Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Sob o céu estrelado
distenso no gramado...
Entre galhos, folhas e frutos da amoreira...
Admira as estrelas...
Ouve os sons que a noite produz...
Grilos e sapos cantam e coaxam em harmonia...
No horizonte as sombras das árvores
Formam enormes montanhas...
O leve sopro do vento
Junto a minúsculas gotas de orvalho
dá o toque especial...
No alto a Lua sorri...
Um enorme calidoscópio...
O perfeito
O tempo
O infinito
Os instantes
A essência
Com suas disposições simétricas...
A constante mutação poética...
O Instante Esquecido
Raiva está canalizada em formas sublimes do ser humano
Raiva está em formas de agir
Raiva está no modo de falar
Pois ela vem silenciosa
Possuindo a sua mente
O que torna ela mas forte
Despreza os sentimentos alheios
Pois ela sabe como te dominar.
cri
Em meio a crises
Este momentos importunos
Persistem ao meu redor
Tento evitá-los mas o nosso destino está cravado
Pois faz que nós amadureçam em meio ao nosso sofrimento diário
Escrito por: Guilherme (Guidsxs)
Quando decisões cobram o preço de se perder.
Quando a vontade precisa ser contornada por conta de nao ter sido diferente.
Quando tudo parece conspirar contra... Quando tudo realmente conspira contra!
Lembro-me da doçura dos teus lábios.
Lembro-me do teu toque.
Do teu cheiro.
Do teu beijo.
Dos teus lábios, sim lábios novamente.
Como posso esquecer seus lábios que foram tão meus por pouco tempo?
Ah tempo...Me traiu de novo? Me roubou de novo... Varreu para longe mais uma das oportunidades que tive de ser feliz mesmo que momentaneamente...
Enquanto escrevo volto a lembrar dos seus lábios, volto a pensar no beijo que não o mais terei!
Mas seus lábios... sim mais uma vez, serão sempre minha melhor lembrança junto com tudo de bom que a gente viveu... Se quero te vê de novo? Claro! Só para vê e sentir vc! Só para te ter... So para ser a razão do teu sossego ou tua tormenta. Tanto faz... Quero tentar te marcar de alguma forma, fazer vc entender que tudo pode acontecer inclusive vc me perdoar!
Mas para que tudo Isso? Já está decidido, já era Leandro, palavras dela!
Não importa, enquanto lembrar de vc, vc terá e sentirá todo o meu carinho e admiração!
Lutas desinteressantes
Nossas lutas, nosso empenho
Refletem a vontade que tenho
Pois vê-las bem é o que quero
E através disso sou sincero
E por isso travo minha luta
Mas diante disso pouco me escuta
Minha luta amadurece e corrige
Mas diante disso muito se exige
Cortes deixados pelos embates
Isso ocorre em ambas as partes
E no fim a que resultado trouxe?
Para alguns algo se obteve
Mas para muitos pouco se teve
Então para que tantas lutas serviram?
Sendo que todos mal sentiram
Muitas lutas desnecessárias são
Pois muitas delas nos afetam o coração
Lutas para destruir
Ou paciência para resistir?
Temos o que afinal?
O que realmente temos?
Se tudo isso é uma fase mortal.
Por que hoje estamos.
E amanhã, será que estaremos?
Se hoje eu tenho algo.
Amanhã posso não ter.
Mas quem sabe posso entender.
Que o “ter” não se pode apalpar.
O “ter” pode somente se sentir.
Pode-se conhecer.
Mas vamos admitir.
Quem não gosta de se enaltecer?
Mas lembre-se
Pois o “ter” pode ser ilusão.
E muitas vezes só causa desunião.
Não te proíbo de ter, tenha!
Mas tenha coisas que não se pode ver.
Pois assim estará livre.
E assim então, se desenvolver.
Tempo perdido
Vejo vários dizendo perderem tempo
Mas de onde se tira todo esse sustento?
Será perdido de fato
Ou será algo que isso em nós é nato?
Mas de nada se adianta
Pois não há como perder
Pois também não há como guardar
Então…o que perdemos afinal?
