Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
No picadeiro cheio de luz
Há muito o que se ver
Senhoras e senhores!!!
Grita o palhaço da entrada, todo listrado de cores
Entrai! pois não custa nada, na saída é que se paga!
Entra o palhaço em cena, explode a multidão!!! \o/\o/\o/
Ri palhaço! corpo de borracha e de aço! Rebola como uma bola, tem dentro não sei que mola, que grune, emperra, geme, zuni e faz Sorrir.
Eu me lembro...
Eu me lembro
De quando tudo era bom
Quando curtiamos um som
Sem saber onde ia
Pensando em um novo dia
Me lembro de seus olhos claros
Seu cabelo incrível
Eu me lembro da felicidade que mim cercava
E da tristeza que de me sentia falta
Eu me lembro do amor que me recordo
E daquelas honrarias de esquecimento
Eu me lembro...
Encanto e Magia
Saudar com Gratidão
A Mãe Natureza
Com respeito
É um ato de nobreza.
Quando o Universo conspira
A tudo sutilmemente contagia
Com naturalidade
Como encanto e magia.
Para assim
Fazer-se uma sincera invocação
Em que o Amor
Ecoe com intensidade do próprio coração.
Como a sonorização
De uma inconfundível Sinfonia
Que vibre na atmosfera
Com grande harmonia,
Através de tudo que seja praticado
Com o autoconhecimento
Com total consciência
E com um sentimento.
O qual está relacionado
Com o bem da humanidade
E valorizando muito mais
O espírito de Fraternidade.
Sendo assim e desse modo
Uma positiva emanação
De uma Divina Luz
É como uma grande inspiração.
Resumo de uma vida
Retratar com total exatidão
Um alguém cuja personalidade
É única e especial
Como grande qualidade.
A qual é expressa
Com grande sutileza
E ao mesmo tempo
Com extrema nobreza.
Reunida em uma só identidade
A qual é identificada
De modo direto e objetivo
Quando qualificada.
Com total exatidão
Quando há em atuação
Um instinto natural
De autossuperação.
Há inúmeras qualidades
Contidas intimamente
Acima da compreensão
De uma simples mente.
Por haver sempre
Algum conteúdo complexo
E que na verdade
Para muitos é sem nexo.
Mesmo assim
Todo um entendimento
É naturalmente propiciado
Através de um sentimento.
O qual seja reflexo
De grande introspecção
Que tenha como denominador comum
A voz do coração.
Assim como
O ecoar de uma bela canção
Da que seja entoada
Com espontaneidade e com motivação.
E regida com Maestria
Como uma incomparável harmonia
Ao fazer soar
Uma terna sinfonia.
Em que cada nota em especial
Encante a natureza
Com encanto e magia
E com grande beleza.
Como sinal
Claro de uma perfeita interação
Entre mente e alma
Ao criarem uma vibração.
Que seja única e sem igual
E expressa uma personalidade
Que além de interessante
Sem perder a naturalidade.
Ao viver cada ciclo
De uma vida
E por cada resposta
Que por fim seja obtida.
Sobre cada dúvida
Através de um questionamento
Que venha a surgir
A todo e a qualquer momento.
Mesmo assim
Tem uma natureza expressiva
Para alguns soa
Como impulsiva.
O pescador e a sereia!
Pescador saiu pro mar
a procura de peixe bom
encontrou foi com serei
acabou encantado com o som
pescador não volta pra casa
serei leva mais um homem bom!
IMORTAL...
Aqui estou olhando o crepúsculo
E penso neste céu...
E bebo o mar... E penso em voar...
Com os olhos cativos a fantasia...
Esperando por ti nestes intermináveis dias...
Tento escrever em versos... Os sentires do meu coração
E vejo o sol se por em breve... E ele me leva qual uma canção...
De uma triste melodia...
Sorvo comigo a dor da saudade
Mas me sinto imortal diante da vida... !
MEUS FILHOS, OS POEMAS...
Deus, quantos filhos já gerei!
Os gero o tempo todo!
Nas nuvens que passam
Na chuva que cai
No sol que queima a pele
No enlaçar das mãos
Na dor de um sonho morto
No barranco à beira da estrada...
Gero versos do nada!
Da essência de tudo!
Da tristeza velada, delatada no olhar,
ou no sorriso dúbio, sem fé no amanhã...
