Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Sempre tive certeza de onde pretendo chegar. Se vai ser na lua ou em plutão, ou se vai ser na Azerbaidjão. Não importa quão longe. Já cansei e esperei acabar as tempestades e o calor abrasador da vida. Já bebi algumas águas, às vezes até insalubres, para sobreviver a tanta inundação. Já comi coisas insossas ou insipidas da problemática tentativa de não ser um jabuti lesado ou uma anta sem o pensar. Hoje colho flores das mais bonitas num vaso honroso com um chá e livro na minha cabeceira. Não me atenho à passagem do tempo sem concluir o esperado pelo certo. Já que a vitória chega no limiar da vontade de Deus.Hoje uso meu processador para construir ideias e encorajar outros andarilhos deste sol escaldante e céu sem luar da desesperança. Hoje, uso meu filho para perpetuar meu nome na Terra, com o legado de fazer a meditação de vasta observância e culturalização. Não pretendo interpretar meu pensar aqui para não tolher sua percepção. Só digo que aqui é apenas a sombra da minha imaginação. Não denoto aqui, apenas conoto a lição da reflexão. Cuidado com a má interpretação para você não ser considerado um doutor em ignorância de conhecimento e criação. Não uso aspas aqui pois não preciso destacar o que não é a literalidade do escrutínio da minha realização. Se não entendeu não procure saber na ânsia da curiosidade o que é apenas uma conotação do que todos verão quando vir à tona o dito limiar em questão.
Pensamentos remotos me remetem ao passado, fazendo-me perceber que nada é por acaso, mesmo que caso pareça premeditado.
Há coisas que fluem como rios, outras que esperam como pontes. A vida das coisas se pende por um fio se te calas.
Poeta é o que faz da vida uma festa viaja no universo do verso, da prosa , da rima e seu texto, nunca termina.
Oque pode acontecer? Uma flor floreser com ela se encantar, sem parar você para pensar, veras um caminho para caminhar ao brilho do luar poesias vão nascer, de cada canto da estrada um dia novo vamos ter, na chegada da aurora mais lindo do que possamos descrever um sorriso poderoso te extasiara não encontrara nenhum outro, jamais tão zeloso como o do amanhecer
Paranoicamente durmo ouvindo os zumbidos de uma conversa prepotente recaída para um lado qualquer (tanto fez, tanto faz), tudo bem, vem de cá/vem de lá, ai meu Deus, eu vou rimar, perdendo assim todo o sentido.
E nesse dia tão chuvoso a minha alma arde em frio, turva, perdida e sem direção, caminhando entre o vazio e a luz, o tormento do futuro, as feridas do passado e a incerteza do presente me fazem ser esse eloquente, sempre perdido e atormentado, esses fantasmas cheios de pensamentos e sentimentos que fazem o meu vazio se transformar em poesia.
Reclama da vida quase que sempre, mas somente em dias de "feira", sábados, domingos e feriados. Os outros dias que sobram ele não reclama mais, que alívio...
"Como aqueles que te invadem com o olhar.... Com a luz... Tem gente que sem te encostar já te toca... "
Sua forma de ser tão autossuficiente, de se bastar tanto, me deixa tão livre, que minha liberdade sempre volta para a sua.
... Minha dificuldade em ser permanente sempre volta pra você, devido aos os dias que vão me atravessando e minha fome de mundo.(...)
(...) “Eu estava aqui evocando sua forma de criar raízes em mim que me dá tanta sustentação, que hoje vivo despencando sem o seu suporte. Rememorando quando nos copiávamos um no outro, das sua parcelas de romantismo. Do seu brilho radiante que sempre clareava meu sorriso... Você sempre incita as lembranças que carrego na bagagem dos meus sentimentos... Você é demais pra mim. É o muito que eu queria...É o começo da história que não teve fim.... Vou te mostrar o que não viu atrás... Eu te carrego como uma marca, uma lembrança pelos dias que eu queria te mostrar. Talvez eu carregue isso até o fim dos meus dias... Você é nada mais, que a saudade sem juízo de todas as minhas manhãs...”
E se a sua alma gêmea nascesse anos após você? E se todos olhassem para vocês na rua com o ar de reprovação? E se seus pais proibissem? O que você faria? Nós fizemos amor, entre a pureza e a malícia, entre as cores dela e o meu cinza, com aquele sorriso e minha cara fechada! Com a juventude dela e meus cabelos ficando brancos! Com a bondade no coração que só uma menina pode ter e com meus olhos brilhando ao vê-la chegar! Com a minha loucura e a sanidade dela! Com o cheiro gostoso que ela tem e com minhas letras para descrever! Ela um anjo belo, eu um demônio sem rumo! Ela dizendo que não me importo mais e eu morrendo de preocupação! Ela fingindo um romance com outro alguém e eu bebendo e fumando cada vez mais! Ela dizendo que não é nada pra mim, eu dizendo que ela é tudo que tenho...
*a questão do mundo está em nossa interpretação que acontece de acordo com nossa visão, que por sua vez se dá conforme nossa evolução*
Às vezes as poesias me procuram na forma de pequeninas cabras e me pedem que as ordenhe! É muito bom e prazeroso quando elas vêm com os úberes cheios!
Levou consigo as petúnias que um dia se abriram e logo murcharam. Levou a neblina o pretenso braço desguarnecido de euforia e sobretudo capturou o que não foi nem inventara e tampouco fez de conta que eram contas silenciáveis. Deixou somente um fio contrastando com a erosão para não ser totalmente estéril e ouvir em sua quase declinação. “Não seja um inseto dos destinos. Foi brevíssima e dúctil a docilidade com que numa farta ironia satirizou a indumentária como um lapso mordaz. Não me sobrecarregue com adjetivos como se fossem graças disponíveis em que não mora nenhuma gramática. Nesse quase mensurável êxtase aceito que partas sem partilhar-me silêncios ou livros ou cetins. Sou dos cortes não cerzidos mas polidos pela simbologia pelo gesto isento de tragédia. Sou uma concepção atípica um cajado sem declínios”
Os sonhos deitam-se comigo sob o manto prateado do luar. Acordo orvalhada de estrelas, com gosto de poesia na boca e o sol brilhando no olhar.
Ah, o tempo. O tempo. Sim, ele passa. Veloz. Mas, em sua passagem, ele mostra, ele cura, ele desvenda os mistérios. Ele junta e ele separa. Ele atrai e ele repele. Ele é reto e é curvo. Ele te afasta para longe para te mostrar o que não podias ver de perto. Ele é uma lupa, que te faz enxergar melhor. Ele é medicinal. Ele é, O tempo, e o vento…
A Arte vai muito além do que se considera arte, análise de críticos e especulação financeira. Tem função estruturante e libertadora. É livre quando sincera e sincera, quando livre. A Arte é manancial, particular, de cura disponível em cada indivíduo.
E o vento - ah o vento! - este que me ensinou a acariciar com delícias a verde copa da Árvore das Esperas...
