Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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⁠É tão bom esse sentimento
Que carrego no meu peito
Antes era tudo imperfeito
E você tornou perfeito

Mesmo que ainda não ligue
Continuarei me esforçando
Pois valerá o esforço
De continuar tentando

Se o amor tudo supera
Tenho que agradecer
Pois vou te esperar
E tentar te convencer

O meu coração me diz
Que tudo tem um valor
E o que eu fazer por você
Será tudo por amor

Inserida por Elder_de_Jesus

⁠Enquanto as estrelas brilham
Eu ouço a sua voz
Falando eminentes palavras
Onde a maior ênfase somos nós

Até o sol aparecer
Vou descobrir porque te amo assim
Porque sempre te quero
Sempre linda para mim

Tudo parece um sonho
Que preciso um dia realizar
Pois a paixão é também
Que não sei se irei aguentar

Com as mais cintilantes palavras
Essa noite é a mais feliz
Pois estou pensando e escrevendo
Que foi você, que eu sempre quis

Inserida por Elder_de_Jesus

⁠Cômodo é o bom senso
que exala sua crença,
mas bom mesmo é o pretenso
a inspirar o que o outro pensa.

Inserida por bruno_ramalho

⁠Mais uma noite vem chegando
Nela, o barulho da chuva me trás a sensação de já ter vivido antes esse momento
A solidão da minha sala
Que me acompanha pelo flash da televisão e vozes de dublagens que se fazem presente nesse momento
Penso que poderia estar em outro lugar
Penso que aqui é tão bom também
Se eu fosse mais novo, faria outras coisas nesse momento, mas eu não suporto mais a noite
Não suporto mais bares, festas, aquela gente rindo, bebendo, gritando momentaneamente felizes!
Não suporto eles...
Eu gosto dos gatos que não pedem nada além da comida e um carinho quando se sentem sós.
Gosto da minha avó que fala tudo que gosto
Gosto dos meus amigos que estão nas suas casas com suas esposas e nos vemos quando é possível
Gostava daquela mulher que desejava tanto e que me abraçava
Mas, hoje eu estou só
E na solidão da minha sala, consigo enxergar planos, consigo enxergar o passado, e consigo ver o quanto perco tempo sentado aqui!

Inserida por Sumaki

⁠⁠Bela e apreciadora das mais lindas palavras
Inteligível, culta e deslumbrante
Complexa egrégia
E por demais, cintilante

Te convencer é difícil
Mas isso é o que é demais
Pois nada que é fácil
Tem o gosto de quero mais

Impossível é pensar em voltar atrás
Pois você só tem uma palavra
Que é pura e sincera
E é o que me alegra

Um dia espero que entenda
Que foi muito bom te conhecer
E por eu ser relativista
Será muito difícil me compreender
Resposta; Islane_SC

Inserida por Elder_de_Jesus

⁠Sonhos aposentados (parte 01)


Seu marido havia morrido, nem sabia quando, em que dia,
de que jeito, simplesmente morrera, sem anúncio fúnebre, sem
santinho em branco e preto, morreu sem dores, anestesiado, acima
dos lamentos.
Agora ele vivia de alma emprestada.
Deus sabe de quem, esperando sei lá o quê, talvez secar
esfarelar, virar húmus, voltar a terra.
Quis ressuscitá-lo à vida, abriu as janelas que deram vista às
montanhas ondulando, pés de café para que ele percebesse o ciclo
da vida, mas quando chegava cerrava todas as ventarolas com frio,
muito frio.
À noite, deitava com as mãos geladas, cruzadas sobre o peito,
era seu único movimento, e de madrugada exalava de sua boca um
hálito esquisito de fundo de baú, cheirando a curtume.
Agora, esposa tinha certeza, ele havia morrido mesmo.
Ele levantava, dizia exatamente a mesma coisa, vestia as
mesmas roupas, os mesmos sapatos, as mesmas meias. Caminhava
pelo mesmo corredor ao trabalho, dia a dia, cumprimentava as
mesmas pessoas com as mesmas faces doentias, os mesmos assuntos
e recortava e dizia as mesmas palavras. Não acrescentava, não
diminuía, era linear, hermético, impermeável, morno, quase frio,
pois ainda não estava completamente morto.
Sua face endurecera, não esboçava nada, nenhuma estação,
era dura como porcelana. Seus cabelos caíram e ralearam, a pele
ficou manchada de pintas que mais pareciam pequenas necroses.
Passou a ficar pálido, leite, quase transparente, às vezes
custava a perceber sua presença translúcida.
A casa também começou a mudar lá dentro; um frio intenso
que toda criação, gato, cachorro, papagaio, passarinho e pensamento só
ficavam e chegavam até a cozinha, onde o fogo a lenha espalhava calor.
Não podia mais amá-lo porque o frio dele cortava-lhe a pele,
e o calor dela derretia seu corpo.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury

Inserida por RosanaFleury

⁠Atropelada

Como posso abandonar
Algo que nunca tive
Como posso amar
O que nunca conheci
Como posso sentir saudades
Do que nunca me pertenceu
Como posso sentir tudo
E ficar tão vazia
Como posso
Agora desistir
Se nada aconteceu
Onde mora
A divindade dos sentimentos
Que tanto desejei
E nunca compartilhei.


Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury

Inserida por RosanaFleury

⁠Vida
Facil para uns , dificil para outros
E perturbardor fala sobre isso
Se tratando da adolecencia de um garoto
Problematico mais e muito pratico
Fazer uma poesia sem sentido
Mais que os pensamento contido na
Cabeça de um aduto normal
Nessa sociedade rasista em que um negro
Bolsista não e bem vindo numa istituisao
De auto calao e mando mais um recado a vida passa e os pensamentos ficam.

Inserida por jorge_soares_2

⁠VÍCIO

Estou completamente
Condenada aovício
Olha que bonito
Uma realidade composta de ilusões
Qual parte é real?
Qual parte é delírio?!

Se a casa desabar
Com quais mentiras tu sustentará?
Qual realidade tu quer que seja real?!
Repetir o mesmo círculo
Não vai te levar a subir as escadas
Caída na própria farsa é fatal!

Só mais uma vez
(Não caía)
Não vai se repetir
(Não caía)
Se dê mais uma chance
Não fará mal
(Não caía)

O inimigo é ardiloso
Construindo um mundo fictício
Não caía de novo
Todos somos capazes
Não caía de novo
Não caía de novo nesse vício!

#NotasPoéticas

Inserida por llay

⁠Vestida de palavras
Era uma vez... (e toda vez, nas difusas da imaginação,
começa assim) um quarto, e ele guardava um espelho grande que se agarrava à parede revelando as verdades.
Do lado impertinente e absoluto, descansado sobre a cômoda, um relógio quieto, mas veloz.
Sobre a cama, derramando intensidade, um vestido vermelho
que o tempo do relógio desbotou, mas o espelho mostrava que ele tinha ainda encanto guardado em lembranças.
Hesitante, perambulando pelo quarto, a mulher ia, de um
lado, ao outro, querendo enganar o relógio, fingindo sua aparente angústia ao espelho que apreciava o vestido, e ele se incumbia de carregar sonhos.
Frente ao espelho descortinou sua nudez, sua brancura. Abriu a lateral do criado-mudo e retirou um pote de creme. Espalhou sobre sua pele para acetinar o trincado do tempo a disfarçar e enganar o espelho por minutos naquele dia.
Recolheu o vestido sobre a cama e se cobriu dele. VERMELHO corajoso ajustado em seu corpo, abraçando os parágrafos de suas curvas, sem brigar por espaço.
Olhou para o relógio, o tempo, ele sim, brigava com ela,
apertava sua alma, não a largava nem um minuto sozinha para decidir e refletir.
Enérgicas são as horas, mostram o compasso.
Ela se mirou vestida ao espelho, olhou o pote abandonado sobre a mesa de cabeceira.
Abriu a porta e saiu do seu mundo, pôs na bolsa a sua
fantasia e decidiu acima das horas, dos segundos e minutos e não enganou a si mesma.
Lembrou-se de alguma frase, riu, saboreou, se revestiu dele,
Fernando Pessoa:
“Mas eu não tenho problemas, tenho só mistérios.”
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury

Inserida por RosanaFleury

⁠Se seus olhos fossem um farol
Iluminariam certamente o caminho dos navegantes
Ninguém no mar ficaria perdido
Nem mesmo os barcos errantes

Inserida por CiganoRomani

⁠MUNDO COMO EU ESPERO🌎

Espero que me escutem
Céus abertos dependem de suas atitudes
Espalhe o perfume do amor
Sonhe com a empatia
Espinhos precisam ser retirados todos os dias
Tanto neste caminho, quanto nas bifurcações do destino

Não perdoar é com um nó, que não foi desamarrado
Como um laço, que não foi destroçado
Tudo que provêm do bem é necessário

Substâncias externas condicionando sua vida
Cuidado, o nome disso é vício
Não fique submisso, jogue no lixo

Conselhos são bons teriam que ser vendidos
Se liga no meu objetivo
Estou nessa missão
Propósito que era para toda nação
Propagando a paz na terra
Jamais fugirei dessa guerra
Portanto eu acredito
Mesmo o mundo contradizendo o que eu digo
Espero que quando meu filho tiver 25
Ele veja a terra da forma que eu recito

Inserida por lucasgeovanylima

⁠Miseráveis
E a vida passa lenta como uma procissão lagarteando à margem da vida, cheia de mulheres adornadas de preto vestidas de morte, viúvas da felicidade .
Agarradas ao terço como se fossem lembranças perdidas, murmurando frases inaudíveis, confusas numa convocação de um encontro logrado no tempo de amar.
Choram as dezenas de anos como mistérios não revelados perfurados pelo tempo.
Todos os dias são Quarta-Feira de Trevas perseguidas por homens encapuzados, carregando “seu Cristo” ferido no andor intermitente a vida inteira.
Não olham para as calçadas da existência, são o extermínio querendo chegar de costas e surpreender a infelicidade.
Algumas nunca saem da procissão, do cortejo escuro atrás de sentimentos que somente sangram.
Adoradoras do infortúnio e da miséria.
Choram sangue e caminham com a indigência, desconhecem “O Deus da Felicidade e da Fortuna”.
Não rezam, lamentam.
Jamais convocam, murmuram frases.
Não confiam, esperam acontecer.
Sempre com receio; em atrição. Deslembradas da contrição.

Inserida por RosanaFleury

⁠Nem doce,nem amargo


Na cozinha, as notícias chegavam mais depressa ao fogo ameno. As criadas afagavam, pajeavam uma geração e fraseavam o inominável. Lembro-me de suas mãos quentes alisando minhas meias e eu sonolenta, bagunçando os cabelos em cachos nas almofadas do sofá da sala de minha avó. Elas me sacudiam e diziam:
– Se não ficar inteira para a missa, não tem doce de cidra nem novela
à noite.
As missas eram sonolentas e as pessoas vestidas do “primeiro dia da semana” se espreguiçavam em minha mente até ao almoço.
Era um dia morno, não havia novelas e a circunferência dos doces era vigiada e eu me frustrava com a falta das babás.
Verdadeiramente, não precisava delas, mas elas me bendiziam de suas falas e eu, como elas queria decifrar esse desejo.
E elas sabiam das promessas, do artifício, da magia de como chegar ao altar.
E sabiam muito mais, do veneno, da nudez debaixo dos lençóis bordados com capricho em ponto cheio.
Ninguém conversava sobre “isso” e, quando perguntava, tinha resposta certa:
– Já é hora de você dormir!
Na minha imaginação nada repousava, ficava na fantasia, esta geografia indecifrável e a língua solta de minha bisavó.
– Minha filha o “it” fica debaixo das saias.
Eu levantava as minhas, debaixo as anáguas e barbatanas e achava tudo tão incrédulo.
Acordava, e a novidade do dia: não entendia como, mas a vizinha havia “pulado a cerca”. Havia um falatório metafórico na cozinha não percebia onde estava o “cerco” onde só existiam muretas.
O “it”, o charme, o magnetismo, o encanto pessoal ainda são um mistério que abrocha do ser repentinamente.
Ferver, pular, ainda pode ser afetuoso e cítrico como doce de cidra. E o descrente ainda perdura nos amores alambrados.


