Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Se vocês têm apelidos engraçados e carinhosos;
Se vocês conversam sobre tudo;
Se vocês não tem brigas e se tem se resolvem;
Se vocês comem juntos;
Se vocês choram juntos;
Se vocês vivem juntos mesmo distantes;
Vocês se amam a todo instante.

Sabia que quando partisse eu sofreria.
Não sabia que seria tanto.
Que seria todos os dias.
Não sabia que seria repentino.
Que seria momentâneo.
Não sabia que seria assim.
Eu te perdi e me perdi de mim!

Ilusão do tempo


O tempo não é senhor de tudo —
não traz respostas, nem resolve caminhos.
Não constrói certezas,
nem garante destinos.


O tempo não pesa a dor,
não a aumenta, nem a faz cessar.
Não nos torna mais conscientes,
nem nos ensina, por si só, a mudar.


Seguimos acreditando em suas promessas,
como se nele houvesse redenção.
Mas, no fundo, nos enganamos —
é nossa a escolha, não sua, a direção.


E às vezes, silencioso e sutil,
o tempo apenas nos distrai...
um intervalo disfarçado de cura,
onde nada realmente se transforma — só passa.

Com a sua ausência, aprendi: não dá pra escolher não sentir…
e, no fim, sentir é tudo que nos resta.

Pra quem sempre evitou sentir,
a sua partida foi um vendaval por dentro.
Sentimentos que não cabem, não obedecem, não se escondem…

E no fim, o maior aprendizado:
sentir nunca foi fraqueza —
nem algo pra disfarçar.

Eu sabia que um dia você iria partir…
mas não imaginei o tamanho do vazio.

Que a dor faria morada,
silenciosa e constante.

E que a saudade viria assim —
avassaladora, sem pausa, sem aviso…
tomando tudo que ficou de você em mim.

Engraçado como me ensinas, mesmo depois de partir.
Logo eu que desde menina aprendi a não demonstrar o sentir.
Mais, hoje tudo o que não consigo é esconder o sentir.
Vivo entre ruínas e reconstruções.
Sou a mistura de emoções!

Nada me dói mais que saber que o fim não poderia ser diferente.
Mas o meio poderia ter sido melhor!

Vivo, mas não mais por inteiro.
Sinto, mas não mais com compreensão.
Vejo, mas não mais com a razão.
Sem exato discernimento, sigo com o turbilhão de emoção.

Me vê, mas não me enxerga.
Me ouve, mas não me escuta.
Me ama, mas não me quer de verdade.
Promete, mas não cumpre com propriedade.
A desculpa pra tudo, mas não há ação de verdade.
Amor sem prioridade, não é amor: é conveniência, é comodidade e é apenas existência sem verdadeira cumplicidade.

Não confunda minha paciência e leveza com ignorância.
Vejo mais do digo e observo mais do que notam.

Tornei-me minha melhor versão
não porque a vida tenha sido leve,
mas porque, mesmo sob o peso da dor,
das marcas e de tudo que ainda não sabia,
continuei caminhando.


Aprendi tropeçando,
cresci entre dúvidas
e descobri, pouco a pouco,
que também havia força
naquilo que pensei ser fragilidade.


A cada dia, aprendo mais.
A cada limite, encontro uma fronteira
que posso atravessar —
não para provar algo ao mundo,
mas para não abandonar a mulher
que ainda estou me tornando.


Hoje, quando olho para dentro,
reconheço aquela menina
que sonhava em ser alguém
e percebo:
sou a mulher que ela esperava encontrar.


Não sou perfeita,
nem terminei de florescer.
Mas sigo tentando ser melhor
do que fui ontem —
com mais coragem, mais ternura
e um pouco mais de mim.

Quando eu era pequena, sonhava
em encontrar um príncipe encantado.

Você não veio num cavalo branco,
não mora num castelo,
nem precisa de coroa para ser especial.

Você me trata como princesa
nos pequenos gestos de todos os dias:
na gentileza que aparece quase sempre,
no cuidado que se revela até
no suco escolhido para acompanhar minha marmita.

Você me protege —
às vezes até quando não preciso —
e faz das piadas parte da nossa rotina.
Mas, quando o riso dá lugar ao choro,
seu braço continua ali,
pronto para me acolher.

Você percebe minhas emoções,
cuida da minha vulnerabilidade
e me oferece colo e palavras
quando preciso encontrar forças outra vez.

Eu não sou princesa
e a vida não é um conto de fadas.
Mas, do alto do castelo que construí dentro de mim,
há algo que sempre reconheço:

quando o mundo pesa,
é você quem vem me encontrar
e me lembra que não preciso enfrentar tudo sozinha.

Não recebemos uma vida curta. Nós a tornamos curta.


