Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
É ter respeito o tempo todo
Por quem está longe ou ao lado
A dignidade é imenso valor
Que não pode ser negociado
É manter a ética e a moral
Saber que todo mundo é igual
Com isso se deve ter cuidado.
Ter coragem não é não sentir
O medo que a vida nos traz
É ter força pra ir em frente
Até em situações cruciais
É erguer a cabeça e ir lutar
Para o seu sonho alcançar
E não querer voltar jamais.
Este ano, lembre-se: seu voto não é dejeto, é poder. A urna não é vaso sanitário, é futuro. Quem vende o voto vende a dignidade e entrega a liberdade.
Benê Morais
Quando eu era jovem, muitas vezes pensava: “Nossa, como meu pai é quadrado… ele não acompanha as mudanças, não se moderniza e ainda enxerga algumas atitudes minhas como absurdas. Ele deveria se atualizar, entender que o mundo mudou.”
E, no fundo, eu fazia uma promessa silenciosa a mim mesmo: quando eu ficasse mais velho, jamais deixaria de compreender o comportamento dos mais jovens. Eu seria aquele “coroa” descolado, aberto, que entende o seu tempo.
Hoje, percebo que a vida ensina com mais calma e com mais humildade do que a gente imagina.
A fala que estava em flor
Hoje quebra a mordaça
Não se esconde por mais nada
Mostra ser uma mulher de raça
Que não teme ser quem é
Pois a verdade é que tem fé
Com autoestima e muita graça.
Respeitar seu ritmo é arte
Que a pressa não vai roubar
Não se exija o tempo todo
Deixe o tempo navegar
A vida tem maré e lua
Olhe dentro da alma tua
Para ver que necessita pausar.
Ser elegante não tem nada a ver com Prada, Gucci ou Hermès.
Elegância é presença: aquela que acolhe, que não humilha, que não pesa.
É saber conversar com qualquer pessoa — da realeza à plebe — deixando todos à vontade.
Elegância é respeito.
É saber ser sem precisar mostrar.
A virada do ano é simplesmente a mudança de um número e a certeza que vivenciamos mais um ano!
Não precisamos do Ano Novo para renovar esperanças, para recomeçar, mudar, planejar, realizar!!
A cada amanhecer recebemos uma nova oportunidade para faze-lo. Por isso, termine o que precisa ser acabado, deixe partir o que não te pertence,
que continue aquilo que merece estar presente!
Sempre é tempo de renovar a ESPERANÇA!
FELIZ OLHAR NOVO!
Dia das Mães
Mãe não desiste nunca
Ama além do seu limite
Sofre, chora, ora
E tem o dom de resgatar, encaminhar e salvar o filho de qualquer perigo
Mãe é a presença de Deus na Terra
ANO NOVO
Não acredito em ano novo, mas
acredito em dias novos.
A mudança começa num milésimo
de segundo que entendemos que o
atual caminho não nos leva a nada,
sendo assim temos a certeza de
uma mudança comportamental,
psicológica e social.
Eu não sou o dono da razão, nem
conheço o dono dela. Se você
acredita no ano novo, abrace-o com
fé. Abrace o que você acredita, o
que você sente com amor e
sinceridade, não estou aqui para
questionar a sua fé.
Eu não acredito que o ano novo
mudará ninguém, mas acredito que
podemos fazer um novo ano em
nossas vidas.
Como disse o magnífico Thiago de
Mello "eu não tenho um novo
caminho, o que eu tenho de novo é o
jeito de caminhar".
FELIZ DOIS MIL E SEMPRE!
Senti o efeito passar por mim.
Não é literal; é fato.
Estou me quebrando aos poucos.
Ossos puídos não param de surgir — é certo. Segundo a minha ciência, não há o que fazer.
Rio aqui, pois há coisas que, lá atrás, jamais imaginei existir. Ainda assim, concluí em meu TCC, na Universidade da Vida, que verdades também são cruéis.
Aprendi que o super-homem também envelhece, também sente cansaço, reflete muito e morre.
A dúvida se torna um perigo. Questiono e reflito:
a gente não dá as costas e ainda assim fica sem entender por que passou e não ficou.
Agora o efeito cessou, e tudo se apresenta assim — com dores, e o sorriso não se abre.
Mesmo assim, à sombra, em soslaio, vejo… e pouco entendo.
Eu não estava vagando,
eu estava andando.
Eu não estava perdida, nem inerte;
eu estava pensando.
Estava somente pensando.
A igualdade quer nos mostrar
Que todo ser tem o seu valor
Que não importa de onde vem
Seu credo, seus gostos, sua cor
Somos uma forma interessante
E isso sim é o mais importante
Para o convívio com mais amor.
Buscar a justiça na terra
É lutar pelo que é o correto
É não aceitar intolerâncias
Que saia do caminho reto
É punir certo quem faz o erro
Fazendo cessar o desterro
Dar a cada ser um novo teto.
