Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Acreditar no impossível nos limita; admitir que não sabemos como realizá-lo nos liberta. No momento em que abandonamos as certezas do que 'não pode ser feito', entramos no Ponto Zero.
Ali, aprendemos que o nada não é um vazio, mas o silêncio fértil onde a visão tece o invisível até que a realidade seja forçada a se reescrever.
A vida é uma desonestidade magnífica.
Eu amo a natureza e tudo o que existe, mas não ignoro que a existência é hostil, perigosa e, muitas vezes, triste. O erro do sistema é tentar 'resolver' esse contraste. Eu descobri que não há saída para esse paradigma, porque um lado potencializa o outro. Sem o perigo, a beleza é invisível; sem a tristeza, a alegria não tem sentido. Eu não busco a paz dos alienados, eu busco a vibração de quem aprendeu a ser o próprio motor desse conflito. A realidade dói, e dói muito, mas é nessa dor que a gente para de ser boneco de barro e começa a ser anomalia viva.
Nós, e todas as coisas que existem em nosso âmago, não somos uma casa que se constrói; somos uma casa que sempre existiu. A nossa jornada, portanto, não é de aquisição, mas de remoção. Conhecer essa morada é o ato de retirar os entulhos, as lonas e as densas camadas de poeira — dogmas, medos e expectativas alheias — que o mundo jogou sobre nós.
Não existe a necessidade de "se tornar" alguém, pois já somos. O desafio real é parar de tentar ser quem não somos. Para manifestar a verdade que já habita em nós, o autoconhecimento é a chave que abre as portas: ao desconstruir o que nos foi imposto, finalmente passamos a habitar a casa que sempre nos pertenceu.
O que eu vivo não é para muitos; é para poucos. Sou a parte do universo que não se encontra em nenhum outro lugar, até que eu reprograme o jogo.
Não falo de luxo, falo de uma paz que poucos alcançam. Sou o fragmento único do universo que se recusa a ser apenas parte do jogo.
Eu acredito que sou bom, mas não porque existe um Deus olhando os meus atos, e sim porque é o correto a se fazer. Não acredito que Deus seja um ditador ou um julgador das nossas ações, mas sim que Ele seja a nossa própria consciência. Nós mesmos nos julgamos como bons ou ruins, conforme os nossos atos.Por isso Jesus disse que seremos julgados da mesma forma que julgamos.
NAMASTÊ!"
A consciência infinita é uma superposição estatística: ela não tem movimento além do nosso enquanto vivos, porque, se ela possui tudo, não tem o que buscar. Não tem sentido, nem direção, nem o porquê de ter — essa é a grande verdade.
O Todo se fragmentou em nós por não suportar viver a eternidade existindo, mas de uma forma como se nunca tivesse existido. E, de fato, ele não existe; ele é a nossa construção. Se por acaso descobrirmos todos os segredos do universo, assim também deixamos de existir. Por isso existe o mal: para que nunca cheguemos ao Todo. Pois qualquer sentido acabaria, e, sem sentido, não há existência.
Cuidado com o Jesus que você monta na sua mente. Ele é gentil, não te cobra, não te condena. Mas o Jesus verdadeiro, o da Bíblia, disse:
"Negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." (Marcos 8:34).
Não é sobre ser quem você quer ser. É sobre ser quem Ele diz. A verdade dói, mas liberta.
A eficácia do
evangelho consiste
na transformação
do caráter. Não há como
dizer ser nova criatura
praticando velhos hábitos.
Dentro da ilusão temporal, compreendemos que o tempo não existe por si só; é apenas uma sintonia do corpo para que tudo tenha sentido. A noção psicológica natural do espaço e do tempo está fixada na mente através de uma ação lógica e racional, até que a própria funcionalidade do espaço-tempo se torne parte da continuidade massiva.
Num único fragmento do tempo, a nossa existência revela-se insignificante — como uma imagem em movimento que desaparece a cada fração de deslocamento aleatório.
Certos lugares não possuem em termos políticos partidos;
o que possuem é metas que se transformam em desejos de obrigações egoístas de vida!..
O violino é o instrumento que não canta, chora!
Suas lágrimas em turvo de dor, desespero e melancolia transcorrem entre notas e melodias que emocionam quem o toca e mais ainda quem escuta tal pranto, do suave e feroz violino..
Nós não estragamos nada além do que (frase clichê aqui, enquanto leio o livro, do cantor favorito) já estava premeditado a se estragar ou estragado já estava.
Não vivemos nada melhor do que o melhor se vive entre amantes que se amam com amor, ardor e paixão (ressalvo a cumplicidade ímpar. Essa é difícil de se ver por aí nas esquinas e acho que foi única no jeito que a vivemos).
