Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
"Se tudo que Deus fez, ainda não te faz acreditar, não é vendo Ele, que te
faria converter, sua fé não está naquilo que você vê... está naquilo que você acredita"
Escrevo-me
quando o silêncio pesa
e a alma pede morada.
Escrevo-me
não para ser lida depressa,
mas para ser sentida
no tempo certo do coração.
Há dias em que sou rascunho,
outros em que sou verso inteiro.
Mas sigo,
mesmo borrada,
mesmo em construção.
Escrever-me
é não desistir de quem sou,
é juntar pedaços de fé,
cicatrizes e esperança
numa mesma linha.
Porque enquanto me escrevo,
eu existo.
Inteira.
Viva.
Aprendendo a ficar.
_escrevendo.me
Não sabemos quando será o nosso último pôr do sol.
Último sorriso.
Último olhar.
Último amar.
Por isso. Viva cada momento como se fosse o último de sua vida.
Almas que o tempo não apaga
Dois corações, um só destino,
cruzaram-se na curva do divino.
Almas gêmeas, em puro esplendor,
vivendo intensamente o mais belo amor.
Mas veio o tempo com sua dureza,
soprando orgulho, ferindo a leveza.
Palavras caladas, silêncios gritantes,
e o amor, tão vivo, tornou-se distante.
Seguiram caminhos, corpos separados,
mas os sonhos... ainda entrelaçados.
Cada gesto, cada som, cada cheiro,
era a lembrança do tempo verdadeiro.
O sol que aquece, a chuva que cai,
tudo recorda o que o tempo não trai.
Mas o orgulho, teimoso, cresceu demais,
e cavou entre eles abismos mortais.
Mesmo longe, a dor é presença constante,
como um eco do amor, ainda vibrante.
Dormem e acordam com o mesmo vazio,
tão perto no amor, tão longe no frio.
E o coração? Ainda pulsa em tortura,
amando em segredo, sofrendo a amargura.
Pois saber que se ama e não poder tocar
é o castigo mais cruel de se amar.
Entre flores e tempestades — Touro
Teimoso como raiz que não se solta da terra,
Firme como o tronco que encara o vento.
No teu peito mora a calma do campo,
Mas também a força bruta da enxurrada.
Tens o dom da paciência — regas os sonhos devagar,
Colhes frutos doces porque soubes-te esperar.
És leal, és chão, és porto seguro,
Abraço que aquece e não solta fácil.
Mas… oh, Touro, quando decides não ceder,
O mundo pode gritar — e tu, seguirás mudo.
A mesma força que constrói, pode prender;
A mesma vontade de proteger, sufoca.
Amas o belo — aromas, sabores, toques,
Vives a vida como banquete eterno.
Mas às vezes te perdes no excesso,
Guardando o que já não cabe nas mãos.
És terra fértil, mas não és pedra imóvel:
Dentro de ti, um jardim floresce e luta.
Virtude e defeito, tão juntos, tão teus,
E é nesse contraste que Touro é… Touro.
Pedra e Cume — Capricórnio
És montanha que não teme o inverno,
Passo firme sobre pedras incertas.
Tens nos olhos o horizonte distante,
E nos ombros, a paciência do tempo.
Teu trabalho é ponte que não cede,
Tua ambição, fogo sob o gelo.
Sabes construir com mãos seguras,
E transformar sonho em obra concreta.
Mas… oh, Capricórnio, o peso da meta
Às vezes te rouba o sol da jornada.
Tua seriedade ergue muralhas,
E teu silêncio, desertos à volta.
A prudência que te protege
Também pode te prender no mesmo chão.
E teu apego à ordem
Por vezes engessa o voo.
És rocha que sustenta e protege,
Mas também penhasco que assusta.
Virtude e defeito se esculpem em ti,
Na ascensão sem fim de ser Capricórnio.
Pedra e Cume — Capricórnio
És trilha que não teme a subida,
Olhar fixo no topo, passo firme na rocha.
Tens a paciência como guia,
E a disciplina como fiel companheira.
Constróis sonhos com tijolos de realidade,
Sabes que o tempo é aliado, não inimigo.
