Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Hoje em dia é muito mais fácil querer o bem do planeta, ecologicamente sustentável do que amar e compreender o próximo diferente, que vive ao seu lado.
A intolerância, as soberbas e os pré julgamentos pela simples aparência são as madrastas perversas da humanidade contemporânea, em um mundo virtual, com cada vez menos estórias de vidas e superações espirituais de verdade.
Desde pequeno gosto de ser muito bom com todos aqueles que foram esquecidos, abandonados e se tornaram infelizes pelos caminhos. Sempre soube que os que muito precisam, são tão carentes que não conseguem ter agradecimento e reconhecimento, fácil. São os ossos da dor onde qualquer pequeno gesto de amor, carece. Mas a vida segue, e um dia eles percebem.
Chegou o tempo onde os letrados passaram a ter duvidas mas os imbecis e ignorantes cada vez mais certezas.
Recebo carinhos e gentilezas bi partidas e ao poucos ao longo dos dias, pois nunca acreditei que a felicidade e a generosidade encontravam se em uma única pessoa e muito menos em um único lugar.
O reencontro com velhos amores é fatídico e decepcionante. Pois ninguém tem o direito de apagar com a velhice, antigas, boas, lindas e excitantes recordações.
A mamãe desce bem cedo, nos ensinou a ser humildes, gratos, amáveis e generosos, por que no curso habitual, não normal da existência nesta dimensão humana, seria na grande maioria das vezes amargo, acido e salgado. Mamãe desde cedo nos explicou que por mais que a chama da vela, por maior que seja, ilumina toda e qualquer escuridão, ela a chama nunca terá sombra.
Agora sinto saudade. Mesmo em silencio a coabitação com minha mãe Edyala, nesta dimensão me dava abrigo. Hoje a percebo na eternidade, entre as estrelinha do céu e aguardando a noite feliz, de nosso reencontro.
Quanto mais generoso, sábio, bom e iluminado um espirito é nesta dimensão, mais mesquinhez, ignorância, mau e sombrio ele atrai para si em sua existência. Como se o inverso fosse a auto-afirmação persistente de tudo que não vive.
Diante as tristezas inevitáveis da vida, uma palavra de abrigo e um breve sorriso, nos conforta a alma em saber que não estamos sozinhos.
Só descobrimos nossa eternidade quando conseguimos deixar de ser unidade e passamos a fazer parte indivisível do todo, assim é como as ondas na praia que mesmo pujante no próximo momento e movimento retornam a ser parte imperceptível do grande oceano.
As boas historias, de afeto e de carinho independente da religião e da cultura de quem nos conta, se repetem. Isto justifica se por amor e humanidade.
O principio do perdão inicia em si mesmo. Ninguém perdoa o outro, perdoa se a si próprio e todo o mal e as conseqüências que deixamos macular com dor e sofrimento nossa breve existência.
Em qualquer ocasião e sob qualquer pretexto, sempre serei um de vocês mas de forma alguma e pela inexistência natural, qualquer um de vocês não conseguirá ser um de nós.
Demagogos revanchistas rancorosos hoje relembram das 687.962 vitimas da Covid-19 no Brasil durante o governo Bolsonaro. Vitimas por fatalidade de uma pandemia nova internacional, onde tudo era experimental. Além do mais muitas mortes ocorreram no planeta inteiro e em alguns lugares infelizmente proporcionalmente bem mais do que aqui. Eleitores do ódio, disfarçados em amor, iniciam a perversa e injusta retaliação.
Diante de toda insensatez que nos provocam, as dores do coração e da paixão, uma verdade simples eu vos digo, quem nunca chorou por amor, que atire a primeira flor.
Quem é da luz, mesmo sozinho, por onde passa, vai diminuindo a escuridão. Por que o ser iluminado nunca vaga sozinho, com ele estão sempre todas as cores, todos os amores e todas as flores dos jardins da vida.
No contemporâneo prefiro no amanhecer ouvir o cantarolar dos passarinhos, sozinho...do que acordar com os uivos, os sussurros, e urros dos revoltados infelizes, ignorantes e insensíveis que não conseguem por vida, distinguirem por racionalidade, os movimentos de luzes aos da escuridão.
Salve dia 19 de Novembro. Dia da Bandeira Brasileira, que trás nossas históricas cores com todas as estrelas do nosso céu. Nossa bandeira, nunca será uma solitária estrela flamejante de ódio sob uma mortalha vermelha. Somos brasileiros e saudamos nosso panteão de liberdade todos os dias.
Existe o momento, onde o silencio me conforta e diz tudo que eu preciso. Muito mais que as mil palavras de atenção e persuasão. As imagens ficam mais cores e reflexos, não se percebe o que dramaticamente querem dizer.
