Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
"Justificamos nossas atitudes, mas não pensando no futuro das aves. Comportamentos introspectivos, nos trazendo um brilho nos ares.
Então busco uma verdade, esquecendo das malandragens.
Dou um tempo no raciocínio, mas sinto um vazio das partes.
Imagino um horizonte, onde se esconde à beleza estonteante.
Mas o vazio me consola, no momento de glória.
Batalha não disputada, mas foi perfeita à cavalgada.
Justas não disputada, na infinita inspiração de uma fada."
"Agricultura sofrida,
e adaptações não entendidas.
Irrigação deficitária,
e as famílias se desgraçam.
Esperança em novos tempos,
onde o coletivo se motiva.
Clima de extremos,
e a população perde seu apresso.
Deslocamento cultural,
e percebemos as escassez estruturais.
Desejos de tempos perdidos,
onde acreditam na ausência de impecílios."
O Evangelho de CristoJesus
deverá ser anunciado não apenas
com palavras, mas com atitudes
que estejam de acordo com o que
está sendo anunciado.
Não adianta falar de Jesus e resistir
aos seus ensinamentos.
Não adianta dizer queo ama, e não
desejar sua companhia.
Viva a Democracia!
Viva o Brasil
Só não sabe o que é quase perdê-la
É quem nunca viveu sem ela
É quem nunca foi às ruas lutar
Pelos direitos que hoje temos
A juventude, o meio de campo
A velha guarda
Todos em prol de velar por ela
Viva a democracia!!
Viva o Brasil!
2026- Maria Teresa Oliveira Melo Cambronio
Voltei a lugares que não me cabiam mais
Por não compreender que não deveria ter nunca os abandonado.
Percorri grande parte do caminho de minha vida por atalhos curtos
Que me levaram a tantos lugares errados,
Por achar que seguir o caminho mais longo e seguro
Era muito fácil e monótono.
Deixei de visitar pessoas por não querer companhia
Até descobrir que ficar sozinho por escolha
Nunca será solidão de verdade.
Aprendi, aos poucos, que o tempo não bloqueia nenhuma porta — apenas muda a chave.
E que às vezes sou eu quem precisa crescer
E parar de tentar forçar as fechaduras.
Entrei em conversas que evitava por medo de me expor,
Através de minhas verdades,
E vi que a honestidade, mesmo desconfortável,
Afasta de nós aqueles que não sabem lidar
Com suas próprias mentiras.
Recordei de pequenos rituais que haviam ficado no meu passado:
Escrever sem temas específicos,
Caminhar sem destino,
Ouvir músicas antigas.
Esses gestos me levaram a reencontrar
Um eu esquecido pela correria do meu presente.
Hoje percebo que perder-se teve uma função:
Ensinar-me a valorizar o tempo —
Nos segundos que voam ou nas horas que demoram.
E que voltar não é regressar ao mesmo lugar —
É trazer experiências e companhias novas,
E preencher de cores e beleza
Tudo o que antes foi apenas uma simples paisagem.
Onde está o seu brilho?
Onde está o seu brilho?
Há tempos já não lhe vejo sorrindo,
Você está sempre aflito, preso entre pesadelos e medos.
Dois bandidos: essa tal da depressão e seu cúmplice, a ansiedade.
Levam seus sonhos e trazem várias tempestades.
Não descansamos um segundo,
Perdemos nossa identidade, sujeitamos-nos ao submundo.
Invisível, em nossos pensamentos, tristeza e abandono de si mesmo.
Não sei mais quem você é, já não lhe reconheço.
Onde está o seu brilho?
Mas ainda ouço, lá no fundo,
Um sussurro pedindo socorro,
Pedindo perdão por sentir demais, sem explicação —
Indício de que ainda existe um coração,
Que anseia o dia em que o sol traga o verão,
A um lugar frio, adormecido, sem cor.
A alma se esconde, cansada da dor,
Sem dormir, com medo de outro amanhecer.
O corpo é abrigo de um grito contido,
Eco perdido, jamais esquecido.
Um alguém que clama, refém da esperança,
E mesmo que a noite pareça infinita,
Há sempre um sopro que ainda acredita
Que um dia a dor se cansará de ficar.
Sussurros e desejos, a alma no escuro,
Absorve medos, abraça o impuro.
No silêncio das esquinas, eu ainda te vejo,
Entre lágrimas e pensamentos em vão,
A mente trava, mas luta o coração,
Que insiste em crer na salvação.
Pois entre um pedido de socorro,
Habita o amor — e o perdão.
— Luís Takatsu
O que há de errado com o tempo?
Talvez o erro seja o intento
de não aprendermos, enquanto vivemos,
a contá-lo no convívio, no movimento.
