Poesia Contemporânea
A arte e a anti-arte em confronto nos caminhos oblíquos da chamada arte contemporânea. A matéria criativa e a anti-matéria destrutiva, evolução e involução perante as novas técnicas, plataformas, olhares e modalidades digitais tecnológicas. O artista como modus operandi propulsor da inquietação e o espectador como um isolado condutor do que quer ver e foi por ele intimamente criado. Artista e espectador em dialogo constante sobre a insólita realidade e a arte como instrumento de comunicação sensorial inventiva geradora de múltiplas perguntas e respostas, por infinitas possibilidades.
Não consigo ver a arte contemporânea fora de seu papel institucional construtor na linguagem prospera de ponte, atmosfera, instrução e interlocução da cultura, o tempo e a educação.
A arte contemporânea do século XXI cada vez mais se afasta das possibilidades de ser uma plataforma artística madura expressada por uma técnica ao rigor da técnica, primorosa de execução aliada ao equilíbrio de bom gosto e passa a ser uma instalação mecânica quase pré-fabricada por sucatas como uma brincadeira de mau gosto, dentro do conceito ideia de humor negro, uma piada sem graça quando não avança no desrespeito da cultura, da fé e da filosofia dos outros.Espelho próprio de um período crítico de nossa atual sociedade, doente, individualista, egoísta, perversa, compulsiva, competitiva, fundamentalista, exclusivista, enlouquecida e selvagem.
A sociedade de consumo contemporânea não está doente como a grande maioria, ainda pensa. Ela deixou de ser parte de um agente e de um processo consumidor e passou a ser a muito tempo um outro tipo genérico de mercadoria fugaz em com estreito tempo de validade para o consumo seguro.
Na sociedade contemporânea do século XXI ficou cada vez mais difícil encontrar o amor e a felicidade em par sem saber para isto bem administrar o interesse pessoal acima de todas as coisas, um inabalável egoísmo selvagem sobrevivente e a vida sempre em torno e à partir de nos mesmo.
A arte contemporânea brasileira enfim inicia seu caminho mais identitário em seus valores, temáticas, mitologia, conceitos, geometrias e brevemente bio suportes e plataformas dentro do "modus operandi " da herança original e nativa indígena brasileira.Teremos sempre uma herança africana mais que nas artes plásticas e visuais desdobraram se em correntes mas mossa herança indígena esteve durante muito tempo obscurecida. No ano de 2016, o prestigiado prêmio PIPA do RJ, contemplou como ganhadores dois artistas indígenas.Isto é só o começo, as artes plásticas e visuais, as artes gráficas e o design, as belas artes inteiras vão recuperar suas origens nativas tribais formadoras genuínas de nossa personalidade educacional, artística e cultural 100% brasileira.
A atmosfera e os locais da arte e da cultura na sociedade contemporânea à partir da gestão cultural deixa de ser tão artística, filosófica, educacional e estética para se tornar paulatinamente um meio e ferramenta da administração econômica, politica e financeira pública e privada.
A figuração acadêmica nas artes plásticas contemporânea tende a inexistir muito breve mas não pela divergência de abordagem criativa mas sim pela falta de capacidade do desenho, do desconhecimento anatômico humano e total ignorância das proporções e equivalências naturais, físicas e biológicas.
Há uma ligação direta entre acídia e o paradoxo da escolha. A alma contemporânea, esmagada por opções e desconectada de raízes profundas, perde a alegria do bem, o gosto pelo essencial e o sentido da vida interior.
