Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Sou estranha, assumo. Sou toda do avesso e de ponta cabeça. Mas gosto disso, vejo o mundo de uma forma diferente, consigo ver o que mais ninguém vê, consigo ir além.
Gabriela Oliveira
insta: @sejaamodaantiga
Sou do tipo que ri
Dou risada mesmo
Em qualquer situação
Meu riso pode ser alegria
Pode ser tristeza
Um susto
Pode ser raiva
E também incerteza
Porém não se assuste
É bem fácil os identificar
Pare, me repare e pare
De me julgar
Não sou imatura
Ou insegura
Só é assim que com a vida
Aprendi a lidar
Gabriela Oliveira
insta: @sejaamodaantiga
No relógio está o anúncio
Meia noite já badalou
O corpo se sente cansado
Mas a mente trabalha
Como nunca trabalhou
A cada minuto uma ideia
Em cada suspiro a inspiração
No papel desliza a caneta
Que seguro em minha mão
Paro e penso por um segundo
E acho que o poema está um lixo
Um lixo, sabe?
Igual ao meu coração
Que já sofreu tanto (coitado)
Por ti que nem se importa
Se o que escrevo é para o seu endereço
A propósito, preciso saber
Você sabe que tenho um ig?
Por favor, trate de me seguir!
Gabriela Oliveira
insta: @sejaamodaantiga
Se em suas mãos
Há uma garrafa
E um copo de cerveja
Vem ser, me veja
Que eu quero lhe amar
Se em suas mãos
Há uma garrafa
E um copo de cachaça
Graça acha
Se eu quero lhe amar
Se em suas mãos
Há uma garrafa
E um copo de uísque
Me Leminski
Eu quero lhe amar
Se em suas mãos
Restou o vazio
O coração frio
O escuro calado
Que nem o silêncio fala
É nessa hora, que eu vou
Lhe amar.
Gabriela Oliveira
insta: @sejaamodaantiga
Mutação
Retratar o cerrado em vão eu cismo
Pois dele tento pintar o que se sente
Nem sempre sobra vestígio contente
Hão de surgir outros sem ser egoísmo
Porém eu, triste, cá tento ser presente
E o mínimo prazer me é eufemismo
Tentando me convencer no ceticismo
Que sopra desventura a mim somente
Sinto um misto de um cruel racionalismo
Também, pesares de um pesar diferente
E a solidão que sinto, não é radicalismo
Se ter saudade do mar não é prudente
Me condenam. Aqui tento mecanismo
Pra ficar no cerrado com olhar ardente
Luciano Spagnol
01/07/2016
Cerrado goiano
As vezes gosto
De deitar a cabeça
Sobre meu pulso
Para ouvir as batidas
Do meu coração
E imaginar
Que estou sobre teu peito
Ouvindo as batidas
Do teu coração
Gabriela Oliveira
insta: @sejaamodaantiga
Meia Lua
O tempo é de chuva
Meia Lua
A noite faz frio
Meia Lua
Coloque a sua
meia, Lua
Gabriela Oliveira
insta: @sejaamodaantiga
É o meu nome
É a minha vida
É o meu querer
Minha inspiração
Meu jeito de escrever
Eu sei que alguns agrado
E outros não
É por isso que existe algo chamado
"Liberdade de Expressão"
Gabriela Oliveira
insta: @sejaamodaantiga
SONETO NA MADRUGADA FRIA
Madrugada fria, no cerrado, lua no céu
Confidente, luzente, criando imaginação
Que faz do vazio, menestrel desta solidão
Nostálgica, que rascunha pesar no papel
Com duas estrelas ali caídas ao chão
Uma pulsando a saudade ao peito fiel
A outra querendo memorar feliz cordel
E assim, as duas, ditando a sua versão
Então, nas linhas, somente verso infiel
Chorando dos dedos, suspiros em vão
Já no tempo, perdidos, em veloz tropel
Oh, madrugada fria, consinta a emoção
Sair desta letargia de estar aqui ao léu
E dê ao versejar doce e leve inspiração
Luciano Spagnol
Julho de 2016
Cerrado goiano
Madrugada fria, no cerrado, lua no céu
Confidente, luzente, criando imaginação
Que faz do vazio, menestrel desta solidão
Nostálgica, que rascunha pesar no papel
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Amar e ser amado,
Viver e adquirir conhecimentos
Cada dia que passa escrevo meus sentimentos,
Escrevo o que penso
Faço o que devo fazer,
Agradeço a Deus por cada amanhecer.
