Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Felizmente.
Somos todos diferentes. Temos todos
o nosso espaço próprio de coisinhas
próprias, como narizes e manias,
bocas, sonhos, olhos que vêem céus
em daltonismos próprios. Felizmente.
Se não o mundo era uma bola enorme
de sabão e nós todos lá dentro
a borbulhar, todos iguais em sopro:
pequenas explosões de crateras iguais.
SONETO SAUDOSO
Choro, ao pé do leito da saudade
Que invade o corpo sem descanso
Se fazendo de fiel cordeiro manso
E a agrura numa brutal velocidade
E vem me trazer recordações, afeto
Tão apetecida em tempos outrora
Agora na ausência, lerda é a hora
E cruel a minha emoção sem teto
Chorei, choro por esta separação
Neste fado dessa longa despedida
Que partiu a vida daquela posição
Se eu, tenho na sorte malferidos
Aqui sinceramente peço perdão
Movidos nos desfastios vividos
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06/04/2016, 21'00" – Cerrado goiano
O cerrado pede socorro
O cerrado é árido é dissonante numa certa harmonia
Te engole os olhos com a boca ávida de melancolia
O cerrado é plano por todo lado, torto e desencontrado
Neste desajeito pedregoso, espinhado, o êxtase é espetado
Cerrado ao longe provoca ilusão, maravilha o sol e escorre o calor
Tuas árvores e teu desencanto trás encanto e é sedutor
Cerrado de vasqueira água, fica deitado no lençol aquífero
Nestes poros transbordam renascimento e galhos frutíferos
Cerrado espesso, pele grossa e contradição
O homem e sua cruel mão, pinta na terra a tela da devastação
Destes campos velhorro
O cerrado pede socorro!
Cerrado não é cidade
É patrimônio da humanidade.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08/042016 – Cerrado goiano
Desfolhos
Do outono no cerrado e seus desfolhos
Minha saudade caia ao chão fragoso
Do meus ásperos e mirrado tristes olhos
Em tal lira de verso aflito e rancoroso
Nos ventos secos e enrugados chiavam
Os gritos da noite numa solitária canção
Onde lembranças aos astros clamavam
Esmolando do silêncio alguma atenção
Só um olhar neste brado de compaixão
Um olhar, um eco, uma mão...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
30/04/2016, 18'00" – cerrado goiano
O vento que vem de lá
Entra sem eira nem beira
Descabela o mundo de cá
Abre a janela, venta e incendeia.
Sem você
Te amo demais garota
Sem você
Meu coração sai pela boca
Pensa no caos que vai ser
Não me imaginaria no mundo
Sem você
Caiu na solidão
E de lá não saiu
Pensa no caos que vai ser
Pensa se meu coração não bater
Sem você irei morrer
Se eu sumir da sua vida
Pensa no caos que vai ser
Sem você é beco sem saída
Foi?
Foi...
Enaltecer o ganho
Abrandar o nórdico
Esclarecer o sóbrio
E engrandecer-se no pódio.
Claro?
Claro...
Não quero dizer
Audaz, vou fazer
Até as portas colapsar.
Ok?
Ok...
Acho que já é o suficiente
Digo mais, vou atrás ferozmente
Digo mais, cala-te.
Se não cair, eu faço cair!
Menina de cabelo comprido
seja loiro, castanho ou negro,
és linda e bem comovido
no meu coração te aconchego!
O que vê
espelho
fixado
na parede do quarto?
Vê
dia e noite
e rastro da insônia.
(...)
O que vê
senão
essa cara
sem dono
esse terno de linho
e esse lenço no pescoço.
(...)
Tão linda e misteriosa é a lua,
rainha da noite e majestosa
ilumina em arabescos toda a rua
e no jardim beija a rosa
Linda lua que em meio ao sereno
segue em direção à madrugada
manda boa noite em acenos
mesmo que nem seja notada
Trajeto
Tem caminho
no sonho
Tem sonho no
caminho
Eu vinho
Nós vinhamos
Vós vinhais
Flores na alma
Versos no olhar
Vinhos nos momentos
Vinho dá cor
Nos caminhos cinzentos
Um brinde a volta
Que a vida tem pra dar
Um brinde as coisas boas
Que estão para chegar
Um dia nublado
Não é motivo para recuar
Tome uma dose de vinho
E deixe a tristeza pra lá
Nós vinhamos
Vós vinhais
Eu vinho
Tempo é momento
Enfrente, em frente
Ainda há chão
_Mas se faltar ?
Me faça voar, voar
Vinho do sonho
Não me deixe parar
Porque a vida é complicada
Já que preciso escolher o caminho
Eu escolho vinho
Prefiro ser uma louca engraçada
Poema autoria #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 15/03/2020 às 21:00 hrs
Manter créditos de autoria original #Andrea_Domingues
Infelizmente eu só posso escrever algumas palavras
Nada o suficiente para escrever o meu sentimento em poesia
Faz tempo que não choro com alegria
Levanta a cabeça e sorria
Seria uma pena se eu tivesse uma parada cardíaca
Vão falar que é carência e falta de carícia
Não é o fim
Simplesmente eu já desisti
Já vou avisando a todos que eu morri
Pode parecer um pouco clichê
Mas eu já fui muito mais feliz
Inconsciente tomo decisões errada
Não temo em deixar o tempo fluir
Ser desejado o mal dentro da própria casa
como se tivesse colocado uma dose na cabeça
Já foram dois tweeters e eu não escrevi 1% do que eu já vivi, já senti.
