Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

Cerca de 538603 frases e pensamentos: Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

noites em claro
não consigo dormir
mente cheia
não para quieta


parece perder as forças
chegou de madrugada
galo canta
cigarra assobia


o dia clareia
e minha mente continua cheia
tempo voa
já é de tarde


chegou a meia hora
noite volta
tudo de novo


liga o telefone
tela brilha
noite vira dia


pois é
minha mente
continua bagunçada

A gente
não trabalha
com o conhecimento pronto.
A gente constrói, reconstrói e evolui para
ser reconhecido.

ontem, um pensamento fulgaz me ocorreu
"eu não quero mais viver nesse mundo"
tão rápido quanto um piscar de olhos
quanto a velocidade da luz
e uma queda de energia repentina
de fundo, cinematograficamente
um céu azul com grandes nuvens
pessoas dormindo nas ruas, fumaça, grandes prédios
carros, uma praia ensolarada
lágrimas silenciosas
a sensação de ausência e o sentimento de vazio
hoje, pensei o mesmo

Escrevo
Para me comunicar com as almas,
porque me chamo poema,
par não ser devorado pela omissão.
Garça branca, noite escura,
mas noturna a solidão,
tudo foi literatura.

A vida é um intervalo entre duas escuridões. Antes de você nascer, o mundo não sentia sua falta
Depois que você morrer, o mundo não lembrará que um dia você existiu


Use seu tempo nesse intervalo chamado vida, de forma sábia.

" Beijo
Teus olhos
Em agradecimento.

Pois eles
Enxergam a beleza

Que muitos
Não vêem em
Mim!

Mais
Que diante
Dos teus

Florescem jardins
De amor, ternura
E carinho

No amanhecer
De nós dois."

O sonho é teu.

Mais
Não te esqueças
Nunca, que quem realiza
Ele

Em tua vida
É Deus.

Memórias Online
O feed me traz você de volta,
uma foto sua, um post sobre nada.
Não sei se a gente existe ainda
ou se é só um fantasma na tela.
Naquele tempo, eu era um emoji de coração,
você, um visto azul, sem reação.
Eu te mandava mil directs,
você só visualizava, sem contexto.
Lembro de cada detalhe, cada playlist que criamos juntos,
mas só eu cantava a letra.
Você era tipo um filtro do Instagram,
bonita de ver, mas sem profundidade, sem essência.
Hoje, meu celular não vibra mais com seu nome,
minhas notificações estão em paz.
Mas de vez em quando, no meio do nada,
sua memória me dá um lag.
O tempo passou, o Wi-Fi desconectou,
mas o cache do meu coração ainda guarda você.
Ainda lembro do amor que dei de graça,
e da sua falta de megabytes para retribuir.
É, o amor era 5G pra mim,
mas para você, 2G, só uma conexão lenta.
E o pior de tudo é que mesmo em 2050,
se o mundo acabar, eu ainda vou lembrar
do sorriso que você não me deu,
e de todos os "eu te amo"
que eu só mandei para o vácuo.

Não ouço mais besteiras á toa, quero evoluir como pessoa, ser diferente da maioria.


@JohnGataus

⁠Entre o sim e o não,
Meu coração balança,
É saudade, é esperança,
Ou vontade de fugir?
Entre o sim e o não,
Teu amor me contradiz,
Me confunde, me castiga,
Mas me faz querer sorrir.

Sobre a beleza de ser pai… Primeira parte!

Eu nunca estive pronto pra ser pai, não fiz planos para esse “fim”, mas, vejo que a tarefa que me foi dada cumpri com maestria, sim, estou falando sem modéstia alguma, eu sou um bom pai.

Meus filhos herdaram características minhas que são essenciais para que eles caminhem rumo a seus objetivos.

A melhor delas… Sorrir, não sempre, não de tudo, até porque parafraseando os compositores de “amor pra recomeçar”: Não podemos esquecer que rir é bom, mas, rir de tudo é desespero.

Das demais características eu colocaria humildade, capacidade de servir, não que todos eles sejam cópias fiéis de mim, mas, os adjetivos vão se formando, os defeitos também.

Por fim, me vendo pai, abracei a ideia e me comprometi a ser leve, a ser o amigo, o que indica o melhor caminho, o que fala palavras duras e ao mesmo tempo alivia a jornada.

Tenho um carinho muito grande pelos meus filhos e eles sabem, mas, sabem também que eu sou “antiquado”, “metódico”, “sistemático”, falante.

Estou nesse caminho de ser pai, mas, volto e lembro noites em claro, sorrisos e choro, balanços e sonetos, viagens, brincadeiras, cantos e encantos.

Talvez eu seja o pai mais falante que exista, mas, também sou o pai mais romântico e amante, mais brincalhão e bobo, mais carinhoso e cheio de direcionamentos que indicam onde Jesus está.

Essa é Jhulia, a risonha, brincalhona, resenhista e emotiva, a pediatra da família.

Amo-a como quem ama a si mesmo, com a mesma intensidade e despreparo do pai que me torno todo dia.

