Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Sem história
Nada acontecia.
A noite não chegava, o dia não ia.
O sonho não sonhava, a guia não guiava.
O preto era um branco, o frio não esquentava.
A vida não vibrava, morrer era viver no tranco.
E eu aqui, sentado na eternidade,
sem as mãos, sem os pés.
Vivendo da saudade
das guirlandas e dos jacarés.
Não confunda companhia com conexão. Às vezes, estar sozinho é menos doloroso do que estar ao lado de quem não valoriza você.
@gmajorlima
Que falem, que reclamem, que provoquem. Eu continuo seguindo, porque minha felicidade não precisa da aprovação de ninguém
@gmajordeus
Enquanto não temos, imaginamos que aquilo nos fará felizes. Quando temos, descobrimos que felicidade não era aquilo.
@gmajordeus
A verdadeira riqueza não está naquilo que você exibe, mas naquilo que você não precisa exibir.
@gmajorlima
Trabalhar com confiança, respeito e empatia faz diferença em qualquer profissão.
Você não precisa gostar de todo mundo ou concordar com todas as pessoas. Mas pode escolher ser educado, ajudar quando puder e tratar o próximo com respeito.
Às vezes, uma simples atitude de gentileza pode aliviar a pressão de alguém, evitar um erro ou devolver a confiança que estava faltando.
No trabalho em equipe, não precisamos ser melhores que os outros. Precisamos ser melhores juntos.
Confiança fortalece. Respeito aproxima. Empatia transforma.
@Gmajordeus
E se algum dia perguntares
o que vejo quando olho para ti,
não direi apenas beleza.
Direi:
vejo a mulher que desejo,
a mulher que admiro,
a mulher que quero beijar,
a mulher que quero abraçar,
a mulher que quero proteger sem aprisionar,
e, acima de tudo,
a mulher que meu coração escolheu
mesmo sabendo
que amar é sempre
uma maneira lenta
de aprender a sofrer.
No Fim do Poema
No fim do poema não há ponto final.
Há uma cadeira vazia na cozinha,
o café esfriando enquanto a tarde decide
se fica ou se vai.
No fim do poema, a rua continua.
O ônibus passa cheio de histórias que não cabem em verso,
o vendedor grita o preço do dia,
e alguém chora baixo no celular
como quem pede desculpa por existir.
No fim do poema, a gente aprende
que nem tudo vira metáfora.
Algumas dores ficam literais demais,
algumas alegrias pequenas demais,
e a vida segue escrevendo em prosa
o que a poesia não deu conta.
No fim do poema, sobra o corpo.
Cansado, insistente, vivo.
Sobra a respiração que falha, mas volta.
Sobra a memória tropeçando em si mesma,
lembrando do que foi
e inventando o que ainda pode ser.
No fim do poema, ninguém aplaude.
A luz não se apaga de repente.
O mundo não entende que aquele verso era despedida.
E tudo bem.
O mundo nunca soube ler direito.
No fim do poema, começa outra coisa.
Talvez não seja bonita,
talvez não rime,
talvez não salve ninguém.
Mas anda.
E enquanto anda,
vai escrevendo.
Ainda Assim, Respiramos
Vimos tudo.
Mas não deixamos que tudo nos leve.
O mundo gritou alto demais,
rasgou papéis,
confundiu nomes,
trocou cuidado por ruído.
E nós, cansados,
ficamos olhando.
Não por covardia.
Por sobrevivência.
Há dias em que resistir
é apenas levantar da cama,
é continuar sentindo
quando sentir dói.
Somos testemunhas, sim.
Mas também somos silêncio fértil,
olhar atento,
memória que não se apaga.
Enquanto o palco treme,
há quem plante esperança nos cantos,
quem acenda pequenas luzes
longe dos holofotes.
Nem todo gesto é barulho.
Nem toda força é grito.
Às vezes, viver
já é um ato de coragem.