ERROS
Meus erros, o fado e seus enganos
Má ventura, estão no meu legado
Numa perdição, no destino calado
Onde a sorte, bastava, ser planos
E na dor, as lágrimas, estive culpado
Tentei no querer, ter bons atos ufanos
Mas a vida, no acaso, teve olhos tiranos
E neste infortúnio cascalhou o passado
Errei todo o traçado dos meus anos
Cosi do avesso ao invés de adornado
Os valimentos os concederei profanos
Na admiração não tive o tal agrado
Os amores, sobejaram os insanos
E agora na rudeza eu sou castigado
Luciano Spagnol
Julho de 2016
Cerrado goiano
SONETO DE POUCA FÉ
Oh! Alma conturbada, assim desolada
É tão pouca a tua fé, oh filho ingrato
Prende-te à esperança, sejas sensato
E a confiança em Deus, onde guarda?
Ele te assiste, te olha dos Céus, é fato!
Com paternidade impávida, e iluminada
Jamais cansa ou desiste, nunca é nada
De amor estoico, âncora, firme vicariato
Porque assim, me cambaleia, na morada
Nele tudo se alcança, é afeto imediato
Inteiro, como na morte, é terna estrada
Paladino de lança em riste, superiorato
Não fiques assim triste, ouça a chamada
Deus te clama, no conflito, Ele é exato!
Luciano Spagnol
06 de junho, 2016
Cerrado goiano
Saber ter a alegria tal a liberdade dos pássaros, é o segredo da felicidade...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
O MEDO
Medo, onde me encontrou?
Pensava ter me escondido bem
Mas pelo visto, o fez melhor
Pois quando te procurei, recuou.
Medo, onde habita?
Já te cacei e nunca o encontrei
O que está vestindo? Deve ser morte
Porque não há essência em sua vida.
Medo, um dia vou te achar
E quando isso acontecer você vai sofrer
Temer, chorar e tremer
Assim como eu fiz temendo te encontrar.
Medo, te achei!
EXÍLIO
O canto da parede é sua casa
Os rascunhos ao chão, são sua família
A cama é uma vizinha chata
Que belo lugar seria.
Talvez fosse por um tempo
Ou nunca foi em tempo algum
Nada ali existiu, só o tempo
Que lhe recitava um poema por dia.
O silêncio é água e as palavras alimento
A boca se cala para poder ouvir a vida
Que passa suave, lentamente com o vento
Tentando alegrar-se com a cicatriz de uma velha ferida.
UM DIA ACABA
Vivia transbordando
Assim era nos bons tempos
Transbordando.
Rabiscando toda uma folha
Explorando os cantos mais absurdos
Enquanto flutuava em uma bolha.
Buscando o dia
Glorioso e imortal
Entre versos e poesias.
Sorria recitando o amor
Transbordando mares de letras
Cachoeiras inteiras de amor.
Só pra mostrar quem sou
Me fiz poesia
Que no fim da história se acabou.
Assim como as folhas, canetas e versos
A fonte secou.
GRANDIOSO
Tirei aquela máscara negra da cara
Mostrei-me humano
Comum, debaixo das farsas
Abri as portas do meu mundo.
Acreditando estar destinado
Ao amargo da realidade
Me fiz “feliz”, calado
Tragado por um sorriso de “verdade”.
Brindado eu fui com alguns sentimentos
E hoje “vivo”
Livre da ilusão dos tempos
“Morto”, mas vivo.
CRIA-ME
Cria-me como seu
Me alimente, banhe e dê carinho
Ensina-me sobre algum Deus
Mostrando qual o caminho.
Faça-me feliz
Junte meus pedaços
Se eu cair não foi porque eu quis
Acolha-me em seus braços.
Ajuda-me ser alguém
Honesto, calmo, tanto faz
Me faça ver além
De algo chamado amor e paz.
Apenas cria-me.
