Poesia Borboleta
O tempo se parece com as borboletas. Cada vez mais raro, passa voando e, quando passa, poucos param para apreciar seu encanto.
Não faz nenhum sentido dizer que ama as borboletas, quando suas atividades demostra ser um exterminador de lagartas.
No casulo, em aparente inatividade, a lagarta aguarda, enquanto está sendo transformada, para uma versão mais bela e valiosa de si mesma.
Eu ainda estou aqui, não como antes, eu sei. Mas eu espero que você possa ainda me sentir. Desculpa se não cumprir todas minhas promessas e se aquele abraço que você tanto esperava não chegou. Mas saiba que eu lhe abracei todos dias e em cada lagrima que você derramava era como uma cratera que se abria dentro de mim. Eu quero que você saiba que eu segurei sua mão todos os dias e te refugiei em meus braços, e mesmo que você ache que tudo foi um contos de fardas, eu te amei como nunca amei ninguém.
Ela me disse um dia que se ela fosse era embora era porque seu amor era tão grande que ela não suportaria carregar sozinha. Naquele momento eu não disse nada, só ficamos em silencio. Eu sabia que ela era frágil, mas de certa forma eu não entendia o que ela queria dizer. Ela precisou partir pra que eu pudesse entender que nem sempre o amor é bonito.
Ela se foi. Pegou as coisas dela, e bateu a porta furiosa e antes de tudo ela gritou “ Vai pro inferno”. Ah, se ela soubesse que a ida dela fez da minha vida um inferno.
Talvez a culpa seja toda minha. Talvez ela tenha indo embora porque eu deixava meu orgulho falar mais alto. Talvez ela tenha ido embora porque não suportava mais meu silêncio. Talvez ela tenha ido embora porque eu queria que ela fosse alguém totalmente diferente do que ela era. Talvez ela tenha ido embora porque as vezes eu agia como um idiota e chamava ela de burra. Talvez ela tenha ido embora porque eu fazia ela ficar sem argumentos. Talvez ela tenha ido embora porque doía, doía me amar. Talvez ela tenha ido embora porque não suportava a distancia entre nós. Talvez ela tenha indo embora porque eu não segurei sua mão quando mais ela precisava. Talvez ela tenha ido embora porque lhe dei ruídos invés de silêncio. Mas agora ela voou pra longe de mim, e é nesse talvez que minha vida se resume
Nem sempre temos a alternativa de ficar, a vida de um forma ou de outra nós ensina que em alguns caso é preciso partir e pensando nisso eu diria que você partiu não porque foi obrigada, ou porque não teve nenhum motivo pra ficar porque cá entre nós eu te dei todos motivos para está ao meu lado, mas você preferiu a estrada larga, o caminho mais fácil. Mas de repente você bateu na minha porta e não havia mais ninguém ali, a casa estava vazia. Dessa vez quem partiu foi eu e não porque eu quis, mas porque a vida me obrigou, ela disse que eu merecia mais do que algumas migalhas de amor então eu sair por ai em busca de algo que nunca tive o prazer de conhecer, mas posso alegar que quando conhecer será meu lar.
Num mundo onde somente as borboletas coloridas e iguais são aceitas e admiradas, continuar no casulo é relevante
Pensamentos são casulos onde as palavras se transformam em poesia e saem por aí como borboletas pousando nos corações que são flor.
Delicadeza moça, não se encontra em pessoas amargas não, se encontra é em pessoas doces, dessas que a gente tem a sorte de encontrar por aí nos jardins da vida e mais parecem borboleta colorida, tão leves que a gente chega a confundir com flores.
Ele diz com certo desdém, que eu mudei. Mas a crítica não me abala, muito pelo contrário. Aprendi com a própria vida, que lagarta que não deixa o casulo, não se transforma em borboleta.
Quando pensei que nada mais restava-me, que estava condenada a rastejar, eis que miraculosamente, nasceram um par de asas em mim.
A civilização é uma coisa vulnerável. Um capricho do destino. A qualquer hora, a batida das asas de uma borboleta pode afetar esse capricho.
A mocinha da fazenda corria livre e sem perceber encalços pelos caminhos. Seguia por musgos macios, beirando ribanceiras, arriscando-se a cair, mas loucamente prosseguia. Vestia suas asas de borboleta e voava sobre as paisagens, recolhendo a beleza que conseguia captar. Suas tranças eram velas ao mar em aventuras infantis ou seriam asas de um colibri em busca de néctar? Ela não percebia isso ainda, apenas voava em sua imaginação - ao sol cantava, as estrelas do céu apanhava e um colar fazia. Se enfeitava toda, não para aparecer, mas porque já viera ao mundo como poeta e assim seria, toda e qualquer poesia.
A lagarta vai crescer aqui dentro até ficar apertado demais. Todo esse ciclo se chama metamorfose. Ela vai precisar romper esse casulo. Mas só assim ela vai virar uma borboleta linda e pronta pra voar.
Não é sobre quem te dá um buquê de flores ou te causa borboletas no estômago, mas sim quem cuida de um jardim contigo e senta junto pra ver as borboletas pousarem.
Um certo recato no início do relacionamento é fundamental, lembremos que para se despir em borboleta, a lagarta, primeiro, se veste de crisálida.
Você passou a vida num casulo. Tudo o que você fez, tudo o que aconteceu com você, trouxe você a este momento. E agora, você é uma borboleta, um lindo caleidoscópio de trauma e resiliência.
Delicada, pétala que voa, se mistura com as flores, mensageira espiritual, símbolo de transformação, inspiração para arte, tema de canção, renova e trás vida, motiva palavras que saem do coração,.... Gratidão, meu amor só gratidão,... por despertar diariamente minha melhor versão!