Às vezes, respirar
é a forma mais bonita de ficar.
E mesmo quando parece pouco,
é o suficiente
para que a manhã volte
devagar
mas volte.
Entre Livros e Sombras
Há livros que não apenas ocupam as mãos; eles transformam a alma.
Foi entre páginas silenciosas que compreendi que as sombras não são moradas, mas caminhos. Elas atravessam nossa existência como a noite atravessa o céu, sem jamais conseguir apagar a promessa do amanhecer.
Cada leitura me ensinou que a verdadeira sabedoria não está em possuir todas as respostas, mas em cultivar perguntas que aproximam o coração do eterno. Quanto mais conheço a vida, mais percebo o quanto ela permanece envolta em mistério.
Os livros me apresentaram autores que se tornaram mestres, pensamentos que desafiaram minhas certezas e palavras que enxugaram lágrimas invisíveis. E, entre tantas páginas, encontrei a presença silenciosa de Deus, conduzindo meu espírito com delicadeza e esperança.
Hoje caminho entre livros e sombras sem temor. Sei que as sombras passam, a verdade permanece e a esperança continua iluminando o coração de quem nunca deixa de aprender.
Porque, no fim, cada livro verdadeiro acende uma luz que continua brilhando muito depois que a última página é virada.
A arquitetura da alma
Assim como uma casa não se sustenta sem alicerces, o homem também não permanece de pé sem uma estrutura interior. A alma possui sua própria arquitetura. E tudo nela depende daquilo que, em silêncio, foi sendo construído ao longo do tempo: hábitos, valores, renúncias, convicções, memórias e fidelidades.
Há homens belos por fora e arruinados por dentro. Há homens simples por fora e majestosos por dentro. Isso porque a verdadeira grandeza não está no acabamento aparente, mas na solidez do que foi erguido no invisível. A alma mal construída desaba diante de elogios excessivos, críticas duras, desejos desordenados ou perdas inevitáveis. Já a alma bem arquitetada atravessa tempestades sem perder completamente a forma.
Construir a alma exige trabalho paciente. Ninguém se torna justo por acaso, nem sereno por impulso, nem sábio por aparência. Cada escolha é um tijolo. Cada renúncia limpa o terreno. Cada verdade aceita fortalece as colunas. Cada queda enfrentada com humildade reforma rachaduras internas. O homem vai se tornando morada de si mesmo.
Mas toda arquitetura revela uma intenção. A pergunta essencial é: para que estamos construindo? Há almas erguidas para a vaidade, para o poder, para a aprovação. E há almas construídas para a verdade, para o amor, para a responsabilidade e para o bem. Só estas permanecem habitáveis quando a vida endurece.
No fim, o legado de um homem não é apenas o que ele deixou no mundo, mas aquilo que ele edificou dentro de si. Porque a alma é a obra mais importante que alguém pode construir. E quando ela se torna firme, clara e justa, passa a servir de abrigo não apenas para si mesma, mas também para todos os que dela se aproximam.
Cartografia do teu corpo
Teu corpo não é carne.
É geografia.
Teus ombros são margens onde descanso o cansaço,
e teu peito, um chão firme
onde minha respiração aprende a ficar.
Há curvas em você que não pedem pressa,
pedem leitura.
Como quem percorre uma estrada sem mapa,
aceitando se perder só para continuar.
Quando você se aproxima,
meu corpo entende antes de mim.
A pele vira escuta,
o pulso acelera como se reconhecesse
um idioma antigo.
Não é toque ainda
é intenção.
E a intenção pesa mais que a mão.
Seu corpo me chama sem palavras,
como chamam os lugares que a gente sonha morar
antes mesmo de saber o endereço.
E eu fico ali,
entre a vontade de entrar
e o respeito pela porta.
Porque há desejos que não querem urgência,
querem permanência.
E o meu, quando te vê,
não quer te possuir.
Quer te habitar devagar.
Entrelinhas
Ela diz que não gosta quando escrevo sobre ela.
