Poemas sobre o Brasil

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⁠21/02

A manhã é a poetisa
que precisa da sua
alegria para escrever
como será a sua rotina.

⁠23/01

Desconfie das pessoas
que se dizem perfeitas
porque são ela que são
capazes de inundar
o mundo de problemas,
Prefira sempre não cultivar
o contato para não ter dilemas.

⁠23/02

Não desperdice o seu
tempo com quem
não deseja ter contato
com você porque a vida
é curta e não vale a pena
perder tempo com quem
nunca vai te merecer.

⁠26/03

Quando alguém te falar
com ironia ou te diminuir
não vale no contato
virtual ou real insistir.

⁠08/06

O otimismo é um valor
que deve ser cultivado,
Ao cumprimentar o dia
eleve um pensamento
a Deus e coloque alegria
no seu peito para você
atrair as melhores energias.

PRIMEIRO HEXÁSTICO


De João Batista do Lago


na república dos canalhas
Homero não se faria ser
não sentiria qualquer prazer
mudo graçaria pela hélade
feito poema sem virtude
carente da felicidade

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SEGUNDO HEXÁSTICO


onde está o pão da vida?
— no sacrário do si mesmo
tu somente és único verbo
hóstia que se dá de si
e sendo da cruz do madeiro
o único cristo a resistir

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TERCEIRO HEXÁSTICO


vida de infinda busca eterna
venturosa… enigmática… é
fio de navalha… é mágica
nada quer do morto passado
nada espera do futuro
dela sabe-se só o presente

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QUARTO HEXÁSTICO


esquece a glória prometida
vaidade é tesouro pobre
resiste só ao instante fátuo
sucesso luta nobre é
revela assim sabedoria
sagrando a alma da poesia

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QUINTO EXÁSTICO


não revela à toa o teu segredo
guarda-o no baú da tua razão
melhor não saberem dos medos
assim não te imporão degredos
falsos demônios anjos são
todos parados nos umbrais

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SÉTIMO HEXÁSTICO


líquidos eruditos vãos
velhos discursos si produzem
ágoras de sós volatizam
logos e verbos pós-modernos
etéreos assim conduzem
infernos campos niilistas

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OITAVO HEXÁSTICO


poetas líquidos não enformam
voláteis são vãs plantações
semeadas em campos estéreis
espigas de milhos sem grãos
debulhadas não dar para o pão
não mata a fome de inférteis

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NONO HEXÁSTICO


brisa cálida… envolvente
afasta de mim esse cálice
nunca mais o beberei
jamais quero a embriaguez
soberbia e sucesso vãos
póstumo caminho eterno

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DÉCIMO HEXÁSTICO


desejo é toda potência
motor de toda existência
valor supremo dessa vida
intrínseco da natureza
convenções jamais o impedem
sagrado faz-se eterno verbo

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DÉCIMO PRIMEIRO HEXÁSTICO


a dor me cobre a ossatura
invade a carne de tod’alma
s’instala na tumba da carne
alimentando pensamentos
desconstruind’identidades
valores morais sedentários

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DÉCIMO SEGUNDO HEXÁSTICO


Onde some o ser humano
resta tão-somente o homem
prisioneiro do si mesmo
fluídico e sem forma própria
agrilhoado à sua caverna
é sombra sem a luz do dia

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DÉCIMO TERCEIRO HEXÁSTICO


não bastais com incompetência
até quando há de sangrar
a miserável paciência
manada rum’ao precipício
metadestino imanente
glória do rei concupiscente

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DÉCIMO QUARTO HEXÁSTICO


o discurso e a modernitude
túnicas de líquidas almas
escarros de um mesmo beijo
adubam todas mentes dóceis
sombras eternas do humano
presas na tumba do decano

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DÉCIMO QUINTO HEXÁSTICO


canalhas de plantão venceram!?
‒ virtude e ética não se fazem dos seus atos ‒
dignidade só restará
quando só consciência plena
no horizonte fixar a pena
de toda liberdade eterna

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DÉCIMO SEXTO HEXÁSTICO


minha boca tão assim calada
meu corpo tão assim distante
meu abraço jamais revelado
justificam minha desordem
imanência de qualquer nada
neste abstrato mundo líquido

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