Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Palavra é pensamento!
Pensamento é ação!
Estagnação ou movimento?
Aja! A vida é dinamismo...
Pura imensidão.
Palavras são alimentos.
Precisam de rico preparo.
Cada mestre que se debruça
no planejamento...
Desbrava alunos lambendo os beiços,
Imersos no aprender pelo cheiro.
E com a leitura, no sabor do enlaço!
"Eu amo ser poeta, brincar com as palavras, poder voar sem ao menos sair do chão...sentir a liberdade como um abraço, carinhoso e quente, um abraço daqueles dos bons"
Christian. S
Eu deveria ter partido
Quando minha mochila não pesava
E não me restavam opções
De nada
Eu deveria ter partido
Num dia sem planos.
Alexandra Barcellos
Árvore Mãe
E se sai e se sai
E se afasta depois que me atrai
Esta é a minha vida de amores que surgem e que se vão como um
vento que leva uma porção.
Da roça...
Da roça, das mão suja de terra, que é de prantá,
Sô fia do mato, doce quinem água de mina,
Meus véi trabaiva na roça, pra famia sustentá,
O zói enche d’agua do tanto que admira.
Sô poeta lá da grota, dos versim de roça,
Carrego na voiz a sanfona e a viola,
Sô o disco de vinil da veia vitrola,
Minhas rima mantém viva aquelas moda.
Inda lembro do rádio vermeio do meu veio avô,
Da casa de assoaio alto, do chêro das marmita dos trabaiadô,
O café margoso pra curá as pinga de onte enquanto escutava,
Se eu tô aqui é purquê meu povo da roça abriu os camim na inxada.
Só cunverso nos verso cas palavra de antigamente,
Pra honrrá quem veio antes de eu e me firmô nesse chão,
Foi na roça que pai e mãe prantô pros fí coiê mais na frente,
Passano dificudade e guentano humilhação.
Meu povo era brabo demais da conta, pensa num povo bão,
Parece que iscuto a voiz dos meu véi quando iscuto os modão,
Meu peito dói de tanta farta que faiz, oi ai,
Vovô resmungava nos canto e parecia poesia, até dava paiz.
Da roça sim sinhô. Essa poeta aqui é fia do sertão,
Não herdô terra nem fazenda, mais nunca se invergonhô,
E eu vô falá procêis, tentano num chorá, guenta coração!
Eu tenho um orgulho danado doncovim e da muié que eu sô.
Minha mãe sempre dizia: filho!
Ouça o meu conselho
Acorde cedo, vá à luta, filho!
E compre um espelho.
Quando não quiseres caminhar, filho,
Olhe para o teu espelho,
Porque o sucesso da tua vida é o reflexo do teu espelho.
MOMENTOS
São retinas de olhos banhados de luzes,
são pássaros voando pela imensidão do céu,
são cascatas límpidas caindo como um véu,
são os caminhos que ao Criador conduzem.
Momentos são fotografias em sua mente
que gravaram uma tempestade ou uma bonança.
Momentos são passos no caminho da esperança,
são gotículas de orvalho escorrendo lentamente.
Momentos são as quedas, são os seus fracassos,
as suas desventuras ou as suas glórias. . .
viver sempre o instante, acreditar na vitória,
dar-se as mãos ou entregar-se num abraço.
Momentos são as preces uma força, qual
as lições que aprendemos dia a dia.
São todos eles - tristes ou contentes,
pedaços de uma vida vivida, total.
Momentos são sons de um sino cheio de paz.
são as flores se abrindo ao novo amanhecer.
são os raios vermelhos ao entardecer,
momentos são momentos... nada mais!
Uma reta liga dois pontos,
Que se encontram em lugares diversos,
Uma reta dando tanta importância
A dois pontos perdidos no Universo
Figura que cresce, que avança
Sem nenhuma extremidade perdida
Não só em forma de lembrança
Mas forte em forma de vida
Símbolo vivo, latente
De infinitos pontos ; tão puro
Uma reta em forma de gente
É passado, presente e futuro.
Mostrarão progressos falsos,
as cidades adiantadas,
enquanto houver pés descalços
em suas ruas calçadas !
VIDA DO VERSO
Sempre a sussurrar sentimento incerto
O poema à sensação se faz aventureiro
Ao poeta deixa aquele gostinho aberto
Sempre, em busca dum sonho certeiro
Da paixão ao amor, tem trova em alerta
Mas, nunca deixando de ser por inteiro
Na prosa que tem aquela medida certa
De poética, vem o sentimental primeiro
Na rima, a imaginação como fronteira
Do seguro a ilusão, a pluralidade beira
É inspiração, pois, do destino escorre
Enquanto, na prosa tem aquela batida
Tudo é só encanto, abrandando a vida!
É arte, narração, senão, o verso morre...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15 de agosto, 2022, 13’13” – Araguari, MG
*dia de NS D’Abdia da Água Suja, Romaria, MG
O viver é um grande sopro
Que conduz a nossa vida
Nos levando de vagar
E as vezes deixa ferida
Eu quero congratular
Hoje parabenizar
A minha irmã querida.
