Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
o sol se escondeu entre as nuvens no alento do espaço açoitado neblinando no ocaso da vida sem acalantos a vagar, a lua adormece entristecida e anoiteceu toda a lida de um sol esplendoroso querendo brilhar.
o tempo passa, passa para que possamos viver e sermos os trilhadores de nossos caminhos. Guardo os bons tempos transbordando da vitalidade que nos mantêm vivos - o sangue, pois mantenho as pessoas que fizeram e fazem parte da minha vida dentro do coração. Maria Isabel ou melhor, Bebel, nossa querida amiga, estamos às vésperas de um dos acontecimentos marcantes e simbólicos - seu casamento, até um dia desses éramos apenas sonhadores nas galerias de uma escola almejando um curso superior, hoje você vai ser responsável de constituir uma família e ser a matriarca de uma próspera e feliz família, peço a Deus que derrame suas bençãos e graças, que sejamos, todos nós, amigos e parceiros, com aquela mesma alegria de um amante pela vida e com aquele companheirismo demonstrado no antigo Geo de Uiraúna. Cada um segue a sua estrada mas todos estarão unidos por um mesmo sentimento - a amizade, Seja feliz...
às vezes gritamos ao tempo em tons que são levados pelos ventos enquanto as lágrimas molham meu rosto e minha alma, querendo conversar e dizer tudo e mais do que demais que guardo e o que vem comigo na confissão sagrada para um velho amigo, e há dias e nos dias que se passam recolho-me esperando o sol desapontar no infinito
e nesta madrugada fria irei gritar seu nome em despedida e me afogar inteiramente, numa dose de tequila...
minha saliva ficará em sua boca mesmo que escarre todos os dias a ira de que meu cheiro sempre irá se confundir com o seu e você simplesmente será um vingativo segredo meu. se entale de lágrimas...
ainda sobrou os versos, apesar das lágrimas que mancharam o borrão das letras, a rima persiste ao revelar o poema onde fomos felizes e que a vida não tem limites pois serás o céu de meus caminhos e a inspiração de minha poesia....
disfarço-me da saudade, é ácido que corrói e mata, é tequila com limão e sal, no final tem sempre um gosto amargo...
Esperneava de alegria, de espanto, quando via, o cachorro que pra ele corria. A bola passava, entre suas pernas pequeninas, de quem a tudo colocava “inho”, até seu nome ficou – Georginho.
Das cores a mais linda, efeito arrebol, as flores desabrocham na aurora,em um romance fiel com o nascer do sol.
Nada mais havia, apenas existia a donzela do cabaré, sendo a musa do acaso, vagando pelo espaço,vestida de mulher.
As lágrimas da noite é o café de uma manhã que se avista em um denso véu amarelado. Só sobra um cigarro e restos de poeira nevando a felicidade.
Luz dos olhos de acalanto, que invade silenciosamente a escuridão, tua voz é o mesmo canto, a melodia suave do coração. A vida esvai-se na imensidão, há trevas que não reluz, há LUZ e CORAÇÃO.
Entre a luz dos olhos do Jobim amante, rezei com Adoniran na capela São João, naveguei com Elis no falso brilhante e aprendi a amar e amar sem razão.
Ascendi os meus caminhos com a minha lépida pendurada à janela durante a noite. Os seus olhos são luzes ofuscadas e cintilantes do entardecer. O seu corpo são densas nuvens recaídas sobre as montanhas. Te esperei e tu não viestes... Ah! não viestes.
O canto angorento das aves bordou o horizonte do universo em uma saudação melancólica que prenunciava a vida em sua predileção assombrosa e apocalíptica do fim, cortado pelo arco íris que limita o belo e o triste, ainda há de se ouvir o canto do carão festejando o inverno, sob o olhar penetrante da coruja que bisbilhota os quatro cantos do mundo no recôndito da ilusão, a vida é um sonho.
Toca-me as cordas musicais da existência, em notas sonoras adormecidas, em um canto de encantos de mocidade, as estrelas de noites mal dormidas, brilham em um céu de saudades...
e se contenhas com uma flor, seu perfume e sua delicadeza, sua fragilidade e beleza, então, se contenhas com uma flor, enquanto não floresce o meu amor...
Somos metafisicamente iguais, percorremos aerovias distantes, escrevemos chatismos delirantes e choramos por amor, chorar por amor ainda é romântico, absurdo poético!
... e pelos caminhos iluminados de sol, vê-se a noite de uma lua rodeada de estrelas e de amores disfarçados de aurora que adornam o amanhecer de um dia ensolarado que não anoitece... nesse amor adormecido cortejei meu único farol... lacrimejado das desoras que amei.
As flores sem você outra vez, apequena a imensidão de um jardim na escuridão de uma madrugada, essa noite fria e calada estende manso itinerante de um amor sem dimensão e mais nada.