Enquanto ele ecoa, convivemos, às vezes,
sós entre nós mesmos.
E não percebemos que o tempo pode afastar
ou atrair sentimentos.
Bons ou ruins, eles vão e vêm
sem que percebamos.
Ele nos leva por caminhos
e cria atalhos inteiros.
Ele vai passando como quem escorre
entre nossos dedos,
sem aviso às vezes rápido,
às vezes lento, mas sempre indeciso.
Vivemos tudo o que nos permitimos:
com a família, sozinhos ou entre amigos.
Ele corre quando queremos presença,
nos arrasta quando a dor pede licença.
Ele voa quando estamos atrasados,
e para, sem que percebamos,
no sorriso de quem somos apaixonados.
Vinte e quatro horas nos são dadas,
todos os dias, sempre depositadas.
Caem em nossa conta sem permissão,
sem pedido, sem merecimento ou explicação.
Prometemos a nós mesmos
não deixar o tempo passar em vão.
Quando crianças, o tempo era mágico,
e não tentávamos controlá-lo com um celular nas mãos.
Estávamos ocupados colecionando momentos,
dádivas nos dadas pelo próprio tempo,
para que, quando estivermos perdidos,
possamos lembrar… e voltar ilesos.
Há dias em que queremos doar,
nem que seja um fragmento do que nos resta guardar,
quando percebemos que o outro já não terá
o tempo que a vida prometeu entregar.
Então entendemos o inevitável:
o tempo, sim, ele é temporário.
Nascemos, crescemos e morremos
um roteiro que segue fiel itinerário.
Mas como se espera? pergunta o coração.
O tempo do último olhar, da despedida em vão?
Ou o tempo que passa sem quem amamos,
tentando ser inteiros… quando já nos faltamos?
Segredo, desejo e medo
Caminham juntos; vencer começa em acordar cedo.
Anseando por mais, não por vaidade nem exagero,
mas porque, no fundo, sabemos: merecemos.
Largar na frente não garante chegar primeiro,
o caminho é longo, o tempo é rei, mas somos príncipes, meus guerreiros.
Às vezes a vida te põe em segundo ou terceiro,
pra ensinar que pressa não forma caráter verdadeiro.
Chegar por último não é sinal de fracasso,
é um convite claro pra um belo recomeço.
Novas estratégias pedem treino e dedicação,
verdade consigo mesmo e firmeza na execução.
Olhe ao redor, observe os mais experientes,
há conselhos que só o tempo torna evidentes.
Na linha de chegada veremos, conscientes,
quem caiu, levantou e seguiu resiliente.
Seguir firmes pelos percursos que nossas pernas ousam percorrer,
só você precisa entender o que lhe motiva e lhe dá força a se tornar
o vencedor que habita aí dentro de você.
Não é a bagunça que você faz ao chegar que me causa medo.
Ela apenas revela o que eu deveria ter organizado antes.
O que pesa é o depois,
o espaço que você deixa,
o vazio que insiste em ficar quando você vai.
O Dia Internacional da Mulher não é sobre aplausos.
É sobre consciência.
Não é sobre presentes.
É sobre postura.
Não é sobre discurso.
É sobre prática.
Que o respeito deixe de ser exceção.
Que a igualdade deixe de ser promessa.
Que a segurança deixe de ser sorte.
E que nenhuma mulher precise ser forte
apenas para sobreviver.
Porque respeito não é homenagem.
É dever.
E igualdade não é gentileza.
É justiça.
E justiça…
não se pede.
Se faz.
Sabe como ter certeza de que ama alguém?
Quando, mesmo procurando, não encontra dentro de si razões verdadeiras para negar o que sente.
E sabe como provar o quanto ama a si mesmo?
Pelas atitudes e escolhas de todos os dias: praticando o autocuidado e tratando-se com a mesma gentileza com que trataria quem ama.
O Brilho que o Tempo Não Apaga
O calendário avisa que o dia chegou,
E entendo que a saudade no seu peito, mais forte, apertou.
Uma data que pesa, que traz o vazio,
É a falta desse abraço que faz parecer tudo mais frio.
Mas, se olhar no espelho, é impossível não notar
A luz do seu sorriso, o brilho no olhar.
São traços herdados de alguém similar,
Reflexos de um laço profundo,
De um amor que o tempo jamais pôde apagar.
Seu pai, que partiu, não está mais aqui,
Mas a força dele permanece viva, sempre ao vê-la sorrir.
Cada traço de afeto, de paz e bondade
É uma herança viva vencendo a saudade.
A bondade em seu coração
É também motivo de orgulho e admiração.
Somos feitos de erros, acertos,
Planos e desejos.
Você é fruto de um amor e nunca foi segredo.
