Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Eclipse Vital
Em tempos obscuros,
Lembre-se que todo Eclipse
Antecede a Luz.
Na perseguição irrefreável,
Que atribua à vida
Um sentido real.
Dos elementos inseguros,
Extraímos a essência
Que o medo traduz.
Em auto-preservação,
Só existe consciência
Ao superar o que é desigual.
A inutilidade do saber,
Quando a coragem sincera
Não o conduz.
Podendo a escuridão
Libertar as sombras,
Talvez o clarão seja um golpe fatal.
A crença que guia
É a mesma que cega,
A água que hidrata
Enfim nos afoga,
O calor que aquece
É o mesmo que queima,
A tolice dos sonhos
É o que nos empolga.
A intensidade
Define a loucura,
É o que aproxima
E nos distancia,
Erro e acerto,
Compõe, estrutura,
Ausência e presença
Vêm em demasia.
O grito ensurdece,
A pressão nos desmaia,
Repressão endurece,
Rebeldia se espalha.
As nuvens ocultam
O céu que não vemos,
Milagres renovam
A fé que não temos.
E o facho ofuscante
Que tão bem nos seduz,
Clama por breu desejando um final.
Todo Eclipse antecede a Luz,
Com a extensão gloriosa
Do Eclipse Vital.
(Michel F.M. - Pairar Incansável da Fênix Sublime) ©
eis aí o grande risco a ser corrido,
para alcançar as profundezas,
é necessário suportar
a pressão que vem
com ela.
Quando o precipício sorri de volta
vez por outra
nos damos conta,
que a superficialidade
embrutece e nos estupidifica;
então ansiamos
desesperadamente
pela profundidade.
eis aí o grande risco a ser corrido,
para alcançar as profundezas,
é necessário suportar
a pressão que vem
com ela.
Michel F.M. - Pairar Incansável da Fênix Sublime ©
Nocaute para Canhoto
todo bom poema,
consistente e digno,
é um punho vívido
do apanhador vivido.
dança pelos flancos,
avança no meio,
o segredo é suportar,
socos sucessivos.
cruzado, jab, direto,
vem como um golpe triplo,
murro na têmpora, estômago,
boca, do sistema opressivo,
deixe que o topo se empolgue,
jogue pra eles o favoritismo.
desfecho dos filmes,
nós nascemos nas bordas,
de clinch em clinch,
cambaleamos firmes,
conhecemos a lona,
nós amamos as cordas.
embrenhados na lama,
emergimos do lodo,
desorientá-los primeiro,
para enfim, desdentá-los todos.
Michel F.M. - Pairar Incansável da Fênix Sublime ©
nascidos na rebelião
libertamos a ferocidade,
somos ventos revoltos,
varrendo obstáculos,
diante de toda
insanidade;
com nossa fúria
incontrolável,
das intempéries
ao grotesco interminável,
aqui, nos tornamos
a tempestade.
Ventos Revoltos
nascidos na rebelião
libertamos a ferocidade,
somos ventos revoltos,
varrendo obstáculos,
diante de toda
insanidade;
com nossa fúria
incontrolável,
das intempéries
ao grotesco interminável,
aqui, nos tornamos
a tempestade.
Michel F.M. - Pairar Incansável da Fênix Sublime
No entanto,
a ternura,
diante da grotesca
truculência bestial,
é a única e definitiva arma
indestrutível da qual
dispomos.
A ternura,
diante da grotesca
truculência bestial,
é a única e definitiva arma
indestrutível da qual
dispomos.
Amar demanda tempo
e dedicação.
e o apreço
é uma habilidade poderosa.
Partículas de Tato
Viver
é triunfar sobre a ausência.
Os solitários
sempre conhecem
as consequências.
Não tenho nada
especificamente
contra as pessoas,
até que elas provem
que são dignas
do meu ódio
e ressentimento.
Odiar demanda tempo
e dedicação
e o desprezo
é uma habilidade poderosa.
No entanto,
A ternura,
diante da grotesca
truculência bestial,
é a única e definitiva arma
indestrutível da qual
dispomos.
Amar demanda tempo
e dedicação.
e o apreço
é uma habilidade poderosa.
Viver
é triunfar sobre a escuridão.
Michel F.M. - Pairar Incansável da Fênix Sublime ©
Desafiadora sem se pronunciar,
As qualidades lhe obedecem,
São pertences a lhe enfeitar.
Remova a maquiagem,
E os acessórios enfeitados.
Seus dentes perolados ofuscam a retina,
Globos oculares castanho-esverdeados,
Fios alaranjados semelhados a tangerina,
Perfumadas e vibrantes bochechas de resina.
Desafio Dóra !
Desafiadora a me desafiar.
Tua dor de outrora,
Minha dor de agora, a descontinuar.
Metáforas da Aurora
Que hão de demorar.
Mitologia nossa, há de nos coroar.
Dóra
Desafiadora sem se pronunciar,
As qualidades lhe obedecem,
São pertences a lhe enfeitar.
Remova a maquiagem,
E os acessórios enfeitados.
Seus dentes perolados ofuscam a retina,
Globos oculares castanho-esverdeados,
Fios alaranjados semelhados a tangerina,
Perfumadas e vibrantes bochechas de resina.
Graduada em hipnose,
Sentidos de rapina,
Em sua apoteose
Furtou-me a idolatria.
Desafio Dóra !
Desafiadora a me desafiar.
Tua dor de outrora,
Minha dor de agora, a descontinuar.
Metáforas da Aurora
Que hão de demorar.
Mitologia nossa, há de nos coroar.
O que delonga faz confiar,
O que demora faz confiar.
Desafio Dóra !
Desafiadora a se entregar.
Tua dor de outrora,
Minha dor de agora, a descontinuar.
Metáforas da Aurora
Que hão de demorar.
Mitologia nossa, há de nos coroar.
Descrição do óbvio,
Louvo com satisfação,
Nota violenta,
Ouvida na desolação.
Vivida a devida dissertação.
Kathlyn e o Vestido Violeta,
Vagando sonolenta,
Com suas botas de carmim.
Passeando em marcha lenta,
Envolvida em cetim.
Kathlyn e o Vestido Violeta
As roseiras mais grosseiras,
Podem habituar-se ao afável
Chamego da cerração.
Projetando uma admirável
Imagem arteira,
Refletindo luz ultravioleta
Em sua pigmentação.
Kathlyn e o Vestido Violeta,
Vagando sonolenta,
Com suas botas de carmim.
Descrição do óbvio,
Louvo com satisfação,
Nota violenta,
Ouvida na desolação.
Vivida a devida dissertação.
Kathlyn e o Vestido Violeta,
Passeando em marcha lenta.
Envolvida em cetim.
Uma boneca de cera,
A maciez do algodão,
A Bela como Fera,
Auferida em sua coleção.
Kathlyn e o Vestido Violeta,
Vagando sonolenta,
Com suas botas de carmim.
Passeando em marcha lenta,
Envolvida em cetim.
Numa noite friorenta,
Ao som da invernada,
Na relva estrelada,
Devaneios são assim...
Provavelmente nos recuperamos,
Ou recuperaremos as bobeiras que escaparão,
Diálogos longos, bobos parágrafos sem significação.
