Poesia Animal
Meu Doguinho
Se essas patas não estivessem molhadas
Se esses pelos não estivessem tão brilhantes
Se a mangueira não fosse ligada
E se a água não fosse derramada
E nem o céu estivesse lindo
mesmo sem o aparecimento das estrelas.
O meu melhor amigo não estaria alegre
Correndo de um lado para o outro
Molhando a casa inteira e todos
Com seus pelos molhados e encharcados de água.
Quero ver sua língua de fora
Quero escutar seus latidos de alegria
Quero ver todos correndo e pulando
Mesmo que seja, só na hora do banho!
Quero ver o meu cachorro feliz.
O mundo está mudando para o veganismo... Enquanto muitas pessoas não se importam com nada disso, e dizem que isso é assim mesmo, que os animais existem para nos servir, outras preferem não ver o que acontece, porque dizem que não podem fazer nada.
Podem sim. Podem parar de ser coniventes, cúmplices e seguidores de todo esse sofrimento, apenas mudando seus hábitos com relação a estes seres que são donos do Planeta, tanto quanto nós.
Estamos na luta, não só aqui, não só ali, não só acolá. Estamos nos conhecendo e nos reconhecendo. Não precisamos e nem queremos ser aceitos por uma sociedade sanguinária e cruel.
Estamos na luta! Uma luta pacífica pela VIDA!
SEM ESFORÇO NÃO SE TEM FELICIDADE...
O animal humano, como os outros animais, está adaptado para uma certa luta pela vida e quando, graças à sua riqueza, o homo sapiens pode satisfazer todos os desejos sem esforço, a simples ausência do esforço na sua vida afasta dele um elemento essencial de felicidade. O homem que adquire facilmente as coisas pelas quais sente apenas um desejo moderado, conclui que a realização do desejo não dá felicidade. Se tem disposição para a filosofia, conclui que a vida humana é essencialmente desprezível, pois o homem que tem tudo o que precisa ainda assim é infeliz. Esquece-se de que privar-se de algumas coisas que precisa é parte indispensável da felicidade.
No final, a tristeza sempre irá embora quando o sol nascer. E no pôr do sol, as lágrimas irão de secar.
“Se vimos
o dia terminar é, porque o presente da vida foi entregue... quando acordamos pela manhã...”
Sou um animal sentimental, me apego facilmente ao que desperta o meu desejo. Tente me obrigar a fazer o que não quero e você vai logo ver o que acontece...
A maior frustração do professor de "Direito Ambiental" é não poder esganar o animal que não presta atenção na sua aula.
Voldemort é como uma garota adolescente. Ele tem um diário, uma tiara, um anel especial, um animal de estimação que ele adora e ainda é obcecado por um garotinho adolescente famoso.
Sou um dragão. Você é uma tigresa. Desde a antiguidade, o dragão é o único animal que se equipara ao tigre. Mesmo que agora você não esteja ao meu lado, atreavessarei espaço e tempo para ficar perto de você. Esses sentimentos nunca mudarão.
Najas são fortes. Podem mandar na selva, mas o mundo é mais do que isso. E só há um animal que pode matar uma cobra.
Sou, na verdade, o Lobo da Estepe, como me digo tantas vezes – aquele animal extraviado que não encontra abrigo nem na alegria nem alimento num mundo que lhe é estranho e incompreensível
E por isso eu queria ter um animal de estimação, um cachorrinho solto pela casa. Porque quando você ama um cão, ele te ama também. E eu queria algo onde pudesse pôr o meu amor.
O homem, animal feroz, primo do gorila, partiu da noite profunda do instinto animal para chegar à luz do espírito, o que explica de uma maneira completamente natural todas as suas divagações passadas e nos consola em parte de seus erros presentes. Ele partiu da escravidão animal, e atravessando a escravidão divina, termo transitório entre sua animalidade e sua humanidade, caminha hoje rumo à conquista e à realização da liberdade humana. Resulta daí que a antiguidade de uma crença, de uma ideia, longe de provar alguma coisa em seu favor, deve, ao contrário, torná-la suspeita para nós. Isto porque atrás de nós está nossa animalidade, e diante de nós nossa humanidade; a luz humana, a única que pode nos aquecer e nos iluminar, a única que nos pode emancipar, tornar-nos dignos, livres, felizes, e realizar a fraternidade entre nós, jamais está no princípio, mas, relativamente, na época em que se vive, e sempre no fim da história. Não olhemos jamais para trás, olhemos sempre para a frente; à frente está nosso sol, nossa salvação; se nos é permitido, se é mesmo útil, necessário nos virarmos para o estudo de nosso passado, é apenas para constatar o que fomos e o que não devemos mais ser, o que acreditamos e pensamos, e o que não devemos mais acreditar nem pensar, o que fizemos e o que nunca mais deveremos fazer.
Certamente estamos na mesma categoria das bestas; toda ação da vida animal diz respeito a buscar o prazer e evitar a dor.
É difícil marcar o lugar onde para o homem e começa o animal, onde cessa a alma e começa o instinto - onde a paixão se torna ferocidade. É difícil marcar onde deve parar o galope do sangue nas artérias, e a violência da dor no crânio.
"Quem com ferro fere... " E o perigoso bicho homem também já vai virando animal em extinção; é o que acontece com todos os grandes carniceiros: já quase não existem leões no deserto, nem tigres de Bengala; e o mesmo sucederá conosco, que somos os mais ferozes de todos os predadores.
Treinar um cavalo é uma arte. Você tem que dominar o animal. Dominar a vontade dele até que saiba quem é o chefe. Destruir completamente o instinto de briga dele. É como se sentirá quando eu acabar com você.
É evidente que o homem, muito mais que a abelha ou outro animal gregário é um animal social. O homem é o único entre os animais que tem o dom da fala. Na verdade, a simples voz pode indicar a dor e o prazer, e outros animais a possuem, mas a fala tem a finalidade de indicar o conveniente e o nocivo, e portanto também o justo e o injusto.
A indústria alimentícia de origem animal é no meu entender a mais nefasta de todas as indústrias. Ela esconde o modo de produção e faz publicidade de forma fantasiosa, com mascotes e imaginário coletivo que desassocia o "produto" final da dor e do sofrimento animal para que as pessoas consumam sem questionar e sem remorso dos crimes que são coniventes.