Gero palavras as vezes sem sentido...
E que sentido devem ter as palavras
antes de serem interpretadas por alguma
alma sedenta de beleza?
Gero. Procrio noite e dia!
E ai de mim, se me tornar infértil,
e me negar à trazer à luz a poesia!!
DEVANEIOS
Sou a poetisa triste e sombria
A vida imensa de loucura me fez assim
Mas os sonhos que tenho são cores ao vento
fantasias cheias de uma felicidade sem fim!
Sou aquela que sonha com amores queridos
Beijos cheios de paixão e ternuras em flores
Dá-me Deus, peço, um pouco de acalento
Permita-me versos de docilidade e amores!
Porque estou condenada aos versos malditos?
E esta dor que dilacera meu peito em agonia?
Não sou tal qual as demais filhas da mundo?
E teimo em sonhar além da minha realidade!
Céus azuis e sóis reluzentes sobre minha amargura!
Minha poesia é nua!__ Mas meus devaneios são profundos!
NOSSO RISO LOUCO...
Celebremos o riso.
O riso puro e gentil
O riso que lava a alma
Que proclama a vida
em versos
música
e poesia!
Que o riso se sobressaia em meio à dor
Que abuse da mediocridade, gentilmente,
sem escárnio e sem maldade...
Que nos leve aos nossos infinitos
Que sustente nossa eternidade
em meio às nossas limitações,
à nossa frágil humanidade...
Que nosso riso seja nossa canção.
A nossa verdade
Que contrarie toda a noção de pranto
Que sorrindo sejamos tidos como loucos
diante da louca sanidade deste mundo torto!
E de riso em riso
vamos levando a vida,
que mesmo sofrida
a cada amanhecer suscita em nós
um sabor de " Querer Mais"...!
O CANTO DE DEUS
Borboletas são a voz de Deus...
Imaginem Deus cantando
Anjos silenciosos
em perfeita reverência
para ouvir o criador
em sua mais íntima expressão!
Alegria e amor
Num momento como este
surgiram as borboletas
Deus, cheio de inspiração,
explodindo de vida eterna o coração,
bradou: Haja Beleza!
E assim, maviosas mariposas
em todas as formas, cores
tamanhos...Brilho sem igual
saíram a revoar__Dança magistral...!
E enquanto Deus cantava,
o céu silenciava,
borboletas bailavam
colorindo a natureza,
enfeitando os quintais,concedendo
cor à vida.
Expressão terna do amor de Deus
Presente imerecido aos filhos seus...
Amo o revoar das borboletas
Adoro o canto de Deus...!
Menina Primavera
Eis que surge a primavera!
Vem vestida de linho puro, belo e
adornado de todas as flores que há...
Ela vem com os pés descalços...
Sob eles o revoar de borboletas mil
levemente a arrastam, brisa e cor,
Não pisa o chão!
Seus olhos são carícias de ternura!
Sua voz tilintar de amor e carinho
Traz nas mãos esperanças de jasmim
De sua boca, mel e versos.
És menina que brinca de florir
Balançar nas gérberas dos jardins
És o primor das estações
O acalentar da poesia
És sonho para mim...!
Tarde fria
...E tu eras apenas uma lembrança.
Uma velha carta desbotada
Mas tão pouco era tanto,
que eu parava todo o desencanto das saudades tuas...
Detinha o tempo só para vislumbrar tua letra no velho papel amarelado.
Estranho, eu poderia jurar que sentira o toque dos teus dedos
A força que usara para escrever as palavras
A pausa entre uma frase e outra
Tua cabeça pendendo para o lado,
á espera de um novo pensamento...
A tarde está fria
Mas a carta queima em minhas mãos
...Minha solidão se torna menos vívida
Esboço um sorriso.
Guardo o velho papel no seio.
_ Sinto dores imensas, doutor.
_ Me diz, por favor, poetisa, aonde dói?
_ Na alma doutor. Na alma...
_ Doença de difícil prognóstico, querida.
_Tem cura doutor?
_ Quem vai saber?_ Essas coisas do coração...
_ Estou condenada doutor?
_ Creio que sim poetisa, terás que versejar por todo a vida,
escreve, que as dores amenizam...Sim.
Amenizam...
Pressa.
Dá-me já um cálice de vinho
Ou uma dose de vódka quente
Ou mesmo um copo de aguardente...