Sobre a beleza de ser pai… Segunda parte.

Já falei antes que não me via sendo pai, eu continuo assim, o aprendizado que se colhe ao longo do caminho, é feito de cuidados, de carinho, amor, carões e dias indigestos.

Mas, isso faz parte do processo, não atoa essa tarefa vem abarcada de outras situações externas.

Saber lidar com isso é uma tarefa árdua e pensante, a medida que os filhos vão crescendo, nossa responsabilidade aumenta.

Nos vemos mais protetores, nos vemos mais cobradores, e a saga se repete, dia a dia, como se “chronos” nos fizesse reviver o mesmo dia, várias vezes.

Mas, passa, a ideia de juventude e de liberdade que a sociedade prega nem sempre é a que queremos para nossos filhos.

A inquietante dor que nos pega e nos sacode como um vendaval é somente o nosso corpo buscando formas de defender aquele filho.

Relativamente alinhado ao “nosso querer” estão as vontades deles, opostas nesse caso.

Como fazer, como indicar o caminho sem ser “chato”, antiquado e as vezes bravo? Como orientar no caminho que se deve andar, se ela já escolheu trilhar seus próprios caminhos.

Continua a tarefa, continua a peregrinação na busca do aprendizado que ser pai requer.

Ainda estou me remontando e criando expertises para ser o melhor pai, o melhor amigo, a melhor companhia, o melhor parceiro que um filho deve ter.

Essa é Mirla, de sorriso largo, mas, nem sempre pronto, de olhar discreto, reto é contraponto, ela é como ela é, a modelo da família.

P.S: Ela vai dizer que a foto não ficou boa.

Sobre oportunidades

Não é a ocasião que faz o ladrão, dizia ele a alguém; o provérbio está errado. A forma exata deve ser esta: "A ocasião faz o furto; o ladrão nasce feito." Machado de Assis

O ladrão nasce feito, melhor dizendo ele nasce do pavor em sermos menores, nasce da nossa falta de humildade, de humanidade, nasce na esfera angular de nosso mundo medíocre e impaciente.

O ladrão e, não é preciso cometer delito para que seja, bastando apenas pensar, franzir a testa ou até mesmo omitir questões importantes para nós e os que nos rodeiam.

Pensemos com o coração mais aberto, com o diálogo nascido do agora, deixemos as frases prontas, a neutralidade da alma, abdiquemos da nossa frágil e inútil arrogância, pois está nos faz “furtadores” de sonhos, que por muitas vezes são os nossos.

Viajei

Viajei…

Hoje estou numa viagem… Dessas que não tem porto seguro!

Náufrago de mim mesmo… Mas, caminhando, ainda pensando sobre a morte, dela que cedo ou tarde terei sorte, vaguei por pessoas incomuns, boas, ruins, sem laço algum.

Andei pastos verdes, vi montanhas, atravessei rios, não me afoguei, engoli o choro e caminhei, mesmo indo pra tão, tão, distante, a minha frase preferida é de um burro a um ogro: “Já chegou”?

Eu nunca chego, eu nunca vou…

Não tenha pressa para viver;
Às vezes não precisamos correr!


Tome cuidado com o automatismo, com as coisas rotineiras e cotidianas;


Às vezes achamos que estamos evoluindo quando, na verdade;


Só estamos dando sequência ao que já foi programado.

Não abaixo a cabeça para ninguém. A história é minha.
Eu levanto do chão, do caixão, do que tentaram me enterrar.
Cada queda que me jogaram é combustível para a minha força.


Quem torceu contra vai engolir o próprio espanto.
Não há pressa, não há dó, não há perdão — só a minha verdade.
Eu existo, eu comando, eu destruo qualquer expectativa que tentou me definir.


O mundo pode gritar, pode tentar esmagar, mas eu sigo vivo, imbatível, meu tranco ninguém segura.


— Purificação

Não abaixo a cabeça. A história é minha.
O mundo pode virar contra mim, mas eu seguro o tranco, porque ninguém pode roubar o que já está gravado no meu peito.


Ninguém consegue bater em alguém para sempre.
E quando um morto levanta, o velório acaba.


Eu saio do caixão, eu cancelo o luto.
Quem apostou na minha queda vai ter que assistir meu recomeço.


Levanto. Respiro. E escrevo minha própria história.


— Purificação

Não abaixo a cabeça. A história é minha.
Eu levanto. Cancelo o luto.
Quem torceu contra vai se espantar.


Cada passo é meu. Cada queda me fortalece.
O mundo tenta, mas não me para.
Eu escrevo, eu comando, eu existo.


— Purificação

Não abaixo a cabeça.
A história é minha — eu reescrevo o final.
Saio do caixão; o velório tá cancelado.
Quem torceu contra vai engolir o espanto.
Levanto. Respiro. Existo — implacável.


— Purificação

Há pessoas que se vão com o primeiro sopro do vento.

Não segure o que já nasceu para ir embora.