Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Lua de sonhos
Quando você fala o tempo se cala;
Eu não sei senão amar até o fim.
Quero um carinho sem fim, que dure a vida inteira, que tenha o sabor do mais doce dos beijos.
A luz da lâmpada sombria, sobre o leito de flores, a lua por noite, entre as nuvens nós dormimos!
Manias de sonhador no mundo colorido, onde cada sentido é um ator.
Arde sem perceber que é fogo e também é ferida que dói e não se acha; É uma descontente busca na aventura da paz que desejo e quanto mais procuro, mais sofrimento de não achar tal...
Que importa? Se tu, lua desta noite,
Fosse já a lua dos meus sonhos!
Chuva que chove lá fora
Chuva que molha o chão
Humidade que não vai embora
Agua que trás o pão.
Chuva que desenlaça a terra
Que escorre pro mar
Que esconde e soterra
Agua que corre a andar.
Ó chuva que molhas e lavas
Chuva que entristece
Chuva que tudo agarras
Chuva que trazes a noite que esmorece.
Chuva com lagrimas
Agua desnutrida
Constróis obras-primas
Rios de água bem comprida.
Ó chuva que trazes o Natal
Chuva de inverno
Vais deixando infernal
Com a visão pro inferno.
Ó chuva de Domingo
Que me trazes a saudade
Ó chuva que vais construindo
O tempo que me deixa com ansiedade.
Ó derradeira chuva
Que me viste a crescer
E que agora me preparas a fuga
Antes que me faça mais sofrer.
De ti me vou despedindo
Desta chuva e da indústria
Me levas partindo
Para a minha terra, pra minha Pátria.
Não quero mais jogar boia
trazer helicópteros
mover o mundo inteiro
para salvar amores
Quero um amor
exímio nadador
Desilusão
Deixe de ser bobo, guri!
Foi só um poema do velho Buk cheirando a álcool e "não tô nem aí".
O que eu poderia querer com um cara com pele de peroba, nariz de matar barata e olhos de minhoca?
Ainda que eu me referisse a versos de Drummond, não seriam para ti.
Era só o que me faltava!
Um leguelé de jaqueta de couro e sapatos de verniz! ...
Tenho mais o que fazer, e, gente prosa, comigo não tem vez.
Ah! Eu morro e não vejo tudo.
Vai um Rimbaud aí?
Não?
E um Woolf?
Dia dos Filhos - Para minha filha Giovana
Antes de ter você eu não imaginava
Que poderia haver um amor como esse
Que surgiu quando Deus permitiu que você crescesse
No meu ventre você se desenvolvia
Um misto de sentimentos tomava conta de mim
Como pode um ser tão pequeno mexer com nossas emoções assim?
E então chegou a hora de você nascer
Esse momento é o mais emocionante
E senti o maior amor do mundo naquele instante
Uma bebê tão linda e perfeita
Um misto de sensações e sentimentos
Tomou conta de mim um turbilhão de pensamentos
A partir daquele dia
Você se tornou o que tenho de mais valioso
O maior dos meus bens, o mais lindo tesouro
Você me fez mãe
E de filha pude te chamar
Uma benção divina poder te amar
Filha hoje eu quero que saiba
Que daria a vida para te ver bem
Amor maior que esse não tem
Quando vejo o céu estrelado
sei que não vivo mais só
estou mais seguro agora
agora que penso em nós
Os ventos de Outono esfriam as noites
Mas se não for de beijos, não me cubra
E que o coração não impeça
Que só o Amor me amanheça...
Uma ferida não fecha assim tão rápido. E, se não for tratada corretamente, pode infeccionar e contaminar o resto do corpo. Pode ser tarde até que se note a infecção.
Eu perdoo o passado na maioria dos dias. Em alguns, não. Cada pequena ocorrência ativa minha memória, e os meus sentimentos logo assumem o controle.
Ainda estou me curando.
Persistir é uma tarefa árdua porque você não sabe até quando vai ter que aguentar. Não somos invencíveis. Não damos conta de tudo. Parece que nada está mudando realmente.
Estou cicatrizando, eu acredito.
"Siga em frente." Deixe a ferida se fechar e não fique cutucando, não vai mudar o que aconteceu. Pegue todo aquele amor e cuidado que você tem e aplique em si próprio. É hora de desacelerar, olhar para si e passar a se enxergar. Esse processo é só seu.
Entrega de Vida
Estudo não é só para o sentir,
É para quando o vazio se instala e insiste em ficar.
Ser fiel é saber onde se está,
Mesmo quando o coração não quer reagir.
Como no altar de um casamento,
O amor não é apenas calor ou emoção,
Mas entrega consciente, entendimento,
É a mente que guia o passo da ação.
Cristo não sentiu prazer na cruz,
Sua dor foi imensa, mas Ele sabia,
Que amor não é impulso que reluz,
É decisão, é verdade, é sabedoria.