És leal ao que prometes,
E raro quem consegue derrubar tua determinação.
Mas… oh, Capricórnio, o peso do dever
Às vezes te prende mais que te protege.
Tua seriedade ergue muros altos,
E teu silêncio deixa desertos no caminho.
A prudência que te salva
Também pode te roubar o voo.
E na ânsia de manter o controle,
Esqueces que a vida também é improviso.
És rocha que sustenta,
E penhasco que impõe respeito.
Virtude e defeito se moldam em ti,
Na escalada eterna de ser Capricórnio.
Eu mudei há muito tempo.
Não por ser um mau-caráter, nem por ser um tolo distraído.
Mudei porque não aceito mais caminhar lado a lado com o caretismo que me acompanhava nas vilas da vida.
Não faço questão alguma de voltar ao que eu era antes.
Acordei a tempo de me proteger da tempestade,
de erguer minha própria fortaleza,
de entender que a mudança não foi fraqueza,
foi coragem.
Hoje sigo firme, sem olhar para trás.
Quem quiser caminhar comigo, que venha com verdade.
Quem não quiser, que fique preso às suas próprias sombras.
Eu sigo livre. Eu sigo desperto sem ninguém pra me atrapalhar.
ilação
no lugar comum
de explicar por que escrevo,
não pretendo achar motivo
que, por outro,
já não se tenha dito:
escrevo só mesmo porque é bonito
e, assim, alento os meus dilemas;
escrevo porque,
embora sangrem mais,
as feridas doem menos
quando abertas em poemas.
Meu coração é educado,
ama em silêncio,
não atrapalha.
Ele te vê com outra pessoa
e finge maturidade,
mas sangra escondido
no bolso da minha calça.
Alma não se ama
Amplitude de uma conexão
Linda de navegar
Mar das maresias
Navego na vastidão de encontrar
A singularidade dessa sensação extraordinária
Não ama, mas consume por dentro.
Amizade não mora no perto.
Mora no sentido.
Há amizades que o tempo não visita todos os dias,
mas quando chega, encontra tudo intacto.
Como se nada tivesse passado.
Como se a alma tivesse esperado.
A distância ensina.
Ela tira o corpo do caminho
para que o afeto aprenda a caminhar sozinho.
E quando a amizade é verdadeira,
ela não enfraquece —
ela amadurece.
O tempo não leva quem é real.
Ele só filtra.
Deixa ir o que era presença vazia
e mantém o que era laço profundo.
Amizade é reconhecer o outro
mesmo quando a vida muda o cenário.
É saber que o silêncio não é ausência,
é apenas vida acontecendo.
Algumas pessoas não estão mais na rotina,
mas continuam no significado.
E isso basta.
Porque amizade de verdade
não precisa de constância diária,
precisa de verdade.
Ser justo não é uma questão de momento,
mas uma questão moral.
Ser justo é quando você entende que aplicar as regras estabelecidas poderá prejudicar a si mesmo.
Mas não confunda justo com condescendente ou complacente.
Ser justo é aplicar as regras a quem segue as regras e ser implacável com quem as burla,
a moral não será abalada, já que não beneficiará o transgressor e sim protegerá os que têm moralidade de verdade.
Hoje é o Dia do Leitor: quem não lê pelo menos um livro por ano, limita os caminhos da própria vida.
Benê Morais
Eu não demonstro sentimento com excesso de palavras.
Demonstro com presença, com cuidado, com atitudes silenciosas.
Quando eu gosto, eu facilito o dia, ajudo, penso no detalhe, apareço do jeito que sei. É assim que digo “eu tô aqui”. Não sou do tipo que puxa assunto sem motivo.
Não sei sustentar conversas vazias só para marcar presença.
Mas se me chamar, eu fico.
Se precisar, eu faço.
Se for de verdade, eu cuido.
Tenho me descoberto mais reservada, mais seletiva, mais fiel à minha essência. E isso não me entristece. Porque não é frieza é maturidade. Não é indiferença, é profundidade. Deus tem colocado no meu caminho pessoas que entendem isso. Que não me criticam, não me pressionam, não confundem silêncio com jogo ou diferença com charme. Pessoas que acolhem quem eu sou, sem tentar me moldar.