(Léo Poeta)
O tua beleza brilha mais que o sol do meio dia
Quando anda e seu cabelo balança e se torna como as nuvens nos céu
Tua risada me faz viajar neste universo, Vasto e bonito
não há nada nessa terra tão bonito como o teu olhar
Me sinto perdido sem você, achado com você
Sem ti é como o céu que se escurece , com você vejo um mundo totalmente diferente
Decidi te amar, mas me perdi no teu olhar
Encontrado no seu sorriso
Contigo fico bobo e sem graça
Mas me sindo bem
Pedi a Deus uma luz e Deus apresentou você
Não sei se foi coincidência ou algo divino
Porém sei que divina você é
Um anjo de luz ou a luz é você
Só sei que tu expulsa minha escuridão e faz eu ser quem realmente sou
Obrigado por encontrar minha vida!
Lá no sertão nordestino
E de forma espontânea,
Nasceu um grande poeta
Em uma família idônea
Luiz Wilson poeta
É de linhagem seleta,
Da cidade de Sertãnea.
(Léo Poeta)
A noite cai, junto dela a sensação de partida, lembro-me detalhadamente cada passo que você deu para longe, fiquei preso em um Loop eterno de agonia, você estava ali e ao mesmo tempo não estava.
Queria poder vir aqui e escrever sobre algo alegre, mas o meu coração chora lagrimas de sangue, questionando todos os segundos de quem foi a culpa, minha em te deixar partir ou sua em me deixar laçado em você sem ao menos estar aqui.
Ouço o soluçar dos meus sentimentos pela madrugada, se engasgando com o que chamamos de choro! Imprescindível não querer acabar com esse sofrimento infame, afinal, eu deveria realmente estar sentido isso?
O uivar da madrugada espanta a sensação de solidão, deixando a pairar os olhares das sombras, seria a vida julgando esse coração que não se aquieta ? ou apenas as suas "feras" em sua melhor forma a espera do primeiro deslize de fraqueza para dominar a minha mente? Nesse jogo tudo é provável, mas estou protegido pelas paredes grossas revestida de arte, com pinturas poéticas, até o coração que não se cala, se silencia para apreciar mais uma obra escrita!.
"Essa poesia é dedicada as dores....
Espero que se curem"
Falhas de outono.
Três vezes bateram em minha porta.
Em todas elas, me neguei!
Na quarta me senti tão bela!
Cuja o tempo essência de Cinderela!
Mulher serei! ou já sou ?não sei!
As falhas de outono
Não me traz conforto
E por favor sua presença não !
Me inconformo o cômodo
De me ver refazer de novo
Para outros não ver a mulher!
.
Então lutei!
Para que veja a mulher que sou - ou -suor .
para parecer Para outros
o que eu eu já era Sempre serei !
A ! Letra A que revigora meu olhar ao pensar em uma letra que me tira o desconforto de ser e estar.
Me deixar levar pelo que pensam apenas pra corrigir e Ressaltar !
Que os olhares não são os mesmos lá fora !
Mas bato no peito e falo
~ EU SOU UM CORPO FORA!
Fora desse circulo!!
Mas no dia a dia exijo ser e estar no mesmo ciclo!
Para a vistas de outros
Reforçar
Que sou um outro corpo
Mas não deixo de me identificar !
Deste casulo já não sai borboleta esta! Sim!
Mariposa!
nem la nem ca!
E o mesmo imperfeito
Que carrega segredos
Mas ao mesmo tempo
Assemelha com outros
Nestas falhas de outono .
.
.
Foi tão embaraçoso
Más necessário !
Pra resistência do verão que sou agora
Cuja sou sol
brilha
Ate nos dias mas frios de outono .
Fruto Proibido
A carne adocicada da fruta-pele
desliza ao céu da boca
amaciando a fome com seu gume
tirando lascas da língua
inocente de sua safra
chega ao estômago mostrando
ter apenas sabor idêntico,
e num simples deslizar sorrateiro de garganta
se desfaz de suas cascas de alimento
revelando ser fruto proibido
pronto pra saciar a vida
do degustador sedento pelo seu
sumo.
Gaiola
Tec tec tec
bicava o poleiro
o pequeno Bem-te-vi
simulando ser os galhos dos pinheiros
por onde vida toda a cidade
Nunca esquecera aquele dia
em que uma mão muito ágil
olhou para si, elogiou seu canto
e o levou para bem longe daquelas árvores
Cada vez que recordava,
era tec tec tec
bica bica bica
canta canta canta
"Bem-te-vi, Bem-te-vi, Bem-te-vi"
enganando o tempo
fingindo ser um cantor
e não um prisioneiro.
RECEITA
Fiz-me assim:
Pitadas de regras
Doses de bom-senso
Porções de humor
Partes de ideologia
Fração de impulsos filosóficos
Gotas de insensatez
Abundância de sonhos
Muita fé
Tudo fermentando com o passar dos anos
Crescendo a olhos vistos
- Química inesperada!
E agora?
O que fazer diante da rebeldia da massa que repele a forma?
