Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
O luto é um território onde o tempo anda diferente. Não é atraso, nem falha — é o corpo e a alma tentando compreender a ausência que não cabe em palavras. O luto não é um túnel escuro, como tantos dizem; é uma travessia, sim, mas uma travessia feita de noites e amanheceres entrelaçados, onde dor e amor caminham de mãos dadas.
Perder alguém é sentir o mundo deslocar-se um pouco para o lado, como se tudo estivesse igual, mas profundamente alterado. E, ainda assim, dentro dessa ferida aberta, existe um brilho silencioso: é o amor que permanece. O luto nada mais é do que o eco desse amor, tentando encontrar um novo lugar para morar dentro de nós.
A verdade é que não “superamos” o luto — nós o integramos. Aprendemos a carregar a ausência com mais leveza. Aprendemos que lembrar não é sofrer, mas honrar; que chorar não é fraqueza, mas prova da presença que existiu e transformou quem somos. Com o tempo, a dor muda de textura: deixa de ser um corte bruto e se torna cicatriz sensível, que dói quando tocamos, mas também nos recorda de que vivemos algo real, grande, importante.
Brilhar no luto não significa esconder a dor, mas permitir que ela se transforme. É deixar que o amor que ficou ilumine as partes escuras. É reconhecer que, embora alguém tenha partido, aquilo que essa pessoa despertou em nós — ternura, coragem, riso, memória — permanece vivo.
No fim, o luto é uma prova silenciosa de que tivemos a sorte de amar alguém a ponto de sua ausência mudar nosso mundo. E, pouco a pouco, aprendemos que seguir em frente não é deixar para trás, mas caminhar levando junto — de outro jeito, em outro ritmo, mas com o mesmo amor.
Dores
Já me curei de dores bem maiores
E passou, sempre passa
Se não passar um dia vai sarar
Igual minhas cicatrizes
Quando sinto essa dor
Lembro de outras
Aí já não sinto mais elas
A dor é do momento
Nunca da memória
O tempo é passagem
Abre portas para o futuro
E fecha as janelas do passado
Movendo a vida e a morte
O tempo rei
Majestade soberano
Vive de levar paz e guerra
Justiça na sorte, no amor e no azar
Mas aprendi uma coisa
Quando mais falo da dor
Menos doi ela
É mais me faz calar
Nunca se diminua para caber no mundo de alguém.
Se não houver espaço para ti, não insista.
Você não é responsável por provar o seu valor para quem não enxerga.
Quem te quiser de verdade na sua vida, fará tudo para que você caiba, de forma inteira, sem que precise se diminuir.
Quem não se esforça por sua presença, é porque não se importa com a sua ausência.
Que os muros do tempo
Aprisione as memórias
De uma desejada história
Que não passou de estória
Fantasia da mente
Só existe no pensamento
Sufoca a realidade
Invernia do momento
Com a cara e a coragem
Se apaga a imaginação
Apenas um sonho acordado
Uma grande ilusão
A vida é cheia de ciclos
Embora não contínuos
Tem início e final
Os momentos, as palavras
As ações e as afeições
Cada uma delas tem seu início e seu fim
Algumas acabam rápido
Outras levam um tempo
E há aquelas que ficam até o fim da vida
Algumas se iniciam pra terminar outras
Outras terminam pra iniciar algumas
Faz parte do processo
Às vezes o fim é o começo ou o próprio começo é o fim
Em suma: a vida é cheia de ciclos, embora não contínuos, tem início e final.
O Diálogo
Dúvida – Mas porque você é assim?
Eu – Por incrível que pareça, não vou conseguir responder a sua pergunta.
Dúvida – Mas se você continuar assim, vai ficar sozinho, você quer a solidão?
Eu – Eu já sou sozinho, quem está na minha mente? Ora, amo aqueles que estão comigo, contudo, muitas vezes me vejo só, eu paro, eu peço, eu observo: Nossas companhias existem pra agregar nas qualidades que não temos e nos acompanhar nessa sala de aprendizado que se chama vida, porém ninguém está em nossa mente, ninguém pensa como pensamos, ninguém nos sente realmente. Temos ideias vagas, sim, de como as pessoas se sentem, com base nas nossas experiências, mas quem entende quem? Quem agiria da mesma forma sob uma situação qualquer de alguém? Humanamente só nós nos entendemos. Somos loucos ou somos plenos?
Sobre certas máscaras sociais:
Muitas vezes não criamos essas máscaras, as pessoas que as imaginam, elas mesmas que as criam pra nós e querem que as sustentamos conforme as suas expectativas irreais.
Importa-se com o que é importante
Isso é não perder a calma
Com coisas que são vãs
Não se pode abraçar o todo com os braços
Nem se desligar de tudo
Como uma máquina
Há importâncias e nessa temos que firmar
Sem sofrer antecipadamente
Sem carregar a dor amargamente
Disse um sábio:
“ Muitos têm falado em ano novo, mas esquecem do que de fato faz a diferença.
Não adianta um ano novo sem um novo ser, se nossas atitudes continuarem as mesmas, que ano novo chegou?
Para se ter um ano novo, de fato, deve haver uma nova perspectiva, deve haver notas atitudes, deve-se abandonar maus hábitos:
- Deve-se arrepender daquilo que se fez erro e do ato errôneo;
- Deve-se perdoar quem lhe fez mal e abandonar as magoas;
- Deve-se pedir perdão pelas ofensas cometidas;
- Deve-se falar menos e agir mais em prol do amor e das virtudes em si;
- Deve-se abandonar o velho eu, a velha e maculada essência.
