Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
- Talvez precise errar muito mesmo para fazer as coisas certas onde todos vão nos aplaudir por aqueles feito na aquele momento, sem ao menos pensar no quanto foi pesado a carga dos erros ao longo tempo, para começar fazer o que possa ser certo ou deixar no ar as dúvidas pois quando atingir a perfeição e perceber que ela é um caminho de ilusão.
- Para voar Deus deu as suas criações asas ou inteligência para criar outras, criou também os sentimentos para todos que poderem amar e cuidar, pois o mundo por mais que mude sempre terá um ser com o poder de amar.
Tua voz me assombra, onde eu a ouço, perco os meus sentidos. Pensando de certa forma, sua voz é minha, não necessariamente minha, dos meus ouvidos, que à espalham pelo resto do meu corpo de uma forma instantânea e me faz paralisar. Mas voltando ao fato de você - sua voz - é meu, e eu - meu ouvido - ser sua, eu acho, aliás tenho certeza disso, por que ninguém sente o mesmo efeito que eu. Sua voz ecoa em cada parte do meu corpo e me invade, me leva a lua, e me traz de volta no momento em que te vejo, pois não enxergo muito bem de longe, e a lua é muito longe da terra, e logo, mais longe ainda de você, então tenho que voltar a mim pra te ver. Pensando assim, você me é, e eu te sou
. Na sua vida sempre fui um livro fechado cheio de marcas ..mas fui um livro que nem fui lido por vc mais fui jugado pela crítica da capa ..kelvin Rodrigues
As vezes toco chorando, apanho sorrindo, e independente do meu estado de espírito, tento fazer todos rirem...
Porque filosofar é algo do tipo estar sem camisinhas, no fundo no fundo todos os poetas e profetas seguem uma so linha
Se cresci ao superar os golpes da vida, agora quero crescer com os toques suaves da alma. Sensibilidade a poesia que me envolve. Usarei a palavra escrita para compor meus silêncios. Igor Brito Leão
O branco sempre me trouxe calma, serenidade e até uma ponta de tranquilidade quando se diz respeito ao mundo barulhento e hostil que se vê do outro lado do quadrado de vidro na parede do quarto. Convenhamos que o branco é um tanto quanto vazio, como eu. Um eco, um vácuo. Mas há quem diga que o vazio tem seu lado bom. Deixa que da minha tristeza, tomo conta eu. Prefiro ser triste sozinha a ser triste acompanhada, é horrível que fazer outra pessoa ser triste ao seu lado.
Liguei o som no máximo e deixei a música tocando, me joguei na cama de sapato e tudo. Eu estava exausta do mundo. Meus pensamentos estavam mais altos que a música que invadia meus ouvidos, mas eu gostava de estar ali. Ali eu estava bem comigo mesma.
Coloquei minha voz para fora, gritei o que consegui até ficar rouca. Gritei até o último timbre da minha voz desaparecer da imensidão que me cercava. Eu precisava sentir que não estava sozinha, eu precisava ouvir o eco do meu próprio abismo.
Deixe-me brincar que te amo, deixe o dia passar como se fosse o meu último, em que o vazio me preenche mais que a tua presença inventada diante do espelho e do futuro que se escancara a minha frente. Deixe-me sorrir e não ser cruel com as poucas pessoas que me cercam, deixe que a frieza eu guardo para a madrugada onde me encontro com os meus “eus” preexistentes e vagos em minha lembrança já torturada. Deixe que eu arranjo desculpas e palavras para poder ficar só, deixe que a música me transborde e me acalme. Deixe que as noites de angústia por si virem melancolia e que a mesma se desfrute da minha solidão e me chame para dançar. Deixe então que eu escolha o melhor terno azul celeste e a gravata mais branca que tenho guardada, branca como o fundo dos meus pobres olhos que ainda se emocionam com a melodia. Deixe que eu procuro os sapatos no guarda-roupa ou embaixo da cama, afinal, fui eu quem a solidão veio chamar para ser par de dança. Deixe-me. Deixe-nos a sós.
Eu vi a lua refletir no mar. Ela chorava e no seu reflexo eu via as lágrimas sendo misturadas com a água salgada e densa, ela cantava quase num sussurro uma canção de amor, ela estava só, ela era só, era ela e só. Até que ponto eu sou como a lua?
A porta está aberta, na janela a brisa entra e zumbe no meu ouvido. O espelho permanece sem reflexo, na torneira uma gota, depois outra, e mais outra. Tudo tão quieto, tudo tão vazio, não havia diferença entre minha casa e minha alma.
Bati a porta e o estrondo foi tão grande que o porta retrato caiu e espatifou no chão. Pisei entre os cacos e nem percebi que estava machucada. Me joguei na cama e fiquei ali inundada de silêncio, de vazio, de nada e respirei fundo. Depois de horas catei os cacos, meus e do vidro, e joguei no lixo. Era hora de recomeçar.
Aquele pequeno momento em que você junta tudo de bom da vida, cria coisas extraordinárias e assim faz para si um lugar chamado futuro.
Acredito que Arte é a fascinante forma de capturar um sentimento puro e materializar em uma obra. Seja ela um livro, um filme, uma peça, uma pintura ou uma poesia. É por isso que há tantas pessoas que não sabem reconhecer e nem valorizar a arte. Porque na verdade, são vazias por dentro.
Ser insistente ou perseverante na teoria é a mesma coisa, mas o primeiro sempre parece ser o chato e o segundo o corajoso.
Inventa o horizonte um sol morrente, que esconde na penumbra o sono que voa. E eu a espreitar sobre o lençol seu corpo a descansar.