Diz com a voz firme,
mas com os olhos curiosos.
É curioso isso:
quem não quer ser verso
não pergunta se é poema.
Ela passa por perto quando escrevo,
finge desatenção,
mas desacelera o passo.
Não lê,
mas tenta.
Não pergunta,
mas espera.
Existe nela um desejo discreto
de se reconhecer nas entrelinhas,
de descobrir se o segredo mora em alguma metáfora, se o nome dela cabe em sinônimos,
se o amor sabe se esconder.
Meus segredos ela conhece.
Não os detalhes,
mas a essência.
Sabe que quando escrevo sobre o vento,
é o jeito dela passar.
Quando falo de calma,
é o silêncio que ela deixa.
Quando escrevo sobre amor,
é porque não sei escrever outra coisa
que não seja ela.
Ela diz que não gosta,
mas pergunta.
Diz que não quer,
mas procura.
Diz que não lê,
mas sente.
E talvez amar seja isso:
respeitar o limite que a boca impõe
e continuar falando com o coração.
Se ela se reconhecer,
não foi porque escrevi sobre ela.
Foi porque ela sempre esteve
em tudo que eu escrevo.
O Suave Ritmo da Persistência
Persistir não significa correr sem parar ou carregar o mundo nas costas com desespero. A verdadeira persistência é mansa: é a decisão silenciosa de dar mais um passo, por menor que ele seja, logo após um dia de cansaço. A desistência sempre nos oferece um caminho que parece mais fácil e sem esforço, mas ela também apaga a nossa luz e estaciona a nossa alma. Quando as forças parecerem poucas, não desista; apenas diminua o passo, respire fundo e confie que o Criador renova as energias de quem escolhe continuar caminhando no bem.
Seja competente e gentil, é só isso!
Seja autêntico, original, comprometido.
Não há ninguém que tenha se dado mal por ser assim.
Dê sempre o seu melhor (por você)!
Se o homem não te compensar, o universo te recompensa!
Não perca tempo, com trabalho inútil, relacionamentos fracassados, conversas imbecis e gente tóxica.
Seja competente!
Seja comprometido, em ser feliz, em fazer feliz!
Não era eu o teu foco.
E, ainda assim, houve um instante
em que, sem perceber e sem querer,
você me deu razão de viver.
O que sou diante a indiferença.
Uma rocha que não liga se chove ou venta se cai a tempestade.
Pois estou ali a tanto tempo que incontáveis, pessoas que passaram na minha vida não faz diferença.
Nem mesmo quando menosprezando meus feitos e dizeres pois so é uma tempestade. Logo dia sera pesares de uma nova era sem a humanidade.
Sei que não era para mim.
Talvez nunca seja.
Mas vibrava uma energia no espaço-tempo
que me provocava a existir
e a desejar o pertencer.
Não consigo entender porquê o indivíduo trabalha doze horas por dia sem folga e tem ossos para comer.
E esta feliz por isso.
Come carne de burro e é feliz.
Acha que políticos devem comer do bom do melhor pois a riqueza é para ser desfrutada por ricos apenas.
A alienação intelectual é uma pena parte do domínio mental.
E o baixo intelectual com excesso de ignorância.
Por aonde estamos e caminhamos as escolas não tem o ensino da filosofia e sociologia assim domínio mental se torna fácil e manipulável.
A felicidade e dor a pragmática é simplicidade uma das consequências de pular num abismo político aonde ate o Caos absoluto tem uma beleza e glamour. Na onde o veneno é doce.
O veneno em pequenas doses é um calmante da ao corpo o paradoxo do alívio.
Desinformação dentro da gaiola brasileira faz ganhar eleição...
Palavras bonitas não o feijão na mesa...
Quem disse que vivemos na democracia da gaiola.
Pois não gaiola se tem vista para janela,
Logo são expostos os quatro anos passados a gaiola boa tem estar limpa...