Se estas coisas e as que podemos acrescentar aqui, que tenham bom efeito, não forem nosso alvo, nossa convicção e nosso modelo de novo ser, ter um ano novo não faz nenhum sentido. ”
Como diria o sábio: “ Sem um ser novo não tem sentido um ano novo !”
Ficar nos bastidores da vida não vai fazer você evoluir
Por que incomoda tanto?
Por que sente que não se cabe mais ali?
E se incomoda por que não muda?
E se não está satisfeito por que não sai?
É necessário agir, torna-se agente a vida
Sem isso nos afundaremos no calabouço da solidão.
A vida tem constantes surpresas. Agradáveis ou não, todas elas servem de aprendizado a nós. Não há como se moldar um caráter se não houver fricção.
AC Lopes
"Quando o céu toca a alma"
Não estou triste,
mas algo em mim pede lágrimas.
Não de dor -
de vida.
É como se o céu encostasse no meu peito
de leve,
e minha alma, surpresa,
quisesse responder.
O choro vem,
mas não cai.
Fica ali, feito oração silenciosa,
feito gemido sem palavra,
feito toque do Espírito que a mente não traduz.
Romanos diz que Ele intercede por mim,
e talvez seja isso que eu sinto:
um mover que não se explica,
um derramar que não se derrama,
uma visita que o corpo reconhece
antes do pensamento entender.
A emoção trava na porta,
não por fraqueza,
mas por reverência.
Como se até as lágrimas soubessem
que Deus está perto.
E então fico quieto,
com a vontade de chorar sem motivo,
e percebo -
não é tristeza.
É sensibilidade.
É cura nascendo sem ferida.
É o coração ajustando o que nem eu sei.
É a presença que arruma a casa
sem fazer barulho.
Cada lágrima que não cai
ainda assim é vista.
Cada emoção engolida
ainda assim é guardada.
Porque Deus recolhe até aquilo
que não escorre do rosto -
até aquilo que só escorre da alma.
E um dia, talvez, eu chore.
Não por perder,
mas por ter sido tocado.
Não por dor,
mas por encontrar paz demais para caber no peito.
Até lá eu sigo assim -
com o céu pousado dentro
e o coração aprendendo a sentir.
Quando alguém tenta colocar um preço em você, é sinal de que não enxergou o seu verdadeiro valor.
O preço se negocia. O valor, não.
Quem só mede o que você faz pelo que custa, não compreende a importância de quem você é.
Valor não se limita ao que pode ser pago, porque ele nasce da sua essência, do que você construiu, do que ninguém mais pode oferecer como você.
Não aceite ser tabelado por quem não tem capacidade de mensurar a sua grandeza.
Preço se paga. Valor se reconhece.
Se tentam te dar preço, é porque não entenderam o quanto você vale.
Às vezes, tudo que precisamos
é que alguém nos veja de verdade.
O tempo escapa pelos dedos,
não se dobra, não se volta;
e o que é errado jamais se fará certo.
As relações florescem na serenidade,
sejam elas poucas ou muitas,
profundas ou passageiras.
Aprenda a habitar seu próprio eu,
a ouvir suas sombras e suas luzes,
antes de se perder no “eu mais um”.
By: Ivan Ludwig
Somos a soma das nossas atitudes, sejam elas positivas ou negativas.
Não somos somente bons, nem somente ruins.
Somos os dois opostos juntos, oscilando em nossas ações, variando entre momentos e situações.
Errando ou acertando, somos integralmente um risco, desde o primeiro ao último suspiro.
Literalmente, somos o constante equilíbrio do desequilíbrio.
Eu não tenho sorte,eu tenho Deus.
Afinal quem precisa de sorte, quando se tem aquele que muda as circunstancias para te abençoar?
Joaninha
Decidi que devo parar.
Em meio a tanto pó,
Não há porquê.
Não há com que sonhar.
Mas, em tão pouco que me resta,
Por uma fresta na janela,
De um quartozinho de dormir,
Um jardim
Com folhagens orvalhadas,
Ua roseirinha, um jasmim,
E um jarrete de lilases.
À parte, ervas curativas.
E o mais, ua joaninha.
Ah, minha doce joaninha,
Estava pronto p’ra partir.
Pousa cá na minha face
E me conta se és feliz
Pois agora sou feliz.
Irei me afastar de você
espero que entenda mesmo não sabendo o porque.
Você chegou tão de repente, fez meus dias terem
um motivo diferente.
Seu sorriso comigo vou levar, seu abraço vou sentir falta
e do teu olhar eu sempre vou lembrar.
Você é tão especial, linda, sorridente, inteligente e sensacional.
Nunca deixe que ninguém tire seu brilho nem seu potencial.
Quando olhei nos seus olhos eu senti algo diferente
Como não sentir sua falta? lembrarei de você eternamente.
....Derrotada, não vencida....
Foi menina inocente
Agora simples mulher
Memórias para guardar
Outras para esquecer
Riram-se dela descalça
Não conseguem entender
Suas vestes rasgadas
Escondem seu grande poder
Tecido com fio de ouro
É o traje do seu coração
Ornamentado com toda pedra preciosa
Ganhas a cada desilusão
Transporta o verde esperança
Usando derrotas como guião
Com um anjo fez aliança
Disposta a aprender cada lição
Conhece a enorme diferença
Entre derrotada e vencida
Usa o dom da paciensia
Tem vitória garantida
Pela estrada ela segue
Altos e baixos estão pelo caminho
Não sente medo nem teme
Aguarda sem pressa seu destino