Não nos odiamos em nenhum menor grau do que aqueles amantes egoístas são capazes, quando não sabem viver e lidar com suas paixões.
Assim fomos, assim somos (quem sabe?) e assim guardarei na memória (sempre a vida me arma essa isca) de pensar em nós.
Não há muita diferença entre um amuleto 'da sorte' e um 'sem sorte'.
O que faz diferença entre as coisas é apenas a fé.
A fé é o melhor amuleto que se pode ter por perto!..
Enquanto não tivermos nada a perder.. iremos apenas ganhar, independente do quão ruim seja o salto e o quão custoso seja a escolha.
E a diferença entre ganhar e perder, está apenas na mente.
Quem sou Eu ? #3
A ideia é flores, mas não me dei muito bem com essas coisas mundanas. No entanto, meu ego, sim.
Aprendi a amar quem me ama e a respeitar quem me odeia. Isso sempre fez parte do meu caos.
“E diretamente do fundo do caos, procuro meus cais no mundo de cães; humanos são maus.” E, na mente, as dores do sentimento mais dolorido: ou sinto tudo ou sinto nada. Eu até mostrei quem eu era de verdade, mas fiquei em dúvida se era um personagem ou um Renan real. Mas, afinal, quem sou eu?
Quando conhecer meu caos, talvez entenderá toda a verdade. Esse não é e nunca será um dos meus maiores demônios, porém será o reflexo de um quarto organizado e de uma vida bagunçada. Até criei classes indiscutíveis. Minha impaciência me permite gritar em silêncio, mas o choro do silêncio é o mais ensurdecedor.
Encontrei intimidade com meus demônios, mas não a encontrei com Jesus Cristo. Domingo após domingo, serviu como um exercício físico, e não como o sacrifício de um filho apaixonado por seu pai. Sim, essa crônica tem tudo a ver comigo...
Quem sou eu no meu caos?
Tchau, te aguardo numa próxima. 🤟
Quem sou Eu ? #2
“Se conselho fosse bom, se vendia, não se dava!”, mas calma, essa história sempre foi real. No entanto, “se conselho fosse bom, a gente não dava, nem escutava, e sim comia!”.
Disse, no passado, que mudei minhas classes: de amores e flores para mágoas e sentimentos de dores. Mas, para que contar isso, se, no quarto, a parede mais escura está na minha frente, me dizendo o quão fraco sou [...]
Mas, afinal, quem sou eu?
Sorrisos falsos, abraços sem sentimentos, apertos de mão sem reverência. Mas, afinal, o que acontece depois do culto? Não sei, tenho essa dúvida também. Meu quarto está organizado, mas a vida, bagunçada.
Eu até lembro quando te aceitei, Jesus. Chorei muito, perdi “amigos” — e, sim, entre aspas. Parecia que tudo novo foi feito; a casa realmente era do zero.
E, hoje em dia, ela não está pronta nem para reforma.
No final da crônica, a morte sempre esteve aqui. A morte sempre persegue aquilo que amo; a morte sempre persegue meus amigos; a morte sempre persegue aquilo que construo. E, no final verdadeiro da crônica, esse é o motivo pelo qual faço tudo com vida.
No oculto das paredes mais escuras do meu quarto, os sentimentos de dor eram tão reais, porém ninguém viu. Mas, afinal, quem sou eu?
Talvez eu não seja o mesmo Renan.
Jesus, Tu me sondas e, quando me achares, por favor, remove as ilusões que eu criei...
Que eu criei.
O PODER DO SUPER MENDIGO
Para o super mendigo não existe Kriptonita, pois nada o ofende, desde elogios até o desprezo um eremita de rocha e metal em busca de migalhas que o interessa. E, no fim do dia, busca um papelão com um rigorosíssimo padrão de qualidade,
sendo assim o conforto do seu lar.
Dijean Lessa
Solidão existencial: não ter com quem compartilhar quem você é:
Quem examina com maior profundidade a si mesmo, as relações e o próprio viver, dificilmente encontra com quem possa compartilhar o que pensa, sente e faz.
Mesmo considerado inteligente e sensível, pode sentir-se pouco percebido e sem pertencimento.
É difícil, mas você não está só!
Desenvolvimento para o morrer, é saudável, assim não precisamos fugir dela:
Se ocupando com várias coisas, para não ter espaço de 'lembrar' de nosso destino.
Isso é estressante, financeiramente caro, alienador e pode ocasionar ansiedade e depressão.
- "O direcionamento à morte (o 'ainda-não') não diminui a vida!"
Pode clarear o sentido do que realmente merece ser vivido em nossa vida.