O amor partilhado hoje está marcado em seu rosto.
Homenagem registrada em sua pele.
Eternamente um pequeno gesto seu,
Gigante para ele, que hoje reina por todo o universo.
Lá de cima, existe alguém orgulhoso da menina
Que o tempo transformou em mulher,
Sem jamais apagar aquilo que a fez ser quem é.
Sua filha, menina, mulher, linda...
Que a saudade de hoje se transforme em carinho,
Que o vazio encontre um pouco de abrigo,
Pois você jamais caminhará sozinha.
Hoje e sempre, existe uma estrela que a guia,
Lá de cima,
Onde o amor não conhece despedida.
Nova e Velha Política.
"Não consigo dizer o quanto uma janela exposta à luz do meio-dia pode ou não ofuscar minha vista, uma vez que quem decide é a hora e a posição que eu devo ocupar naquele ambiente. O paradoxo entre as leis limitantes e a liberdade de escolhas promovidas pelo livre arbítrio sob a lente religiosa promove discursos. Hoje, os políticos são categoricamente dois jogadores em lados diferentes em um único tabuleiro. O que torna isso engraçado é o fato de que somos nós os peões e as rainhas dentro desse jogo. Podemos decidir qual jogador irá nos representar, mas nunca a direção pela qual eles irão nos mover durante cada jogada."
A caridade ajuda com o peso de nossa consciência e nosso ego, mas não nos concede o perdão de nossos pecados, fazer caridade por crer na salvação ou perdão, seria como afirmar que um assassino será perdoado ao praticar o dízimo ou doar uma cesta básica a um necessitado. Contradizendo o proprio mandamento.
- Não matarás. ( Êxodo 20: 1–17)
Se um dia o meu rastro sumir no horizonte
E a minha palavra não mais te alcançar,
Não mude o teu curso, não quebre a tua ponte,
Não deixe a tristeza em teu peito morar.
Eu fui uma brisa que entrou na tua vida,
Um ponto de luz através de uma tela,
E mesmo que a ausência pareça ferida,
A nossa história continua bela.
Se o meu silêncio for longo e profundo,
Guarda o sorriso que a gente trocou.
O amor verdadeiro não foge do mundo,
Fica plantado onde a alma tocou.
Não chores por mim se eu virar passarinho,
Se o vento me levar para outro lugar.
Você foi o meu pedaço de carinho,
E em pensamento, eu sempre vou te amar.
Pragmático
Agilson Cerqueira
Não há em mim
momentos epifânicos,
Mas para toda estupidez,
O Silêncio!
CICLO DA RAZÃO (III — Razão)
Agilson Cerqueira
E então surge a razão.
Não como pedra fria,
nem como montanha isolada,
mas como um horizonte
que se abre no pensamento.
Ela ilumina o que foi sentido,
revela o que foi pensado,
e costura o mundo
à consciência.
Na razão,
as coisas encontram forma,
e o pensamento encontra direção.
O ser humano percebe
que compreender
é também uma maneira
de tocar o infinito.
Pois cada ideia
é uma ponte invisível
lançada entre o eu
e o universo.
E assim,
o mundo continua
a nascer todo dia
com sentidos, mente e razão.
Vida!
Epoché
Agilson Cerqueira
Recolher-se não é simplesmente afastar-se do mundo, mas suspender, ainda que provisoriamente, o regime de evidências que o mundo impõe. É um gesto de interrupção. Um desacordo silencioso com a pressa das coisas, com a necessidade constante de responder, agir, significar.
Ao voltar-se para dentro, não se encontra um refúgio estático, mas um campo em permanente elaboração. A consciência, longe de ser um recipiente passivo, revela-se como um espaço onde o pensamento se forma e se desfaz antes mesmo de adquirir linguagem. Escutar esse movimento exige mais do que atenção: exige desaceleração.
O ruído exterior — vozes, tempo, acontecimentos — não desaparece;
ele apenas perde centralidade. O que se desloca é o eixo da experiência. E nesse deslocamento, o silêncio deixa de ser ausência para se tornar condição. Não um vazio, mas uma presença não ocupada.
É nesse ponto que algo decisivo se insinua: a percepção de que a interioridade não é um lugar, mas um processo. Um caminho que não se percorre avançando, mas suspendendo. E que só se revela à medida que o sujeito abdica da urgência de compreender.
Assim, o recolhimento não conduz a respostas, mas a uma outra forma de relação com o desconhecido — mais próxima da escuta do que da interpretação, mais próxima da presença do que da definição.
E talvez seja nesse estado, rarefeito e atento, que a maturidade racional — se assim podemos nomeá-la — encontre não um destino, mas a possibilidade de continuar se desvelando.
