Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Se queremos preservar e desenvolver a inteligência do nosso povo, em vez de a esfarelar em tagarelice estéril, o que temos de importar não é a novidade: é toda a História, é todo o passado humano. Temos de espalhar pelas ruas, pelos cartazes, pelos monumentos, pelas livrarias e pelas escolas as lições de Lao-Tsé e Pitágoras, Vitrúvio e Pacioli, Aristóteles e Platão, Homero e Dante, Virgílio e Shânkara, Rûmi e Ibn ‘Arabi, Tomás e Boaventura.
Quem domina a mídia domina a classe política de hoje, quem domina as universidades domina a classe política do futuro. Quem não enxerga isso é um imbecil incurável que não merece atenção.
O objetivo da minha vida é provar que, se até um cretino como eu pode descobrir e compreender a verdade, todo mundo pode.
O branco cristão, europeu ou americano, foi o último povo a entrar no comércio de escravos, o primeiro a sair dele e o ÚNICO que lutou para extingui-lo. Em comparação com asiáticos, africanos e árabes, foi o menos escravagista dos povos e o único decididamente anti-escravagista. Lançar sobre ele, justamente sobre ele, as culpas da escravidão universal, dando a seus concorrentes mais vorazes e cruéis a aparência de escravos e de vítimas, é uma falsificação tão monstruosa e uma injustiça tão imensurável, que nenhum pretexto racional pode justificá-la: ela nasce do mais puro e ostensivo ódio racial, que hoje faz do seu alvo o único povo, ao longo da toda a história humana, cuja extinção pode ser pregada abertamente nas cátedras e nos púlpitos sem desdouro para o pregador, nem muito menos risco de punição judicial.
Durante mais de uma década só tive, na intelectualidade, amigos entre quinze e trinta anos mais velhos, como o Paulo Mercadante, o Meira Penna, o Roberto Campos, o Romano Galeffi, o Vamireh Chacon, o Antonio Olinto, o Miguel Reale, o Paulo Francis e outros sobreviventes da época áurea da cultura brasileira. Da minha geração, só tive o Bruno Tolentino (quando voltou da Inglaterra), o José Mário Pereira, o Ângelo Monteiro e, quando mudei para o Paraná, o José Monir Nasser.
Dentre centenas de autores marxistas que andei lendo ao longo da vida, Georg Lukacs e Antonio Negri são os dois únicos pelos quais tenho ainda alguma admiração, embora não de ordem moral.
A impotência gera o sonho de onipotência. Todo idealismo subjetivo — sobretudo os disfarçados, tão comuns na modernidade — reflete um desejo de fugir para um mundinho da nossa própria invenção. Não me curei disso estudando, mas ficando perdido no mato por quatro dias. NADA ali era o que eu pensava.
Muitos filmes eu vejo só para tentar entender que merda esse pessoal de Hollywood tem na cabeça. É um enigma fascinante.
Gosto que compreendam as minhas palavras, e faço o possível para torná-las claras e exatas. Mas que compreendam a minha pessoa — alma e personalidade –, é coisa que não espero nem necessito. Vivi tantas vidas numa só, que quem quer que se meta a me decifrar sem equivalente experiência ao menos imaginária (adquirida pela leitura de muitos romances e biografias) vai dar sempre com os burros n’água e fazer papel de trouxa.
A incapacidade de compreender a linguagem flexível da conversação informal, do jornalismo e da literatura é o que define o analfabeto funcional. Ele pode entender a linguagem dos conceitos científicos formais que aprendeu na escola precisamente porque é fixa e desprovida de ambigüidades, e então ele se baseia nela para 'contestar' figuras de linguagem. É assim que uma aparência de conhecimento científico mascara a simples incapacidade de compreender um texto.
Até agora ninguém na "direita" parece ter compreendido que a única maneira de vencer o esquerdismo é rejeitá-lo EM BLOCO, SEM NENHUMA CONCESSÃO PARCIAL.
A coisa mais inteligente, no Brasil, seria transformar o "jeitinho" numa estratégia positiva, em vez de usá-lo somente para fins egoístas.
Quanto menos um sujeito conhece um assunto, mais ele se sente seguro de si ao repetir alguma opinião do que lhe parece ser 'o consenso científico internacional'. Só há um problema: acreditar em consensos não é científico.
A diferença entre povo opressor e povo oprimido é apenas questão de ocasião, e a 'solidariedade com os oprimidos' é apenas o véu ideológico que busca embelezar e legitimar, de antemão, os massacres de amanhã. Esse reconforto 'ético' é, no fundo, uma fuga da consciência: todo povo oprimido esconde os lances vergonhosos de sua própria história, para poder acreditar-se melhor que os opressores. Não há um só movimento de libertação e de direitos que não se funde nessa mentira essencial, em que se afiam os espetos de futuros holocaustos.
Uma nação é uma unidade de vários grupos étnicos sedimentada na comunidade de língua e de herança histórica. É uma realidade humana e espiritual. Uma raça é apenas um dado biológico, não diferente daquele que distingue os Rottweilers dos Pittbulls. Culpar as identidades nacionais pelo racismo e estimular ao mesmo tempo o orgulho racial de certos grupos é engenharia social destinada a FOMENTAR o racismo para usá-lo contra as nações e aumentar o poder da elite financeira mundial.
No meu modestíssimo entender, os muçulmanos devem ter nas nações cristãs os mesmos direitos que os cristãos têm nas nações muçulmanas. Só que para isso seria preciso reconhecer que existem nações cristãs, o que hoje em dia é proibido.
A obra do Scruton vale muito mais pelas conclusões particulares que ele tira sobre pontos específicos do que pelas suas bases filosóficas gerais, notavelmente frágeis como já expliquei tantas vezes.
Stalin foi o maior estrategista revolucionário de todos os tempos. Os efeitos de sua ação criadora chegaram às terras tupiniquins e ainda estão entre nós.Todo o panorama político nacional está hoje montado segundo o esquema delineado por ele nos anos 30. Mas, dos poucos que têm envergadura intelectual para enxergar isso, quantos têm interesse de discuti-lo em público?
A abertura para a razão é educação. Educação vem de ex ducere, que significa levar para fora. Pela educação a alma se liberta da prisão subjetiva, do egocentrismo cognitivo próprio da infância, e se abre para a grandeza e a complexidade do real. A meta da educação é a conquista da maturidade. O homem maduro — o spoudaios de que fala Aristóteles — é aquele que tornou sua alma dócil à razão, fazendo da aceitação da realidade o seu estado de ânimo habitual e capacitando-se, por esse meio, a orientar sua comunidade para o bem. Este ponto é crucial: ninguém pode guiar a comunidade no caminho do bem antes de tornar-se maduro no sentido de Aristóteles. Líderes revolucionários e intelectuais ativistas são apenas homens imaturos que projetam sobre a comunidade seus desejos subjetivos, seus temores e suas ilusões pueris, produzindo o mal com o nome de bem.
Quem gosta SERIAMENTE da vida natural, em vez de gostar só da sua imagem estereotipada politicamente correta, não hesita em fazer o que os animais fazem de mais natural, matando-os para comê-los.