Não acredito em sorte e nem tão pouco em coincidências.
Tenho apenas convicções de que existe um Deus, que nos traz providências.
Não há silêncio que consiga calar tua presença;
ela ecoa em cada instante,
como chama indomável que insiste em arder.
És raiz profunda que não se arranca,
és marca que não se apaga,
és memória viva que desafia o tempo.
E ainda que o mundo tente me distrair,
há sempre um sopro que me devolve a ti,
feito destino escrito nas veias,
feito verdade que não se desfaz.
O seu mal pensado, o seu mau olhado
Não me faz andar pra trás e nem ficar parado
O seu mal pensado, o seu mau olhado
Não me faz andar pra trás e nem ficar parado, não
O seu mal pensado, o seu mau olhado
Não me faz andar pra trás e nem ficar parado
Ei, da escuridão, pare agora de criticar seu irmão
Pois você pode fazer muito mais que isso
E não só comentários sem sentido e atitudes em vão
Pois muito vi, em minha caminhada, navegantes da ilusão
Mas nós, piratas dos bons pensamentos e princípios do bem
Levaremos luz aonde houver escuridão
Eu olho pro meu passado e rio. Rio porque se eu não rir das minhas próprias brincadeiras, alguém vai e provavelmente já riu. Quando eu era mais novo, o bairro não era só onde eu morava, era meu palco. E eu, humildemente, era a atração principal. Não pedi esse talento, nasci com ele.
Cada rua guarda uma memória que eu claramente ajudei a criar. A bola que sempre caía no quintal errado (coincidência nenhuma), a campainha tocada e a corrida digna de atleta olímpico, as reuniões improvisadas na calçada que terminavam em bagunça sem plano e sem motivo. Tudo extremamente organizado dentro do caos.
Eu não fazia brincadeira pequena. Se era pra aprontar, era com criatividade. Se era pra irritar, era com estilo. Os vizinhos não sabiam meu nome completo, mas sabiam exatamente quem eu era. Ícone local. Lenda urbana em construção.
O melhor é lembrar da confiança. Eu tinha certeza absoluta de que nada dava errado se ninguém fosse pego. E quase nunca éramos. Quando éramos, vinha aquele discurso interno: “relaxa, isso vai virar história”. E virou. Sempre vira.
Hoje eu crio memórias rindo das antigas. Eu exagero? Óbvio. Mas se eu não valorizar meu próprio legado, quem vai? Aquela bagunça toda virou repertório, virou risada, virou aquela frase clássica: “cara, lembra daquela vez?”. Lembro. Como esquecer?
No fim, eu não me arrependo das brincadeiras. Elas me deram histórias, cicatrizes pequenas e um ego levemente inflado. Eu não era só mais um moleque do bairro. Eu era o moleque que fez o bairro ter assunto por anos.
E sinceramente? Se um dia alguém escrever sobre aquela rua, meu nome pode não estar lá… mas minha bagunça com certeza vai estar.
— Cyrox
Tenho 19 anos e um talento especial: vacilar com estilo. Não é qualquer vacilo, é aquele vacilo bem pensado, bem executado e, claro, repetido. Porque aprender na primeira vez é coisa de gente comum, e eu claramente me acho acima disso.
Eu olho pra trás e penso: “não, dessa vez eu fui gênio”. Não fui. Fui emocionado. Confundi intensidade com conexão, drama com profundidade e achei que minha presença resolvia instabilidade alheia. Olha a audácia. O ego de um garoto de 19 anos é uma coisa linda e perigosa ao mesmo tempo.
O melhor é que, mesmo errando, eu erro confiante. Eu entro nas situações achando que sou o ponto de equilíbrio, o cara lúcido, o diferentão. Resultado? Saio com mais histórias pra contar e menos certezas sobre mim mesmo. Mas calma, faz parte do charme.
Eu ignoro sinais óbvios com uma elegância impressionante. Bandeira vermelha pra mim não é aviso, é decoração. Eu vejo tudo, entendo tudo… e sigo mesmo assim. Porque, na minha cabeça, “comigo vai ser diferente”. Nunca é. E ainda assim, eu insisto.
O sarcasmo vem depois, quando eu finalmente percebo que fui o palhaço da própria narrativa. Aí eu rio, balanço a cabeça e penso: “ok, pelo menos rendeu caráter”. Vacilo vira aprendizado, aprendizado vira ego inflado, e o ciclo recomeça.
No fim das contas, eu me acho incrível até quando erro. Não porque o erro foi bonito, mas porque eu sobrevivi a ele com consciência, ironia e uma autoestima teimosa. Errar faz parte. Errar do mesmo jeito várias vezes já é personalidade.
E no fim, sou só um jovem de 19 anos, especialista em vacilos, dono de um ego questionável e totalmente convencido de que, no próximo erro, vai fazer melhor. Ou não. Kkkkkkk
— Cyrox