Eu não amo alto. Eu amo firme.
E quem sabe sentir, entende.
Tenho visto mulheres potentes se preocuparem com a idade — não pela idade em si, mas pela cobrança social transgeracional de que já deveriam estar casadas e com filhos.
Essa é apenas mais uma injustiça incongruente do patriarcado estrutural que ainda perdura fortemente.
Antigamente, mulheres casavam antes da adolescência. Não estudavam, não tinham carreira, não podiam escolher se teriam filhos — nem quantos — nem se estavam a fim ou não de ter relações sexuais.
Hoje, estudamos muito, trabalhamos fora, continuamos exercendo a maior parte da gestão da casa, dividimos igualmente os boletos e, injustamente, as cobranças permanecem as mesmas
— agora acompanhadas de novas exigências.
É urgente curar esse masculino tóxico
para retomarmos o sagrado feminino
e podermos dançar, com consciência, o equilíbrio do yin e do yang dentro de cada ser.
priescreve #priaugusta #opensador
É tudo no tempo certo, na hora certa, Deus dará o sinal pra você realizar, não adianta se apressar, não acumule problemas pra ir resolvendo aos poucos, isso é você se lascar todinho, não é paz, não é sossego, e, sim um grande problema. Acumular dívidas é coisa séria, mas, tem gente que não entende, morre de tanto trabalhar, não junta grana pra realizar, só gasta e fica rodando o mês todo sem um real pra comprar um pão.
Quer fazer acontecer? Trabalhe duro, evite muitos rolês, junte o máximo que você puder, gaste o mínimo possível e você verá o quanto Deus é maravilhoso para que no momento exato você consiga resolver seus problemas e realizar seus grandes sonhos!
Não sei se estás preparada para ouvir a verdade que carrego no peito. Quero que saibas, desde já, que não falo por impulso: falo com a calma de quem escolheu cada palavra para te encontrar. Estou aqui para oferecer dias inteiros ao teu lado, não como promessa vazia, mas como compromisso de presença e cuidado.
Tu és um universo de elegância, atitude, amor e alegria; és um oceano acolhedor, um porto seguro onde minhas tempestades se aquietam. Toda a magia que conheço mora em ti — nos gestos pequenos, no riso que me salva, na coragem de ser inteira.
Se não estiveres pronta para compartilhar esse caminho, compreenderei; ainda assim, o teu melhor é o mínimo que espero de ti, porque entrego o meu melhor em retorno. Quero alguém que caminhe comigo de frente, que ame com coragem e que aceite ser amado com a mesma intensidade. Se aceitares, farei da tua vida um lugar onde o amor é verbo, ação seja um paraíso de bênçãos e felicidade.
“Ler não é apenas consumir palavras, mas habitar o tempo com presença, refletir, interpretar e amadurecer o olhar sobre si e sobre o mundo.” — Leonardo Azevedo.
Hoje, 7 de janeiro, celebra-se o Dia do Leitor, data dedicada à valorização da leitura como ato de consciência, interiorização e construção de sentido.
A falta de consciência não é ignorância é acomodação.
É viver no automático, repetindo padrões herdados, crenças e comportamentos que nunca foram questionados. É aceitar a mediocridade como zona de conforto e chamar limitação de destino.
Muitos atravessam a vida sem, de fato, vivê-la. Reproduzem histórias que não escolheram, carregam dores que não curaram e defendem ideias que jamais examinaram. Confundem rotina com segurança e medo com prudência. Assim, passam os anos… e permanecem no mesmo lugar interno.
Sem discernimento, não há ruptura. Sem ruptura, não há evolução. O indivíduo se torna prisioneiro da hereditariedade emocional, mental e comportamental um eco do passado tentando existir no presente. Vive reagindo, nunca criando. Seguindo, nunca conduzindo.
A consciência exige coragem. Dói olhar para dentro, questionar a própria história e assumir responsabilidade pelo próprio despertar. Por isso, poucos o fazem. A maioria prefere a anestesia da repetição ao desconforto da transformação.
E assim seguem: passam pela vida, mas não a expandem.
Respiram, mas não despertam.
Existem, mas não evoluem.