Amar é mais que emoção que se desfaz,
É decisão de caminhar na fé,
Mesmo quando a alma busca paz,
E os sentimentos oscilam, como maré.
É num discernimento profundo,
Que nos encontramos e nos vemos,
Nasce a decisão, passo a passo,
E em cada escolha, nos entendemos.
Amor é saber o lugar de estar,
Mesmo que o coração grite o contrário,
É escolher, confiar, e se entregar,
Viver o amor como algo diário.
Por isso estudamos a fé e a verdade,
Para que o coração siga a razão,
E no silêncio das tempestades,
Cresça a força da nossa união.
Há de se ter, um pouco disso, e daquilo, mulher que passa. Além do obvio do dito.
Um pouco do não dito, dito e feito.
E um pouco de uma graça, na taça.
E também de um perfume, sim, mas não tanto que repila, nem tão pouco que nem instiga, mulher tem que ter, a média do equilíbrio, para levitar.
E tem aquele algo também, é como assim, dizer sem nem falar. É feito a suavidade de uma brisa, que chega. Silenciosa. Com uma escuta fina de vento. E um olhar de tempestade.
Nuance, um lance, uma mulher quando encontra a si, se vislumbra assim, devagarinho, sem pressa de fazer sentido, sendo uma coisa dela, livro escrito, com páginas em branco, espaços, janelas… e esconderijos indecifráveis.
Como posso te amar?
Não posso.
Mas amo?
Acho que não. Espero que não.
Não é medo, é incerteza.
Compatibilidade de almas, incompatibilidade de corpos.
Não é uma miragem vivida,
é apenas uma realidade estendida—
como se o tempo fosse o mesmo para nós.
Mas não é.
Há uma vida de distância.
Talvez mais do que uma.
O que devo fazer em meio a essa realidade assustadora?
Nunca cheguei nessa parte.
Não sei ao certo pelo que me apaixonei,
se é que me apaixonei.
Seria seu riso doce, seu olhar de abrigo,
seu tom de intimidade, sua escuta ativa?
Talvez eu tenha me apaixonado pela forma
como me vi pelos teus olhos—
como se meu coração pudesse bater
e, pela primeira vez,
não houvesse nada de errado nisso.
Mesmo que não seja platônico,
preciso que seja!
Preciso ser como a Branca de Neve,
mas sem o príncipe.
Que ele nunca me beije.
Que eu nunca acorde.
Que isso fique aqui, onde é seguro:
dentro do meu próprio sonho.
Do meu lado
Eu tinha alguém do meu lado, do meu lado e não ao meu lado. Estava tão só, que se eu gritasse, ninguém me escutaria.
Não tem mais lar o que mora em tudo.
Não há mais dádivas
Para o que não tem mãos.
Não há mundos nem caminhos
Para o que é maior que os caminhos
E os mundos.
Não há mais nada além de ti.
Porque te dispersaste…
Circulas em todas as vidas
Pairas sobre todas as coisas
E todos te sentem.
Sentem-te como a si mesmos
E não sabem falar de ti.
Eles te virão oferecer o ouro da Terra.
E tu dirás que não.
A beleza.
E tu dirás que não.
O amor.
E tu dirás que não, para sempre.
Eles te oferecerão o ouro d’além da Terra.
E tu dirás sempre o mesmo.
Porque tens o segredo de tudo.
E sabes que o único bem é o teu.
EXPERIÊNCIAS
Já fiz de tudo um pouco,
Não fiz quase nada!
Já vivi mil vidas;
Não cheguei na metade da primeira.
Já vivi mil romances;
Nunca conheci meu príncipe.
Já morei em vários paises, ruas, cidades;
Entre quatro paredes sempre vivi.
Uma mente.
Infinitos sonhos.
Minhas experiências?
Nem começaram.
O passado já passou;
O futuro não está em minhas mãos, como briza suave, não posso prever, mas é certo que virá.
Meu presente? Só me resta aproveitar.
Por que eu não paro de pensar em você?
De pensar na sua voz, no seu jeito...
De pensar no seu cheiro, nos seus cabelos...
De pensar nos seus olhos, na sua boca...
De pensar no seu sorriso, no seu abraço...
Talvez eu não consigo me responder, mas de fato eu consigo falar cada detalhe de você...
Sua voz doce e suave, seu jeito feliz e empolgante...
Seu cheiro gostoso e marcante, seus cabelos macios e envolventes...
Seus olhos encantadores e brilhantes, sua boca brilhosa e fascinante...
Seu sorriso extraordinário e radiante, seu abraço carinhoso e aconchegante...
Cada frase coloco reticências, pois os adjetivos que à ti dou, tem continuação, mas para eu continuar preciso pedir-lhe então:
A senha para eu acessar seu coração!
E realizar o sonho de...
Ouvir sua voz ao meu lado todas as manhãs, apreciar seu jeito todos os dias...