Seja lá o que for, dá-me!
Preciso entorpecer meus sentidos
Esquecer que eu existo
( se é que um dia existi )
Neste mundo louco
Que me devora aos poucos
Me suga a vida
Me sangra a ferida
Alma renhida, entregue
Que deus, ou o diabo, a carregue!
Perdoe-me Deus a blasfêmia!
É que minha dor não descansa
Onde foi minha esperança,
ou a dose de morfina
que meu corpo abomina,
mas à minha mente seduz!
Cheiro de alcaçus...
Ou seria de incenso
Torpor letal, imenso, desatina a razão,
estraçalha o coração...
Onde há Luz,
Tudo que me conduz é a escuridão!
Pensas ser eu uma maldita
Mas a paz silenciou
A alegria não grita
( Nem sussurra mais)
Nesta terra de meus pais,
onde tudo, hoje, são ais,
não me sinto...
Simplesmente, não me sinto mais!
Dá-me logo este veneno!
Não me negue a inconsciência,
Ser piedoso, mostre decência
á esta poetisa atormentada...!
Há horas que a vida é nada!
Sem risos e acalantos, perde-se o riso
e o encanto...
Chega de realidade!
Uma dose pequena
Um trago apenas
Mas que me traga alegria
( Ainda que farsante)
Vamos, adiante!
Me aguarda hoje, ainda,
a poesia.
Eternidade
Já faz tanto tempo...
Passaram-se as estações
Em mim, o tempo parou
Continuo te amando mais
Te querendo mais
Sendo menos eu e
(mais) você.
Sempre você.
Estaticamente
Memória congelada
Saudade desgraçada
do tempo em que eu te sabia meu...
...Que fantasia!
Um dia nós,
no outro,
eu...
...E os versos
que as estações me trazem,
das lembranças das horas
que te acalentei ternuras...
...E que por gentileza ( Que seja)
fui acariciada
pelo teu querer.
Me sinto em preto e branco
Inexpressiva
Sem matiz
Sem riso
Sem colibris...
Mas eu sei que ainda estou lá
Escondida em algum submundo de mim
Arco-íris
Risos
Aquarela
Poesia...
VIVER
...E a cada manhã
eu olho bem na cara da vida
e vou logo dizendo:
Olha, estou aqui novamente
Dou um longo suspiro
Alongo minha fé
Aspiro esperanças
Tomo um gole de café,
outro de coragem
e vou em frente,
porque hoje é presente,
o ontem "é" memória
e do amanhã eu nada sei.
Dou graças por mais um dia
No alforge alegria
e confiança...
E mais uma chance de tentar
...Acertar, quem sabe?
Proclamar a arte de viver
Simples assim
Viver.
Nas noites mais escuras
quando a lua míngua alta no céu
eu subo nas minhas ilusões,
colho gotas do luar
para platinar meus versos...
Nesses momentos,
que a cada dia tem sido mais constantes
( Tempos de Solidão)
Transcrevo minha vida nas entrelinhas
dos poemas.
E a lua menina me traz luz
Sinto-me menos sozinha.
REVERÊNCIA À MULHER
À você mulher,
Mulher menina
Mulher traquina
Mulher que chora, que ri
Que vai à luta sem ou com medo
Mulher que é segredo
Mistério, sonhos, fantasias...
Mas que também é ousadia,
força, raça e poesia...
Mulher que nem é Amélia
Nem Linda
nem Iolanda
Mas inspira utopias
nas modas de violas ou
nas rodas de ciranda!
Ciranda Cirandinha, vamos todos cirandar!
Mulher que enfrenta a vida
Mães solteiras, trás o pão, a educação
Mulher que ama mulher
Luta pela sua liberdade de amar quem quer!
Mulher executiva
Mulher pedreira
Mulher que mora na rua
Mulher rendeira...
Mulher poetisa,
Alinas, Marizes, Marildas, Denises, Elisas!
Todas, furacões e brisas
Paradoxos a desvendar!
Donas de si
Senhoras de si
E acalantos, em encantos e dengos
para cortejar seus amores...
Todas são flores!
Ahh, mulher, doce mulher!
E que hoje, no seu dia
Todas ganhem de presente, o respeito merecido,
o reconhecimento, e se vier acompanhado
de um beijo, um diamante ou uma flor,
não se façam de rogados...
Reverência à mulher
Por favor.