Desperdiçamos boa parte dela adiando sonhos, planejando o futuro e esperando que as condições sejam perfeitas para finalmente começar a viver.


Esperamos ter mais dinheiro para sermos felizes, mais tempo para estarmos com quem amamos, menos problemas para encontrarmos a paz e mais segurança para realizarmos aquilo que desejamos.


Vivemos como se o amanhã fosse uma promessa, quando, na verdade, é apenas uma possibilidade.


Enquanto esperamos o momento ideal, os anos passam, as oportunidades desaparecem e os momentos que poderiam ter sido inesquecíveis se transformam em lembranças do que nunca fizemos.


A verdade é que a vida não começa quando todos os problemas terminam, quando alcançamos tudo o que desejamos ou quando finalmente nos sentimos preparados. A vida está acontecendo agora, em meio às imperfeições, às dúvidas e aos desafios que tantas vezes usamos como desculpas para adiar a felicidade.


Não significa abandonar os planos ou deixar de construir o futuro, mas compreender que não podemos sacrificar todo o presente em nome de um amanhã que talvez nunca chegue.


O maior engano é acreditar que temos tempo de sobra para viver depois. Porque o tempo não nos avisa quando estamos desperdiçando a vida; simplesmente continua passando, até que um dia percebemos que aquilo que chamávamos de espera era a própria vida indo embora.


Não espere que a vida fique perfeita para começar a vivê-la. O momento ideal talvez nunca chegue, mas o momento presente já está passando.

DEUS...
Tem uma delicadeza que não cabe em palavras, mas alcança a alma. Às vezes, Ele muda o rumo de um pensamento, acalma uma inquietação ou nos devolve a coragem sem fazer alarde. É como se o céu encontrasse um jeito secreto de tocar a nossa vida.

Muitos odeiam a tirania não porque amam a liberdade, mas porque desejam ter o poder de impor a própria vontade.

O problema de muitos não é a opressão, mas o fato de não serem eles os opressores.

As leis podem limitar comportamentos, mas não são capazes, sozinhas, de fabricar caráter.


Pessoas de bom caráter não precisam de leis para lhes ensinar a agir com responsabilidade. Sua consciência já lhes mostra a diferença entre o certo e o errado.


Pessoas mal-intencionadas, por outro lado, sempre encontrarão maneiras de contornar as regras, explorar brechas e justificar seus próprios desvios.


A lei pode impor limites, punir transgressões e proteger a sociedade, mas não consegue obrigar ninguém a ser honesto quando não há fiscalização, nem transformar em virtude aquilo que só se pratica por medo da punição.


É por isso que uma sociedade verdadeiramente justa não se constrói apenas com códigos, tribunais e sanções, mas também com educação, valores e consciência coletiva.


As leis podem controlar as mãos, mas somente a consciência é capaz de orientar as intenções. Porque o verdadeiro caráter não se revela quando alguém teme ser punido, mas quando poderia fazer o errado sem ser descoberto — e, ainda assim, escolhe fazer o certo.


Leis são indispensáveis para a justiça, mas uma sociedade não pode depender apenas da punição. Quanto maior a consciência coletiva, menor a necessidade de transformar cada princípio moral em uma obrigação legal.

O problema não é a vida ser curta, mas a maneira como escolhemos vivê-la.


Passamos tanto tempo tentando agradar, provar que temos razão, alimentar o orgulho e acumular coisas que, muitas vezes, esquecemos de viver aquilo que realmente importa.


Desperdiçamos dias em discussões inúteis, noites remoendo mágoas e momentos preciosos tentando corresponder às expectativas de pessoas que nem sempre estarão ao nosso lado quando precisarmos.


Adiamos abraços, silenciamos sentimentos, deixamos sonhos para depois e acreditamos, ingenuamente, que sempre haverá outra oportunidade.


Até que o tempo nos ensina, sem pedir licença, que nem tudo pode ser recuperado.


A vida não se mede apenas pelos anos que vivemos, mas pelo amor que oferecemos, pelas pessoas que tocamos, pela paz que cultivamos e pela coragem de sermos fiéis àquilo em que acreditamos.


No fim, talvez a maior tragédia não seja morrer um dia, mas chegar a esse dia e perceber que passamos a vida inteira nos preparando para viver, enquanto a vida acontecia.


O tempo não espera que aprendamos a aproveitá-lo. Ele simplesmente passa. Cabe a nós decidir se seremos protagonistas da nossa história ou meros espectadores dos dias que nunca mais voltarão.

Na fase adulta da vida...


O conhecimento não é algo definido por idade, mas por uma definição individual.

Permaneci comprometida
Mesmo após a sua partida
Não conseguia erguer meus olhos
Para encontrar o de outro alguém.