Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Resgatando
Uma memória edênica
Beleza sem par
Idílico cantar
Consagrada solene
Ópera por alguns esquecida
Na antiga rota escolhida
Magnífico Mato Grosso
do inesquecível interior
sob a Piúna em flor
ouvindo um bonito modão
de Versos Intimistas,
aquecida pelo calor
do carinho do primeiro amor.
Versos Intimistas que
levam a cena da Piúna-roxa
em florescimento
no Mato Grosso quando
o tempo passava lento
porque estava hipnotizado
pelo seu encantamento.
Do amanhecer ao anoitecer
no Mato Grosso do Sul
Aprecio o bonito florescer
da Piúva-preta que se parece mais
um poema que repleto
de lindos Versos Intimistas
nascidos para a gente ler
porque sei que o amor
está no ar e vai acontecer.
Piúva magnífica florescida
em Mato Grosso do Sul
Espero uma boa notícia
para alegrar o meu coração,
Para quem sabe escrever
Versos Intimistas e uma canção.
Na Atô do destino
sou a oração
do Malê encarnada
para que nada
desapareça com a memória
ancestral que por
alguns continua injustiçada.
O desejo entre nós
só tende aumentar,
A atração entre duas
pessoas inteligentes
nunca irá acabar,
Um tem a chave
do interior segundo
a sabedoria do amor.
Na mente salpicou
mais uma das inúmeras
fantasias que nutro
sobre nós dois,
Sempre nos coloco
em várias cenas de amor
mesmo que não perceba,
O destino não vai decepcionar,
você há de ser meu com certeza,
Um sussurro diário do destino
não tem deixado duvidar
e quando você vier com pulso
forte o melhor irei por nós segurar
em nome do nosso amor
que tem tudo para combinar.
Desejo um alguém gigante
com alma de Pátria Grande
que traga a Chuquiragua
a "Flor dos Andes" em mãos.
Receber a "Flor do Amor"
e tal devoção quando chegar
o tempo de visitar o Equador
com o habitante do coração.
A "Flor do Caminhante" será
a consagração do que pedi a Deus para me cobrir de amor e paixão.
Continua a convicção mais firme
do que nunca porque do amor
que quero sei que tenho a altura.
Aru-Apucuitá nas mãos
experientes cruzando
o Rio Negro,
E quando o resto
vira cinzas para trazer
a Mãe da Mandioca
para nos alimentar,
Com a tradição não
se deve brincar.
Aruá em águas doces
criados por Deus
para alimentar e curar,
Dizem que também
foi o nome de uma
tribo extinta,
Não sei é verdade,
mas não custa falar,
Para quem sabe
alguém recordar.
Aprendi a fazer
o Arroz de Aussá
de outrora,
Traga Banana Prata
para a nossa
sobremesa,
Porque é assim
que se escreve
a dois: o poema.
Inocência de Anujá
na beira dos igapós,
Tempo que gostaria
que parasse ali,
e que infelizmente
não vai mais voltar,
O céu é confidente.
Cada um nasceu
para a sua própria
água e correnteza,
Cada um tem
a sua própria sorte,
O Aramaçá é peixe
de água salgada,
E tem gente que
não é diferente.
a imaginação me leva
amorosa para a bela cena
nos vejo plantando uma
muda de Palma de Cera
para fazer uma cerca viva
para proteger a nossa casinha
num lugar paradisíaco
da Colômbia desta Pátria Grande
a Palma de Cera que alimenta
as aves, inspira a construção
e o bonito espírito do artesão
há também de proteger
e de fazer História no lugar
onde moram o amor e a paixão.
Nos cordões
azul e encarnado
das lapinhas
e dos pastoris,
Tens sempre
me buscado
sem admitir que
está apaixonado
e a cada dia
mais obcecado.
Sem perceber
sou o próprio Mamulengo,
sou que nem Babau
com o bloco na rua
com a minha cara de pau
para mostrar o quê
eu quero é porque
você também está querendo.
Colher da Bacaba
e preparar cantando
para a gente ter óleo,
e nem por um minuto
desistir de viver tudo.
Badofe bem feito
para te conquistar,
Com certeza irá adorar
porque o teu coração
só deseja me amar.
A minha boneca
de Salvador
veste traje típico
com pano da Costa,
Memória de infância
amorosa deste tempo
que não volta,
E não há nada que
nos impeça de fazer
o caminho de volta,
A vontade abre
mais de uma porta
muito além
do que se imagina...
