Poesia de agradecimento

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Olhos De Poesia


Há quem veja o mundo com os olhos da poesia
e aprenda a medir o tempo pela luz do amanhecer
e pelo jeito que o sol se curva ao partir,
deixando nas janelas o rastro de ouro que ficou.


O vento empurra nuvens como barcos de algodão,
a vida acontece nos intervalos que ignoramos,
o café esfriando, a xícara vazia,
o silêncio entre duas palavras ditas.


As coisas ordinárias são as mais extraordinárias,
só porque poucos se dão ao trabalho de notar.
Um minuto pode virar saudade doce,
uma tristeza pode marcar a alma como cicatriz palpável.


A maioria caminha por esse mundo como errante,
sem experimentar a poesia que a própria vida é,
sem perceber que tudo exige aprender a dualidade,
entender o fim, a morte, o ponto final,


e saber também que tudo pode reiniciar,
que mesmo no meio do caos mais denso
ainda há possibilidade de um final bom,
de um raio de sol atravessando a tempestade.


Quem enxerga assim vive de verdade.

Beleza que Reflete Serenidade e a Poesia que sai do seu Reflexo

Numa fotografia, vi atenciosamente uma beleza estática dentro de uma cena entusiasmante — a expressão de uma poesia sem palavras. A janela estava aberta e a serenidade se sentiu convidada e, como sempre, ela foi muito bem recebida e prontamente abraçada.

Olhos brilhavam em um belo semblante; os raios de sol tocavam com gentileza a pele. Uma arte veemente no interior sendo o reflexo de uma linda paisagem do lado de fora — soma de vários detalhes distintos, unidos de uma maneira harmônica — traços de calor e romantismo.

E agora, uso esses versos para dar voz a essa rica imagem que estava em silêncio, mas que tinha muito a dizer de acordo com o meu senso poético: significados; sentimentos e a vida existente além do registro admirável de um simples momento, expressivo, profundamente sereno.

⁠A poesia é o vírus da liberdade num mundo programado para calar.
Quando o mundo cala, a poesia fala, e ninguém consegue silenciar.

Eu não sei escrever direito
Poema nem poesia
Se soubesse, faria pra ela
O melhor poema do dia
Minha mente tem duas metades
Uma delas eu usava
pra viver a vida
a outra pra pensar nela
Não havia neste Mundo
Nenhuma grade que me prendesse
Mas eu estava preso a ela
Por causa desse amor
Nunca fui bom em amor
Poesia e nem palavras
Agora vem aqui,
termina de esburacar meu peito
...escava
Aquele amor não existe mais
Era pouco pra você
Mas era tudo que ainda restava.

"Pensador




Havia uma poesia martelando no escuro,
chocha, eu a convidei para a janela, esculpir, mas escapou.
Cor do Lume, pisca lá de cima.

Faltou conexão desde o primeiro dia,
porém, nos doamos, nos pertencemos.


Esta poesia eclética uniu-nos sem conexão e ultrapassou barreiras para deixar marcas nas trincheiras.


Na vanguarda surge a compaixão,
com detalhes de uma vida já vivida;
dois corpos, duas almas enamoradas.


A compaixão nasce desde os primórdios, escrita nos pergaminhos do Santo Cupido, nas páginas eternas do amor.


Definir a equidade conexa remete-nos a quebrar sigilos próprios, baixar a guarda e viver exatamente sabendo que alguém pensa em nós,
a sessenta e nove pensamentos por segundo, à velocidade da luz.


Éh... Vhdon.
NotasoltaS

Os meus tempos livres são repletos de sentimentos. Gosto de misturar poesia, música e filmes de terror, como se cada um deles revelasse uma parte diferente de mim.
No entanto, compreendi que o que verdadeiramente me assusta não são os filmes de terror, nem a complexidade da poesia, tampouco aquilo que a música deixa por dizer. O que realmente me inquieta são os meus próprios sentimentos, esses que, por mais que eu tente compreender, ainda não consigo controlar.
Talvez o maior terror não esteja na ficção, mas dentro de nós. Talvez os versos mais difíceis sejam aqueles que o coração escreve em silêncio, e a música mais profunda seja justamente a que nunca encontra voz.

Podem até duvidar das minhas ilusões.
Mas da minha poesia,
ilusória ou não,
jamais poderão duvidar...
Ela estará sempre viva,
em cada uma das palavras mais belas,
que o meu coração teimoso
aprendeu a escrever.