Sentir o teu cheiro todas as noites, fazer cafuné em seus cabelos...
Olhar nos seus olhos ao amanhecer, dormir com o beijo de sua boca ao anoitecer...
Permitir que seu sorriso seja a iluminação do meu dia a dia, e ter o seu abraço que me contagia!
E mesmo que você não faça isso tudo, não me importa, pois eu não quero todos esses requisitos, simplesmente só quero você!
É de você quem eu necessito!
Inspiração
Inspiração, matéria prima do poeta
A quem, muita vez, não se mostra amiga
A este que deseja ser dos versos um esteta
E contigo andar de braços pela vida
Ele é teu súdito e de ti carente
Anseia, clama, roga e por ti chama
Na hora de compor é dependente
E é nesta hora que tua mão ele reclama
Disseste a ele, tomei conhecimento
Que tu inspiração és como o vento
Passas e trazes contigo os versos
Mas logo os varres se este for o teu intento
Disseste ainda e isto guardo de cor
Que nada é melhor e aí está explicado
Para compor, o poeta precisa estar de bem com o amor
Melhor ainda se estiver apaixonado !
Do livro Poemas de Paulo Guedes
Dúvidas Eternas.
Por que não consigo respirar?
Essa borboleta em minha barriga
Me faz te desejar
Mais e mais
Tenho uma briga
Entre meu coração e a razão
Que me intriga
Desde do início
Do brilho nos sorrisos teus
Até o apedrejar do seu olhar ao meu
Quero um dia esquecer
Esse sentimento
Que meu coração se fez derrotado
Quando aquela única dúvida ficou
Não queria ter me lembrado
Quando a realidade me atormentou
Mesmo assim, nunca saberei
Do "não" ou do "sim"
🌻 “Sorrindo pra Não Chorar”
Eu fui menina que amou demais,
Que entregou o corpo sem saber que a alma ia junto,
Que guardou segredos no peito,
E saudade no fundo.
Amei alguém que me quis pela metade,
Que me dizia coisas doces com gosto de falsidade,
Mas mesmo assim, eu fiquei.
Achei que amor era aceitar a dor calada,
Até entender que o amor de verdade… não machuca nada.
Fui amiga de quem não ficou,
Colecionei partidas sem despedida,
E hoje ando com os olhos marejados,
Mas com o coração cheio de vida.
Meu irmão me protege,
Minha cabeça já entende,
Mas meu peito… ah, esse ainda sente.
Às vezes penso que tem algo errado em mim,
Como se o amor olhasse e dissesse: “não é por aqui.”
Mas eu tô aprendendo a ser abrigo pra mim mesma,
A olhar no espelho e dizer:
“Você é inteira, mesmo quando ninguém enxerga isso.”
Já me apaixonei por olhares que não sabiam ficar,
Por promessas vazias que só sabiam encantar.
E eu? Eu sorria…
Sorria pra não chorar.
Mas hoje eu tô escrevendo.
Transformando dor em poesia,
Saudade em liberdade,
E sonho em recomeço.
Se um dia me perguntarem quem eu sou,
Eu vou responder sem medo:
“Sou força disfarçada de flor.”
🌺
"Brasa"
Sinto? Talvez sim.
Mas não como antes.
Havia um fogo em mim,
onde cada emoção era álcool.
Bastava um toque —
e eu explodia em chamas.
Belo, mas perigoso.
Foi assim que me afoguei em fantasias,
jogando horas do meu vasto dia
em cenários que não existiam.
Romance era refúgio
(e cárcere também).
Depois, veio o silêncio.
A dor me acordou.
E o fogo… virou brasa.
Hoje, é morno.
Quase não aquece,
mas também não queima.
Estranho.
Talvez necessário.
Talvez... uma saída, proteção.
Mas sinto falta, confesso
da melancolia que me fazia poesia,
da música suave ao apreciar a vista na janela,
do cheiro da chuva,
da beleza quieta do mundo.
Agora, meus olhos molham,
mas não choram.
A lágrima não escorrega
ela apenas sussurra.
E algo, dentro de mim,
a seca.
No começo, temi.
Temi virar pedra.
Temi nunca mais sentir.
Mas talvez...
seja uma lição.
Nem sempre a vida é sentimento.
Às vezes é fé.
Às vezes é razão.
Às vezes é só... viver.
Viciada em fugas
mundos paralelos de doçura.
Mas um dia doeu tanto,
que eu fui embora dali pra sempre.
Desde então,
sinto tudo mais leve.
Até demais.
Deveria doer.
mas só pesa.
E o medo volta:
e se eu não sentir nunca mais?
Mas talvez...
só talvez...
sentir de forma calma
também seja amar, também seja sentir.
E há esperanças
uma brasa, ainda queima de maneira escaldante
quem sabe torne-se eu novamente uma amante?
dessa vez, sem impulsos
sem extremos.
