Poesia Carinho Machado de Assis

Cerca de 112142 frases e pensamentos: Poesia Carinho Machado de Assis

A ninfa envolve com delícias e travessuras, Só para te enternecer, cativar e seduzir - e te completar com doçuras...

Pela nossa pátria criamos esta canção
Uma terra de desespero e ilusão
nossa vida demos a você sem perceber
Esperando um novo e perfeito amanhecer.

Para você criamos hinos com toda emoção
Apesar de você sempre estar a nos entristecer
Nós fazemos o possível para você crescer
Em troca de promessas e opressão.

Entre devaneios e omissões
Esperamos por intervenções
Jamais nossa voz há de se calar
A terra dourada ira prosperar.

Sem nos rendermos a toda tensão
Enfrentamos tudo para te enaltecer
Sem nos importarmos com a aversão
Damos nossa vida para te engrandecer.

Inserida por bk201

“Em geral, o amor começa com uma emoção, com uma perturbação da alma diante do encontro com certa beleza inesperada e entendida como conveniente aos próprios desejos e inclinações. O amor começa ao apaixonar-se — da afectio, como a chamava Santo Tomás de Aquino. É como um golpe inesperado que perturba o coração e a mente. É bom, pois pode ser o início do amor. Por isso mesmo, enamorar-se pode ser a causa inicial do amor, mas não pode jamais ser um fim em si mesmo. É o amor trabalhado que revive esse fenômeno de forma livre e consciente. Assim ele cresce, traz doçura à vida humana. Mas exige esforço e bondade. Segundo Aristóteles, o amor implica em querer o bem do outro: desejar um ao outro o que se considera bom, e fazê-lo por amor deste outro, e não por amor de si mesmo”.

(Matrimonium: Teologia e Direito)

Inserida por LEandRO_ALissON

As pessoas temem olhar para si mesmas!
O medo de se tornarem insuportáveis faz com que permaneçam apontando para as outras.
Este padrão de comportamento é um verdadeiro culto
à morte.
Não à morte física, tão conhecida e temida. Mas uma
pior: aquela que as impede de viver a vida por inteiro.
E assim tornam-se prisioneiras de suas próprias mentiras.

Inserida por SENORTREZE

amor como o sol nasce no horizonte o meu amor por você aumenta dia após dia. paixão o que eu quero dizer,é que você chegou na minha vida entrou e ficou fazendo parte dela. amor eu e você nos tornamos um só, duas almas em um só corpo, pois o nosso amor é tão imenso que chega a ser invejado por aqueles que nunca conhecerão um amor de verdade. pois seriam aqueles que nunca amarão ou forão amados por alguem nessa vida e nunca conhecerão a força de um grande e verdadeiro amor.de sua amada e esposa: shirley Dayanna

Inserida por franciscojosefilho

⁠A partir deste momento, não haverá mais medo em meu coração neste mundo, e eu serei vitorioso em todas as minhas batalhas.

Inserida por glbarbosa

Nova Poética

Vou lançar a teoria do poeta sórdido.
Poeta sórdido:
Aquele em cuja poesia há a marca suja da vida.
Vai um sujeito.
Sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na primeira esquina passa um caminhão, salpica-lhe o paletó ou a calça de uma nódoa de lama:
É a vida.

O poema deve ser como a nódoa no brim:
Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero.
Sei que a poesia é também orvalho.
Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfa, as virgens cem por cento e as amadas que envelheceram sem maldade.

Manuel Bandeira
BANDEIRA, M. Belo, Belo, 1948

Música é Poesia
Se a poesia não existisse
As borboletas não sairiam do casulo
O zero seria nulo
As flores perderiam seus odores
O arco-íris não teria sete cores
E nem haveria o sol na lua
Se a poesia não existisse
Amar seria tão triste
Quanto um deserto sem um oásis
Ou um luar sem eclipse
Se o poeta não existisse
As musas não seriam lindas
Os amantes não amariam o próximo
E o próximo amor seria o ultimo
Talvez a poesia só exista
Para derreter corações de gelo
Afinando o piano humano
Humana e sacana
Sentimental como o medo
Viva a poesia

Ex-poesia

Curto minha depressão passageira
ouvindo música e lendo ou escrevendo poesia,
algumas quando ouço ou quando leio,
me fazem chorar,
parece que dói mais do que apanhar,
mas chorar faz bem
depois do desabafo tudo fica bem,
por isso eu digo sempre,
que a música e que a poesia me fazem muito bem,
não conseguiria sobreviver esta vida
sem música e sem poesia...