Infelizmente eu não tenho motivos mais para sorrir
Quero pedir desculpas para todos os amigos e familiares
Sejam fortes não deixem vozes falarem por você
Eu fraquejei novamente
Esvaziar a mente tal forma
Que me inspiro em fazer várias outras obras
Pode parecer uma despedida
Não espero apoio de ninguém
Só falta coragem em um dia novamente de causar um black out
Tentarei me afastar de todos
Porque não quero ver ninguém sofrendo com minha liberação carnal
Já que a sentimental escoram
Não sei porque ainda estou digitando
Só estou falando coisas que passam em minha cabeça
Podem falar que eu quero biscoito
Quem eu quero confete ou apenas querendo chamar a atenção
Mas eu não estou mais aguentando o meu coração
Queria qualquer coisa para deixar meu corpo no caixão
Sentimento nesse momento está no chão
Mas uma coisa que eu acho é que eu sou muito forte
Porém nem toda a batalha se ganha
E a minha infelizmente já foi perdida
Quero dizer a todos que os amos
E amigos que foi muito divertido os momentos
Mas já se encerrou minha cota.
Iniciação
Infalível, dia após dia
mergulhas no mar das trevas
decúbito na cama esquife
entre lençóis mortalha.
O cansaço te prostra
e arrasta pelas sendas
abissais do nada.
Em parêntesis de tempo
sonhos irrompem tênues
devolvendo-te do mundo
quebra-cabeças e farelos.
Firme instala-se o hábito
da ausência e da renúncia:
vais ensaiando a morte,
última exigência do corpo,
em teu colchão de espuma
Navio-esquife
Correm as águas do rio
Corre veloz o navio
Entre as faces do vento
Entre as faces do tempo
Corremos nós.
Ao abraço de que foz
Viajam as águas
Viajamos nós?
Árvores nas margens
Céleres passam
Sob remansos de céu
Onde se apaga o sol.
Eis que longe o porto acende seu colar de luzes:
Grinalda para os mortos
Que no navio-esquife
Ante-somos todos.
pôr de lua
estou naquela fase
cheia de resumo
foge-me o verso
a rima escapole-me
peço a são jorge
lave-me leve-me
love me
Sonho interrompido
É como um sonho impossível
Que está se realizando
Me sinto cada vez mais sensível
Com essa mudança de planos
Estava tudo programado
Data, hora e lugar marcado
Mas esse "serzinho", causou muitos danos.
Eu sonhei com aquele dia
Em que veria seu sorriso
Pensei até na poesia
Que eu faria de improviso
Mas um "serzinho" insensível
Microscópico e invisível
Causou um enorme prejuízo.
Preparei meu melhor abraço
Para entregar todo à você
E assim teria feito
Se fosse do meu querer
Mas as portas se fecharam
E os sorrisos se calaram
Tudo por conta desse ser.
Mas aprendemos que não importa
Se é homem ou mulher
Se é rico ou se é pobre
Ou a cor que tu tiver
Esse "serzinho" tremendo
Mostrou que mesmo pequeno sendo
Não é um "serzinho" qualquer.
Oh morte
Sei que anda comigo
Apareça e me leva embora
Tire de mim esses dias sombrios
Mata-me as sensações de dor
Cura-me desses traumas
Afasta-me esses demônios
Leve-me ao vazio
Tire-me a consciência
E me apresente a inexistência.
Toda história tem seu texto
tem seu pretexto e pronúncia.
Tem seu remorso, seu sexto
sentido de arte e denúncia.
Graça
O meu para sempre
é provisório.
Sou viço falho de infinitos
Fagulha afogada de sonho
Ave aviltada de si.
Grito falhado,
sorte ufanada.
Mas onde sou vencida em tudo
um anjo mudo
me abençoa os nadas.
EU TE AMO!
Única razão de viver...
É o que me faz dizer
Todos os dias: Eu te amo!
Numa canção ou no verso
Só tu és meu universo
Até dormindo eu te chamo!
Vens conversar comigo
Serás sempre meu amigo
Aqui ou onde estiver
Seja vivo na Terra...
Nos lauréis que encerra
Esse oriundo viver!
Melancolicamente triste
Já nem sei se tu existes
Ó divinal criatura!
Que na vida amei tanto...
Amaste a mim, entretanto,
Vago nas noites escuras!
Não sei se vivo do amor
Ou do resto dessa dor
No meu peito queima e fere
Se te esqueço e depois parto
Fechada nesse meu quarto
Meu desespero acelere!