Perdemos de aprender
Perdemos de entender
Perdemos de nos surpreender
Em nossos momentos tudo é singular
E de todos eles podemos nos aprimorar
Então calma, pois não a nada a perder
Pelo contrário ha muito a se conceder
O tempo não se perde
Pois a nós ele não pertence
E assim o tempo se passa
E nós passamos por ele
VOCÊ QUER PERDER OU QUER PASSAR?
VINDICANDO A LIBERDADE
Há juízes que se acham
Mais do que a própria lei,
Quando outros esculacham,
Determinam como rei.
Vai notando os meus versos.
Eu não cito instância ou nome.
Pois se aplicam a diversos
Que a lista até some.
A justiça não é deles,
No entanto se arrogam
Imputar crime naqueles
Que seu parecer revogam.
Mesmo o que seja inerme
Consideram como ataque.
O leão que teme o verme
É o juiz que acusa o baque.
Não aguenta a esbarrada:
Determina que é um murro!
E em disputa acirrada
O cochicho diz que é urro.
Mas aqui deixo minha rima,
Não me calo ante aos tiranos.
Ao que é justo minha estima;
Meu contempto aos insanos.
No meio do caminho perderam alguns anos.
Perdeu pela verdade e pelo egoismo do doutor.
Ofendeu-se pelo eufemismo.
Acreditava ter todos os direitos.
E tem. Longe de mim.
Longe daqueles que não sabe
que a amizade é mesmo uma coisa sem fim.
Tentação
Quando te vejo
Eu sinto um arrepio
Coração acelera
Dá até calafrios
Teu corpo é como brasa
E com ele quero queimar
Nem o suor do nosso corpo
Será capaz de nos parar
Seu gemido é como cachoeira
Não me pede pra parar
Em cada curva do seu corpo
Que eu quero passear
Suas pernas ficam trêmulas
Seu fôlego mais ofegante
Minhas costas com suas marcas
De uma noite elegante
Cair na tentação
De te querer por um instante
Se depender caio de novo
Pra não ficar muito distante.
A Mente Irada tira o sono, traz o sonho!
Enquanto os mal feitores dormem, eu componho!
A Mente Irada tira o sono, traz o sonho!
Eu não me calo e denuncio, a tudo que me oponho!
A fome na terra
Comida pro lixo
Nascer pra ser humano
E morrer feito bicho
Nesse mundo desigual
Cobram muito de você
Te roubam a verdade
E te pagam pra esquecer
Sou verdadeiro e represento nosso mundo inteiro! Um descendente mandingueiro, vezes encrenqueiro!
Voando baixo, maloqueiro, sei que ela gosta! Bem-vindo ao jogo, desafio! Faça sua aposta!
SEGUNDO HEXÁSTICO
onde está o pão da vida?
— no sacrário do si mesmo
tu somente és único verbo
hóstia que se dá de si
e sendo da cruz do madeiro
o único cristo a resistir
TERCEIRO HEXÁSTICO
vida de infinda busca eterna
venturosa… enigmática… é
fio de navalha… é mágica
nada quer do morto passado
nada espera do futuro
dela sabe-se só o presente
QUARTO HEXÁSTICO
esquece a glória prometida
vaidade é tesouro pobre
resiste só ao instante fátuo
sucesso luta nobre é
revela assim sabedoria
sagrando a alma da poesia
SEXTO HEXÁSTICO
eis-me aqui sujeito póstumo
zumbi de deambulações
aedo de poemas tortos
catando esmos corações
ditirâmbico sem o báquico
hino para minhas orgias
Alma 1979
Esse calor que arrebata meu peito
Me mostre o caminho sem jeito
Meus pés nos espinhos de fogo
Minha alma ardente é um jogo
No teatro da vida há monólogo
Sem pensar duas vezes me afogo
Meu amor me encontre agora
Me mostre a flor-da-aurora
Nos velhos tempos de outrora
Nos meus olhos celestes se perde
Na minha alma não há o que preste
Sem chão estou apaixonada
Minha pele arde e me agarra paradoxalmente
Minha face envolve sua mente
Você se perde no tempo subitamente
SÉTIMO HEXÁSTICO
líquidos eruditos vãos
velhos discursos si produzem
ágoras de sós volatizam
logos e verbos pós-modernos
etéreos assim conduzem
infernos campos niilistas
Os meus sonhos guardam poemas
os meus poemas guardam saudades
As saudades são dilemas
os meus sonhos, tempestades...