Inserida por silvioanjo7

Viscondessa de Mauá

Me alimento de poesia.
De pão, manteiga e café.
As vezes sou matreira,
sem eira nem beira.
As vezes misteriosa,
dona de um império dos sentidos.
Sempre etérea, é fato.
E, silenciosa ou falante,
ligo a vitrola,
acendo o cigarro e a cigarra canta.
Me encanta
e eu danço.
Eu,
acesa no vale sou,
viscondessa de Mauá!
É sou!
E ninguém tem nada com isso!
Com meus avessos, ou meus inversos,
com meus versos ou minhas cruzes,
com meu sexo...
Com o adverso?
Faço versos!

Crio controvérsias por onde passo,
mas os versos me perseguem...

Inserida por RenatoLage

Há ecos que escorrem pelo vale,
gritando já sem forças,
mal alcançando o topo do morro
onde mora a esperança

Inserida por neusamarilda

Assim como as ondas, sucedendo-se e borbulhando até junto às areias do mar...
eu louvarei a Deus nessa alegria,
por tudo que dele recebi,
pela visão que tenho da vida,
mesmo aquela que a minh'alma não compreenda

Inserida por neusamarilda

Há nesta vida algumas contundências
que deixam muitos de joelhos,
sejam tristezas, sejam doenças,
sejam caminhos mal escolhidos,
ou vazios e ausências,
mas estas arestas podem ser aparadas
com a fé e alimentadas com a esperança,
nada é por acaso, sabem disso,
cada um tem o seu fardo, leve ou pesado,
nesta vida somos todos guais e então
porque não andarmos mais unidos,
buscando apenas a bonança
e de braços dados?

Inserida por neusamarilda

Presente

Os ipês apagam as tristezas do inverno.
Renovam suas cores ao vento.
Desmancham o cinza sem graça e lento
em tons que afagam a tardinha.

Os ipês esbanjam ternura.
Roubam os olhares de quem está triste à toa.
Porque tristeza não foi feita pra gente boa.
Tristeza não foi feita pra ninguém.

Cena de cinema

O barquinho viajou,
foi embora.
Mar adentro...
Mar afora...

Se apaixonou por uma caravela
e viveu um amor de novela.

Bem dentro da escuridão,
uma luz, um livro ardia.

Nas lonjuras do Sertão,
um jovem poeta lia.

(Estrelas, constelações,
relinchando fantasias.)

"MILAGRE
Segunda-feira...
Na cara amassada deste dia,
de repente,
a ponta da asa
de um anjo:
Um milagre, quem diria!"

Não suporto, não aguento mais...
Visíveis monstros traiçoeiros,
Lobos em pele de cordeiros.
Astros da mediocridade ligeira, vorazes.
Olhos famintos, mãos geladas, mortas, desfalecidas,
Vidas envolvidas na glória do medo, do “eu” poder fantasioso.
Queixas sem doenças, malefícios encarnados na alma, no coração, nas feridas,
Não aguento mais... Apenas ver, se como tal mortal não posso ser,
Pai, quem sou? Por que sou?! Pois nada quis viver!
Um bicho do mato, perdido na trilha, secando feito folhas no cerrado
Cigarra velha num último cantar, medos insanos!
Rostos mascarados, peles cheirosas, roupas limpas, o mundo não para.
De dentro das veias escorrem cera, a cola da maldade, a febre do ódio, o encalço do mal.
Deveras a vida foste dada para ser vivida?! Tal qual uma criança que não sabe ler!
Meus braços já não podem levantar, não quero mais chorar, não aguento mais o ver!
Os olhares estão por toda a parte, as vozes soam feito gralhas no alto da montanha,
A surdez não me é suficiente, preciso também fechar os olhos, pois, não aguento mais...
Mais uma vida saturada pela fadiga da desigualdade psicológica, a moral é imoral,
A faca está cega, Pai! Quem há de ouvir os gritos do norte?!
Ouça! São os gritos da morte! Desta vez, ninguém teve sorte!
De sorte que não existe jogo da vida, ou se tem ou não se pode comer!
A vida é incapaz de viver?! Não! Já não aguento mais...
Até onde seguirei com meus farrapos sendo arrastados pelo altruísmo dedicado à miséria geral?
Pensamentos nefastos enraízam-se dentro do meu ser, o sono vem, cerram-se os olhos,
O dia chegou!
Todos estão deslumbrantemente impecáveis!

⁠Soneto à maneira de Camões

Esperança e desespero de alimento
Me servem neste dia em que te espero
E já não sei se quero ou se não quero
Tão longe de razões é meu tormento.

Mas como usar amor de entendimento?
Daquilo que te peço desespero
Ainda que mo dês - pois o que eu quero
Ninguém o dá senão por um momento.

Mas como és belo, amor, de não durares,
De ser tão breve e fundo o teu engano,
E de eu te possuir sem tu te dares.

Amor perfeito dado a um ser humano:
Também morre o florir de mil pomares
E se quebram as ondas no oceano.

⁠Na primeira oportunidade,
voe alto,
pra bem longe,
sem demora.
Se a alma é pássaro
a mente é gaiola.