(.Alanderson Hudson)

Se você fosse um livro, eu te leria
Se você fosse música, eu cantava
Se fosse poesia, eu recitava
E se fosse bebida, eu beberia

Se fosse um erro, eu errava
Mas, se fosse um acerto, eu acertava
Se tivesse à venda, eu comprava
Se tivesse perdido, eu te achava

Você traz movimento pro meu tédio
E teus olhos pra mim são um remédio
Pra minha dor que me curam todo dia

Você é como um gole da bebida
Que a gente rejeita toda vida
Porque só uma dose já vicia

A inspiração abraça a alma
O verbo, a palavra
Grita poesia no ouvido
Tudo é sabido
Sem querer mudar
Segue o destino
Escrevendo a vida
Em linhas tortas.

Escrevo meus lamentos no papel,
Finjo que é poesia,
Ou algo parecido.
Vou mastigando meus sentimentos a contragosto,
Reprimindo as dores que apertam o peito
Por amar e não ser amado.
Tá aí o motivo de eu não gostar de matemática:
A soma do amor,
Em certas ocasiões, é injusta
E nunca resulta no que desejamos.

Na poesia, existe um propósito.
Escrevo incansavelmente:
Um refúgio que encontrei,
O ar que respiro
Nos dias turvos e densos.
As palavras tocam a alma
E derramam amor.

O vento,
Brisa leve.
Na calmaria,
Faço poesia:
Atento
E breve,
para que não se espalhe.
Observo cada detalhe
E vejo amor.

Espero a poesia chegar,
No tempo dela,
Sem pressa.
Horas, dias e meses
Sentado no sofá,
Na expectativa do momento certo
Para escrever
O sentimento da alma,
Que transpassa o corpo
E vai além da mente.

A poesia abraça minha alma,
sinto o amor.
Por isso versejo aos quatro ventos
o sentimento que me percorre o ser.
E em cada palavra
deixo um pedaço de mim.

Pela fresta da janela
Vejo o dia chegar: poesia.
O primeiro passo
É sempre um recomeço
Em cada amanhecer,
Uma história escrita
Em palavras e atitudes.

As palavras fogem da mente,
talvez hoje não seja um bom dia
pra poesia.
Depois do fim da gente,
nada mais faz sentido.
Sinto que estou perdido,
procurando você em cada detalhe.
E, por mais que eu trabalhe,
buscando te encontrar,
sei que não vai querer voltar.

O galo não é despertador, é poesia,
Cantando o início de mais um lindo dia.
E o cheiro... ah, o cheiro! Café em brasa,
Se misturando ao perfume que mora na casa.
​O bolo de milho, de receita guardada,
Era a ponte doce da vida adoçada.
Mas nada, nada superava o calor
Do abraço da Vó, feito de puro amor.
​No colo macio, o tempo parava,
Tudo de ruim ali se apagava.
Saudade que pulsa, lembrança que fica,
Daquele tempo onde a vida era rica.

Sou feita de fragmentos indomáveis,
de partes que sangram poesia e sobrevivem ao caos.
Não sou calma, sou mar em ressaca,lucidez após o excesso,
sou o que fica quando tudo vai.

Carrego amores mal resolvidos no bolso,
cigarros que nunca acendi, promessas quebradas no fundo do peito, feito cacos jogados no asfalto da memória.

Tem dias que me reconheço inteira no espelho,
noutros, só estilhaços.
Mas ainda assim eu vou
de salto, de risco, de coragem torta,
porque parar nunca foi opção.
Me perco fácil nos olhos de quem sente demais,
me encontro rápido na música alta,
num verso cru, num gole amargo,
num “fica” dito sem planejamento.
Sou feita de falhas bonitas,
de ruínas que aprenderam a florescer.
E mesmo em pedaços, eu ardo,
eu canto, eu erro, eu amo
porque ser inteira nunca foi sobre perfeição,
sempre foi sobre ser.

A Última Poesia do Pó e da Lua


Doeu, de forma visceral, quando percebi que não estava aqui. Doeu, como há anos atrás, quando te vi partir. Doeu, como a primeira dor, antes de você existir. Mas hoje vejo que a vida é assim. O amor não basta. A dor, a revolta, qualquer coisa que eu faça será sempre poeira ao vento do velho pó que amava a lua e se perdeu tentando alcança-la. Do velho pó que se desfez quando a noite não chegou por meses que soaram como a eternidade naquele frio e congelante inverno.
Não quis te prender, mas me prendi. A condenação é só minha, e o crime só eu vi. No fim das contas, eu nunca fui o bastante, e não há nada que possa trazer de volta nem mesmo o que já fomos. Só em sonhos e na minha mente posso te ver e sentir. Só aqui dentro você está viva pra mim, e quando o mundo for demais, não poderei te ouvir. Talvez nunca saiba do dano e nem da cura, mas sempre serei o pó tentando alcançar a lua. Sempre serei o pó que tentou alcançar a lua.
- Marcela Lobato