interna.
O tempo para e o mundo desmorona;
A carne aclama a carne que, nesta hora,
Ao puro instinto, enfim, se acanhona.
Soneto Autoral — Paula Melize