Livro: Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury

Inserida por RosanaFleury

⁠Código

Havia em você uma ética e um código que nunca decifrei
Havia alamedas em seu falar onde nunca andei

Havia sabores em seus beijos que nunca experimentei
Havia muito mais
Que nunca descortinei

Medo
Muito medo

Você não sinalizou
E me perdi

Hoje você passa
Me desconhece
E no paralelo
Desse desencontro
Vestígios

Alucinada
Inesperada
Incendiária
Inconseqüente
Eu fui
Em avançar sobre você

Não me inscrevi
Assediei
Havia exercícios
Que nunca professei
Simplesmente
Tropecei
Na ordinária declaração
Do regulamento

Abri meus braços
Meu coração
Depus minha oração
E você
Não me viu

Me desculpe
Por favor
Não se assuste
Isto passa
Com o tempo

Vira páginas
Mas repagina
Meu
Viver.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury

Inserida por RosanaFleury

⁠O Lavar

Escrevo ainda com gotas de água na pele, resultado da breve chuva que me atingiu no caminho da padaria/verdurão até em casa.
As sensações que me invadiram nesse momento a minha adolescência tem uma memória mais vívida, porém a repentina plenitude pareceu ser a leveza necessária para ausentar o luto, a ansiedade dos últimos dias, que é o assunto desse pequeno texto.
A raridade das coisas nos coloca sem saber como processar. Dediquei minhas palavras sobre o período da quarentena e sobre perder há alguns dias atrás para um projeto literário coletivo e me faltou processar como nossa sociedade ocidental, com raras excessões culturais, não sabe lidar com perda, com morte. Prova são as inúmeras obras artísticas das diversas manifestações que se dedicam em mostrar o quanto é péssimo.
Deixar ir significa que vamos ficar e a ideia em si parece solitária demais. Não temos como hábito guardar as emoções e memórias das pessoas quando ainda estamos com elas e revisitar de tempos em tempos. De repente não é possível mais construir e vem o desespero de procurar o que ficou nos baús da mente.
Agora irei secar essa água que veio de cima, talvez não a mais limpa, mas permitiu em meio ao caos o egoísmo de dizer que me senti bem, viva para as possibilidades que buscarei construir. Obrigada pela força renovada pois a luta continua não só por mim, mas por todos nós.

Inserida por LeidyBrunna

⁠Num canto de um recanto, me ergo do cansaço.
No braço do seu abraço, onde enxugo o meu pranto,
A minh'alma se norteia e da angústia me desfaço, e num passo, eu passo, eu vivo...

Inserida por verinha_sfalsin

⁠Sentada, à beira do caminho, vendo a vida passar.
E pensando a vida passando, resolvi caminhar.
Despertei do que me adormecia... E adoecia.
Vivo agora uma guerra de paz...

Inserida por verinha_sfalsin

⁠Tem pessoas que
são passagens só de ida.
Depois que você conhece,
nunca mais volta ser o mesmo.

Inserida por ShandyCrispim

⁠Muitas vezes,
nada mais sou,
apenas e tão somente
uma nota solta,
duetando junto ao vento,
tentando ser canção
A vibrar quase em surdina,
quase não mais ouvida
e nessa melodia fatal,
deslizando pela partitura da vida
sou um réquiem
com receio da nota final...

Inserida por neusamarilda